Blog Alma Missionária

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segunda-feira, 20 de maio de 2013


Apologética
Fazei isto em Memória de Mim (1Cor 11,14)
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: D. Estevão Bettencour
Transmissão: Ontologico
Um bom artigo sobre a Eucaristia, dentro da Mistagogia Litúrgica.
(Síntese da Apostila de Liturgia: Mater Ecclesiae de Dom Estevão Bittencourt)

Muito ligado ao conceito de MYSTÉRIUM está o de memória (ANÁMNESIS, em grego). Jesus mandou repetir o que ele fez (eis tem emém anámnesin) (1Cor 11,24 e Lc 22,19).

MEMÓRIA NO ANTIGO TESTAMENTO

Os significados da palavra de Jesus deve ser deduzido do Antigo Testamento que falam de memória (zeker) ou de recordar-se (zakar). É o conceito base da espiritualidade pré-cristã zkr (lembrar), não é apenas um "lembrar-se do passado", mas é um lembrar-se eficiente, um acontecimento atuante e criativo. Assim, Deus se lembra de determinadas pessoas e concede-lhes sua graça e misericordia. "Quando Deus destruiu as cidades da planicie, Ele se lembrou de Abraão e retirou Lote do meio das catástrofes (Gn 19,29). "Então Deus se lembrou de Raquel; Ele a ouviu e a tornou fecunda (Gn 30,22). Pelo fato de Deus recordar-se dos homens, surge situações novas, principalmente em favor das pessoas recordadas. "Deus ouviu os gemidos do seu povo o Egito Deus lembrou-se de Abraão  Isaac e Israel" Ex 2,24; Lv 1,42; Ez 16,60. De fato, os homens devem recordar de Deus com os seus beneficios. (Dt 5,15; 9,7; 32,7; etc........).

MEMÓRIA NO NOVO TESTAMENTO

1) Visão Geral

No N.T. temos a visao de "memória e recorda-te". No cantico de Zacarias lê-se: "Socorreu Isabel seu servidor, recordando do seu amor", Lc 1,17 e 22). Na passagem da conversao de Cornelio em (At 10,4). O bom ladrao disse: 'Jesus, lembra-te de mim, quando entrardes no teu paraíso (Lc 23,42). Quando Jesus se refere ao Espirito Santo, o lembrar nao é estático, mas criativo; vem a ser o novo mode de conhecer as coisas passadas. "O Espirito vos recordará de tudo e vos lembrará de tudo que eu vos disse" (Jo 14,26). O mandato confiado a Jesus a Igreja é confiado ( 1Cor 11,24s).

2) Mandato da Ceia

Para os judeus, a Páscoa era um memorial. (zikkaron), que torna presente ou atualizava a atuação do povo iniciada por ocasião da saída do Egito. Todo os anos, os judeus celebram a Ceia Pascal, recordando aquele acontecimento como se fosse vivendo ou como tivessem presente. (Ex 13,8). A ideia do passado que estivesse presente está em (1 Cor 11,26). Esse anunciar é um acontecimento e algo já ocorrido. Jesus ao celebrar a Eucaristia, ofereceu como remissão dos pecados ( Mt 26,27; Mc 14,24 e Lc 22,19s). Jesus quis que os discipulos repetissem os seus gestos (anánamises ou zikkaron), atualizando e tornando presente a Santa Ceio no Sacrifício do Senhor feito na Sexta-feira da paixão.

3) Eucarístia

Conscientes de que estavam celebrando um memorial no sentido bíblico judaíco, os antigos repetiam a Ceia dos Cristãos retomando as preces de ação de graças. É o memorial da paixão  acompanhada de bênçãos e louvores (berakot). É da ação acompanhada com bênçãos e louvores. É dessa moldura da ação de graças, característica da Ceia Judaica , que provem o nome grego de Eucaristia.

4) Anamnese em cada Eucaristia

Na anamnese sempre foi a consagração Eucaristica. "Fazei isso em Memória de Mim". É memória e Sacrificio, e a memória equivale a mesmo e único sacrificio de Cristo; Memória equivale ao oferta do Sacrificio do Corpo e Sangue de Jesus. Não se trata de uma "recordação psicologica", mas perpetua e torna presente o Sacrificio de Cruz (sem o multiplicar). Ela renova e multiplica sim, a CEIA DO SENHOR. Cristo ofereceu uma vez na Cruz, para que tornar-se presente tantas vezes quando celebramos a Ceia Eucaristica. Por isso que na Missa, os catolicos reconhecem sua real presença de Deus, para que nós nos tornássemos presente em Jesus toda vez quando Celebramos a Ceia Eucaristica.


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