INTENÇÃO DO MÊS - MAIO
Intenção Geral
PARA QUE AQUELES QUE ADMINISTRAM A JUSTIÇA ACTUEM SEMPRE COM INTEGRIDADE E RECTA CONSCIÊNCIA
PARA QUE AQUELES QUE ADMINISTRAM A JUSTIÇA ACTUEM SEMPRE COM INTEGRIDADE E RECTA CONSCIÊNCIA
Quando se fala em justiça e naqueles que a administram, pensa-se imediatamente em tribunais, mas este conceito tem um sentido muito mais amplo, ainda que a Intenção Geral deste mês se refira, a meu ver, sobretudo à administração local (digamos assim) da justiça. Mas penso que não podemos esquecer outros níveis onde a justiça é exercida e refiro-me, concretamente, ao nível internacional.
O fundamento da justiça está assente na igualdade de todos os homens, que deve ser sempre reconhecida e respeitada. Desta igualdade fundamental derivam o «direito natural» e a «lei natural», inscritos no íntimo da natureza humana e que nunca podem ser violados. Por isso, declara o Concílio Vaticano II: «Deve superar-se e eliminar-se (...) qualquer forma social ou cultural de discriminação, quanto aos direitos fundamentais da pessoa» (GS 29).
Ao nível internacional, todos conhecemos os graves atentados que se cometem contra a justiça que se concretizam na exploração que os países ricos exercem sobre os mais pobres, na discriminação em relação à mulher, na exploração do trabalho infantil, na existência de meninos soldados e um longo etc.
A nível nacional, no nosso país e nos outros, a justiça é, muito comummente, injusta e em vez de ser a verdade a vir ao de cima, prevalecem as intrigas, os jogos de interesses, sobretudo pecuniários, e são eles que ditam a evolução dos processos, e não os factos que realmente aconteceram. Por isso, a «integridade e a recta consciência» de que fala a Intenção deste mês andam, muitas vezes, ausentes.
Cristo veio estabelecer um «Reino de justiça», mas esse reino ainda está longe de ser uma realidade. Como cristãos, vamos pedir a Jesus, que proclamou «felizes os que têm fome e sede de justiça», que haja mais justiça e que aqueles que têm o grave dever de a administrar tenham a integridade suficiente para atribuir a cada um o que é justo e não condenem inocentes e absolvam criminosos.
Intenção Missionária
PARA QUE OS SEMINÁRIOS, ESPECIALMENTE OS QUE ESTÃO EM IGREJAS DE MISSÃO, FORMEM PASTORES SEGUNDO O CORAÇÃO DE CRISTO, DEDICADOS INTEIRAMENTE AO ANÚNCIO DO EVANGELHO
O Papa João Paulo II, na Exortação pós-sinodal Pastores dabo vobis, sobre a formação dos sacerdotes nas circunstâncias actuais, falou, naturalmente, sobre os seminários e a formação que deve ser dada nessa etapa àqueles que aspiram ao sacerdócio. Parece-nos, pois, oportuno apresentar algumas passagens desta Exortação.
60. «A identidade profunda do seminário é ser, à sua maneira, uma continuação na Igreja da íntima comunidade apostólica formada à volta de Jesus, na escuta da sua Palavra, a caminho da experiência da Páscoa, à espera do dom do Espírito para a missão. Esta identidade constitui o ideal formativo (...), estimula o seminário a encontrar a sua realização concreta, fiel aos valores evangélicos nos quais se inspira e capaz de responder às necessidades dos tempos».
«O Seminário maior deve procurar ser “uma comunidade estruturada por uma profunda amizade e caridade, de maneira que possa ser considerada uma verdadeira família que vive na alegria”. Sob um ponto de vista cristão, o Seminário deve configurar-se como “comunidade eclesial”, como “comunidade de discípulos do Senhor, na qual se celebra uma mesma liturgia (que impregna a vida do espírito de oração), formada cada dia na leitura e meditação da Palavra de Deus e com o sacramento da Eucaristia, no exercício da caridade fraterna e da justiça; uma comunidade na qual, por meio do crescimento da vida comunitária e na vida de cada membro, resplandeçam o amor de Cristo e o amor à Igreja”».
61. «Enquanto comunidade educativa, toda a vida do Seminário (...) está intensamente dedicada à formação humana, espiritual, intelectual e pastoral dos futuros presbíteros. Trata-se de uma formação que, mesmo tendo alguns aspectos comuns com a formação humana e cristã de todos os membros da Igreja, apresenta conteúdos, modalidades e características que nascem de maneira específica da finalidade que se pretende, isto é, de preparar para o sacerdócio».


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