Blog Alma Missionária

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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bebidas e festas profanas nas comemorações das Igrejas Católicas?

Festas litúrgicas e mundo profano
Mon­se­nhor Ader­son Ne­der
O Natal e a Páscoa são os dois grandes momentos do Ano Litúrgico da Igreja. Na realidade, eles centralizam e dão o nome aos dois ciclos de vivência litúrgica, com seu tempo de preparação, sua festa maior e seu prolongamento. No Natal temos a preparação, com o Advento, a festividade principal que é o próprio Natal e o prolongamento, com algumas festas que culminam com a Epifa-nia ou Manifestação do Senhor. Na Páscoa, a Quaresma é a preparação, a festa principal é a própria Páscoa, com o prolongamento, dito Pascal, que vai até Pentecostes.
Nos primeiros tempos da Igreja e depois, ainda por alguns séculos, a Liturgia era respeitada, sendo tudo obedecido mais rigorosamente nos seus devidos tempos. De certo tempo para os nossos dias, - não sei precisar o início, - o mundo profano“assumiu” nossas festas eclesiais, especialmente em termos comerciais. Como acontece nesse campo profano, tudo se prepara e se vivencia com muita propaganda, que começa com bastante antecedência. O Natal comercial lança as suas propagandas já no início do mês de novembro, bem antes de qualquer vivência litúrgica natalina. A Páscoa não foge da aberração, pois envolve a própria Quaresma que, como tempo penitencial, não tem nada de festivo. Nesse aspecto profano pode-se dizer que o Natal é muito mais explorado que a Páscoa. A propaganda parte de um fato legitimamente cristão, de uma vivência decorrente da Liturgia. Esta, festejando a encarnação do Filho de Deus, reflete-a como a doação máxima de Deus para a humanidade, pois Deus Pai, por amor, doou seu Filho unigênito como presente para suas criaturas ou filhos adotivos, a fim de salvá-los das consequências do pecado e garantir-lhes a salvação eterna. Daí surgiu a idéia do presente natalino, que se tornou quase uma obrigação. Como isso não podia deixar de acontecer, o presente foi explorado pelo comércio. Junto com ele vieram os adornos, as guirlandas e finalmente a figura extravagante do Papai Noel que tomou o lugar legítimo do Menino Deus. Por isso, em grande parte, o Natal perdeu de fato o seu real significado.
Com a Páscoa aconteceu algo parecido. A Igreja sempre gostou de símbolos. Um deles, o coelho, pela sua grande fertilidade, é símbolo pascal da vida, pois a Páscoa é essencialmente a festa da Vida, pela Ressurreição do Senhor. Outros quase que foram esquecidos, mas o coelho, já não representando o Senhor da Vida, passou a ser usado e abusado. O chocolate entrou como um complemento de gostosura. Assim, a Páscoa se tornou a festa do coelho de chocolate, explorado inclusive pelo seu custo exagerado. Para serem símbolos da fertilidade, todos eles deveriam ter em seu bojo certa quantidade de brinquedinhos e de guloseimas. Acontece que alguns deles já não têm sequer um caramelo... Para o cristão autêntico ele não chega a atrapalhar, mas para outros...
Um outro problema das festas profanas do Natal e da Páscoa é que elas pretendem determinar atualmente o tempo litúrgico. Como se disse acima, o início delas é antecipado. E o final? Também antecipado. Rezem por uma barafunda dessas...
Qual é sua opinão sobre esse assunto?
Tags: FestaProfano

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