Apologética
A sucessão apostólica na Igreja
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: D. Amaury Castanho
Transmissão: Vicente Gargiulo
Autor: D. Amaury Castanho
Transmissão: Vicente Gargiulo
Há séculos a Igreja católica e outras Igrejas cristãs do Oriente e do Ocidente, vêm proclamando a fé na "Igreja católica e apostólica". Essa fé faz parte integrante tanto do Símbolo dos Apóstolos, mais conhecido pelo nosso povo como o "Credo" e, também, do Credo Niceno-Constantinopolitano. São profissões de fé que remontam aos primeiros séculos da vida da Igreja e constituem, ao mesmo tempo, sinais pelos quais se pode identificar a verdadeira Igreja fundada por Cristo.
Refletir sobre a apostolicidade da Igreja e a sucessão apostólica dos seus Bispos, vem a propósito nestes dias, quando assume o pastoreio da Diocese de Jundiaí o seu novo Bispo, Dom Gil Antônio Moreira. A Catedral de Nossa Senhora do Desterro foi pequena para acolher a multidão dos fiéis, desejosos de participar da solene Concelebração Eucarística presidida pelo Cardeal Arcebispo de São Paulo, presentes outros numerosos Arcebispos e Bispos, Presbíteros e Diáconos, Seminaristas, Religiosas, Autoridades e Povo fiel.
A leitura dos livros do Novo Testamento, dos quatro Evangelhos, das Cartas dos Apóstolos e do Apocalipse, não deixa dúvida alguma. Cristo Jesus, divino fundador da Igreja, confiou ao grupo dos Doze Apóstolos, Pedro o primeiro entre eles, o prosseguimento da missão que Deus Pai lhe confiara: "Naqueles dias Jesus retirou-se a uma montanha para orar. Passou ali toda a noite em oração. Ao amanhecer chamou os seus discípulos e entre eles escolheu Doze que chamou Apóstolos: Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro, André, seu irmão, Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago filho de Alfeu, Simão chamado Zelota, Judas, irmão de Tiago e Judas Iscariotes que foi o traidor" (Lc 6, 12-16).
Nos três anos de sua vida pública Cristo sempre se fez acompanhar dos Doze Apóstolos. Conviveu diuturnamente com eles, instruindo-os e preparando-os para dar continuidade à sua própria missão. Diante deles proclamou as verdades necessárias à salvação, instruindo-os, também, sobre as bem-aventuranças, os valores e os caminhos do Reino de Deus. Os Apóstolos viram os milagres feitos por Cristo. Mesmo que quase todos o tenham abandonado nos dias de sua paixão e morte, Cristo ressuscitado lhes apareceu. Privilegiou Simão Pedro entre os demais e enviou pelo mundo a todos os povos.
O histórico livro Atos dos Apóstolos inicia-se com a ascensão do Senhor aos céus diante dos Doze. Matias completara o número dos Doze substituindo Judas o traidor. Ressuscitado, o Nazareno lhes aparece primeiro no Cenáculo e depois na Galiléia. Ali constitui Pedro o Pastor maior de sua Igreja. Os Doze, "reunidos com Maria no Cenáculo", receberam o Espírito Santo no dia de Pentecostes. Saulo de Tarso o perseguidor, convertido na estrada de Damasco, foi acrescentado ao grupo dos Doze, dizendo-se um "abortivo". Depois do evento histórico e fundante de Pentecostes, os Apóstolos percorreram todo o mundo antigo, multiplicando as primeiras comunidades cristãs, a cuja frente colocavam outros sobre os quais "impunham as mãos".
Eusébio de Cezaréia, tido como o "pai da história da Igreja" em seu clássico livro "História Eclesiástica", não só enumera os sucessores do Apóstolo Pedro na Igreja de Roma mas, também, recorda nominalmente os sucessores dos outros Apóstolos fundadores, também eles, das comunidades de Éfeso, Antioquia e outras do Império Romano. Assim, a sucessão apostólica torna-se uma das mais importantes características da verdadeira Igreja de Cristo sem as outras a universalidade, a unidade e a santidade. São fatos históricos incontestáveis.
Em tese seria possível, portanto partir de qualquer Bispo da Igreja católica dos nossos dias, dos cinco continentes e chegar, por seus antecessores a um dos doze Apóstolos. Essa apostolicidade é fácil de provar-se no caso dos Papas, Bispos de Roma. Do Apóstolo Pedro ao Papa João Paulo II, foram exatamente 264 os Bispos que estiveram no pastoreio da Igreja de Roma e de todas as demais Igrejas católicas espalhadas pelo mundo. Na magnífica Basílica de São Paulo Apóstolo, fora dos muros Romanos, impressiona ver a longa série dos 264 Papas em belos medalhões em mosaicos.
