| 51 - O TERMO RAINHA | ![]() | ![]() |
| Por Carlos J. Magliano Neto | ||
“Pior que o próprio termo em si, é conhecer sua origem. Ao contrário do que muitos pensam, o título ‘rainha do céu’, emprestado a Maria pelos católicos romanos não é novo, nem se trata de uma exclusividade de Maria, mãe de Jesus. Segundo o texto de Jeremias 7:18, este antigo posto ‘pagão’, é não apenas mais antigo que a própria Maria mas, abominável a Deus desde sua origem.(...) Entretanto, parece óbvio que o catolicismo romano tenta, mesmo que discretamente, usurpar o lugar de Deus, infiltrando Maria em seu lugar. Um exemplo bem interessante disso é a oração das 18h, dirigida a Maria nos países católicos. Segundo a Bíblia, Deus tinha comunhão com o homem ‘na viração do dia’ (Gn 3:8), ou seja, às 18h. (...) o que mostra claramente que se pretende deslocar o que pertence a Deus, entregando a Maria”
(págs. 66 e 68)
Aqui há bastante assunto para estudo. Veja: primeiro o senhor diz que o título “Rainha do céu” é um título pagão e assim, estamos paganizando e idolatrando Maria. Ora pastor, o título é pagão e idólatra se fizermos dele alguém que substitua o lugar do Deus Verdadeiro, e não alguém que esteja a Seu serviço. Maria está a serviço de Deus. Embora sendo Rainha Mãe do Rei, continua sua “escrava!” (Lc 1,38). Qualquer título que se use com o fim de idolatria será contrário ao gosto de Deus, e qualquer título que se use para glorificar a Deus e exaltar seus companheiros só pode ter a Sua aprovação. Veja um fato: os antigos idolatravam o “deus Sol”. A Bíblia, no entanto, transforma esse “título pagão” em título para exaltar o Messias: “sol que nasce do alto” (Lc 1,78), sem que isso paganizasse a Jesus. Não é porque se usava determinado título no paganismo que não podemos usá-lo no cristianismo, desde que ele não venha a substituir a Deus. Por tudo o que já foi dito acima, não vejo necessidade de me estender para explicar que a Igreja honra a Maria não como deusa, mas como Rainha a serviço do Rei dos reis.
O senhor também comenta sobre a comunhão que Deus tinha com o homem “na viração do dia” e que este horário foi entregue à Maria pelos católicos. É bom sabermos que Gênesis 3,8 não mostra que o horário exclusivo para a comunhão com Deus era (ou é) às 18h, “na viração do dia”, mas comenta que naquele determinado dia, nesse horário, Deus passou por ali. Prova disso é que em mais nenhum trecho bíblico se comenta sobre esse horário. Se recorrermos ao original bíblico, lá está escrito que Deus passou pelo jardim no “rúah”, palavra hebraica que em seu sentido primeiro significa sopro, ar, atmosfera. Deus tinha e tem a comunhão com o homem, mais do que num horário marcado, Ele a tem no meio ambiente, no sopro de sua criação.
Inclusive tem o seguinte: se nesse horário (ou em qualquer outro) lembramos de Maria é porque justamente confirmamos nossa fé em Jesus, pois foi Ele quem a tornou grande. “Quanto a Maria, nenhum problema: é excelente caminho para Jesus. Até porque, quem está perto de Maria, nunca está longe de Jesus. Ela nunca se afastou dele” (Pe. Zezinho, Semanário litúrgico “O Santuário da Penha”, SP, Dezembro de 1999).
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sábado, 22 de dezembro de 2012
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