Igreja protestante e imagem
fonte: Site Agnus Dei
Prof. Carlos Nabeto
Porque a Igreja Católica continua a ter imagens?
Fonte: Jovens na fé
Autor: Padre Abério Christe
Transmissão: Dalila e Xisto
Autor: Padre Abério Christe
Transmissão: Dalila e Xisto
Sem a imagem tudo seria escuro e as pessoas se comunicariam apenas por som.
O dicionário mais famoso do Brasil, popularmente conhecido como "Aurélio", define "imagem" como: representação de um objeto pelo desenho, pintura, escultura, etc. Define também como reprodução no espírito de uma sensação, na ausência da causa que a reproduziu.
Diz além, imagem é uma pequena estampa que representa um assunto religioso; símbolo, figura, comparação; semelhança; reflexo de um objeto na água ou num espelho; reprodução na memória.
Hoje a imagem faz parte do cotidiano das pessoas. Constantemente recebemos imagens do mundo através da televisão, da Internet, de jornais e revistas impressos. Falar contra a imagem é querer regredir no tempo e negar os avanços tecnológicos que devem ser usados para o bem das nações. Deus nunca foi contra a imagem e, por isso, fez o homem à sua imagem (Gn 1, 26).
O homem e a mulher são imagens de Deus.
O próprio Deus pediu a Moisés que fizesse a Arca da Aliança, imagem da presença do Criador junto às suas criaturas (Ex 25, 10-22). Moisés, a pedido de Deus, fez uma serpente de bronze e a colocou em um mastro, se alguém era mordido por uma serpente, deveria contemplar a serpente de bronze e viver. (Nm 21, 9)
A imagem da serpente fazia lembrar o povo de que Deus cura e não o permite morrer.
A imagem faz lembrar, não deixa esquecer. A imagem é importante para a humanidade.
A imagem traduz sentimentos, acontecimentos.
A imagem é a expressão da cultura e da História de um povo.
Destruíssem todas as obras de arte, que nada mais são que imagens, e o mundo se empobreceria. Acabassem as imagens e desaparecessem a televisão, a fotografia, o cinema, o teatro, as revistas, os livros e a humanidade não
pudesse ler a Bíblia, pois as letras nela contidas também são imagens da Palavra de Deus. Destruíssem os espelhos e proibissem a água de refletir.
O que seria da humanidade sem a imagem?
Mas você deve estar pensando em (Ex 20, 4) que diz: "Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da
terra."
Não podemos tirar a Palavra de Deus do seu contexto, pois dessa forma a estaríamos mutilando. No salmo 53 está escrito:
"Deus não existe" (Sl 53, 2).
Você ficaria com esta afirmação se não lesse o versículo inteiro:
"Deus não existe! Diz o insensato".
Portanto leia os versículos de 1 a 7 do capítulo 20 do Livro do Êxodo. Lembre-se de que o povo fizera uma estátua de um bezerro para substituir Deus. O bezerro era a imagem de um deus pagão. Muitos deuses pagãos eram
representados com figuras de animais, pessoas, monstros e outros. Além disso, os pagãos tinham aquelas imagens como se elas fossem o próprio deus. Portanto, a ordem de Deus Criador era para o seu povo não O substituir por
um outro deus. Não adorasse e nem colocasse sua esperança em um deus pagão, mas somente confiasse Nele, o mesmo que o tirou da escravidão do Egito. Será que você pensa que os católicos substituem Deus por imagens de Santos?
Os católicos não fazem isso.
Eles têm a imagem como fotografia de pessoas queridas. A imagem não deixa esquecer a História nem o testemunho daqueles que foram fiéis a Deus. Muitos Santos são mártires, foram assassinados por não traírem sua fé, por se negarem a cultuar um falso deus.
A imagem do Santo é uma representação da fé em Jesus e uma seta que nos aponta o caminho da santidade. A imagem nos lembra que, como aquele, devemos permanecer firmes no caminho do Senhor Jesus.
A cruz é a imagem da morte e ressurreição de Jesus. Jesus morreu na cruz e ressuscitou. Mas você não lê somente a parte dos Evangelhos que narram a ressurreição, você lê também os seus ensinamentos e milagres. Outros
símbolos também não nos deixam esquecer Jesus.
Os primeiros cristãos usavam a imagem de um peixe para identificar os seguidores do Senhor. Eles não podem ser acusados de idólatras por isso.
Paz e Alegria em Jesus,
Padre Aberio Christe
Fonte: Pe Aberio
Resposta sobre Imagens
Por : Rogerio ( Sacro Sancttus )
Muitos protestantes alegam que a imagem é a mesma coisa que idolo no sentido de falso deus, mais se esquecem na verdade o que realmente vem ser uma imagem , que é apenas um símbolo que representa alguém ou alguma coisa.O símbolo da "serpente do deserto" (Nm 21,8) é imagem da vida, enquanto que a "estátua de sal da mulher de Lot" (Gn 19,26) é, pela marca da desobediência, imagem da morte. Ambas as figuras são portadoras de uma mensagem bíblica.
Imagem não é o mesmo que ídolo. Chama-se ídolo: uma imagem falsa, um simulacro a que se atribui vida própria, conforme explica o profeta Habacuc (2, 18). Eis o que claramente indica Habacuc, dizendo: "Ai daquele que diz ao pau: Acorda, e a pedra muda: Desperta" (Hc 2, 19). Um bom exemplo, que confirma a nossa tese, é o episódio do bezerro de ouro narrado em Ex 32: como Moisés demorava para descer do Monte Sinai, os hebreus fugitivos do Egito não tardaram a confeccionar um bezerro em ouro, a quem cultuaram como se fosse o verdadeiro Deus.
A própria Bíblia é uma imagem: as palavras impressas sobre o papel nada mais são do que símbolos gráficos que excitam os olhos resultando na imaginação responsável pela compreensão do texto. Em verdade, a Bíblia é a imagem da Palavra de Deus.
Então, imagem pode ate ser uma fotografia de sua familia, uma quadro de algum parente, se por acaso vc tem a foto de sua namorada ,filha ou esposa e vc beija ela todos os dias, por acaso você esta sendo idolatra? Por acaso pelo fato de você andar com a foto de alguem na carteira você consideraria este alguem Deus?
As Imagens como Meio de Evangelização
Os proprios protestantes entenderam que as imagens sao usadas pela Igreja e pelos cristaos primitivos como meio de evagelização:
Em Karlsruhe 1956, os luteranos reunidos em Congresso ponderaram que a ordem de Cristo de pregar o Evangelho em todas as línguas, inclui também a linguagem figurada do artista. Perguntavam-se: "Porque admitir as impressões auditivas na catequese e rejeitar as impressões visuais? Estas parecem ainda mais eficientes do que aquelas." (Der christliche Sonntag, em 14/10/1956, pág. 327).
Veja também o que diz Martinho Lutero :
"Penso no que diz respeito às imagens, símbolos e vestes liturgicas... e coisas semelhantes, deixe a livre escolha. Quem não quiser essas coisas que as deixe de lado. Se bem que as histórias inspiradas na Biblia ou em historias edificantes, parecem-me serem muitos uteis"(Carta 1528)
As imagens religiosas não são objeto de adoração por parte da Igreja. A elas prestamos um culto de veneração relativa, ou seja, não veneramos as imagens em si mesmas, mas quem as imagens representam. Na imagem não existe nada além da matéria. Quem é retratado não se "incorpora" na imagem. A imagem serve como mediação simbólica que remete, através de sua forma, de suas cores, de seus traços, para a pessoa que ela quer reproduzir. Já dizia São João Damasceno: "A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração". Deve-se ainda lembrar o valor pedagógico das imagens, que durante muito tempo serviram (e ainda servem) para instruir os iletrados.
uma imagem - principalmente a imagem religiosa - encerra um sentido muito mais profundo do que o próprio objeto. Ela, sem precisar - necessariamente - fazer uso da palavra, consegue falar e sensibilizar as pessoas com muito mais facilidade que ótimos oradores, pois carrega uma linguagem própria que nem sempre precisa excitar nossos ouvidos. É inegável o poder de persuasão da imagem: a TV (imagem) não suplantou o rádio (palavra)? São Paulo não se converteu ao Evangelho graças à visão resplandescente de Cristo no caminho de Damasco? Quantos homens também não se converteram por um simples olhar para uma imagem ou crucifixo mudos no interior de uma igreja? Até mesmo a Bíblia afirma que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1,26-27). Vemos, assim, que o velho ditado "uma imagem vale mais do que mil palavras" é mais do que verdadeiro: é uma realidade.
O que diz o Concilio de Trento sobre o uso de Imagens
O Concílio de Trento formalmente legitimou o uso das imagens: As imagens de Jesus Cristo, da Mãe de Deus, e dos outros santos, podem ser adquiridas e conservadas, sobretudo nas Igrejas, e se lhes pode prestar honra e veneração; não porque há nelas qualquer virtude ou qualquer coisa de divino, ou para delas alcançar qualquer auxílio, ou porque se tenha nelas confiança, como os pagãos de outrora, que colocavam a sua esperança nos ídolos, mas, sim, porque o culto que lhes é prestado dirige-se ao original que representam, de modo que nas imanges que possuímos, diante das quais nos descobrimos ou inclinamos a cabeça, nós adoramos Cristo, e veneramos os santos que elas representam (Sess XXV). Vale a pena lembrar que o uso de imagens foi legitimado muito antes que o concilio de Trento,foi Através do concílio de Nicéia (VII Ecumênico), em 787 d.C.
A Igreja nao obriga o uso das imagens para os fieis catolicos
a Igreja Católica jamais obrigou alguém a adorar uma imagem - ao contrário do que muitos pensam . Prova disso são os documentos editados nestes 2000 anos pelo Magistério da Igreja, bem como pelos Padres e Teólogos católicos. Há, assim, uma unânimidade entre a Bíblia, a Sagrada Tradição e o Magistério, o que bem demonstra o fiel cumprimento da Palavra de Deus.Aliás, é bom que se diga: a Igreja Católica sempre condenou, desde os tempos apostólicos, a adoração de imagens. O catecismo do Concílio de Trento, em 1566, disse: "a idolatria é cometida quando se adora ídolos e imagens como se fossem Deus, ou quando se acredita que elas possuem qualquer divindade ou virtude que autorizam sua adoração, orando para elas ou confiando nelas". Também o novo Catecismo da Igreja Católica, fiel à Palavra de Deus, condena a adoração de imagens em seus parágrafos 2112 à 2114. Portanto, por que retirá-las - já que não são deuses - se elas ajudam mais do que atrapalham, principalmente no campo pedagógico?
Se elas são "uma pedra de tropeço", simplesmente não faça uso delas, porém, não as condene indiscriminadamente pois até Deus as mandou fazer (cf.: Ex 25,18-20; 1Cr 28,18-19; Ez 41,15; Nm 21,8-9; etc...). Não é porque os católicos têm estátuas nos templos e oram na frente delas que estão necessariamente violando o mandamento divino de Ex 20,4-5!
Deus nunca condenou o uso de imagens; o que ele proibiu foi que adorássemos as imagens como, de fato, ocorreu com os hebreus que, verdadeiramente, adoraram um bezerro de ouro e, mais tarde, a própria serpente de bronze.
Falta-nos ver, finalmente, a posição oficial da Igreja sobre as imagens. Esta pode ser retirada do Catecismo da Igreja Católica:
476. Visto que o Verbo se fez carne assumindo uma verdadeira humanidade, o corpo de Cristo era delimitado. Em razão disto, o rosto humano de Jesus pode ser 'representado' (Gl 3,1). No VII Concílio Ecumêncio [=II Concílio de Nicéia] a Igreja reconheceu como legítimo que Ele seja representado em imagens sagradas.
1159. A imagem sacra, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Ela não pode representar o Deus invisível e incompreensível; é a encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova 'economia' das imagens: "Antigamente Deus, que não tem nem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus. (...) Com o rosto descoberto, contemplamos a glória do Senhor" (São João Damasceno, Imag. 1,16).
1160. A iconografia cristã transcreve pela imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela palavra. Imagem e palavra iluminam-se mutuamente: "Para proferir sucintamente a nossa profissão de fé, conservamos todas as tradições da Igreja, escritas ou não escritas, que nos têm sido transmitidas sem alteração. Uma delas é a representação pictórica das imagens, que concorda com a pregação da história evangélica, crendo que, de verdade e não na aparência, o Verbo de Deus se fez homem, o que é também útil e proveitoso, pois as coisas que se iluminam mutuamente têm sem dúvida um significado recíproco" (II Concílio de Nicéia, DOC 111).
1161. Todos os sinais da celebração litúrgica são relativos a Cristo: são-no também as imagens sacras da santa mãe de Deus e dos santos. Significam o Cristo que é glorificado neles. Manifestam a 'nuvem de testemunhas' (Hb 12,1) que continuam a participar da salvação do mundo e às quais estamos unidos, sobretudo na celebração sacramental. Através dos seus ícones, revela-se à nossa fé o homem criado 'à imagem de Deus' e transfigurado 'à sua semelhança', assim como os anjos, também recapitulados por Cristo [...].
1162. "A beleza e a cor das imagens estimulam a minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus" (São João Damasceno, Imag. 1,27). A contemplação dos ícones santos, associada à meditação da Palavra de Deus e ao canto dos hinos litúrgicos, entra na harmonia dos sinais da celebração para que o mistério celebrado se grave na memória do coração e se exprima em seguida na vida nova dos fiéis.
2129. O mandamento divino incluía a proibição de toda representação de Deus por mão do homem. O Deuteronômio explica: "Uma vez que nenhuma forma vistes no dia em que o Senhor vos falou no Horeb, do meio do fogo, não vos pervertais, fazendo para vós uma imagem esculpida em forma de ídolo..." (Dt 4,15-16). Eis aí o Deus absolutamente transcendente que se revelou a Israel. "Ele é tudo" mas, ao mesmo tempo, ele está "acima de todas as suas obras" (Eclo 43,27-28). Ele é a própria fonte de toda beleza criada" (Sb 13,3).
2130. No entanto, desde o Antigo Testamento Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbolicamente à salvação através do Verbo encarnado, como são a serpente de bronze (cf. Nm 21,4-9; Sb 16,5-14; Jo 3,14-15), a arca da aliança e os querubins (cf. Ex 25,10-22; 1Rs 6,23-28; 7,23-26).
2131. Foi fundamentando-se no mistério do Verbo encarnado que o sétimo Concílio Ecumênico, em Nicéia (em 787), justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: os de Cristo, mas também os da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Ao se encarnar, o Filho de Deus inaugurou uma nova 'economia' de imagens.
2132. O culto cristão de imagens não é contrário ao primeiro mandamento que proíbe os ídolos. De fato, "a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo original" (São Basílio, Spir. 18,45), e "quem venera uma imagem, venera nela a pessoa que nela está pintada" (II Concílio de Nicéia, DS 601). A honra prestada às santas imagens é uma 'veneração respeitosa', e não uma adoração, que só compete a Deus: "O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem" (São Tomás de Aquino, S.Th. 2-2,81,3,ad 3).
2691. [...] A escolha de um lugar favorável não é sem importância para a verdade da oração: para oração pessoal, pode ser um 'recanto de oração', com as Sagradas Escrituras e imagens sagradas, para aí estar 'no segredo' diante do Pai. Numa família cristã, essa espécie de pequeno oratório favorece a oração em comum; [...]
2705. A meditação é sobretudo uma procura. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã a fim de aderir e responder ao que o Senhor pede. Para tanto é indispensável uma atenção difícil de ser disciplinada. Geralmente, utiliza-se um livro, e os cristãos dispõem de muitos: as Sagradas Escrituras, o Evangelho especialmente, as imagens sagradas, os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os escritos dos Padres espirituais, as obras de espiritualidade, o grande livro da criação e o da história, a página do 'Hoje' de Deus.
Vemos, assim, que o ensino oficial da Igreja não escapa ao que dissemos neste artigo. Logo, não se pode acusar a Igreja Católica de praticar idolatria.
Os testemunhos primitivos da Igreja mostram que as imagens sao usadas desdo os primordios do cristianismo veja em cristaos primitivos e as imagens e os testemunhos dos santos padres sobre imagens ..
