Blog Alma Missionária

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

JESUS NO SANTÍSSIMO SACRAMENTO , TOMAI E COMEI; ESTE É MEU CORPO (MT 26,26) - Liturgia diária , 19 de junho de 2014

quinta-feira, 19 de junho de 2014

FOTO : Padre Pio celebrando a Santa Missa no rito de São Pio V
 
JESUS NO SANTÍSSIMO SACRAMENTO , TOMAI E COMEI; ESTE É MEU CORPO (MT 26,26)
Jesus no Santíssimo Sacramento ouve e recebe a todos para comunicar-nos sua graça, porque mais deseja o Senhor favorecer-nos com seus dons do que nós recebê-los. Deus, que é a Bondade infinita, generosa e difusiva por sua própria natureza, compraz-se em comunicar os seus benefícios a todo mundo e se entristece quando as almas não acodem a pedir-lhes. Por que — diz o Senhor — não vos dirigis a mim? Porventura, hei sido para vós semelhante à terra estéril, quando me pedistes graças?... O apóstolo São João viu que o peito do Senhor resplandecia adornado por um cinto de ouro, símbolo da misericórdia de Cristo e da amorosa solicitude com que deseja dispensar-nos sua graça (Ap 1,15). O Senhor sempre está pronto a auxiliar-nos; mas no Santíssimo Sacramento, como afirma o discípulo, concede e distribui, de modo especial, abundantíssimos favores. O beato Henrique Suso dizia que Jesus naEucaristia atende com a maior complacência a nossas petições e súplicas. Assim como as mães acham consolo e alívio, dando o peito generosamente, não só a seu próprio filho, mas também a outros pequeninos, o Senhor neste Sacramento a todos convida e nos diz: “Como a mãe acaricia a seu filho, assim eu vos consolarei” (Is 66,13). Ao Pe. Baltasar Álvares apareceu visivelmente Cristo na Eucaristia, mostrando-lhe as graças inumeráveis que trazia à disposição para prodigalizá-las aos homens; mas não havia quem as pedisse.Bem-aventurada a alma que, ao pé do altar, se detém para solicitar a graça do Senhor! A condessa de Feria, que depois se fez religiosa de Santa Clara, permanecia ante o Santíssimo Sacramento todo o tempo de que podia dispor. Por isso, a chamavam a esposa do SS. Sacramento.Ali recebia continuamente riquíssimos tesouros de graças. Perguntada por que passava tantas horas prostrada ante o Senhor Sacramentado, respondeu: “Desejaria ficar ali por toda a eternidade...Perguntais o que se faz na presença do Santíssimo Sacramento... E que é que se deixa de fazer? Que faz um pobre na presença de um rico? E um enfermo diante do médico?... Agradece-se, ama-se, roga-se”
 
FOTO : Papa São Pio XII , celebrando a Santa Missa
 
Queixou-se o Senhor à sua fiel serva Irmã Margarida Alacoque da ingratidão com que os homens o tratam neste Sacramento de Amor. Mostrando-lhe seu sagrado Coração em trono de chamas, cercado de espinhos e uma cruz ao alto, dá-lhe a entender a amorosa presença de Cristo na Eucaristia e diz: “Contempla este Coração que tanto tem amado aos homens e que nada omitiu, nem mesmo o consumir-se, para demonstrar-lhes seu amor. Mas em reconhecimento só recebo ingratidões da maior parte deles, pelas irreverências e os desprezos com que me tratam neste Sacramento. E o que mais deploro é que assim procedem não poucas almas que me são especialmente consagradas”.Os homens deixam de entreter-se com Cristo, porque não o amam. Recreiam-se horas inteiras falando com um amigo, mas enfadam-se logo em ficar com o Senhor! Como há de Jesus Cristo conceder-lhes seu amor? Se não afastam de seu coração os afetos terrenos, como há de entrar nele o amor divino? Ah, se pudesses dizer verdadeiramente de coração o que dizia São Filipe Néri ao ver o Santíssimo Sacramento: “Eis o meu amor” e não te cansarias nunca de estar horas e dias ante Jesus Sacramentado. Para a alma que ama a Deus, essas horas parecem momentos
 
