Dom, 13 – BATISMO DO SENHOR – Ano CIs 42, 1-4.6-7 / Slm 28 (29), 1a.2.3ac-4.3b.9b-10 / Act 10, 34-38 / Lc 3, 15-16.21-22 Na recta final do tempo do Natal celebramos hoje a Festa litúrgica do Batismo do Senhor. Depois de 30 anos de vida oculta, Jesus dá início à sua vida pública nas margens do rio Jordão, manifestando a sua filiação divina. Ao mesmo tempo, no encontro com João, antecipa-se já o Pentecostes, o dom do Espírito Santo para toda a Igreja.
O Evangelho de S. Lucas apresenta-nos a figura de João Batista como o precursor do Messias esperado pelo povo de Israel. A sua missão consiste precisamente em preparar o caminho d’Aquele a quem não é «digno de desatar as correias das sandálias», Jesus, que vem receber o batismo de purificação e de arrependimento dos pecados para dar início a um novo batismo no Espírito Santo e no fogo. Quer isto dizer que Jesus vem “mergulhar” [o substantivo “batismo” deriva do verbo grego baptizein, que significa “mergulhar”, “lavar-se”] na condição humana, frágil e pecadora, para a transformar desde dentro numa nova humanidade. Inaugura-se, assim, um tempo novo e renovado pelo próprio Deus, que Se faz um de nós, para conduzir a humanidade à salvação e à participação definitiva na vida do seu Criador.
Deus quer que o seu Filho Se assemelhe ao seu povo, àqueles a quem vem salvar, fazendo-Se servo de todos para proclamar fielmente a justiça, como nos é apresentado o Servo do Senhor no Livro de Isaías. Por isso, o Pai não envia o Filho para fazer d’Ele o mais poderoso de todos os reis da terra, cheio de riquezas materiais e súbditos para O servir. Será na pequenez da condição humana, como um de nós, pobre e humilde, que Jesus revelará ao mundo a justiça de Deus. Depois dos sinais de um Menino que nasce numa manjedoura, agora deixa-Se baptizar por João.
Mas a cena do Batismo não nos manifesta apenas que Jesus é solidário com a humanidade na sua pequenez. Aqui revela-se publicamente o Messias, o «Filho muito amado», que vem passando «fazendo o bem e curando todos os oprimidos», como nos sublinha o livro dos Atos dos Apóstolos. Abre-se o Céu, desce o Espírito Santo e é anunciada a filiação divina de Jesus. Esta manifestação divina revela-nos que, em Jesus, o mundo do divino entra no mundo do humano, pelo que começa a instauração do Reino de Deus entre os homens. Há que aprender a acolher o Reino que nos é anunciado todos os dias, nas entrelinhas dos acontecimentos que se vivem, nas relações e até nos momentos de maior dificuldade.
Esta Festa litúrgica é também uma oportunidade de cada cristão renovar as suas promessas baptismais. Imerso nas águas do batismo, cada um se tornou habitação do Espírito Santo e portador do amor de Deus, em Jesus Cristo. Aquilo que nos é pedido hoje é que possamos corresponder ao amor do Pai, acolhendo a sua oferta de salvação, seguindo Jesus no dom da sua vida. O batismo que recebemos permite que o Espírito Santo atue em nós e nos faça colaboradores de Deus na sua obra da construção do Reino sobre a terra.
OFERECIMENTO DAS OBRAS DO DIA Ofereço-Vos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo CORAÇÃO DE JESUS e por meio do Coração Imaculado de Maria, as orações, os trabalhos, as alegrias e os sofrimentos deste dia, em reparação de todas as ofensas e por todas as intenções pelas quais o mesmo Divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se nos nossos altares. Eu Vo-los ofereço de modo particular pelas intenções do Apostolado da Oração
neste mês e neste dia.
http://www.apostoladodaoracao.pt
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário