Blog Alma Missionária

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domingo, 8 de junho de 2014

 Acampamento de Pentecostes

Batizados no Espírito Santo para os fins dos tempos 
Padre Roger Luís
Foto: Wesley Almeida/CN
Precisamos viver este dia com a lembrança e a consciência de que a Palavra que lemos é viva e não é umconto de fadas. Essa Palavra nos fere, nos atinge, pois quando a lemos, com fé, ela tem o poder de nos modificar.

Leiamos com fé: “Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do EspíritoSanto e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua” (Atos dos Apóstolos 2, 2-6).

A Palavra do Senhor escutada e lida, com fé, traz uma eficácia própria. Eles precisavam ir para Jerusalém e esperar o cumprimento da promessa do Pai, que era justamente o derramamento do Espírito Santo. E o que é o batismo do Espírito Santo? É o derramar de Deus, que nos dá coragem para testemunhar que Ele caminha conosco e nos protege. Ele traz sabor às coisas de Deus, à Eucaristia, à nossa confissão. Provoca em nós o temor a Deus, que não nos deixa ficar no pecado. Deus fala conosco por meio da Sua Palavra.

Por intermédio do Espírito vemos, no irmão, a beleza da criação de Deus. A nossa alma tem sede de Deus; precisamos do Espírito para nos manter cristãos e não aceitarmos a mentalidade deste mundo. Esse mesmo Espírito suscita nosso ministério para a música, intercessão, pregação da Palavra é para isso que Ele serve. Mas não é só para hoje, devemos pedir o Espírito Santo todos os dias, em qualquer momento. Inclusive nos momentos de aridez espiritual em que precisamos provar que somos de Deus "na raça" porque não o sentimos.

"O Espírito Santo nos prepara para os fins dos tempos, para não termos medo de enfrentar o combate!", enfatiza padre Roger
Foto: Wesley Almeida/CN
O Espírito Santo nos prepara para os fins dos tempos, para não termos medo de enfrentar o combate e sair dele vencedores. Esse mesmo Espírito Santo nos ensina a caminhar nas tribulações como vencedores, para isso somos batizados n'Ele.

“Mas o que perseverar até o fim será salvo” (Marcos 13,13). Foi para isso que Deus derramou sobre nós o Seu Espírito Santo. A promessa está se cumprindo. Deus está usando de paciência conosco para não nos perdermos.

“Cristo afirmou, antes da sua ascensão, que ainda não era a hora do estabelecimento glorioso do Reino messiânico esperado por Israel, o qual devia trazer a todos os homens, segundo os profetas, a ordem definitiva da justiça, do amor e da paz. O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela desolação e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. É um tempo de espera e de vigília.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 672)

O tempo em que vivemos é um tempo de espera e vigia porque vivemos os tempos finais. O inimigo de Deus não quer que evangelizemos, ele se levanta, se opõe e tenta nos atingir de diversas formas, colocando orgulho, frieza, desânimo e orgulho espiritual em nós e tentando nos afastar de Deus.

A ação do Espírito é como uma bomba atômica, em contato com o urânio as pessoas se contaminam. Ser carismático é assim, ter os mesmos efeitos de uma bomba, mesmo em silêncio deixar-se “contaminar” pelo Espírito Santo. Estamos nos fins dos tempos, precisamos viver essa vida carismática e contagiar mais almas para Deus.

Você é escolhido por graça de Deus e misericórdia para testemunhar a graça de Deus.“Neste dia, revelou-se plenamente a Santíssima Trindade. A partir deste dia, o Reino anunciado por Cristo abre-se aos que n'Ele crêem. Na humildade da carne e na fé, eles participam já na comunhão da Santíssima Trindade. Pela sua vinda, que não cessará jamais, o Espírito Santo faz entrar no mundo nos últimos tempos, no tempo da Igreja, no Reino já herdado mas ainda não consumado: Nós vimos a verdadeira Luz, recebemos o Espírito celeste, encontrámos a verdadeira fé: adoramos a Trindade indivisível, porque foi Ela que nos salvou”. (Catecismo da Igreja Católica, n. 732).

A vinda do Espírito Santo não cessará jamais, é promessa de Deus, na doutrina da Igreja.

"O Espírito Santo nos ensina a caminhar nas tribulações como vencedores", afirma padre Roger
Foto: Wesley Almeida/CN
Como são belos os pés do mensageiro que anuncia o Senhor! É tempo de tomarmos consciência de que estamos nos últimos dias e vivermos como apóstolos dos últimos tempos e dos últimos dias, não por merecimento, mas por graça. Lembremos o que o Papa Francisco disse no encontro da Renovação Carismática Católica quando nos pediu que partilhemos os dons do Espírito Santo. Devemos nos deixar usar por Deus, precisamos ser usados por Ele. Devemos ter essa aliança com o Espírito Santo, sermos um com Ele, ter uma só alma com o Espírito Santo. Assim como a Virgem Maria que dizia “shalom” e todos eram batizados no Espírito.

A evangelização precisa ser a do fim dos tempos com milagres, sinais e prodígios. Jesus nos choca com Sua ação evangelizadora. Estemundo precisa experimentar a ação do Espírito Santo; e vai experimentar por este profeta que tem seu nome: você. É o nosso testemunho que deve provocar essa mudança.

Os sinais de estarmos nos fins dos tempos são estes: “Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. Atenção: que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas ainda não será o fim. Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome, peste e grandes desgraças em diversos lugares. Tudo isto será apenas o início das dores” (Mateus 24, 6-8). Temos visto nossos irmão serem condenados à morte por causa do nome de Cristo, como o que está acontecendo na Síria; assim como vimos o testemunho daquela moça grávida que foi condenada à morte. Vemos quantos assaltos, quantos assassinatos, um descontrole total. Precisamos nos deixar ser controlados pelo Espírito Santo de Deus.

Nós não somos da noite e não somos das trevas, a ação do Espírito Santo nos faz ser transladados deste mundo para o Reino de Deus. Ele nos faz deixar os livros, músicas, novelas, locais, festas, conversas e pensamentos que não agradam o coração de Deus. Os dons do Espírito nos auxiliam a viver essa graça. É tempo de vigilância e sobriedade!

“Não vos deixeis abalar assim depressa nas vossas convicções, que ninguém vos iluda”. Paulo fala sobre o anticristo, que se manifestará, vamos clamar por segurança e o inimigo nos trará a falsa paz. Existe uma força que é do mal e que tira a Igreja do centro de nossa vida; para muitos, hoje a ciência e o Estado são mais importantes do que a Igreja. Ideologias estão tirando o espaço da Igreja.

Só há uma solução para enfrentarmos tudo isto: Ser cheio do Espírito Santo para este tempo. O sopro da boca de Deus é o que nos faz vencer. E o sopro da boca de Deus se chama Espírito Santo, o Paráclito.

Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na Terra, porá a descoberto o «mistério da iniquidade», sob a forma duma impostura religiosa, que trará aos homens uma solução aparente para os seus problemas, à custa da apostasia da verdade. A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado” (Catecismo da Igreja Católica, n. 675).

O catecismo está dizendo que a Igreja estará numa prova que abalará a fé de muitos. Chegará o dia, como está escrito em Apocalipse, em que não poderemos comprar nem vender se não tivermos a marca da besta. É o Espírito quem nos dá a capacidade de perseverar e não vender a alma ao inimigo de Deus. A força do Espírito Santo precisa nos acompanhar.

Transcrição e adaptação: Rogéria Nair

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Padre Roger Luís 
Padre da Comunidade Canção Nova


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08/06/2014 - 11h15
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