Blog Alma Missionária

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

26 - A IMACULADA CONCEIÇÃOImprimirEnviar via E-mail
Por Carlos J. Magliano Neto


        Agora o estudo volta-se para a grande graça reservada àquela cuja missão era ser “a mãe do meu Senhor” (Lc 1,43): a IMACULADA CONCEIÇÃO, ou seja, a concepção sem mancha, sem pecado da Virgem Maria. Maria não possuiu a mancha do pecado original e mais do que isso, nunca pecou.
Assim está posto na página 34:

“O dogma da imaculada conceição de Maria foi inicialmente apresentado pelo Papa Pio IX”

Porém, na página 38 é dito:

“Esse pensamento (da Imaculada) é endossado por João Duns Scoto (1308)”

Se ele foi inicialmente apresentado por Pio IX em 1854 como o senhor diz, então não poderia ter sido comentado 546 anos antes por João Duns Scoto. Entretanto, a origem desta verdade é ainda anterior a João Duns Scoto. Essa Doutrina se firmou inicialmente no Oriente por volta do século IV (há 1700 anos atrás!). Desde então ela começou a se espalhar e por volta do ano 600 já havia comemoração de sua festa em parte da Europa. Em 1128 o Monge Eadmer de Conterbury organizou e escreveu o primeiro tratado teológico sobre a concepção sem mancha de Maria. Em 1661, o Papa Alexandre VII já escrevia na Bula Sollicitudo omnium Ecclesiarum: “A devoção à Virgem Imaculada cresceu e espalhou-se e, depois que as escolas apoiaram esta pia doutrina, a partilham agora quase todos os católicos”. Diante de tantos anos de estudos e de fé neste mistério, a Igreja em 8 de dezembro de 1854, através da Definição Dogmática Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, reconheceu oficialmente esta Verdade professada desde os tempos mais remotos do cristianismo.

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