Blog Alma Missionária

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sábado, 22 de dezembro de 2012


NOSSA SENHORA DE PARIS

Sob o título de Notre Dame Du Paris eleva-se, à margem do também famoso Rio Sena, a enorme e famosa catedral que o mundo conhece. Famosa como, em Roma, a basílica dedicada à memória do primeiro papa São Pedro, a bela catedral é dedicada a Nossa Senhora, a mãe Jesus, que, se foi mãe de Jesus podia também ser mãe de todos os parisienses católicos. Existem homenagens à me de Jesus sob os mais diversos títulos: Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora de Belém e entre elas, também Nossa Senhora de París.
Paris lembra o nome de Páris filho de Príamo. Tem mitologia nessa história. Notre Dame tem religião e catequese. Outras circunstâncias e outros tempos! Os parisienses acharam um jeito de homenagear pessoas referenciais. Como fazem no mundo inteiro, os católicos que amam muito a mãe de Jesus ergueram templos em sua memória. Ela levou Jesus no ventre e os templos a ela dedicados levam Jesus no lugar mais importante, o sacrário que é como o ventre de todo templo.
Notre Dame, como Fátima, Lurdes, Guadalupe, Aparecida e Lujan são templos dedicados a Maria, mas não pertencem a ela. O dono é seu filho, porque tudo naqueles templos aponta para o altar, onde Maria nunca está. A imagem fica, ou ao lado, ou lá em cima, numa berlinda. Nunca roubam o lugar do filho.
Há católicos que não percebem isso, mas está claro na liturgia da sua igreja. Maria vem ao lado ou depois. Também os outros santos… Jesus é o centro! Por que homenageamos Maria? E, por acaso, é preciso explicar? Existe cristão sério que negue a importância dessa mulher para os discípulos de Jesus?
Notre Dame é apenas uma das muitas catedrais ou templos que ostentam o nome de Maria. Mas está lá, há séculos, a dizer que, naquele tempo, os católicos pensaram na primeira cristã, desejosos de, com ela, conhecer e amar Jesus, de quem ela soube ser mãe.
Cultivamos e celebramos o mistério da maternidade de Maria, porque não é todo dia que uma mãe dá à luz um filho tão especial. Estive quinze vezes em São Pedro em Roma e pensei em Pedro, o primeiro papa. Fui cinco vezes à São Paolo Extra Muros e pensei na catequese de Paulo. Quando vou a um templo dedicado a Maria, penso na primeira e mais importante cristã. Gosto de pensar na Trindade Santa que é um só Deus, gosto de pensar no Filho e no que ele fez por nós, gosto de pensar na mãe dele e nos seus santos.
Se não tenho medo de errar? Um pouco! Mas, mesmo que erre nos meus conceitos, prefiro correr esse risco a ignorar Jesus e sua mãe. Seria erro bem mais danoso para a minha fé! Religião ingrata não é religião séria! Pregador que diminui Maria ou a ignora é um discípulo ingrato de Cristo! Devemos ou não devemos algo a ela? Ou, por acaso, Jesus desceu do céu de para quedas?

Pe. Zezinho scj

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