Apologetica
Homem invade missa e quebra imagem de Nossa Senhora
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: Ana Clara e Joao Torres
Transmissão: Cid
Autor: Ana Clara e Joao Torres
Transmissão: Cid
Nota do Autor do Site
Até quando os protestantes vão alimentar esta intolerância religiosa? Até quando vão crêr que estarão servindo a Deus agredindo aos próximos? Um homem que entra numa missa com 10.000 pessoas atinge diretamente a fé delas destruindo uma imagem que é venerada, que faz lembrar a Maria e ainda se diz satisfeito pelo ato.
Realmente o mundo esta esfriando na fé, caridade, no amor e o respeito ao próximo, crescem as seitas e falsas profetas , mas Igreja continua como sempre perseguida pelos que se dizem de Deus e fazem a vontade d´Ele. Bem que a Biblia avisa, mas acho que estes trechos os protestantes procuram pular para não ler ou usam uma lente de bloqueio mental.
Mateus 24: 11-12 " Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. "
I Joao 4:1. Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo.
Mateus 7:15-16 guardai-vos dos falsos profetas. Eles vem disfarçados de ovelhas, mas por dentro sao lobos arrebatadores, pelos seus frutos os conhecereis.
I Joao 4:7-8. Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
Mateus 12:33=Ou dizeis que a arvore é boa pelo seu fruto bom ou dizeis que a arvore é má pelo seu fruto mau, PQ É PELO FRUTO QUE SE CONHECE A ARVORE
Rogério Hirota (SacroSancttus)
Ana Clara Jabur - Do CorreioWeb com João Rafael Torres -Do Correio Braziliense - 26/10/2004 -*19h23*
- Um homem foi preso na noite desta segunda-feira depois de atirar uma imagem de Nossa Senhora no chão. José Rocha do Nascimento, de 30 anos, invadiu uma missa na Catedral Militar, no Eixo Monumental, por volta das 17h e retirou a imagem de 80 centímetros do altar. Após jogar a santa no chão, policiais que faziam ronda foram chamados e prenderam Nascimento.
O homem - evangélico - usava uma camiseta camuflada com a frase "Exército de Jesus". No momento da prisão, permaneceu calado. Porém, ao chegar à delegacia, recitou trechos da Bíblia e disse condenar a idolatria (adoração de imagens). "Foi o dia mais feliz da minha vida. Deus está contente com o que eu fiz", disse durante o depoimento. Segundo testemunhas, Nascimento estava vigiando carros no estacionamento da Catedral e por diversas vezes entrou e saiu da igreja. No mesmo dia, cerca de 10 mil fiéis acompanharam missas em homenagem à santa, que acontecem todo dia 25 de cada mês.
O ministro da eucaristia Edvaldo José Oliveira não registrou ocorrência, mas tentou conversar com o evangélico. O ministro pediu que ele se comprometesse a não entrar em igrejas católicas. Mesmo assim, o homem
disse que não poderia "garantir" que não voltaria. Apesar da retirada da queixa, o caso não foi encerrado.
Nesta terça-feira, o delegado plantonista da Delegacia de Repressão à Pequenas Infrações (DRPI) informou que José deve responder por crime de ultraje ao culto religioso, com o agravante do uso de violência, previsto no código penal. A pena para a infração varia de um mês a um ano de prisão.
A imagem, que se quebrou em três partes, permanece no Instituto Médico Legal para perícia e será liberada nesta quarta-feira para restauração. A Santa Rainha da Paz foi doada à Igreja há dez anos. Depois do conserto, voltará ao altar. O responsável pela igreja, arcebispo militar dom Geraldo Ávila preferiu não comentar o episódio. Os fiéis começaram a organizar uma missa em homenagem à santa e em desagravo ao ato.
*Homenagem*
Nossa Senhora Rainha da Paz é homenageada todo dia 25 de cada mês. Segundo os católicos, a santa apareceu pela primeira vez a peregrinos na antiga Bósnia - hoje dividida em Sérvia e Montenegro -, em 25 de junho de 1981. Até hoje, o local onde teria havido a aparição virou palco de romaria e devoção de fiéis do mundo inteiro.
"Ele ficou o tempo todo de cabeça baixa e não respondia a nenhuma pergunta", diz. Mas na delegacia, recitou trechos inteiros da Bíblia e condenou a idolatria (adoração de imagens). "Percebi que ele não havia bebido nem usado drogas. Estava normal e falava bem", declarou o ministro.
A imagem ficou dividida em quatro pedaços: cabeça, mão, pé e corpo. Enquanto as freiras restauram a santa, uma réplica será colocada no lugar
Nossa Senhora da Paz pesa 30kg e atrai milhares de fiéis
*Réplica*
Para o antropólogo José Jorge Carvalho, da Universidade de Brasília, a atitude de José significa que a intolerância por parte dos evangélicos tomou proporções descontroladas. ''As instituições punitivas têm sido omissas e isso é muito perigoso. Em pouco tempo, igrejas e templos de outras religiões estarão sendo queimados por fiéis legitimados pela impunidade.''
