MENSAGEM DO DIA
04/05 Aborto: fetos e mulheres - Pe. Zezinho, scj
Aborto: fetos e mulheresPe. Zezinho, scj
Que meu apelido em diminutivo não sirva de pretexto para os defensores do gigantesco e momentoso assunto "vida e morte". Sou pequeno apenas de apelido, mas compro e aceito brigas de gente grande.
Briga de gente grande é a briga atual que se trava no mundo pelo direito de viver e pelo direito de matar. É antiga, mas agora ela advoga a proteção do Estado e a verba do Estado. É lei que desejam passar no Brasil e que já passou em outros: o direito de abortar sem por a saúde em risco. Não se luta pelo direito de o Estado saber os motivos e de autorizar ou proibir! No caso, o casal vai lá mostra o atestado e ninguém mais pergunta porquê. O casal seria soberano e não dependeria de autorização de juiz para abortar seu feto nem seria penalizado por isso! As igrejas dizem que nem juiz, nem Estado, nem casal, nem médicos possuem tal direito.
Não há como ficar indiferente ao debate. São três lados de um triângulo que de amoroso se fez doloroso. No caso de um casal legalmente constituído que não quer mais um filho, os dois não aceitam o resultado do sexo que praticaram! Foi acidente de percurso! Queriam o ato, mas não as suas conseqüências!
Entram em cena os defensores do abrandamento. Um lado defende, com a ajuda do Estado, sob o pretexto de ser assunto de saúde pública e não de púlpito ou de imprensa, o direito da mulher de abortar seu filho ainda feto. O outro lado defende o feto e seu direito de nascer, também sob o argumento de saúde pública. E há um terceiro lado: o que fica indiferente; isto, só até o dia em que se tratar de feto e mulher daquela casa!
È magno assunto de direitos humanos; direitos do casal e seus limites, direitos da mulher e seus limites, direitos e deveres dos governantes e seus limites, direitos e limites das religiões e dos legisladores. Se numa sociedade todos podem opinar, religiosos e ateus também podem. Se uns podem lutar pelo direito do adulto que não quer seu feto, outros podem lutar pelo direito do feto de ser defendido até que possa fazê-lo pessoalmente. Há o direito do incapaz que cabe à sociedade, defender para que não prevaleça nem a eugenia, nem a lei do mais forte!
Se ecologistas lutam por fetos de baleia, de mico leão dourado e de espécies raras e se sua luta é admirável, admirados sejam os que lutam pelo direito do feto humano. O feto do mico-leão dourado será mico-leão dourado e o do ser humano será ser humano. Seja defendido!
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