O novo Bispo da Diocese de Jundiaí que acaba de ser empossado, tem como seus antecessores Dom Amaury Castanho, Dom Roberto Pinarello Almeida e Dom Gabriel Paulino Bueno Couto. Um bom historiador poderia retroagir a eles, chegando a um dos Doze Apóstolos, exceção feita para Pedro, fundador da comunidade romana, crucificado na colina vaticana na década dos anos 60 depois de Cristo.
A sucessão apostólica dos mais de 4.600 Bispos da Igreja católica nos assegura ser ela a verdadeira Igreja de Cristo. Com vinte séculos de existência, os atuais Pastores da Igreja, nos asseguram que somente ela, chegando aos Apóstolos remonta, também, ao próprio Cristo. Só a Igreja católica entre milhares de outras é apostólica continuando a proclamar nos dias de hoje o mesmo Evangelho, perseverando fiel à ortodoxia da fé, da moral cristã e da tradição divino-apostólica.
Fonte: Font, Dom Amaury Castanho - Administrador Apostólico da Diocese de Jundiai
Depois de Cristo, Pedro
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: John Nascimento
Transmissão: Rogério Hirota
Apenas S. João nos conta a Tríplice Confissão de Pedro, apresentada como Apêndice, depois da Ressurreição e do Aparecimento de Jesus aos Discípulos.Autor: John Nascimento
Transmissão: Rogério Hirota
Desde sempre que Pedro impressionara Jesus.
Habituado às lutas do mar, ao governo dos barcos e ao comando dos homens, Jesus tinha outro governo para lhe confiar e outro comando para lhe entregar.
Chamando por ele, no meio de todos, pergunta-lhe :
- «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes»?(Jo.21,15).
Para ser mestre basta saber, mas para ser Apóstolo é preciso amor.
Mais importante do que avaliar da ciência de Pedro, Jesus quis saber da sua capacidade de amar.
A pergunta foi inesperada.
Apanhado de surpresa, Pedro podia pensar em muitas outras suspeitas, porque o fracasso das suas negações era ainda muito recente e ele sabia quanto isso lhe tinham custado.
Então respondeu prontamente :
- «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo».(Jo.21,15).
E sem qualquer outro comentário, Jesus responde-lhe :
- «Apascenta os Meus cordeiros».(Jo.21,15).
Mas Jesus repetiu a Sua pergunta e recebeu a mesma resposta.
Na verdade, se por três vezes Pedro tinha negado a Jesus antes que o galo cantasse, importava agora que também por três vezes afirmasse que amava o seu Mestre.
Então Jesus perguntou uma terceira vez :
- «Simão, filho de João, tu amas-Me ?»(Jo.21,17).
Pedro entristeceu-se por Jesus insistir na pergunta. É que o mesmo fogo ali aceso lhe fazia lembrar aquele outro ao qual se aquecia na noite em que negou o seu Mestre.
Mas Jesus tinha de ouvir da boca do Seu discípulo, a quem estava a investir com novas funções e com nova e especial autoridade entre os outros, a resposta que a última pergunta merecia.
E essa resposta não se fez esperar, porque Pedro respondeu :
- «Senhor, Tu sabes tudo. Tu bem sabes que Te amo».(Jo.21,17).
A esta fé ardente de Pedro respondeu Jesus com uma promessa :
- «Apascenta as Minhas ovelhas».(Jo,21,17).
Desde essa hora, Pedro seria uma presença muito significativa na terra dos homens, especialmente no meio de todos os discípulos.
Pedro e a sua fé, o homem e a sua convicção, o pescador e a ideia exacta que ele tem de Jesus, são um conjunto de realidades que fazem o fundamento de um mundo novo – o dos homens de fé – a que se chama Igreja.
Pedro foi o testemunho vivo do amor ao Mestre, depois de já ter sido antes o testemunho vigoroso da sua fé, ao dizer :
- «Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo»(Mt.16,16).
Pela certeza da sua fé, pela generosidade da sua dedicação, pela pureza da sua fidelidade, a seu respeito se havia de exclamar no futuro :
- «Onde está Cristo aí está Pedro.
Onde está Pedro, aí está a Igreja.
E onde está a Igreja, aí está o Reino de Deus».
É que, depois de Cristo, Pedro, e todos quantos, comungando da mesma fé, estiverem em perfeita união de fidelidade a Pedro, constituirão uma nova forma de Cristo continuar no meio dos homens pela Sua Igreja, tal como Ele o disse :
- «Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estarei no meio deles»(Mt.18,20).
Ser Igreja é estar presente no mundo, mas com o espírito de Cristo, em união com Pedro e em comunhão com os irmãos, cumprindo uma missão de universal serviço fraterno.

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