Uma réplica substituirá a imagem quebrada até que a peça seja reconstituída por freiras. Hoje, ela deve ser liberada pelo Instituto de Criminalística. Iedna Cândida Santana de Miranda, técnica de enfermagem de 38 anos e moradora do Núcleo Bandeirante, era uma das devotas que estavam na catedral. A mulher, que tinha ido pedir bênção à santa, lamenta o atentado. ''Foi assustador o que esse rapaz fez, mas a gente tem que usar de misericórdia. Quem sabe agora ele possa conhecer o verdadeiro amor da mãe de Jesus...''
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Memória
Imagens agredidas
Em 12 de outubro de 1995, Sérgio Von Helder, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), comprou briga com a Igreja Católica em rede nacional, depois de chutar a imagem de Nossa Senhora Aparecida -- no dia
em que a padroeira é comemorada. Durante programa da igreja na televisão, ele criticou a idolatria (culto a imagens) e chamou a santa de ''boneca de barro''. Oito anos depois, o pastor foi envolvido num boato de internet: disseram que ele teve problemas motores na perna com a qual chutou a imagem e teria se convertido ao Catolicismo. Von Helder desmentiu o fato. Ele ainda trabalha para a Igreja Universal, em Nova York.
A cidade de Santa Maria está sem a imagem da padroeira depois de uma série de atentados. Em 1995, a santa instalada na frente da Administração Regional foi atingida por um tiro. Em 1998, a peça que substituiu a primeira amanheceu degolada. Em 2000, uma nova imagem foi colocada no lugar, mas acabou roubada em seguida.
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Dia 27 de Outubro de 2004
Até que ponto o ser humano pode chegar?
E se esse rapaz se diz cristão, onde está o respeito, o amor que Cristo ensinou?
Deixemos a Deus que cuide deste pobre de espírito...
As imagens na Tradição da Igreja
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: Prof. Felipe Aquino
Transmissão: Vicente G.
Autor: Prof. Felipe Aquino
Transmissão: Vicente G.
AS IMAGENS NA TRADIÇÃO DA IGREJA
Prof. Felipe Aquino Domingo, Outubro 28, 2007
Na Encarnação do Verbo, Jesus Cristo mostrou aos homens uma face visível de Deus, que quis se servir de numerosos elementos sensíveis (imagens, palavras, cenas históricas…) para nos comunicar a Boa-Nova.
Os cristãos foram, então, compreendendo que segundo a pedagogia divina, deveriam passar da contemplação do visível ao invisível. As imagens, principalmente os que reproduziam personagens e cenas da história sagrada, tornaram-se “a Bíblia dos iletrados” ou analfabetos.
As imagens sempre foram usadas por Jesus e pelos Apóstolos como instrumentos eficazes e reveladores da realidade invisível: para anunciar o Reino de Deus usaram imagens de lírios, pássaros, sal, luz, etc., coisas que estimulavam a compreensão do abstrato através de imagens retiradas do mundo concreto. São Paulo também ensina que o Deus invisível tornou-se visível
em Jesus Cristo (cf. Cl 1,15).
A controvérsia iconoclasta, inspirada por correntes judaizantes e heréticas nos séculos VIII e IX, que condenava o uso das imagens, terminou com a reafirmação do culto dessas no Concílio de Nicéia II, em 787.
Os Reformadores protestantes rejeitaram as imagens por causa dos abusos do fim da Idade Média; Lutero, porém, se mostrou bastante liberal com as imagens; não as proibia. Ultimamente entre os luteranos a atitude diante das imagens tem sido submetida a revisão. Lutero disse em 1528:“Tenho como algo deixado à livre escolha as imagens, os sinos, as vestes litúrgicas… e coisas semelhantes. Quem não os quer, deixe-os de lado, embora as imagens inspiradas pela Escritura e por histórias edificantes me pareçam muito úteis… Nada tenho em comum com os Iconoclastas (quebradores de imagens)” (Da Ceia de Cristo).
S. Clemente de Alexandria († antes de 215) dizia que: “O próprio homem é a imagem viva de Deus”, eis o argumento que repete, acrescentando ainda um adágio freqüente na Igreja antiga: “Viste teu irmão, viste teu Deus” (Stromateis I 19 e II 15, PG 8,812 e 1009).
Os cristãos foram percebendo que a proibição de fazer imagens no Antigo Testamento era apenas uma questão pedagógica de Deus com o povo de Israel. As gerações cristãs foram compreendendo que a realidade da Encarnação do Verbo como homem, visível, indicava que eles deveriam subir ao Invisível passando pelo visível que Cristo apresentou aos homens. Assim, começaram a representar e meditar as fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas começaram a surgir como um meio valioso para que o povo fiel se aproximasse do Filho de Deus.
