Blog Alma Missionária

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Purgatório: lugar de purificação


Tradição católica e mística

Os homens, não tendo podido curar a morte, a miseria, a ignorância, decidiram de não pensarem a elas para poderem ser felizes.

Pascal, nos seus pensamentos, remarca que certos adultos em plena atividade cedam ao divertimento: o número das coisas urgentes que devam revolver os distrai da pergunta essencial: Que coisa me transformarei depois da morte? Esta constatação fazia dizer a um humorista: Aqui repousa um que não soube porque vivia.
    Purgatório e a vida
A vida é algo de sério: nela devemos preparar a nossa eternidade. Se falhamos esta vida, não teremos exames de reparação, não poderemos recomeçar, ma deveremos prestar conta ao lugar que teremos reservado ao amor no nosso coração e nos nossos atos.
    Purgatório e a outra vida
Se trata então de crer no além onde nos atende, no ponto de encontro entre o tempo e o eterno, o juízo. O Purgatório, fruto da infinita Misericórdia de Deus, é tão necessário para a salvação das almas que se não existisse seríamos destinados à danação eterna.
    Purgatório e o homem
Por isso se deve pensar que o homem para alcançar a intimidade de Deus deve ser puro. Se esta purificação não aconteceu sobre a terra, se realizará fora do tempo no calor do amor. Aqui a alma deverá deixar-se purificar para acolher o abraço definitivo de Deus.
    Purgatório e a morte
O Purgatório foi além disso um extraordinário recurso da civilização. A ideia que o mal se possa resgatar com obras boas também para os próprios queridos defuntos é genial: cancela o limite intocável da morte, reequilibra as injustiças terrenas e da uma força positiva a todas as ações.
    Purgatório e a Bíblia
A seguir poderemos compreender sobre qual fundamento bíblico se funda a doutrina da Igreja Católica, as penas do Purgatório quais sejam e quanto duram. Não faltam as palavras iluminantes do Santo Pai João Paulo II sobre a purificação necessária para encontrar Deus. Existem as visões e o tratado dos Santos reconhecidas pela Igreja e de alguns místicos. Para alguns deles se è preferido inserir um breve raconto da vida para compreender bem a espiritualidade deles.
    Purgatório e os Santos
Santa Catarina de Genova, Maria Simma, Santa Veronica Giuliani, Freisa Faustina Kolvaski, Santa Geltrude de Helfta, Santa Margarida Maria Alacoque e outras nos guiam através de um mundo afascinante que nos espera no além. Mas a primeira pergunta a responder é: podemos visitar as almas no purgatório...

Nota teológica sobre o Purgatório

Em um primeiro momento, através da sua intercessão pelos mortos, a Igreja manifesta claramente desde as suas origens a sua fé no Purgatório. Depois, com uma sagia lenteza, ela definirá a sua doutrina especialmente no concilio de Leão II (1274), no concilio de Florença (1438), em fim no concilio de Trento (Seçao 25, 3 dezembro 1563). Eis as grandes linhas desta doutrina:

- No Purgatório, as almas dos justos saldam os seus débitos com a Justiça Divina através de penas purificadoras muito dolorosas. A purificação do purgatório não è sobre a culpa, mas sobre a pena. Se o perdão divino concedido à alma sentida cancela a culpa, em vez, não faz desaparecer a pena e por meio da expiação o homem repara à desordem causada pelos seus pecados. Aqui na terra, a alma padece a pena sob a forma de uma penitencia voluntária e meritória; no outro mundo, sob a forma de uma purificação obrigatória.

- segundo a doutrina da Igreja, existem dois tipos de penas no Purgatório. A principal é aquela da privação temporanea da visão de Deus. Esta privação é associada a um sofrimento incrivel. A hora da união chegou: a alma arde do desejo de ver Deus, mas não pode satisfazer tal desejo, porque não expiou sufficientemente, antes da morte, os seus pecados. A expiação se faz no Purgatório e tal sofrimento não pode ser descrito. No Purgatório existem outras penas conhecidas como penas dos sensos. A Igreja, porém, nunca se pronunciou sobre a natura exata delas; o fim delas é aquele de reparar ao apego desordinado das criaturas.

