O SILÊNCIO OU A HISTERIA COLETIVA - LITURGIA DIÁRIA , 21 DE SETEMBRO DE 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O SILÊNCIO OU A HISTERIA COLETIVA
“Digo que, em qualquer tempo e lugar, a iniquidade não tem cabimento; mas os pecados que se cometem na hora da Santa Missa e na proximidade do altar, são pecados que atraem a maldição de Deus” – [São Leonardo de Porto Maurício , livro “As excelências da Santa Missa]
A Igreja Católica não celebra a Santa Missa como se fosse um show para “animar” as pessoas . Como amo a Igreja obedeço sua regras . Então o Concílio ( Vaticano II ) adiciona a advertência : “Por isso, ninguém mais, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica” - (Sacrosanctum Concilium nº 22)”
INSTRUÇÃO SOBRE AS ORAÇÕES PARA ALCANÇAR DE DEUS A CURA :(http://www.vatican.va/roman_curia/congr egations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_ doc_20001123_istruzione_po.html) :
Art. 5 – § 3. É necessário, além disso, que na sua execução não se chegue, sobretudo por parte de quem as orienta, a formas parecidas com o histerismo, a artificialidade, a teatralidade ou o sensacionalismo
Desrespeitar a liturgia, conforme alguns movimentos na Igreja (prefiro não citar nomes) , na Missa “de exorcismo” ou na Missa “carismática” , é tão errado e ilícito quanto a quanto a missa “dos Pampas”, e tão errado e ilícito quanto a “Missa da Terra” onde o povo é sacerdote e onde ofertamos água de coco com curau para serem o corpo e sangue de Cristo” (TL) , tão errado e ilícito quanto a “Missa Afro” que não tem nem na África , tão errado e ilícito quanto a Missa Harry Potter ou a Missa Circo ou a Missa de Halloween , Missa "Toblerone" , Missa "sertaneja" , Missa "crioula" , Missa "crioula" , Missa "do descarrego".....e acreditem !! Todas estas profanações estão em centenas de vídeos na internet , não é invenção da minha fértil imaginação
Oras , Missa é Missa , e todas as graças e milagres se realizam na celebração deste extraordinário mistério . Se Deus cura alguém na Missa , ele não vai curar pelos erros , não será a gritaria, as orações em momento errado, nem a música anti-litúrgica que vai curar alguém
Não há necessidade de orações extra-litúrgicas para alcançar uma graça desejada, se você assistir piedosamente a Santa Missa já será coberta de todas as graças que o Sacríficio de Cristo pode nos dar
BENTO XVI : “Não precisamos imitar os pentecostais. Uma liturgia participativa é importante, mas uma que não seja sentimental . Hoje é necessário educar o Povo de Deus para o valor do silêncio”
O maior exemplo de primor litúrgico vem das Missas de Roma, celebradas pelo Santo Padre e pelos Cardeais – e aqui não me refiro ao esplendor dos paramentos e das igrejas (que são maravilhosos) , mas ao forte espírito litúrgico sempre presente, com celebrações submersas na mística, na contrição, na sobrenaturalidade da realidade eucarística ; Esperem sentados o dia que em plena Santa Sé o Sumo Pontífice celebrará uma Missa rasgando as rubricas e desobedecendo a identidade litúrgica, o dia em que haverá palmas e gritos em plena Basílica de São Pedro
São Cipriano escreve sobre essa TERRÍVEL GRITARIA : "Haja ordem na palavra e na súplica dos que oram, tranquilos e respeitosos. Pensemos estar na presença de Deus. Sejamos agradáveis aos olhos divinos, a posição do corpo e a moderação da voz. Porque se é próprio do irreverente soltar a voz em altos brados, convém ao respeitoso orar com modéstia... Quando nos reunimos com os irmãos e celebramos com o sacerdote de Deus o sacrifício divino, temos de estar atentos à reverência e à disciplina devidas. Não devemos espalhar a ermo nossas preces com palavras desordenadas, nem lançar a Deus com tumultuoso palavrório ou pedidos, que deveriam ser apresentados com submissão, porque Deus não escuta as palavras e sim o coração... Ana, no Primeiro Livro dos Reis, como figura da Igreja, tem esta atitude, ela que suplicava a Deus não aos gritos, mas silenciosa e modesta, no mais secreto do coração" - (FONTE : Tratado sobre a Oração do Senhor)
“Antes de mais ninguém, o bispo diocesano: de fato, como ‘primeiro dispensador dos mistérios de Deus na Igreja particular que lhe está confiada, ele é o guia, o promotor e o guardião de toda a vida litúrgica” - (Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis de sua Santidade Bento XVI ao Episcopado, ao Clero, às pessoas consagradas e aos fiéis leigos sobre a Eucaristia fonte é ápice da vida e da missão da Igreja, n.º 39)
