A MÁ CONFISSÃO E O INFERNO, POR SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET - LITURGIA DIÁRIA , 11 DE JANEIRO DE 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014

A MÁ CONFISSÃO E O INFERNO, POR SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET
[FONTE : O CAMINHO RETO, POR SANTO ANTÔNIO MARIA CLARET, PÁG. 96, 97, 98 E 99]
Refere-o São Ligório- Conta o Padre Serafim Razzi, que numa cidade da Itália havia uma nobre senhora casada, que era tida por santa. Estando para morrer, recebeu os santos Sacramentos, deixando muito boa fama de sua virtude.
Sua filha rogava continuamente a Deus pelo descanso de sua alma. Um dia, estando a filha em oração, ouviu um horroroso barulho na porta, voltou os olhos e viu a horrível figura dum porco de fogo que lançava de si um fedor insuportável, foi tal seu terror que se teria lançado pela janela abaixo, mas deteve-a uma voz que lhe disse: pare, minha filha, eu sou tua desgraçada mãe, a quem tinham por santa; mas pelos pecados que cometi com teu pai, e que por pejo nunca confessei, Deus me condenou ao inferno; não rogues mais a Deus por mim, porque me dás maior tormento. E dito isto, bramindo, desapareceu
Perguntarás, talvez; amado cristão: É possível que uma alma condenada apareça? A isto responderei que sim; e, para tirar-te de qualquer dúvida, quero explicar-te as razões. Escuta-me, pois, e vamos por partes. Acreditas nas Santas Escrituras e no Credo? De certo, responderás; e, se dissesse que não, dir-te-ia que eras herege. Pois da Escritura e do Credo consta que nossa alma é imortal.
A razão natural nos está clamando que é preciso que sobreviva ao corpo, para que o pecador possa receber de Deus o castigo de seus pecados, que não recebeu, neste suas virtudes; doutro modo Deus, não seria justo. É isto tão evidente que até o mesmo Rousseau, o confessou, dizendo :
¨Posto que não existissem outras provas triunfo do mal e a opressão da virtude cá na terra, isto só me tiraria qualquer dúvida que dela eu tivesse¨. Também sabes e crês, segundo o Credo, na remissão dos pecados; isto é, que, por muitos pecados que alguém tiver cometido, si se confessa bem deles, lhe ficam todos perdoados; mas se morrer sem ter-se confessado devidamente, basta um só pecado mortal para ficar eternamente condenado. E assim como a ordenada justiça da terra ( que é uma participação da justiça do céu ), tem cárceres e suplícios no purgatório e no inferno; para castigar os que morrerem em pecado, ou não de tudo purificados
Assentados estes princípios, sirvamo-nos dum exemplo. Nunca viste ou ouviste referir que às vezes o juiz ou o tribunal dá sentença de que um dos presos seja exposto à vergonha e outro açoutado nas paragens mais públicas? Nem todos os presos hão de expor à vergonha, nem quando sai aquele o vêm todos os habitantes do mundo, nem todos os daquela cidade por onde é conduzido, senão só alguns
Agora aplica a comparação. Deus Nosso Senhor, Juiz Supremo, e dono absoluto dos vivos e dos mortos, em qualquer hora pode ordenar, e algumas vezes ordenou, que alguns dos encerrados nas masmorras do inferno, para confusão sua, e lição e utilidade nossa, saiam daquele cárcere e apareçam do modo mais conforme ao fim para o qual lhes manda aparecer; e quando aparecem, não é mister que todo o mundo os veja: basta que os vejam alguns, e estes participem aos outros, para que, encarmentado todos em cabeça alheia, ponham grande e especial cuidado em não fazer más confissões, e para que por meio duma confissão geral, acompanhada duma verdadeira dor e propósito firme, emendem as mal feitas, fazendo-as de novo, para não experimentar depois a mesma desgraçada sorte. Este é o fruto e utilidade que deves tirar da leitura deste e outros exemplos – [FONTE : O Caminho Reto, por Santo Antônio Maria Claret, pág. 96, 97, 98 e 99]

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