Blog Alma Missionária

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segunda-feira, 24 de junho de 2013

INTENÇÃO DO MÊS - JUNHO

Intenção Geral

Para que prevaleça entre os povos uma cultura de diálogo, escuta e respeito mútuo.
Neste mês de Junho, em que começamos por celebrar a Solenidade do Corpo de Deus, a Eucaristia, o maior dom do Coração de Jesus, faz-nos centrar a nossa atenção na Igreja, que «faz a Eucaristia e é feita por Ela», «Igreja que nasceu do Coração do Esposo», no símbolo da água e do sangue que brotaram do seu lado aberto. Somos, assim, convidados a abrir-nos para o mistério do amor da Igreja, que no final do mês celebramos com a Solenidade de S. Pedro e S. Paulo. E, ao longo do mês, será o amor do Coração de Jesus a fazer-nos perceber mais e melhor o mistério da Eucaristia e o mistério da Igreja. Três mistérios: Coração, Eucaristia e Igreja. Três amores que se completam e se dão vida mutuamente.
Esta Igreja santa é feita de pecadores e apresenta muitas fragilidades e misérias. Foi sempre assim através dos séculos e continuará a ser. Mas o amor do Coração de Jesus, através da Eucaristia, quer curar a Igreja, convertê-la, fazê-la mais pobre, mais humilde, mais fiel ao amor do seu Esposo. Ela não pode esquecer, na vida de cada um de nós, a sua origem e a fonte contínua da sua renovada santidade. Ela deve renovar-se pela humildade, diante de tantos fracassos e misérias, e entrar no Coração do Esposo que a ama e que dá, cada dia, a vida por Ela, a alimenta na Eucaristia da sua vida e da sua santidade de Deus e de Homem, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. O próprio coração da Igreja se tornará mais puro, mais pobre, mais misericordioso, mais compadecido, mais próximo das misérias humanas.
O mistério do amor eclesial que celebramos este mês é convite a uma contínua conversão. O mundo espera da Igreja, alimentada pela Eucaristia, um testemunho de fidelidade e do amor do Coração de Cristo. Amor que Pedro e Paulo viveram apaixonadamente, dando a vida e derramando o seu sangue pela Igreja e por Jesus, o Mestre de Coração trespassado. O mundo, sobretudo os que não conhecem Jesus ou não O amam, precisa do testemunho do amor vivo da Igreja para se encontrar com Jesus e se abeirar da mesa santa, do banquete sagrado. E os que participamos da Ceia, temos que testemunhar, ao jeito de Pedro e de Paulo, a fidelidade a Jesus e o amor aos pobres, aos doentes, aos marginais, numa doação cada vez maior.
A Eucaristia e o Coração do Esposo querem fazer a Igreja mais serva e mais humilde, mais misericordiosa, uma Igreja com «coração».

Intenção Missionária

Para que, nos ambientes onde se vive uma maior secularização, as comunidades cristãs possam promover com eficácia uma nova evangelização.
A grande pergunta que se coloca, em relação à evangelização, é esta: como é que podemos responder, no nosso contexto cultural e eclesial, ao desafio de uma nova evangelização? Esta implica, antes de mais, a escuta, a compreensão, a interpretação das profundas mudanças históricas e culturais que estamos a viver. E, neste sentido, não se trata de reevangelizar, mas de uma verdadeira nova evangelização. Nova pelo seu entusiasmo, pelos seus métodos e as suas expressões. Não se trata, portanto, de refazer aquilo que foi mal feito, ou que não funciona. A nova evangelização não pode ser uma «nova versão» da primeira, mas uma evangelização que tenha a coragem de propor novos caminhos, frente às novas condições, no meio das quais a Igreja está chamada a viver, hoje, o anúncio do Evangelho.
O Papa emérito Bento XVI afirmou um dia que «o centro da crise da Igreja na Europa é uma crise de fé». Se não encontramos uma resposta para esta crise, se a fé não encontra uma nova vitalidade, todas as outras reformas serão ineficazes.
O empenho principal da nova evangelização consiste em acender a chama da fé em Jesus Cristo, uma chama que se transforme em fogo e desperte o desejo de partilhar a Boa Nova.
Quais poderiam ser os caminhos da nova evangelização, no contexto do forte secularismo em que vivemos? Apontaria somente três, dentro do espaço de que posso dispor. O primeiro seria a oração, que deve constituir sempre uma prioridade. Anunciar Deus deve significar introduzir a pessoa numa relação com Ele, por meio da oração. O segundo deve ser a revitalização espiritual das paróquias e comunidades cristãs. E dentro desta revitalização é essencial animar à leitura da Bíblia, pessoalmente, em família ou em pequenas comunidades. O terceiro seria a proposta de uma «arte de viver o Evangelho» que nos oferece resposta às nossas perguntas fundamentais, que nos mostra o caminho da vida e da alegria. Se esquecemos esta «arte», as outras coisas não funcionarão.
Onde se nota mais a influência do secularismo, a nova evangelização tem que abrir caminhos de esperança. É isto que devemos pedir a Deus, de um modo especial este mês.

António Coelho, s.j.

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