* “Matrimônio” gay abre portas às uniões “poliamorosas”, alertam peritos de Harvard e Princeton.
quarta-feira, abril 3rd, 2013
ACI
Em um artigo publicado pela rede de notícias CNN, que frequentemente promove a ideologia e a agenda gay, três peritos em direito dos Estados Unidos alertaram que reconhecer legalmente as uniões homossexuais e dar a estas a categoria de matrimônio abre as portas a um “fenômeno de uniões grupais (poliamorosas)”.
Os autores do artigo são Robert George, professor visitante na Escola de Leis de Harvard e professor de jurisprudência na Universidade de Princeton; o candidato ao PhD. de Princeton, Sherif Girgis; e William Simon, da Heritage Foundation.
Os peritos asseguraram que o discurso a favor do mal chamado “matrimônio” homossexual “esconde” um profundo erro do que é o matrimônio.
“Se o matrimônio fosse simplesmente reconhecer os laços afetivos ou de romance, então dois homens ou duas mulheres poderiam formar um matrimônio, tal como podem fazê-lo um homem e uma mulher”, assinalaram.
Essa lógica, advertiram, abriria as portas ao “fenômeno cada vez maior das uniões grupais (‘poliamorosas’)”.
Entretanto, sublinharam os peritos em direito, “o matrimônio é muito mais que o laço emocional com ‘sua pessoa número um’”, mas “assim como o ato que faz o amor marital também faz nova vida, assim o matrimônio mesmo é uma união em vários níveis, tanto corporal como emocional, que seria completada pela procriação e pela vida familiar”.
“Isso é o que justifica suas normas distintivas –monogamia, exclusividade, permanência– e o conceito da consumação marital através das relações conjugais”, explicaram.
O governo se envolve no matrimônio não “por romantismo”, disseram, mas porque “tem poderosas razões para assegurar-se de que, sempre que for possível, as crianças tenham o benefício de ser criadas pela mãe e pelo pai, cuja união deu-lhes a vida”.
Os juristas explicaram que embora “todos os seres humanos sejam iguais em dignidade e devem ser iguais ante a lei”, esta igualdade “só proíbe as distinções arbitrárias. E não há nada arbitrário em maximizar as oportunidades de que as crianças conheçam o amor de seus pais biológicos em um laço comprometido e exclusivo”.
“Uma cultura forte de matrimônio serve às crianças, às famílias e à sociedade, estimulando o ideal de dar às crianças um pai e uma mãe”, asseguraram.
Os peritos indicaram que se o matrimônio fosse somente um laço emocional “que te importa muito”, “então além dos gostos personagens ou das preferências subjetivas de um casal, não há razão inicial para que o matrimônio seja comprometido à permanência”.
Tampouco haveria impedimento para que tal “matrimônio” seja “sexualmente exclusivo mais que ‘aberto’. Ou limitado a duas esposas. Ou orientado ao estilo de família formado por quem o pede”.
“Nesse caso, todos os argumentos para reconhecer o laço de dois homens como marital –igualdade, desestigmatização, estender benefícios econômicos- seria também aplicável a reconhecer trios românticos. Rejeitar tal reconhecimento seria injusto –uma violação da igualdade- se o compromisso apoiado na companhia emocional é o que faz um matrimônio”, advertiram.
“Redefinir o matrimônio debilitaria, causando a erosão das suas normas centrais, uma instituição que já foi maltratada pelo divórcio generalizado, procriação fora do matrimônio e similares”, advertiram.
Os peritos remarcaram que as pessoas que acreditam que esta erosão das normas centrais do matrimônio “será boa para as crianças, para as famílias, e para a sociedade em geral, devem apoiar a ‘igualdade matrimonial’. As pessoas que acreditam no contrário, não devem deixar-se enganar pela retórica enganosa”.
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Defesa do autêntico matrimônio, composto por um homem e uma mulher, não significa nem é atacar os homossexuais.
O Arcebispo de Nova Iorque e Presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Cardeal Timothy Dolan, assinalou que a defesa do autêntico matrimônio, composto por um homem e uma mulher, não significa nem é atacar os homossexuais.
Em uma entrevista concedida na Semana Santa ao programa televisivo This Week da rede americana ABC, o Cardeal explicou que a Igreja não é contrária a ninguém mas ama todos, também os homossexuais, que são criados a imagem e semelhança de Deus.
Ao ser perguntado sobre o que responderia a um casal de gays “católicos” que “querem casar-se, se amam e querem criar uma família”, o Cardeal assinalou: “o primeiro que lhes diria é que eu os amo e Deus também”.
“Estamos feitos a imagem e semelhança de Deus e queremos sua felicidade, mas também sabemos que Deus nos diz que o caminho à felicidade, sobretudo quando se trata do amor sexual, é só para o homem e a mulher no matrimônio onde nascerão os filhos naturalmente”, sublinhou o Arcebispo.
“Temos que fazer, que se veja melhor que nossa defesa do matrimônio não consiste em um ataque aos homossexuais”. O Cardeal admitiu logo que embora “não fomos bons” para dar com claridade essa mensagem, a Igreja não é contrária a nenhuma pessoa.
“Estamos defendendo o que Deus nos ensinou sobre o matrimônio, que é entre um homem e uma mulher para sempre e que traz uma nova vida”, precisou.
Além disso indicou que “temos que escutar às pessoas, como o exemplo que acaba de descrever: Jesus morreu na cruz por eles como morreu por mim. Queremos ensinar o que Deus nos ensina sobre como devemos viver”.