Apologetica
Idolos e Imagens Sagradas: Colocando as coisas em ordem
Fonte: Misioneros de la Palabra de Dios - Catolico: Defiende tu Fe
Autor: Guido Rojas M.P.
Tradução: Rogério SacroSancttus
INTRODUÇÃOAutor: Guido Rojas M.P.
Tradução: Rogério SacroSancttus
O "cavalinho de batalha" ou ataque mais comum de parte dos irmãos separados contra a Igreja Catolica é nos acusar de ser idolatras e afirmam que a Biblia proibe ter imagens.
Coloquemos as coisas em ordem baseando-nos na mesma Palavra de Deus.
IDOLOS E IMAGENS SAGRADAS
I. EXPLICAÇÃO BIBLICA
Quantas vezes não escutamos aos evangélicos e demáis cristãos acusar os católicos de adorar imágens!. o que está proibido na Biblia, quando lemos: “Tenha, pois, muito cuidado de não cair na perversão de fazer figuras que tennham forma de homem ou de mulher, nem figura de animais, aves, reptéis ou peixes. E quando olharem o céu e ver o sol, a lua, as estrelas e todos os astros, não caiam na tentação de adorar-los” (Deuteronomio 4, 15-19 ).
Para entender este decreto divino temos que situarmos no contexto histórico, geográfico, cultural e religioso no momento em que se escreveu este livro do Pentateuco: quando somente o “povo judeu” como o “escolhido, rendia tributo ao único e verdadero Deus revelado a Moisés no monte Horeb (Exodo 20,3). Pelo contrario, as outras civilizações e povos antigos que viviam na região da Mesopotâmia, adoravam falsos deuses (Josué 24,14).
II. OS IDOLOS DOS PAGÃOS
As Sagradas Escrituras fazem varias referencias destas deidades identificando-as com nomes proprios. O principal de todos que rivalizava com Yahvé, era Baal que significa “Amo o Senhor”, deus dos cananeus representado em forma de boi, e que foi submetido a prova de fogo pelo profeta Elias no monte Carmelo (1 Reis 18,20-40).
Também na Babilonia se encontravam os deuses Bel e Marduc (Jeremías 6,23-27), e uma enorme serpente que foi destruida pelo profeta Daniel (14, 23-27): o mesmo, que Moloc, deus dos amonitas com cabeça de touro e corpo de homem ( 1 Reis 11,7), Dagon, ídolo dos filisteus com figura humana até a cintura, e terminando na forma de corpo de peixe (1Samuel 5,4), o bezerro de ouro, construido por Aarão e os hebreus durante o êxodo (32,1-8). Mélec, que significa ‘’rei”, e se aplica no Antigo Testamento como título a varios deuses legendarios (Isaías 57,9), a “deusa rainha do céu” no Egito (Jeremías 44, 16-19), ao lado de Astarte, deusa cananea da fertilidade, Milcom, outro ídolo dos amonitas , Quemos deus de Moab ( 1 Reis 11, 57), a estrela do deus Refán (Atos 7,43), Zeus e Hermes para os gregos (Atos 14,11-12), além de muitos deuses de Canaã (Salmo 106, 38), e de outros povos pagãos (Juizes 10,6).
Estes ídolos dos pagãos eram feitos de “ouro, prata, Bronze, ferro, madeira e pedra”(Daniel 5,4), “tem boca, mas não falmr tem olhos, mas não veem” ( Salmo 115, 4- 8), já que são verdadeiros “altares dos demonios” ( 2 Reis 23,8), “que não servem para nada” (Jeremias 2,11), nem podem salvar ( Isaías 45,20). Por isso, o apóstolo São João ressalta que temos que tomar cuidado com os “deuses falsos” (1João 5,21), enquanto que São Paulo acrecenta “os deuses feitos pelos homens não são deuses” (Atos 9,26), “um ídolo não tem valor algum no mundo” (1Corintios 8,4). Nós católicos não temos "idolos" como os povos pagãos antigos, MAS SOMENTE TEMOS IMAGENS. Esta é a diferença enorme que os protestantes não tem captado na Biblia.
III. CONDENAÇÃO DE YAHVE A IDOLATRIA
Existem tres razões pelo que a Biblia condena este tipo de culto:
1. Porque era algo detestavel ante os olhos de Deus: ‘‘Eu sou o Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei minha glória, nem a ídolos minha honra.” (Isaías 42,8).