- As penas do Purgatório não são as mesmas para todas as almas. Elas variam quanto à duração e a intensidade e dependem da culpa de cada um. As almas do Purgatório recebem serenamente os sofrimentos de expiação que Deus dà e eles não procuram que a glória de Deus e desejam ardentemente contemplar a Ele que é toda a esperança das almas. No Purgatório reina uma grande paz e também uma certa felicidade, porque as almas teem a certeza da salvação e veem a pena deles como um meio para glorificar a Santidade de Deus e alcançar a visão beatifica. Os sofrimentos do Purgatório, não sendo mais merecidas, não aumentam a caridade da alma que as padece.

- A Igreja da terra pode socorrer, com os seus sufrágios, porque um mesmo amor os une em Cristo. Esta união cria a possibilidade de uma comunhão de méritos. As almas do Purgatório, incapazes de procurar sozinhas um minimo de alívio, possam assim gozar das obras satisfatórias que os vivos fazem com a intenção de saldar os débitos dessas almas. Estas obras expiam a pena das almas do Purgatorio oferecendo para eles uma compensação; Deus regula segundo a sua infinita Sabedoria a aplicação dos sufrágios aos defuntos. A missa é a ajuda mais eficaz que a Igreja da terra pode fornecer à almas que se purificam. A esmola, a oração, como todas as formas de sacrifício são igualmente um meio para ajudar as almas dos sofredores.

- O purgatório terminará com o Juízo universal, já que todas as almas destinadas à Glória terão satisfeito, em uma modo ou em outro, à Justiça divina.

Este é o essencial dos ensinamentos da Igreja sobre o mistério do Purgatório. A Igreja deixa aos teólogos o dever de transmitir luz sobre certas questões secundárias. Citemos algumas: em que lugar se encontra o Purgatório? O pecado venial vem cancelado no instante da morte o no lugar da purificação? As almas do Purgatório rezam por nós?

Para as almas dos justos, o Purgatório é aquele lugar de sofrimento onde eles expiam a pena pela qual não satisfizeram neste mundo (pena devido a pecados mortais e veniais jà cancelados) e onde os pecados veniais deles são cancelados quanto à culpa, se não foram cancelados durante a vida.

- A existência do Purgatório é uma verdade de fé; São Tomás de Aquino não exita a confirmar que negar o Purgatório significa falar contra a Justiça divina e cometer um erro contra a fé. Esta verdade de fé foi fundada sobre o ensinamento explícito da Sagrada Escritura por quanto o juízo e a exigência de uma purificação perfeita para entrar no Céu.

Segundo o Catequismo da Igreja Católica "Cada homem do momento da sua morte recebe na sua alma imortal a retribuição eterna, em um juízo particular que coloca a sua vida em relação a Cristo, por isso o passará através de uma purificação ou entrerá imediatamente na beatidude do céu ou se danará para sempre. No momento do Juízo particular, a alma não ve Deus intuitivamente, caso contrário seria já beatificada. Ela não ve nem a Humanidade de Cristo – só por favor excepcional – mas, através de uma luz, a alma conhece Deus como Somo Juíz e também o Redentor como Juíz dos vivos e dos mortos".



Das Sagradas Escrituras Bíblicas

A doutrina da Igreja sobre o Purgatório encontra fundamento na Bíblia, quando se sabe interpretá-la corretamente:

O texto 2 Macabeu 12, 43-46 pressupõe que exista uma purificação depois da morte.

(Juda Macabeu) efetuou entre os seus soldados uma colheita…. a fim de que lhe oferecesse um sacrifício para o pecado... porque... acreditava com firmeza em uma preciosa recompensa para aqueles que morrem na graça de Deus... ofereceu este sacrifício para os mortos a fim de que fossem perdoados pelos seus pecados.

Igualmente as palavras do nosso Senhor:

A quem falará mal do Filho do homem será perdoado, mas a bestemmia contra o Espírito, não lhe será perdoada nem neste século, nem naquele futuro. (Mt 12,32).