“Várias intervenções dos Padres sinodais insistiram sobre o valor do silêncio para a recepção da Palavra de Deus na vida dos fiéis. De fato, a palavra pode ser pronunciada e ouvida apenas no silêncio, exterior e interior. O nosso tempo não favorece o recolhimento e, às vezes, fica-se com a impressão de ter medo de se separar, por um só momento, dos instrumentos de comunicação de massa. Por isso, hoje é necessário educar o Povo de Deus para o valor do silêncio. Redescobrir a centralidade da Palavra de Deus na vida da Igreja significa também redescobrir o sentido do recolhimento e da tranquilidade interior. A grande tradição patrística ensina-nos que os mistérios de Cristo estão ligados ao silêncio e só nele é que a Palavra pode encontrar morada em nós, como aconteceu em Maria, mulher indivisivelmente da Palavra e do silêncio. As nossas liturgias devem facilitar esta escuta autêntica: Verbo crescente, verba deficiunt. Que este valor brilhe particularmente na Liturgia da Palavra, que ‘deve ser celebrada de modo a favorecer a meditação’. O silêncio, quando previsto, deve ser considerado ‘como parte da celebração’. Por isso, exorto os Pastores a estimularem os momentos de recolhimento, nos quais, com a ajuda do Espírito Santo, a Palavra de Deus é acolhida no coração” - (Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini do Santo Padre Bento XVI ao Episcopado, ao Clero, às pessoas consagradas e aos fiéis leigos sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, n.° 66)
“De quanto fica dito, compreende-se a grande responsabilidade que têm, sobretudo, os sacerdotes na celebração eucarística, à qual presidem in persona Christi, assegurando um testemunho e um serviço de comunhão não só à comunidade que participa diretamente na celebração, mas também à Igreja universal, sempre mencionada na Eucaristia. Temos a lamentar, infelizmente, que, sobretudo, a partir dos anos da reforma litúrgica pós-conciliar, por um ambíguo sentido de criatividade e adaptação, não faltaram abusos, que foram motivo de sofrimento para muitos. Certa reação contra o ‘formalismo’ levou alguns, especialmente em determinadas regiões, a considerarem não obrigatórias as ‘formas’ escolhidas pela grande tradição litúrgica da Igreja e do seu magistério e a introduzirem inovações não autorizadas e muitas vezes completamente impróprias. Por isso, sinto o dever de fazer um veemente apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística. Constituem uma expressão concreta da autêntica eclesialidade da Eucaristia; tal é o seu sentido mais profundo. A liturgia nunca é propriedade privada de alguém, nem do celebrante, nem da comunidade onde são celebrados os santos mistérios. O apóstolo Paulo teve de dirigir palavras ásperas à comunidade de Corinto pelas falhas graves na sua celebração eucarística, que tinham dado origem a divisões (skísmata) e à formação de facções ('airéseis) (cf. 1 Cor 11, 17-34).Atualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a obediência às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da Igreja, una e universal, que se torna presente em cada celebração da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere, demonstram de modo silencioso, mas expressivo, o seu amor à Igreja. Precisamente para reforçar este sentido profundo das normas litúrgicas, pedi aos dicastérios competentes da Cúria Romana que preparem, sobre este tema de grande importância, um documento específico, incluindo também referências de caráter jurídico. A ninguém é permitido aviltar este mistério que está confiado às nossas mãos: é demasiado grande para que alguém possa permitir-se de tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando o seu caráter sagrado nem a sua dimensão universal” -(Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, do Sumo Pontífice João Paulo II, n.° 52)
A ZOMBARIA contra Nosso Senhor Sacramentado já está se extravasando: “Jesus é muito ofendido na Eucaristia pelas múltiplas irreverências cometidas pelos próprios cristãos; pelos sacrilégios, cujo número e malícia causam admiração aos próprios demônios” - (São Pedro Julião Eymard , LIVRO “A Divina Eucaristia” , Vol. 3)
INSTRUÇÃO REDEMPTIONIS SACRAMENTUM - (25 de março de 2004) :
"De forma muito especial, todos procurem, de acordo com seus meios, que o Santíssimo Sacramento da Eucaristia seja defendido de toda irreverência e deformação, e todos os abusos sejam completamente corrigidos. Isto, portanto, é uma tarefa gravíssima para todos e cada um, excluída toda acepção de pessoas, todos estão obrigados a cumprir este trabalho
Qualquer católico, seja sacerdote, seja diácono, seja fiel leigo, tem direito a expor uma queixa por um abuso litúrgico, ante ao Bispo diocesano e ao Ordinário competente que se lhe equipara em direito, ante à Sé apostólica, em virtude do primado do Romano Pontífice. Convém, sem dúvida, que, na medida do possível, a reclamação ou queixa seja exposta primeiro ao Bispo diocesano. Para isso se faça sempre com veracidade e caridade" (183 e 184)

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