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sábado, 19 de abril de 2014

19/04/2014  |  domtotal.com

R$ 1 bi é destinado à saúde indígena

Ação tem o objetivo de incorporando as práticas de saúde e as medicinas tradicionais.
Matéria publicada originalmente pelo Portal Contas Abertas, entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, que reúne pessoas físicas e jurídicas, lideranças sociais, empresários, estudantes, jornalistas, bem como quaisquer interessados em conhecer e contribuir para o aprimoramento do dispêndio público, notadamente quanto à qualidade, à prioridade e à legalidade.
Por Thaís Betat
Desde 1943, comemora-se no dia 19 de abril o Dia do Índio, em homenagem aos cerca de 900 mil índios brasileiros. Pesquisa divulgada em março, entretanto, mostra que a atenção destinada à saúde desse povo ainda precisa melhorar. Segundo dados divulgados em março pela BBC Brasil, 419 crianças indígenas morreram por desnutrição no país desde 2008.
O governo federal prevê no orçamento deste ano R$ 1 bilhão para ações de saúde indígena. Deste valor, R$ 279 milhões foram pagos até março, na ação intitulada "Promoção, proteção e recuperação da saúde indígena".
A ação tem o objetivo de desenvolver práticas de atenção integral à saúde dos índios, incorporando as práticas de saúde e as medicinas tradicionais. Também atua no fomento à alimentação saudável e na contribuição para a implementação das políticas de segurança alimentar e nutricional.
Em 2013, foram disponibilizados R$ 1,1 bilhão para a ação destinada a auxiliar na saúde desses povos. Desse valor, R$ 912,3 milhões foram utilizados, o que representa 82% de aplicação.
Motivo histórico
Segundo o médico coordenador da Unidade de Saúde e Meio Ambiente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Douglas Rodrigues, os índios são sensíveis às enfermidades trazidas por não-indígenas. Desnutrição, hepatite, obesidade e alcoolismo estão entre as doenças que mais matam índios.
Ainda de acordo com o médico, a assistência de saúde não é considerada plena devido a empecilhos como a dificuldade de comunicação e entendimento entre os médicos e os pacientes, que muitas vezes vivem em regiões remotas e de difícil acesso. “O desafio do sistema é lidar com a diversidade sendo flexível, plástico”, afirma Rodrigues.
Grande avanço
Para Rodrigues, o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) representa um grande avanço na assistência da saúde indígena, que tem demandado atenção do governo devido às vulnerabilidades de saúde, proporcionadas pelo contato com os “brancos” no passado e as especificidades territoriais.
Criada em outubro de 2010 pelo Ministério da Saúde, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) é responsável por coordenar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e todo o processo de gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) é a unidade gestora descentralizada do SasiSUS. Trata-se de um modelo de organização de serviços nos espaços etnoculturais dinâmicos, geográficos, populacionais e administrativos bem delimitados visando medidas de atenção à saúde necessária à prestação da assistência, com o Controle Social. Espalhados pelo País são 34 DSEIs divididos estrategicamente por critérios territoriais e, não necessariamente, por estados, tendo como base a ocupação geográfica das comunidades indígenas.
Contas Abertas









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