Quando vais com o teu adversário na frente do magistrado, através da estrada procura de fazer um acordo com ele, para que não te leve na frente do juíz e o juíz te entregue ao executor e este te coloque na prisão. Te digo, não sairás até que não terás pagado até o último centavo. (Lc 12,58-58).

Jesus faz referimento a um castigo temporal que não pode ser o inferno e nem o céu.

Se chega a uma conclusão símile na carta de São Paulo:

Ninguém pode colocar um fundamento diferente daquele que já existe, que é Jesus Cristo. E se, neste fundamento, se constrói com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um será bem visível: a fará conhecer naquele dia que se manifestará com o fogo e o fogo experimentará a qualidade da obra de cada um. (1 Coríncios 3, 11-13)

De modo que existe um fogo depois da morte que, diferente do inferno, é temporário. A alma que por alí passa, se salvará. Este estado de limpeza o chamamos "Purgatório".

De outro modo, que coisa fariam aqueles que vêem batizados para os mortos? Se é verdade que os mortos não ressurgem, porque se fazem batizar para os mortos? (1Coríncios, 15,29)

A palavra "batismo" é utilizada aqui como uma metáfora para exprimir sofrimento ou penitência;

- Jesus disse a eles: "Vós não sabeis aquilo que perguntastes. Podeis beber o cálice que eu bebo ou receber o batismo com o qual eu fui batizado?". Lhe responderam: "Podemos". E Jesus disse: "O cálice que eu bebo também vós bebereis e o batismo que eu recebo também vós o recebereis". (Mc 10, 39-40)

- João respondeu a todos dizendo: "Eu vos batizo com água, mas vem um que é mais forte de mim, ao qual eu não sou digno nem de desamarrar as suas sandálias: este vos batizará no Espírito Santo e fogo". (Lc 3,16).


O que pensavam os primeiros cristãos

A resposta vai procurada nas indicações que a história nos deixou. O primeiro exemplo foi pego do diário de uma grande mártir cristã, de nome Perpétua, que foi morta em Cartagine, na Africa, no dia 7 de março de 203 junto a outros cinco cristãos: Felicita, Revocato, Saturnino, Secundolo e o catequista deles, Saturo. Estamos no ano 203, no início do terceiro século depois de Cristo.

Perpétua e os seus companheiros, irmãos na fé, foram antes feridos gravemente por animais ferozes e depois terminados com uma espada afiada.

Perpétua, quando está na prisão, há uma dupla visão. Na primeira visão vê o seu irmão Dinocrate, "morto aos 7 anos de idade a causa de um tumor que lhe tinha devastado o seu rosto" ao ponto que, escrive Perpétua "a sua morte tinha amedrontado a todos". Na primeira visão, Perpétua vê o seu irmãozinho sair "da um lugar horrível onde tinha muitas outras pessoas, sentia calor e sede, era todo sujo e palido. O rosto era irreconhecível por causa da ferida que o tinha matado". E ainda, nesta primeira visão, Perpétua vê o seu irmão que tenta sem conseguir, de beber em uma piscina e entende que Dinocrate está sofrendo. Não consegue beber e isto para ele era motivo de grande sofrimento.

Perpétua ora pela alma do seu irmão defunto. O Senhor escuta as suas orações e em uma segunda visão, Perpétua vê Dinocrate perfeitamente curado, podendo beber, capaz de jogar como fazem todos as crianças. Interpretando esta segunda visão, Perpétua escreve no seu diário: "Acordei e compreendi que a pena (do Purgatório) lhe tinha sido cancelada.

No terceiro século depois de Cristo os cristãos acreditavam pacificamente na existência do Purgatório, como demonstra o diário da mártir Perpétua.

E’ suficiente este documento para desmantelar a acusa que o Purgatório teria sido inventado da Igreja Católica no Medievo.

Na documentação histórica se coloca o notissimo epitáfio de Abercio. Neste epitáfio lemos: "Estas coisas eu ditei diretamente, Abercio, quando tinha precisamente setenta e dois anos de idade. Vendo-as e compreendendo-as, ores por Abercio. "Abercio era um cristão, provavelmente bispo de Ierapoli, na Asia Menor o qual, antes de morrer, compôs com as suas mãos o seu epitáfio ou seja a inscrição para a sua sepultura. Se pode facilmente compreender como a Igreja primitiva, a Igreja dos primeiros séculos, acreditava no Purgatório e a necessidade de orar para as almas dos defuntos.