2. Porque o povo judeu chegou a introduzi-los no templo sagrado de Jerusalém, a cidade escolhida entre todas as tribos de Israel ( 1 Reis 11,32), depois de que o rei Salomão em sua velhice Caiu na idolatria ( 1 Reis 11, 4; Jeremias 7,30); e que durou até a reforma no reinado de Josías (2 Reis 23,4).
3. Porque os israelitas lhes ofereciam em sua honra vinho e cereal (Isaías 57, 6), Incenso em altares de tijolos e sobre os montes (Isaías 65, 3.7); sacrificavam touros, matavam homens, degolavam ovelhas, partiam as nucas de cães e derramavam o sangue dos porcos (Isaías 66,3). Inclusive, “sacrificam no fogo a seus proprios filhos” (Ezequiel 23, 37).
Foram estas as causas pelas quais que o Senhor castigou exemplarmente a Israel ( Jeremias 44. 22-23).
IV. AS IMAGENS SAGRADAS
O mesmo Deus do céu lhe ordenou a seu povo construir figuras para fins curativas, sagradas e decorativas; como a “serpente de bronze” que foi utilizada como antídoto contra as mordeduras dos repteis no deserto do Sinaí (Números 21, 8); ou a “arca da aliança”, cofre feito de madeira de acacia e recoberta de ouro, com dois querubins na cobertura, e em cujo interior se encontravam as três grandes reliquias da “Antiga Aliança”, que eran as tabuas da lei, o bastão milagroso de Aarão e uma jarra de ouro com parte do maná (Exodo 25.10-22; Hebreus 9,3-5). Era tal sua importancia e dignidade que Yahvé descia em meio a uma nuvem sobre ela, no lugar mais sagrado da tenda e do templo, que era chamado como “Santíssimo” (Levítico 16,2; Hebreus 9, 1-3), aqui dava as ordens para os israelitas “Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança” (Exodo 25,22), “que representavam a presença de Deus”(Hebreos 9,5) .
Somente os levitas (ajudantes dos sacerdotes) deviam carrega-la quando era transladada em procissão de um lugar a outro (I Crônicas 15, 1-2); ninguém da parte deles podiam toca-la, pois morriam no ato ( 2 Samuel 6, 6 – 7). O proprio Josué em companhia dos anciãos de Israel, se prostraram diante dela para fazer a oração ao Senhor (7,6). Caso contrario foi o que aconteceu aos tres jóvens hebreus: Sadrac, Mesac y Abed-Nejo; que não quiseram ajoelhar-se para adorar a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor mandou construir na Babilonia (Daniel 3,1-18). Cumprindo assim o mandato da lei mosaica em Deuteronomio 5,8-9. Então, o que a Biblia proibe não é ajoelhar-se, mas o faze-lo para adorar a algo ou a alguém como um deus.
V. O TEMPLO DE JERUSALEM
Este recinto sagrado era chamado como a “casa de Deus” (2 Crónicas 6,18), “Santo Templo” (Salmo 68,5) ou “templo do Senhor” (1Samuel 1,9.24); era considerado como “uma figura do santuario verdadeiro” (Hebreus 9,24); e estava adornado a principio por “seres alados, palmeiras, flores, granadas, frutas, leões, touros e grinaldas (coroas de flores)” ( 1 Reis 6, 18.29.32.34-35; 7,19-20,25. 29.36). O já mencionado rei Salomão, fez dois enormes anjos de madeira de oliveira e cobertos de ouro, para que o Lugar Santíssimo (1 Reis 6,23. 28-29). Anteriormente, Moisés havia dado ordens aos artistas para que confeccionassem no Santuario, dez cortinas de diferentes cores bordadas com dois seres alados (Exodo 26,1.31-33; 36,8.35); e todo isto com a aprobação celestial. E mais, na visião que o profeta Ezequiel teve do “templo futuro”, aparecem duas imágens de um anjo com cara de homem e outro com cara de leão, ao lado de mais “seres alados e palmeiras” (41, 18-20).
Guido Rojas (Misionero de la Palabra Asociado)

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