Blog Alma Missionária

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sábado, 16 de fevereiro de 2013



Era um fim de tarde de domingo, a pessoa estava molhando o jardim da casa quando foi interpelada por um garotinho com pouco mais de Nove anos, dizendo: 
- Tem pão velho?

Essa coisa de pedir pão velho sempre me incomodou desde criança.
Na adolescência descobri que pedir pão velho era dizer:
- me dá o pão que era meu e ficou na sua casa.

Olhei para aquela criança tão nostálgica e perguntei:

- Onde você mora?
- Depois do zoológico.
- Bem longe, hein!
- É... mas eu tenho que pedir as coisas para comer.
- Você está na escola?
- Não. Minha mãe não pode comprar material.
- Seu pai mora com vocês?
- Ele sumiu.

E o papo prosseguiu, até que eu lhe disse:
- Vou buscar o pão, serve pão novo?
- Não precisa não, a Senhora já conversou comigo!

Esta resposta caiu como um raio.
Eu tive a sensação de ter absorvida de toda a solidão e a falta de amor desta criança.

Deste menino de apenas Nove anos, já sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e tão necessitado de um papo, de uma conversa amiga.

Que poder tem o gesto de falar e escutar com amor!
Alguns anos já se passaram e continuam pedindo "pão velho" na minha casa e eu dando "pão novo",
mas procurando antes compartilhar o pão das pequenas conversas, o pão dos gestos que acolhem e promovem.

Este pão de amor-Ágape não fica velho, porque é fabricado no coração.

O Ágape nos faz entender em pequenos gestos, em pequenas palavras no Ágape, no amor generoso, no amor doação, você transforma vidas.

Um forte Ágape!!!!

Fonte: Enviado por email ao Espacojames: Andre Fellipe Forte de Faria


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