Blog Alma Missionária

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domingo, 23 de junho de 2013

O COMBATE ENTRE A IGREJA E O MUNDO - CARDEAL JOHN HENRY NEWMAN - LITURGIA DIÁRIA , 23 DE JUNHO DE 2013


O COMBATE ENTRE A IGREJA E O MUNDO - CARDEAL JOHN HENRY NEWMAN

Outrora, era uma fonte de perplexidade para quem crê, como lemos nos salmos e nos profetas, ver que os maus tinham êxito onde os servos de Deus pareciam fracassar. E o mesmo se passa ao tempo do Evangelho. E no entanto a Igreja possui este privilégio especial, que mais nenhuma outra religião tem, de saber que, tendo sido fundada aquando da primeira vinda de Cristo, não desaparecerá antes do Seu regresso
Contudo, em cada geração, parece que sucumbe e que os seus inimigos triunfam. O combate entre a Igreja e o mundo tem isto de particular: parece sempre que o mundo a vence, mas é Ela que de facto ganha. Os seus inimigos triunfam constantemente, dizendo-a vencida; os seus membros perdem frequentemente a esperança. Mas a Igreja permanece. [...] Os reinos fundam-se e desmoronam; as nações espraiam-se e desaparecem; as dinastias começam e terminam; os príncipes nascem e morrem; as coligações, os partidos, as ligas, os ofícios, as corporações, as instituições, as filosofias, as seitas e as heresias fazem-se e desfazem-se. Elas têm o seu tempo, mas a Igreja é eterna. E contudo, no seu tempo, elas parecerem ter uma grande importância. [...]

Neste momento, muitas coisas põem a nossa fé à prova. Não vemos o futuro; não vemos que o que parece agora ter êxito não durará muito tempo. Hoje, vemos filosofias, seitas e clãs alastrarem, florescentes. A Igreja parece pobre e impotente. [...] Peçamos a Deus que nos instrua: temos necessidade de ser ensinados por Ele, estamos cegos. Quando as palavras de Cristo puseram os apóstolos à prova, eles pediram-Lhe: «Aumenta a nossa fé» (Lc 17.5). Procuremo-Lo com sinceridade: nós não nos conhecemos; temos necessidade da Sua graça. Qualquer que seja a perplexidade a que o mundo nos induza [...], procuremo-Lo com um espírito puro e sincero. Peçamos humildemente que nos mostre o que não compreendemos, que suavize o nosso coração quando ele se obstina, que nos dê a graça de O amarmos e de Lhe obedecermos fielmente na nossa procura

Nos tempos do Anticristo a Igreja de Deus sobre a terra verá reduzido grandemente o número aparente de seus fiéis devida a aberta deserção dos poderes deste mundo.Esta deserção começará por uma indiferença a toda forma de cristianismo, sobre a aparência de uma tolerância universal.Mas esta tolerância não procederá de um verdadeiro espírito de caridade e indulgência mas de uma projeto que tem por fim destruir o cristianismo pelo incentivo as seitas.Esta pretensiosa tolerância irá muito mas além de uma justa tolerância a inclusive a que diz respeito as diversas denominações cristãs.Pois os governos pretenderão ser indiferentes a todas e não darão proteção preferencial a nenhuma

Todas as Igrejas conhecidas serão colocadas de lado .Da tolerância das mas pestíferas heresias passarão logo a tolerância do islamismo , do ateísmo e por fim virá a perseguição explícita da verdade do cristianismo.Nesses tempos o Templo de Deus se verá reduzido aos santos , isto é , ao pequeno número dos verdadeiros cristãos que adoram o Pai em espírito e em verdade e que regem estritamente sua doutrina e culto e toda sua conduta , pela Palavra de Deus.Os cristãos meramente de nome abandonarão a profissão da verdade quando os poderes deste mundo o façam

Penso que este trágico sucesso está profetizado pela ordem de São João de medir o templo e o altar e de permitir que o átrio [as igrejas] seja pisoteado pelos pagãos.Os bens do clero serão entregues a pilhagem , o culto público será insultado e rebaixado pelos desertores da fé que uma vez professaram[...]Quando esta deserção geral da fé tiver lugar então começará o ministério das duas testemunhas vestidas de saco (Ap.11 , 3)

Os profetas Elias e Enoc que estão ,segundo os padres e doutores da Igreja, sendo mantidos vivos por Deus - segundo as escrituras eles não morreram mas foram arrebatados- até que aparecerão misteriosamente para pregar contra o Anticristo e então mortos


O esplendor externo das Igrejas desaparecerá, elas não terão apoio dos governos, não receberão honras, nem imunidades, nem recursos, nem autoridade: só terão a autoridade que nenhum poder humano pode lhes tirar, e que elas recebem daquele que lhes encarregou de dar testemunho.Oxford, na festa de São Pedro, 1838

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