* Prêmio Bill Gates para “novo preservativo” não diminuirá AIDS, adverte perito.
quarta-feira, abril 3rd, 2013
O Dr. Brian Clowes, diretor de educação e investigação do Human Life International, uma das mais importantes organizações pró-vida e pró-família no mundo, criticou a recente oferta de 100 mil dólares feita por Bill Gates a quem desenvolve “a camisinha da próxima geração” e assegurou que dificilmente este concurso diminuirá as taxas de enfermidades de transmissão sexual no mundo.
No último dia 26 de março, Bill Gates, fundador da empresa de software Microsoft e um dos homens mais ricos do mundo, ofereceu através da Fundação Bill e Melinda Gates um prêmio de 100 mil dólares para “modernizar” o que eles consideram uma “ferramenta que salva vidas”.
“Você pode inventar uma camisinha melhor? Um desafio de 100 mil dólares para modernizar uma ferramenta que salvas vidas”, publicou Gates no Twitter, em 26 de março.
A fundação Gates explica que o que procuram com seu prêmio é conseguir “uma camisinha da próxima geração que preserve ou aumente significativamente o prazer, com o fim de melhorar seu consumo e uso regular”.
Entretanto, o Dr. Brian Clowes indicou que do ponto de vista da saúde pública, “é improvável que atinja o fim desejado ou a diminuição nas taxas de enfermidades de transmissão sexual”.
Depois de tudo, disse, “a maioria dos outros fabricantes de camisinhas já dedicaram milhares de horas de investigação para fazer camisinhas que sejam mais confiáveis e têm outras características destinadas a incrementar o uso, e apesar disso ainda vemos altas taxas do HIV/AIDS e outras enfermidades onde as camisinhas são promovidas e de fácil acesso”.
O perito advertiu que o “principal problema com respeito à epidemia da AIDS não são as camisinhas inseguras –embora seja importante assinalar a alta taxa de falha das camisinhas– mas sim as condutas arriscadas”.
“A única nação africana que diminuiu significativamente suas taxas de infecção do HIV em adultos é Uganda, e o fez a inícios da década de 1990, enfatizando a fidelidade e a monogamia, não o uso da camisinha”, recordou.
Infelizmente, denunciou o cientista, “a inícios de 2002 os promotores das camisinhas conseguiram retornar a Uganda, e a taxa de AIDS está novamente crescendo. Em 2009, ocupou o 10 lugar a nível mundial de países com as maiores taxas de AIDS no mundo”.
“É importante notar que as nações africanas com maiorias de católicos e muçulmanos (religiões que ensinam firmemente contra condutas sexuais arriscadas) têm as taxas mais baixas de infecções do HIV em adultos em todo o continente”, disse o perito.
Por exemplo, assinalou o Dr. Brian Clowes, nações do norte da África, que têm populações muçulmanas grandes, têm taxas de infecção menores de um em mil habitantes. Pelo contrário, as nações que têm menos do 30 por certo de população muçulmana e católica, como Suazilandia, Namibia, Zimbabue,Liberia e África do Sul têm em média uma taxa de 1 em cada seis adultos infectados com o HIV.
“Quando a epidemia da AIDS esteve em alta na Tailândia na década de 1980, esse país embarcou imediatamente em um programa estatal de encher o país com camisinhas”, recordou.
“Os últimos registros mostram que Tailândia tem bastante mais de meio milhão de adultos vivendo com o HIV/AIDS e uma taxa de infecção de 1.3 por cento, o que lhe dá a taxa de HIV mais alta do sudeste asiático”, assinalou.
O Dr. Clowes indicou que, a diferença da Tailândia, o governo das Filipinas informou “às pessoas sobre a alta taxa de falhas das camisinhas e desaconselhou firmemente seu uso”.
“Filipinas tem atualmente menos de 9 mil adultos vivendo com o HIV/AIDS, e uma taxa de infecção em adultos de só 1 em mil”.
Em outras palavras, disse o cientista, “a Tailândia cheia de camisinhas tem uma taxa de infecção em adultos 13 vezes mais alta que a de Filipinas”.
“Infelizmente, com a aprovação do projeto de lei ‘RH’ em dezembro do ano passado, que promove a camisinha, podemos esperar ver um incremento das taxas de AIDS nas Filipinas, tal como o vimos na Uganda, onde os ‘peritos’ em desenvolvimento conseguiram converter uma história de êxito em uma crescente tragédia”, lamentou.
O diretor de educação e investigação do Human Life International indicou que 22 estudos importantes de mais de 40 mil camisinhas usadas durante relações sexuais de pessoas heterossexuais mostraram que as camisinhas se romperam ou rasgaram em 4.6 por cento das vezes, e saíram em média 2.5 por cento das vezes, dando um total de taxa de falha de 7.1 por cento, ou um em cada 14 usos”.
“Os defensores do método da ‘primeira camisinha’ para a prevenção da AIDS culpam disto à promoção insuficiente das camisinhas, ignorando tanto a história de centenas de milhões gastos em promoção de camisinhas e o enfoque orientado à conduta dos países vizinhos com taxas muito mais baixas”, assinalou.
Para o Dr. Clowes, “possivelmente o Sr. Gates entenderia melhor o problema em uma linguagem informática: Apesar dos muitos milhões de dólares gastos em investigação, não há ainda algo como uma camisinha ‘bug-free’ (‘sem erros’)”.
“E se acontecer um ‘erro’ enquanto se usa uma camisinha, as consequências são muito mais sérias que aquelas resolvidas simplesmente reiniciando ou levando o seu laptop à loja local de reparação de computadores para um diagnóstico”, disse.
Apesar de uma possível intenção nobre na proposta de Gates, a trivialidade de sua proposta, disse Clowes, expõe a uma indústria “que vê os pobres nas nações em desenvolvimento mais como um problema a ser resolvido que como um recurso a ser honrado e ajudado a florescer”

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