Blog Alma Missionária

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sexta-feira, 24 de maio de 2013


Do volume "Abrirei uma estrada no deserto".

Aquilo que impede de subir a estrada da perfeição, é o temor da renúncia e do sofrimento. Pelo temor de sofrer, iremos ao encontro de um sofrimento maior, é uma tentação aquela de renunciar ao sacrifício; tentação que pode ser vencida pensando às penas do purgatório. Quando seremos diante de Deus, Ele nos pedirá a conta de cada graça, se correspondemos ou não e deveremos responder até ao ultimo centavo.


Composição do lugar

O impacto emocional que recebo da visão é muito forte. Sobre uma colina estão muitas cruzes. De cada uma destas cruzes se nota um corpo humano, preso com prego pelas mãos e pelos pés. Vejo na primeira cruz, que é a maior, um corpo em abandono, como se a morte fosse já alì per levar a vida. Improvisamente vejo desenvolver-se um fogo que, com chamas altíssimas, coinvolge e devora todos os corpos. Das cruzes, agora, os corpos sussultam entre espasmos atrozes; ao sofrimento vejo acrescentar nova e mais atrozes sofrimentos. Do corpo colocado em primeiro lugar observo uma face, na qual uma boca arregazada grita uma dor atroz.
E’ um fogo que arde, mas non queima, um corpo que sofre espamodicamente, mas não morre


Colóquio

"Filho, as cruzes representam o sofrimento que redime. Aqueles são os quais se devem purificar das culpas. Na vida eram gaudentes e agora descontam a irrespondabilidade deles. Somente o sofrimento purifica e, como o fogo, queima todas as escórias, assim a alma, sobre a influência das penas, renega as culpas e, entendendo a gravidade cometida, deseja corrijir-se.
Fogo divino que o consume, fogo de amor ofeso, que faz com que as penas causem ainda mais angústia. Eles sabem, porque têem o intuito que tudo terminará quando a alma, purificada, arderá com aquele fogo de amor em perfeita sintonia.
E’ importante para vós não cair no pecado e aproveitar não só o perdão como na confissão, mas da cancelação das penas como nas indulgências.
Muitos, se pudessem ver o sofrimento que deverão descontar por terem sido tão humanos, talvez, renunciariam a todas as concupiscências. Alguns falam do purgatório como um lugar feliz onde falta somente a presença de Deus deles para ser quase igual ao paraíso. Não vos lembrais que a justiça exige reparação?
A menor culpa segundo vós considerada insignificante, é uma enormidade em comparação à pureza de Deus. Ninguém se salva da si mesmo (Sal 48, 8-9); procurais na minha misericórdia a salvação e a purificação dos pecados.
As cruzes do sofrimento estão a indicar que para o homem não existe modo de antecipar os tempos, o futuro é já no vosso quotidiano. Trabalhais para viver uniformemente segundo o meu ensinamento e não vos preocupais, abandonando-vos completamente ao meu amor.
Lembrai-vos de orar por aqueles que estão no meio das chamas do amor ofeso. A oração é um veiculo potente de intercessão que pode diminuir as penas deles.
Muitos são passados por lá para depois entrarem na glória. Agora intercedem pelos seus benfeitores levando uma infinidade de caridade que esplende. Aonde reina soberano o amor, a caridade é a filha. Seja grande em vós a fé na minha misericórdia, porque salva, porque redime e doa a certeza que dão tranquilidade ao coração. Alegrais, porque sois constantemente guiados na estrada do verdadeiro bem, não somente para a vossa alma, mas também para aquela dos vossos irmãos e irmãs. A paz seja com vós".

Trecho da: "Relação do Purgatório".

A voz de Jesus se faz sentir no íntimo da minha alma com extrema clareza:

Quero que se ore por estas santas almas do Purgatório, porque o meu Coração divino arde de amor por elas. Desejo vivamente a liberação delas, para uni-las totalmente a mim.

E as penas por quanto terríveis possam ser, são sempre incomparavelmente leves em comparaçao à ofesa infinita que constitui o pecado.

O Purgatório é como uma prisão de luz e de fogo, constituído da Misericórdia divina: a alma deve purgar-se a pena do seu pecado para poder entrar na beatitude eterna.

Visão do Grande purgatório:
Vi com os olhos da alma um fogo que causava horror sem limite nem forma, que queimava sem nunca variar, em um silencio absoluto... Vi neste fogo milhões de pobres almas estreitas uma contra as outras, mas sem que pudessem se comunicar, senão aquele mesmo fogo. Este grande Purgatório é como o inferno, a parte a eternidade das penas e o ódio perante Deus e das outras almas, a parte a desesperação.

Se não me engano, vi que elas neste estado eram mais purificadas que consoladas, mais queimadas que iluminadas: é um estado terrível.

Visão do Médio Purgatório:
Vi, com os olhos da alma, um mar de fogo abrir-se na minha frente. Ele fazia rumor, imensas chamas claríssimas se reproduzem e se desfazem incessantemente. E aqui, milhões de almas estendem as mãos, submersas no fogo e nas chamas que se levantam com um força impetuosa.

E’ como um movimento da alma, um início de caminho através do Céu, ma sem o mínimo desejo pessoal; é como um lançar interior que a leva ou a empurra à Deus. Veem certamente purificadas, através de muito sofrimento, mas também iluminadas, assim as consola e permite a elas de glorificar Deus não somente abandonando-se ao seu Puro Querer, mas assumindo uma quase iniciativa de agradecimento.

Frequentemente, depois do juízo particular, a alma vai no Grande Purgatório; ela fica como tonta e sem forças, porque para ela é a descoberta do pecado, da sua gravidade, dos seus efeitos, das suas implicações.
Neste período a alma é como se fosse paralisada: imóvel, ela contempla seja a justiça de Deus que se exercita nela, seja a Misericórdia de Deus que valeu a faze-la salva. Depois ela se coloca em movimento em direção a Deus, que a atraia, que a transporta através do seu amor infinito; é aqui que ela passa no Médio Purgatório.
No Médio Purgatorio, a alma se afronta com o Amor, mas contempla este Amor infinito que a atrai. No Médio Purgatorio, a alma sai de si mesma e descobre tudo aquilo que significa a sua participação à Igreja.

Visão da Entrada do Céu:
E’ como o alto do Purgatório, um mundo de luz ardente e de paz. E’ o sofrimento do amor levado ao seu paroxismo, um padecimento de amor, o júbilo total, mais suave, unido ao sofrimento pior, o mais devastador.

E’ o reino do puro amor e do nu sofrimento; as almas seguem através da Jerusalém celeste, se apresentam na frente do Rei. Elas ficam mais ou menos um longo tempo, mas nunca como no Grande e Médio Purgatório, porque a intensidade dos langores de amor da Entrada constitui uma rápida e ulterior purificação.

Escutavo as almas cantarem: Me liberais da morte. Conservais os meus pés do tombo, para que eu caminhe à tua presença na luz dos viventes, oh Deus.
http://digilander.libero.it

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