É relevante notar que já nas antigas Catacumbas de Roma, os antigos cemitérios cristãos, encontram-se diversos afrescos geralmente inspirados pelo texto bíblico: Noé salvo das águas do dilúvio, os três jovens cantando na fornalha, Daniel na cova dos leões, os pães e os peixes restantes da multiplicação efetuada por Jesus, o Peixe (Ichthys), que simbolizava o Cristo …
Note que esses cristãos dos primeiros séculos ainda estão debaixo da perseguição dos romanos. E eles faziam imagens e pintavam figuras. Será que eram idólatras por isso? É lógico que não, eles morriam às vezes mártires exatamente para não praticarem a idolatria, reconhecendo César como Deus e lhe queimando incenso. Ora, se os nossos mártires usavam figuras pintadas, é claro que elas são legítimas.
Nas Igrejas as imagens tornaram-se a “Bíblia dos iletrados”, dos simples e das crianças, exercendo grande função catequética. Alguns escritores cristãos nos contam isso. S. Gregório de Nissa (†394) escreveu: “O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente” (Panegírico de S. Teodoro, PG 94, 1248c).
S.João Damasceno, doutor da Igreja, grande defensor das imagens no Concilio de Nicéia II, disse:“O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados” (De imaginibus I 17 PG, 1248c).“Antigamente Deus, que não tem corpo nem face, não poderia ser absolutamente representado através duma imagem. Mas agora que Ele se fez ver na carne e que Ele viveu com os homens, eu posso fazer uma imagem do que vi de Deus.”“A beleza e a cor das imagens estimula minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo dos campos estimula o meu coração para dar glória a Deus” (CIC, 1162). “Como fazer a imagem do invisível? … Na medida
em que Deus é invisível, não o represento por imagens; mas, desde que viste o incorpóreo feito homem, fazes a imagem da forma humana: já que o inviável se tornou visível na carne, pinta a semelhança do invisível” (I 8 PG 94, 1237-1240).“Outrora Deus, o Incorpóreo e invisível, nunca era representado. Mas agora que Deus se manifestou na carne e habitou entre os homens, eu represento o “visível” de Deus. Não adoro a matéria, mas o Criador da matéria” (Ibid. I 16 PG 94, 1245s).
O Papa São Gregório Magno († 604), doutor da Igreja, escreveu a Sereno, bispo de Marselha, que ordenou quebrar as imagens:“Tu não devias quebrar o que foi colocado nas Igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler” (epist. XI 13 PL 77, 1128c).
O Concílio de Nicéia II (787), com base nos sólidos argumentos de grandes teólogos como São João Damasceno, doutor da Igreja, reafirmou a validade do culto de veneração (não adoração) das imagens. O Concílio distinguiu entre Iatréia (em grego adoração), devida somente a Deus, e proskynesis (veneração), tributável aos santos e também às imagens sagradas na medida em que estas representam os santos ou o próprio Senhor; o culto às imagens é, portanto, relativo, só se explica na medida em que é tributado indiretamente àqueles que as imagens representam. Assim se pronunciaram os padres conciliares:
“Definimos … que, como as representações da Cruz …, assim também as veneráveis e santas imagens, em pintura, em mosaico ou de qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus (sobre os santos utensílios e os paramentos, sobre as paredes e de quadros), nas casas e nas entradas. O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, com as da … santa Mãe de Deus, com as dos santos Anjos e as de todos os santos e justos. Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a recordar-se dos modelos originais, a se voltar para eles, e lhes testemunhar … uma veneração respeitosa, sem que isto seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus” (sessão 7, 13 de outubro de 787; Denzinger-Schönmetzer, Enchridion Symbolorum nº 600s).
Note, então, que muito antes da Reforma Protestante, a Igreja já tinha estudado o uso das imagens; isto foi há cerca de 750 anos antes da Reforma.
A sagrada Tradição da Igreja, sempre assistida pelo Espírito Santo (cf. Jo14,15.25; 16,12-13) sempre reconheceu o valor pedagógico e psicológico das imagens como um auxílio para a vida de oração.
Todos os santos da Igreja, em todas as épocas, valorizaram as imagens. Santa Teresa de Ávila († 1582), ao ensinar as vias da oração às suas Religiosas, dizia :“Eis um meio que vos poderá ajudar… Cuidai de ter uma imagem ou uma pintura de Nosso Senhor que esteja de acordo com o vosso gosto. Não vos contenteis com trazê-las sobre o vosso coração sem jamais a olhar, mas servi-vos da mesma para vos entreterdes muitas vezes com Ele” (Caminho de Perfeição, cap. 43,1).
Enfim, Deus não proibiu imagens de maneira absoluta; mas proibiu imagens de ídolos para serem adorados. Sabemos que uma meia verdade é pior do que uma mentira. Não se pode interpretar a Bíblia lendo apenas alguns versículos sobre um determinado assunto; é preciso ler todos os versículos da Bíblia que falam do mesmo assunto para que a interpretação seja correta. O perigo da interpretação fundamentalista é este: fixar os olhos em um único versículo e querer tirar daí uma interpretação definitiva de uma verdade religiosa. Cai-se no erro.

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