Quinta-feira, 14 de novembro de 2013, 16h21
Haiti sofre com violência e instabilidade política, dizem bispos
Da Redação, com Agências
As tensões políticas e o livre porte de armas facilitaram no Haiti o aumento da violência e da insegurança, permitindo a manipulação por razões políticas. A afirmação é da Comissão Episcopal Nacional para a e Justiça e Paz do país, que publicou nesta semana um relatório sob a situação dos haitianos.
“Temos testemunhos de distribuição de armas em bairros populares por motivos políticos”, destaca o relatório ao revelar o aumento das mortes violentas na capital haitiana e a deterioração da situação política e socioeconomica.
Dentre as irregularidades divulgadas, a Comissão lamentou a ausência da separação de poderes nas instituições “que não cumprem o seu papel, particularmente no âmbito Judicial”.
“A maioria dos magistrados são designados de forma incorreta e se veem obrigados a trabalhar de modo servil com as autoridades políticas”, revela a Comissão católica.De acordo com o relatório, de julho a setembro de 2013, foram registrados 284 casos de violência, incluindo 179 assassinatos e 30 linchamentos.
“A manipulação da violência por causas políticas é uma prática comum no Haiti: a polícia utiliza a violência contra seus adversários distribuindo armas em bairros pobres e populares da capital”, continua relatório.
“O Governo não dá provas da existência de uma política de segurança pública eficaz e de uma vontade de responder às necessidades fundamentais da população neste âmbito”, conclui o relatório.
O Haiti sofre com as consequências da instabilidade política e das catástrofes naturais que atingiram a ilha nos últimos anos, em especial o terremoto de janeiro de 2010, que destruiu parte da capital Porto Príncipe, deixando cerca de 200 mil mortos.
Haiti politica violência Igreja católica“Temos testemunhos de distribuição de armas em bairros populares por motivos políticos”, destaca o relatório ao revelar o aumento das mortes violentas na capital haitiana e a deterioração da situação política e socioeconomica.
Dentre as irregularidades divulgadas, a Comissão lamentou a ausência da separação de poderes nas instituições “que não cumprem o seu papel, particularmente no âmbito Judicial”.
“A maioria dos magistrados são designados de forma incorreta e se veem obrigados a trabalhar de modo servil com as autoridades políticas”, revela a Comissão católica.De acordo com o relatório, de julho a setembro de 2013, foram registrados 284 casos de violência, incluindo 179 assassinatos e 30 linchamentos.
“A manipulação da violência por causas políticas é uma prática comum no Haiti: a polícia utiliza a violência contra seus adversários distribuindo armas em bairros pobres e populares da capital”, continua relatório.
“O Governo não dá provas da existência de uma política de segurança pública eficaz e de uma vontade de responder às necessidades fundamentais da população neste âmbito”, conclui o relatório.
O Haiti sofre com as consequências da instabilidade política e das catástrofes naturais que atingiram a ilha nos últimos anos, em especial o terremoto de janeiro de 2010, que destruiu parte da capital Porto Príncipe, deixando cerca de 200 mil mortos.
Conteúdo relacionado

Nenhum comentário:
Postar um comentário