Sexta-feira, 25 de outubro de 2013, 08h37
Conheça o local que forma missionários do mundo inteiro
Luciane Marins e Padre Roger Araújo
Da Redação
www.ccm.org.br

Site do Centro Cultural Missionário
Há poucos dias para o encerramento do mês missionário, oCanção Nova em Foco desta semana conversa com padre Estevão Raschietti, Secretário Executivo do Centro Cultural Missionário (CCM). Esse organismo, que é vinculado a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), recebe missionários vindos do mundo todo.
Padre Estevão explica que o Centro Cultural faz um trabalho de formação tanto com os missionários que vem do exterior, como com os brasileiros que vão para fora do país ou para áreas missionárias aqui mesmo no Brasil.
Acesse
.: Ouça íntegra da entrevista
"Quanto aos estrangeiros há um curso de iniciação à missão no Brasil. Aprendizagem da língua portuguesa, história, geografia, sociedade e introdução a vida pastoral", explica.
O Brasil sempre foi um país que recebeu muitos missionários, porém hoje em dia, o padre destaca que recebe muito menos e que poucos vêm da Europa. "Nos últimos dez, quinze anos, tivemos uma caída drástica de missionários que vem da Europa. Aqui no Centro, tem um departamento que cuida dos vistos de entrada. Por exemplo, em 2001 nós tivemos pedido de visto de entrada de 34 italianos, em 2010, caíram para 3."
Segundo padre Estevão, a quantidade de missionários que o Brasil envia é a mesma quantidade que recebe.
Um dado surpreendente é que o país que mais envia missionários para o Brasil atualmente, é a Índia, país fortemente hindu em que os cristãos são minoria. "A Índia, nos últimos dois anos, é o segundo país depois da Itália que tem mais missionários aqui no Brasil. Podemos citar também a Indonésia, e países da África como o Congo, outros como Nigéria e Camarões”.
O padre destaca que quando se pensa na missão Ad Gentes, se pensa exatamente nesses países. “A Indonésia é o maior país muçulmano por exemplo, a Índia um país fortemente hindu. Seria um pouco contraditório, mas realmente temos a partir desses países um grande número de vocações.”
Normalmente esses missionários pertencem a Congregações Religiosas Internacionais que tem necessidade de integrar seus membros nas diversas exigências dos vários países.
Já quanto ao destino dos brasileiros, padre Estevão afirma que são principalmente os países de língua lusófona, como Moçambique, Angola, Guiné Bissau e países da América Latina.
O secretário executivo do Centro Cultural Missionário acredita que a adaptação depende de cada pessoa. Ele defende que maturidade, disposição pessoal e vontade para se inculturar são necessárias. "Aprender uma língua, se adaptar a um monte de coisas. Um processo que varia entre dois a três anos para se sentir a vontade no ambiente. Precisa muita capacidade de escuta, muita humildade em aprender. Quem já vai querendo saber tudo e se sentindo como mestre, não como discípulo, não está apto para a vida missionária.”
Para ele, a maior dificuldade é a língua, que em sua opinião, é a porta de ingresso para uma cultura. Ele explica que não se trata somente de técnica, vocabulário ou gramática, mas sim de estrutura de pensamento, de organização de vida, que é traduzida verbalmente. "Para o missionário, o principal desafio é aprender a língua e aprendê-la bem. Evangelização hoje, se faz com a língua materna, que é a língua que fala ao coração das pessoas".
O padre fala ainda sobre a manutenção do Centro Cultural Missionário e sobre os projetos que oferece, conta que a maioria dos missionários que vão para o exterior são mulheres, explica o que padres diocesanos e leigos, que querem se tornar missionários, devem fazer e destaca como todos podem viver bem o mês missionário. [Ouça]
“Somos convidados a abrir a mente e o coração para rezar, colaborar e enviar missionários. Jesus falou 'Ide e fazei discípulos em todas as nações', esse 'todas as nações' significa para nós, ter o mundo no coração. Aprender a rezar para todos, não só para nós. Partilhar o dízimo, não só para nossas comunidades, mas com projeto missionário para fora, ter as vocações religiosas e sacerdotais não só para nós, mas para serem enviadas para outros. Isso significa ser cristão, ser católico”.
missionários centro cultural missionário missão ad gentes CNBBPadre Estevão explica que o Centro Cultural faz um trabalho de formação tanto com os missionários que vem do exterior, como com os brasileiros que vão para fora do país ou para áreas missionárias aqui mesmo no Brasil.
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"Quanto aos estrangeiros há um curso de iniciação à missão no Brasil. Aprendizagem da língua portuguesa, história, geografia, sociedade e introdução a vida pastoral", explica.
O Brasil sempre foi um país que recebeu muitos missionários, porém hoje em dia, o padre destaca que recebe muito menos e que poucos vêm da Europa. "Nos últimos dez, quinze anos, tivemos uma caída drástica de missionários que vem da Europa. Aqui no Centro, tem um departamento que cuida dos vistos de entrada. Por exemplo, em 2001 nós tivemos pedido de visto de entrada de 34 italianos, em 2010, caíram para 3."
Segundo padre Estevão, a quantidade de missionários que o Brasil envia é a mesma quantidade que recebe.
Um dado surpreendente é que o país que mais envia missionários para o Brasil atualmente, é a Índia, país fortemente hindu em que os cristãos são minoria. "A Índia, nos últimos dois anos, é o segundo país depois da Itália que tem mais missionários aqui no Brasil. Podemos citar também a Indonésia, e países da África como o Congo, outros como Nigéria e Camarões”.
O padre destaca que quando se pensa na missão Ad Gentes, se pensa exatamente nesses países. “A Indonésia é o maior país muçulmano por exemplo, a Índia um país fortemente hindu. Seria um pouco contraditório, mas realmente temos a partir desses países um grande número de vocações.”
Normalmente esses missionários pertencem a Congregações Religiosas Internacionais que tem necessidade de integrar seus membros nas diversas exigências dos vários países.
Já quanto ao destino dos brasileiros, padre Estevão afirma que são principalmente os países de língua lusófona, como Moçambique, Angola, Guiné Bissau e países da América Latina.
O secretário executivo do Centro Cultural Missionário acredita que a adaptação depende de cada pessoa. Ele defende que maturidade, disposição pessoal e vontade para se inculturar são necessárias. "Aprender uma língua, se adaptar a um monte de coisas. Um processo que varia entre dois a três anos para se sentir a vontade no ambiente. Precisa muita capacidade de escuta, muita humildade em aprender. Quem já vai querendo saber tudo e se sentindo como mestre, não como discípulo, não está apto para a vida missionária.”
Para ele, a maior dificuldade é a língua, que em sua opinião, é a porta de ingresso para uma cultura. Ele explica que não se trata somente de técnica, vocabulário ou gramática, mas sim de estrutura de pensamento, de organização de vida, que é traduzida verbalmente. "Para o missionário, o principal desafio é aprender a língua e aprendê-la bem. Evangelização hoje, se faz com a língua materna, que é a língua que fala ao coração das pessoas".
O padre fala ainda sobre a manutenção do Centro Cultural Missionário e sobre os projetos que oferece, conta que a maioria dos missionários que vão para o exterior são mulheres, explica o que padres diocesanos e leigos, que querem se tornar missionários, devem fazer e destaca como todos podem viver bem o mês missionário. [Ouça]
“Somos convidados a abrir a mente e o coração para rezar, colaborar e enviar missionários. Jesus falou 'Ide e fazei discípulos em todas as nações', esse 'todas as nações' significa para nós, ter o mundo no coração. Aprender a rezar para todos, não só para nós. Partilhar o dízimo, não só para nossas comunidades, mas com projeto missionário para fora, ter as vocações religiosas e sacerdotais não só para nós, mas para serem enviadas para outros. Isso significa ser cristão, ser católico”.
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