Blog Alma Missionária

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

MENSAGEM DO DIA

05/08 Cantar o amor romântico - Pe. Zezinho,scj

CANTAR O AMOR ROMÂNTICO
Pe Zezinho scj

Esperançoso de que outros me seguissem, a pedido da editora publiquei, anos atrás, um CD romântico para músicas de casamento. Ainda hoje se ouve cantar aquelas canções em missas de casais e celebrações de matrimônio. Imagino que meu leitor as tenha ouvido. Comigo, Antonio Cardoso e, creio que não mais de três outros compositores, cantaram o amor romântico-religioso, às vezes litúrgico, às vezes não, mas sempre sagrado. Percebo que faltam canções de matrimônio nos templos. Isso inclui a Igreja católica, as evangélicas e as pentecostais. Os autores cantam 99% das vezes o amor de Deus e o amor a Deus e ao próximo, mas quase ninguém canta o amor conjugal nos templos, mesmo sabendo que São Paulo o chama de mistério grande em Cristo e na Igreja. ( ) 

Porque não se compõe e não se canta este amor que é sagrado e até mereceu um livro inteiro na Bíblia com o sugestivo nome de O Cantar dos Cantares? São hinos de amor entre um homem e uma mulher. A Igreja considera aquele livro sagrado! Nada mais justo que judeus, cristãos e ortodoxos cantassem este amor nos seus templos.O mundo tem belíssimas e comoventes canções de amor, mas os compositores religiosos parecem ter sido formados na escola do amor celibatário que só tem olhos para Deus. 

Influenciados por padres, monges, freiras e outros cristãos não casados, com quem está a liderança das paróquias, escolas e movimentos, os cantores e autores, mesmo os bem casados, preferem cantar apenas o amor a Deus e o amor de Deus. Uma das canções que se ouve por todos os templos tem até a audácia de dizer a Deus: quero amar somente a Ti. Jesus ensinou o oposto...( ) Não devemos ter olhos somente para Deus. Seria o fim da família! Como cristãos somos chamados a prezar o amor fraterno e o amor conjugal. Mas não se canta este amor nos templos embora nossas liturgias o aceitem e até recomendem. Basta que as letras sejam, também elas, litúrgicas. 

Tenho pedido aos compositores que admiram Oração pela Família, Utopia e outras canções litúrgicas que escrevi para os casais, que leiam os documentos da Igreja e estudem a teologia do matrimônio. Acabarão compondo canções até melhores do que as minhas. Será que serei ouvido? Ou ouvirei, de novo, o argumento de que nos templos não se canta nada profano?E quem disse que o amor conjugal é não é sagrado? 
www.padrezezinhoscj.com

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