* Atenção CFM: “O feto é um de nós! E a exemplo de cada um de nós, integra a humanidade”
Percival PugginaO Conselho Federal de Medicina recomendou ao Senado incluir no novo Código Penal a descriminação do aborto praticado até a 12ª semana de gestação.
Chegou ao órgão máximo dos médicos brasileiros a epidemia do relativismo e males conexos –ausência de fundamentos como pressupostos para o pensar, niilismo, subjetivismo e individualismo. Ética de opinião e ocasião. Essa peste chegou lá e já reivindica lugar no nosso ordenamento jurídico para comandar as pinças e tesouras dos doutores. Abjuraram o juramento! Hipócrates bateu com a testa na tampa do túmulo.
O presidente do CFM esclareceu que o órgão “defende a plena autonomia da mulher de levar uma gestação adiante”. Aprendeu rápido. A frase é ardilosa porque a autonomia realmente defendida pelo Conselho é a de “não” levar uma gestação adiante.
Desde quando, doutores, plataforma de feminismo desnorteado é razão médica? Ora, cavalheiros, gravidez não é abscesso que se drene. Não é pólipo que se extraia. O feto é um inteiramente outro que está na mulher mas não se confunde com ela nem a ela pertence como coisa de descarte.
O feto é um de nós! E a exemplo de cada um de nós, integra a humanidade. Os motivos capazes de levar uma mulher a querer o aborto são muitos, mas não passam disso: motivos. Também os assassinos comuns alegam motivos. Eles podem servir como atenuantes, mas um povo sadio não escreve leis concedendo autorizações para matar. Tudo isso, leitor, é ética torpe, sórdida. É ruptura com os melhores fundamentos do pensar humano.
Pode-se até compreender quem cede à força dos motivos e faz um aborto. Mas jamais que o CFM defenda o aborto em tese!
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