FOTO : Papa Bento XVI , celebrando a Santa Missa
 
São Francisco Xavier, fatigado pelo diário trabalho da salvação das almas, encontrava à noite apropriado descanso em permanecer diante do Santíssimo Sacramento. São João Francisco de Regis, famoso missionário da França, depois de ter empregado todo o dia na pregação, dirigia-se à igreja; e quando a encontrava fechada, ficava à porta, exposto às inclemências do tempo com o propósito de homenagear, ao menos de longe, a seu amado Senhor. São Luís Gonzaga desejava estar sempre na presença de Jesus Sacramentado; como, porém, os Superiores lhe proibissem que se entretivesse nesses atos prolongados de adoração, acontecia que, quando o santo jovem passava diante do altar, sentia de um lado que Jesus o atraía docemente para que com ele permanecesse, e de outro, obrigado pela obediência, a afastar-se. Nesse caso dizia amorosamente: “Apartai-vos, Senhor, apartai-vos de mim; não me prendais junto de vós; deixai que de vós me separe, porque devo obedecer”. Portanto, meu irmão, se não sentes tão alto amor a Cristo, procura visitá-lo diariamente, que Ele saberá inflamar o teu coração. Sentes frio ou tibieza? Aproxima-te do fogo, como dizia Santa Catarina de Sena, e ditoso de ti se Jesus te conceder a graça de abrasar-te em seu amor! Então, não amarás mais as coisas da terra, mas as desprezarás todas, pois, segundo observa São Francisco de Sales: Quando em casa há fogo, tudo se lança pela janela
 
Consideremos a grandeza do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, o amor imenso que Jesus Cristo nos manifestou nesta dádiva tão preciosa e o vivo desejo que nutre de ser por nós recebido. Vejamos, em primeiro lugar, a grande mercê que nos fez o Senhor ao dar-se a nós como alimento na santa comunhão. Disse Santo Agostinho que, sendo Jesus Cristo Deus onipotente, nada melhor pôde dar-nos. Que maior tesouro pode receber ou desejar uma alma do que o sacrossanto corpo de Cristo? Exclamava o profeta Isaías: “Publicai as amorosas invenções de Deus” (Is 12,4). E em verdade, se nosso Redentor não nos tivesse obsequiado com dádiva tão valiosa, quem é que ousaria pedi-la? Quem é que se atreveria a dizer-lhe: “Senhor, se quereis demonstrar o vosso amor, ocultai-vos sob as espécies do pão e permiti que as recebamos para o nosso sustento...”? Tal pensamento houvera de ser considerado como loucura. “Não parece loucura dizer: comei minha carne e bebei meu sangue?” — exclamava Santo Agostinho
 
FOTO : Soldados recebndo a Hóstia Santa durante a 2a guerra - ano de 1945
 
Quando Jesus Cristo anunciou a seus discípulos este dom do Santíssimo Sacramento e afastaram-se o Senhor, murmurando: “Como pode este dar-nos a comer sua carne?... Dura é esta doutrina, e quem a pode ouvir?” (Jo 6,53). Mas o que ao homem nem sequer é dado imaginar, concebeu-o e realizou-o o grande amor de Cristo
 
Segundo São Bernardino, o Senhor nos deixou este Sacramento em memória do amor que nos manifestou em sua Paixão, conforme suas próprias palavras: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19). Não satisfez Cristo seu divino amor — acrescenta o mesmo Santo — sacrificando a sua vida por nós, mas, impelido por esse mesmo soberano amor, legou-nos antes de morrer a maior de todas as dádivas, dando-se ele mesmo para nosso sustento. Portanto, neste Sacramento levou a efeito o mais generoso esforço do amor; o que o Concílio de Trento exprime com eloqüentes palavras, dizendo que Jesus Cristo na Eucaristia prodigalizou aos homens todas as riquezas do seu amor
 
Não se estimaria como sinal de especial distinção — disse São Francisco de Sales — se um príncipe enviasse a um pobre algumas iguarias de sua mesa? Que se diria, se lhe enviasse um banquete completo? Que seria, enfim, se o obséquio consistisse em um pedaço da própria carne do príncipe, para que servisse de alimento ao pobre?...
FOTO : Ìndios convertidos , recendo a comunhão na América do Norte - ano de 1957
 
esus, na sagrada Comunhão, nos alimenta, não apenas com uma parte de sua mesa, nem com um pedaço de seu corpo, mas com ele inteiro: “Tomai e comei; este é meu corpo” (Mt 26,26). E com seu corpo dá-nos também seu sangue, alma e divindade. Numa palavra — diz São João Crisóstomo — Jesus Cristo, dando-se a si próprio na sagrada comunhão, dá tudo o que tem sem a menor reserva; ou, segundo se expressa São Tomás: “Deus na Eucaristia se entrega todo ele, quanto é e quanto tem”. Vê, pois, como esse Altíssimo Senhor, que não cabe no mundo — exclama São Boaventura — se faz nosso prisioneiro na Eucaristia...
 
E, dando-se a nós real e verdadeiramente no Santíssimo Sacramento, como poderemos recear que nos recuse as graças que lhe pedirmos? (Rm 8,32)
 
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