Terça-feira, 10 de setembro de 2013, 09h34
Prelados cristãos pedem libertação de bispos sírios sequestrados
Da Redação, com Rádio Vaticano
Um grupo que tem por objetivo fortalecer os laços entre as Igrejas católica e ortodoxa lançou um apelo, nesta segunda-feira, 9, pela libertação de dois destacados bispos sírios que permanecem desaparecidos após serem capturados na província de Aleppo, em abril.
Os Arcebispos de Aleppo, Dom Yohana Ibrahim e Dom Paul Yazigi são os líderes cristãos mais importantes a serem envolvidos pela revolta contra o presidente Bashar al-Assad, na qual também importantes clérigos muçulmanos já morreram.
Autoridades culparam um “grupo terrorista" pelo sequestro, o rótulo normalmente usado para apontar os rebeldes que lutam contra Assad, mas os combatentes da oposição na província do norte negam ter sequestrado os dois arcebispos e afirmam trabalhar para que sejam soltos.
Uma declaração feita pela fundação Pro Oriente, com sede em Viena, capital da Áustria, pediu pela imediata libertação dos clérigos e de todos os sequestrados na Síria. A organização busca uma solução negociada para o conflito, sem nenhuma “intervenção militar externa ilegal”.
Os cristãos correspondem a menos de 10 por cento dos 23 milhões de sírios e, como outras minorias religiosas, muitos têm sido cautelosos sobretudo em relação ao levante de muçulmanos sunitas contra Assad, cuja seita alauíta é uma vertente do islamismo xiita.
O comunicado, assinado pelo Cardeal Christoph Schoenborn, Arcebispo de Viena, e seis outros bispos da Igreja católica e ortodoxa, considera os cristãos no Oriente Médio “um elemento essencial e indispensável da sociedade”, que pode contribuir para construir uma sociedade caracterizada pela paz e o respeito mútuo.
Os dois arcebispos desaparecidos tinham feito alertas sobre a ameaça contra a tolerância religiosa e a diversidade devido ao conflito na Síria, que já matou mais de 100 mil pessoas. O destino do Padre jesuíta italiano Paolo Dall'Oglio, que desapareceu em julho no leste da Síria, também permanece sem explicação.
Síria bispos Oriente Médio Paz terrorismoOs Arcebispos de Aleppo, Dom Yohana Ibrahim e Dom Paul Yazigi são os líderes cristãos mais importantes a serem envolvidos pela revolta contra o presidente Bashar al-Assad, na qual também importantes clérigos muçulmanos já morreram.
Autoridades culparam um “grupo terrorista" pelo sequestro, o rótulo normalmente usado para apontar os rebeldes que lutam contra Assad, mas os combatentes da oposição na província do norte negam ter sequestrado os dois arcebispos e afirmam trabalhar para que sejam soltos.
Uma declaração feita pela fundação Pro Oriente, com sede em Viena, capital da Áustria, pediu pela imediata libertação dos clérigos e de todos os sequestrados na Síria. A organização busca uma solução negociada para o conflito, sem nenhuma “intervenção militar externa ilegal”.
Os cristãos correspondem a menos de 10 por cento dos 23 milhões de sírios e, como outras minorias religiosas, muitos têm sido cautelosos sobretudo em relação ao levante de muçulmanos sunitas contra Assad, cuja seita alauíta é uma vertente do islamismo xiita.
O comunicado, assinado pelo Cardeal Christoph Schoenborn, Arcebispo de Viena, e seis outros bispos da Igreja católica e ortodoxa, considera os cristãos no Oriente Médio “um elemento essencial e indispensável da sociedade”, que pode contribuir para construir uma sociedade caracterizada pela paz e o respeito mútuo.
Os dois arcebispos desaparecidos tinham feito alertas sobre a ameaça contra a tolerância religiosa e a diversidade devido ao conflito na Síria, que já matou mais de 100 mil pessoas. O destino do Padre jesuíta italiano Paolo Dall'Oglio, que desapareceu em julho no leste da Síria, também permanece sem explicação.
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