Uma outra preciosa testemunho é aquele de Tertuliano (ca 155 – ca 222).

No seu De Corona, Tertuliano escreve: "No dia aniversario fazemos orações para os defuntos". No seu De monogamia, escreve: "A mulher sobrevivido ao marido oferece orações para o júbilo do seu marido nos dias aniversarios da sua morte", onde se entende que a mulher reza para que a alma do defunto chegue logo ao gáudio do Paraiso.

Santo Agostinho confirma a fé da Igreja nos primeiros séculos na existência do Purgatório. Escreve: "Não se pode negar que as almas dos defuntos possam ser ajudadas pela piedade dos parentes ainda em vida, quanto se oferece a eles o sacrifício do Mediador (aqui Santo Agostinho esta falando do sacrifício da Santa Missa) ou mediante esmola" (De fide, spe, et caritate).

Escreve Santo Efrem no seu testamento: "No terceiro ano da minha morte lembrai-vos de mim irmãos, na oração. Os mortos recebem ajuda da oração feita pelos vivos" (Testamentum). São Girolamo (ca 347 – 419 o 420) confirma que os escritos de Santo Efrem eram lidos publicamente na Igreja, depois da Sagrada Biblia.




Catequese de João Paulo II – Quarta-feira, 4 de agosto de 1999

1. Como vimos nas duas precedentes catequeses, em base à opção definitiva por Deus ou contra de Deus, o homem se encontra na frente de uma das alternativas: ou vive com o Senhor na beatitude eterna ou permanece longe da sua presença. Mesmos que muitos se encontrem na condição de abertura a Deus, mas em um modo imperfeito, o caminho através da beatitude completa requer uma purificação que a fé da Igreja ilustra através da doutrina do "Purgatório" (cfr Catequismo da Igreja Católica, 1030-1032).

2. Na Sagrada Escritura se possam colher alguns elementos que ajudam a compreender o significado desta doutrina apesar de não ser anunciada em modo formal. Eles exprimem o convencimento que não se possa chegar a Deus sem passar através de uma qualquer purificação. Segundo a legislação religiosa do Antico Testamento, aquilo que é destinado a Deus deve ser perfeito. Em consequência, a integridade até fisica é particularmente pedido para a realidade que venham em contacto com Deus no plano sacrifical, como por exemplo os animais a abater (cfr Lv 22,22) ou naquele institucional, como no caso dos sacerdotes, ministros do culto (cfr Lv 21, 17-23). A esta integridade física deve corresponder uma dedicação total de cada um e da coletividade (cfr 1 Re 8,61), ao Deus da aliança na linha dos grandes ensinamentos do Deuteronomio (cfr 6,5). Se trata de amar Deus com todos o próprio ser, com pureza de coração e com testemunho de obras (cfr ivi, 10,12s)..

A exigência de integridade se impõe evidentemente depois da morte, para o ingresso na comunhão perfeita e definitiva com Deus. Quem não há esta integridade deve passar pela purificação. Um texto de São Paulo o sugere. O Apóstolo fala do valor da obra de cada um, que será revelada no dia do juízo e diz: "Se a obra que alguém construiu sobre o fundamento (que é Cristo) resistirá, ele receberá uma recompensa, mas se a obra terminará queimada, será punido: todavia ele se salvará, porém através do fogo" (1 Cor 3, 14-15).

3. Para alcançar um estado de perfeita integridade é necessário, as vezes, a intercessão ou a mediação de uma persona. Por exemplo, Moisés obteve o perdão do povo com uma oração, na qual evoca a obra salvifica completata da Deus no passado e invoca a sua fidelidade ao juramento feito aos pais (cfr Es 32,30 e vv. 11-13). A figura do Servo do Senhor, delineada do Libro de Isaias, se caracteriza também pela função de interceder e de expiar a favor de muitos; no final dos seus sofrimentos ele "verá a luz" e "justificará muitos", levando a si as iniquidades deles (cfr Is 52,13-53,12, spec. 53,11).

