Blog Alma Missionária

Blog Alma Missionaria

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


ImprimirEnviar via E-mail
35 - LENDA
Por Carlos J. Magliano Neto


“Foi a 1º de novembro de 1950, com o pronunciamento do Papa Pio XII, que esta doutrina (a Assunção) passou a fazer parte da fé católica. Antes disso, este era um tema de discordância entre a própria liderança romana. Não é para menos, considerando que tal dogma originou-se a partir de uma lenda”                                                     (pág. 42)
       
Em primeiro lugar, esta Doutrina não passou a fazer parte da fé católica a partir de 1950, mas nesta data, o Papa Pio XII a definiu como Verdade absoluta de fé. Em segundo lugar, este não era um tema de discordância entre a liderança romana, basta analisar a História. Muito ao contrário do que foi afirmado, esta é a mais antiga comemoração de Nossa Senhora. Antes do ano 431, ou seja, antes mesmo da Igreja declarar Maria Mãe de Deus, já se comemorava esta festa. Até os Nestorianos que discordavam do título “Mãe de Deus”, mesmo depois de separados da Igreja, continuaram celebrando-a. O Papa Sérgio I, por volta do ano 700, ordenou que se fizesse uma procissão no dia da festa. Na Constituição Apostólica Munificentíssimus Deus onde o Papa Pio XII declara como verdade de fé a Assunção, ele diz: “Nas homilias e orações para o povo na festa da Assunção da Mãe de Deus, santos padres e grandes doutores dela falaram como de uma festa já conhecida e aceita”. Como se vê, não é uma novidade na Igreja e nem um tema de discordância. No século X surgiram dúvidas e indagações sobre este tema, mas que passaram como se passa uma chuva de verão.

        Um outro detalhe interessante: nenhuma lenda pode sobreviver tantos e tantos anos se passando por verdade. A Doutrina da Assunção de Maria não é uma lenda, mas é algo real. Na página 43 o senhor cita um trecho do escrito apócrifo “Morte e Assunção de Maria” que narra como teria sido a Assunção de Nossa Senhora dando a entender que a Igreja se baseia por esse escrito para afirmar este dogma. A Igreja jamais iria se basear num documento apócrifo para confirmar suas Doutrinas. O nome já diz: apócrifo, livro escondido, não inspirado por Deus, que não deve ser lido no culto.

Deste modo pastor, esta festa é muito mais do que um decreto de Roma, mas é uma realidade de fé, cultivada no coração dos cristãos há centenas de anos.

Nenhum comentário: