17º Dia De Meditação Da Paixão De Cristo – A CAMINHO DO CALVÁRIO
17º dia de meditação da Paixão de Cristo – A CAMINHO DO CALVÁRIO
Jesus, com a cruz às costas, saiu em direção a um lugar chamado de Caveira, em hebreu, Gólgota. Acompanham-No dois malfeitores, um a cada lado, que também iam ser executados. O réu costumava levar até o lugar da execução, para conhecimento público, uma tábua pendurada ao pescoço com o seu nome e o motivo da condenação.
As energias de Jesus estavam já muito depauperadas. Não tinha comido nada desde o dia anterior, e tinha perdido muito sangue; passara a noite em claro, submetido a interrogatórios e vexames intermináveis, e na flagelação podia ter morrido. As ruas por onde caminhava tinham o piso irregular, e não é de se estranhar que caísse.
No Santo Sudário, descobriram-se umas grandes contusões e longas e fundas feridas, um pouco oblíquas, no alto das costas, como se sobre elas tivesse pesado um objeto grande, forte e áspero, que foi macerado durante um bom tempo essa região do corpo, já maltratada pela flagelação. Esses vestígios foram interpretados como consequência das feridas causadas pelo transvessão da cruz que os réus levavam até o lugar das execuções atado por atrás sobre as omoplatas. Esse peso e essa posição, com os braços presos ao madeiro, faziam balançar terrivelmente o réu quando andava. Nessa posição, era-lhe difícil manter o equilíbrio, pelo que caía com frequência, sempre de frente e sem poder proteger-se com as mãos, tendo de aparar o golpe com o nariz e o rosto (O Santo Sudário, pags. 30-32).
Muitos olhavam o Senhor com pena e desconcerto; para outros, o cortejo tinha um certo ar festivo. Toda população de Jerusalém, multiplicada por cinco ou seis por causa da Páscoa, se achava congregada nas ruas pelas quais passavam os condenados.
“`A direita e à esquerda, o Senhor vê essa multidão que anda como rebanho sem pastor. Poderia chamá-los um por um, pelos seus nomes, pelos nossos nomes. Ali estão os que se tinham alimentado na multiplicação dos pães e dos peixes, os que tinham sido curados de suas doenças, os que Ele ensinara, junto do lago e na montanha e nos pórticos do Templo.
“Uma dor aguda penetra na alma de Jesus, e o Senhor desaba extenuado”.
“Tu e eu não podemos dizer nada: agora já sabemos por que pesa tanto a Cruz de Jesus. E chorando as nossas misérias e também a tremenda ingratidão do coração humano. Nasce do fundo da alma um ato de contrição verdadeiro, que nos tira da prostração do pecado. Jesus caiu para que nós nos levantássemos: uma vez e sempre” (Via Sacra, estação III).
Jesus passa ao nosso lado derramando a sua graça e a sua misericórdia. Tantas vezes! São incontáveis os momentos e situações em que o Senhor, com a sua cruz redentora, parou junto de nós para nos curar, para nos abençoar, para nos alentar na prática do bem. Esse amor dolorido de Jesus tem de penetrar até o mais fundo do nosso coração. Ele nos ama com as nossas fraquezas e toma sempre a iniciativa de se deixar ver por nós, deformado pelas nossas misérias. Bem o sabemos!
De nós espera correspondência, dor sincera das nossas faltas, que rejeitemos o próprio pecado venial deliberado e tudo aquilo que de algum modo nos separe dEle, porque foi muito o amor que nos deu. Ele nos ouve sempre, mas de modo muito particular quando O procuramos com desejos de mudar de vida, de retornar à fidelidade perdida, de começar de novo com o coração arrependido. Têm sido muitas as ocasiões em que, conscientes ou não, fomos incapazes de corresponder por inteiro à sua graça. Além disso, a ofensa de um amigo é sempre a mais dolorosa.
O Senhor alegra-se quando com Ele nos levantamos e recomeçamos a marcha, depois de uma queda grave, ou de um período de quedas graves, ou depois de pequenos fracassos nessas metas em que estamos carecidos de conversão: lutar por vencer as asperezas do caráter; ser otimistas em todas as circunstâncias, pois somos filhos de Deus; aproveitar o tempo no estudo, no trabalho, começando e terminando à hora prevista; lutar eficazmente por desarraigar um defeito; ser generosos nas pequenas mortificações habituais, que nos garantem o domínio dos sentidos e das paixões… É o esforço diário para evitar extravios que, por pouco que seja, nos afastam dEle.
Sempre que recomeçamos, cada dia, o nosso coração enche-se de júbilo e também se alegra o coração do Mestre. Jesus passa muito perto das nossas vidas, como passou junto daqueles que naquela manhã enchiam as ruas de Jerusalém, e convida-nos com o seu olhar a deixar de lado os nossos defeitos e a recuperar o amor perdido. Não adiemos essas conversões cheias de afeto que Ele espera. Jesus pode derreter o gelo dos nossos egoísmos e dar vigor aos nossos corações cansados.
Senhor – canta o Dies irae, um antigo hino da Igreja -, Tu ficaste extenuado, procurando-me; // Que não seja em vão tão grande fadiga!
(fonte: “A CRUZ DE CRISTO” – Francisco Fernandez-Carvajal, Ed. Quadrante)
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