O Salmo 51 pode ser considerado, segundo o ponto de vista do Antigo Testamento, uma síntese do processo de reintegração: o pecador confessa e reconhece a propria culpa (v.6), pede insistentemente de vir purificado ou "lavado" (vv. 4.9.12.16) para poder proclamar o louvor divino (v.17).

4. No Novo Testamento, Cristo é apresentado como o intercessor que assume em si as funções de somo sacerdote no dia da expiação (cfr Eb 5,7; 7,25). Mas nele o sacerdócio apresenta uma configuração nova e definitiva. Ele entra uma só vez no santuário celeste com o intuito de interceder para com Deus em nosso favor (cfr Eb 9,23-26, spec. 24). Ele é Sacerdote e ao mesmo tempo "vítima di expiação" para os pecados de todo o mundo (cfr 1 Gv 2,2). Jesus, como o grande intercessor que expia por nós, se revelará em todo o seu esplendor no fim da nossa vida, quando se exprimirá com a oferta de misericórdia mas também com o inevitável juízo para quem nega o amor e o perdão do Pai. A oferta da misericórdia não exclui o dever de apresentar-nos puros e íntegros na frente de Deus, ricos daquela caridade que Paulo chama "vínculo de perfeição" (Col 3,14).

5. Durante a nossa vida terrena seguindo a exortação evangélica a sermos perfeitos como o Pai celeste (cfr Mt 5,48), somos chamados a crescer no amor para encontrarmos saldos e irrepreensíveis diante a Deus Pai "no momento da vinda do Senhor nosso Jesus com todos os seus Santos" (1 Ts 3,12s.). Nós somos convidados a "purificar-nos de todas a manchas da carne e do espírito" (2 Cor 7,1; cfr 1 Gv 3,3), porque para o encontro com Deus é necessário uma pureza absoluta.

Qualquer resíduo de atacamento ao mal deve ser eliminado, cada deformidade da alma, correta. A purificação deve ser completa e isto é que se entende na doutrina da Igreja sobre o purgatório. Essa terminologia não indica um lugar, mas uma condição de vida. Aqueles que depois da morte vivem em um estado de purificação estão já no amor de Cristo, o qual os alevia dos resíduos de imperfeição (cfr Conc. Ecum. De Florença, Decretum pro Graecis: DS 1304; Conc. Ecum. De Trento, Decretum de Iustificatione: DS 1580; Decretum de purgatorio: DS 1820). E’ necessário confirmar que o estado de purificação não é um prolongamento da situação terrena, quase fosse dada depois da morte uma outra possibilidade de mudar o próprio destino. O ensinamento da Igreja é claro e foi confirmado do Concilio Vaticano II, que assim ensina: "Já que não conhecemos nem o dia e nem a hora, é necessario como nos avisa o Senhor, que estejamos sempre alertas, a fim de que terminada a única estrada da nossa vida terrena (cfr Eb 9,27), merecemos com Ele de entrar ao banquete nupcial e ser aceitado entre os beatos, e que não nos envie, como servos ruins e preguiçosos, para o fogo eterno, na tenebrosa escuridão, onde "existirá choro e estridor de dentes" (Mt 22,13 e 25,30) (Lumen gentium, 48).

6. Um último aspecto importante que a tradição da Igreja sempre evidenciou, vai hoje reproposto: é aquela da dimensão comunitária. De fato aqueles que se encontram na condição de purificação são ligados seja aos beatos que já gozam plenamente da vida eterna seja a nós que caminhamos neste mundo através da casa do Pai (cfr CCC, 1032). Como na vida terrena os credentes são unidos entre eles pelo único Corpo místico, assim depois da morte aqueles que vivem no estado de purificação experimentam a mesma solidariedade eclesial que opera na oração, nos sufrágios e na caridade dos outros irmãos na fé. A purificação é vivida no vínculo essencial que se cria entre aqueles que vivem a vida do século presente e aqueles que já gozam da beatitude eterna.




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