Blog Alma Missionária

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quinta-feira, 17 de abril de 2014

ARREPENDIMENTO E CONFISSÃO : O SAGRADO MAGISTÉRIO ENSINA - LITURGIA DIÁRIA , 16 DE ABRIL DE 2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

FOTO ACIMA : Padre capelão , confessando soldado durante a guerra
 
ARREPENDIMENTO E CONFISSÃO : O SAGRADO MAGISTÉRIO ENSINA

"Cap. IV - Da Contrição (Arrependimento)

A Contrição, que deve tomar o primeiro lugar nos atos do penitente já mencionado, é uma intensa dor e abominação dos pecados cometidos, com o propósito de não pecar daí em diante

Em todos os tempos foi necessário esse processo de Contrição para alcançar o perdão dos pecados da pessoa que delinqüiu depois do Batismo de modo que este penitente seja preparado até conseguir a remissão das culpas

Se for agregada à Contrição a confiança na Divina Misericórdia, e o propósito de fazer tudo aquilo que for requerido para receber bem este Sacramento, declara então este Santo Concílio que esta contrição inclui não só a reparação do pecado e o princípio efetivo de uma vida nova, mas também o aborrecimento da vida anterior à contrição, segundo as palavras da Escritura: "Rasgai de vós todas as vossas iniquidades com as quais haveis prevaricado, e formemos um coração novo e um espírito novo"

E, com efeito, quem considere aqueles clamores dos santos: "Sempre pequei contra Ti, e em Tua presença cometi minhas culpas, estive oprimido no meio de meus gemidos, regarei com minhas lágrimas, todas as noites, o meu leito. Repassarei em Tua presença com a amargura de minha alma todo o transcurso de minha vida", e outros clamores da mesma espécie, compreenderá facilmente que emanaram todos estes de um ódio veemente da vida passada e de uma abominação muito grande dos pecados

Ensina também, além disso, que ainda que suceda alguma vez que esta Contrição seja perfeita pela caridade e reconcilie o homem com Deus, antes que efetivamente receba o sacramento da Penitência, sem dúvida não deve ser atribuída a reconciliação a essa Contrição, mas sim ao propósito que ficou nela incluído de receber o Sacramento da Confissão

Declara também que a Contrição imperfeita, chamada atrição2, que comumente é procedente da indignidade do pecado ou do medo do inferno e das penalidades, como exclua a vontade de pecar com esperança de alcançar o perdão, não somente não faz da pessoa uma hipócrita e maior pecadora, como também é Dom de Deus e impulso do Espírito Santo, que embora não habite no penitente, apenas o induz, ajudando-o a abrir caminho para chegar a justificar-se

Ainda que não possa por si mesmo, sem o sacramento da Penitência conduzir o pecador à salvação, a atrição o dispõe para que alcance a graça de Deus no sacramento da Penitência. Como exemplo, podemos tomar os habitantes de Nínive, os quais aterrorizados com esse temor, fizeram penitência com a pregação de Jonas, cheia de medos e terrores, e alcançaram a misericórdia de Deus

Com esse pressuposto, alguns escritores católicos são caluniados como se ensinassem que o sacramento da Penitência confere a graça sem a boa vontade dos que a recebem e este é um erro no qual jamais ensinou e nem mesmo pensou a Igreja de Deus. E do mesmo modo ensinam com igual falsidade que a Contrição é um ato violento e conseguido por força e não livre nem voluntário" 

FONTE : SACROSSANTO CONCÍLIO DE TRENTO

 

São Padre Pio foi um grande confessor. Multidões de todas as partes do mundo viajaram até o Mosteiro de San Giovanni Rotondo apenas para se confessarem com o santo, cuja fama se espalhou por todo o mundo, fama esta que crescia sempre e cada vez mais com os extraordinários acontecimentos que ocorriam com os penitentes; São Padre Pio conseguia ver quando o penitente não era sincero, ou quando escondia pecados, ou quando não possuía uma verdadeira contrição e arrependimento

“Se você considerar o sacramento da penitência, há tantas confissões distorcidas, tantas desculpas esfarrapadas, tantos arrependimentos fraudulentos, tantas falsas promessas, tantas resoluções ineficazes, tantas absolvições inválidas! Será que você considera como válida a confissão de alguém que se acusa de pecados de impureza e ainda guarda a ocasião deles? Ou alguém que se acusa de injustiças óbvias, sem a intenção de fazer qualquer reparação que seja para elas? Ou alguém que cai de novo na mesma iniquidade imediatamente após sair da confissão? Oh, abusos horríveis de tão grande sacramento! Uns confessam para evitar a excomunhão, outros para ter uma reputação como um penitente

Uns livram-se de seus pecados para acalmar seus remorsos, outros esconde-os de vergonha. Uns acusam-se de forma imperfeita por má intenção, outros expõem-se por força do hábito. Uns não têm a verdadeira finalidade do sacramento em mente, a outros estão faltando a tristeza necessária, e para outros, ainda, o propósito firme. Pobres confessores, quais esforços vocês fazem para trazer o maior número de penitentes a estas resoluções e atos, sem os quais a confissão é um sacrilégio, absolvição uma condenação e a penitência uma ilusão?”São Leonardo de Porto Maurício

Um dia Santa Teresa viu muitas almas a cair no Inferno. Ela perguntou a Jesus porque tantas almas caíam no Inferno. Jesus respondeu: "Por causa das confissões mal feitas". Então Santa Teresa escreveu logo a um padre: "Padre , pregue muitas vezes contra as confissões mal feitas, porque é esse o laço do Demônio para pegar as almas"

O demônio, que enxerga a longo prazo, sabe perder um pouco para ganhar muito. É o ensinamento da Bem-Aventurada Maria da Encarnação: “Os êxtases, as visões e as revelações não são de jeito nenhum um argumento inconteste da permanência ou da assistência de Deus em uma alma. Quantos se viram que foram enganados com esses tipos de visões? Embora tenham sido a causa da conversão ou mesmo da salvação de algumas almas, é um estratagema do espírito maligno que fica contente em perder um pouco para ganhar muito”
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