Convertam-Se Todos Os Dias – Por Padre Petar Ljubicic

Queridos irmãos, queridas irmãs, a paz! Padre Petar foi o sacerdote escolhido por Mirjana para revelar ao mundo os dez segredos, no momento indicado pela Gospa. No texto abaixo ele nos fala sobre algo que faz parte do dia a dia do cristão e que deverá acompanhar-nos até o momento da nossa partida desta vida: a conversão. Diz-nos Padre Petar:
Converter-se quer dizer reconhecer que Deus existe e compreender que Ele ocupa o primeiro lugar em nossa vida. Isto significa que agora passa a existir um sentido para a vida humana, a pessoa se coloca em harmonia com os planos que Deus tem para ela. O plano de Deus é que o homem O conheça, O ame com todo o seu ser, abandone-se a Ele completamente e O sirva com alegria, para tornar-se perfeito e santo. Deus enche o coração humano com alegria perfeita, paz verdadeira e satisfação espiritual. Neste momento, o homem se sente salvo. Poder-se-ia afirmar que a conversão é o sentimento de gratidão porque Deus está aqui, Ele me ama e quer que eu seja feliz por toda a eternidade. Converter-se significa buscar sempre a Deus. Além disso, voltar para Deus, admitir todos os nossos distanciamentos, todos os pecados e renunciar a todos os nossos desejos pecaminosos. Quando sinceramente pedimos perdão, nós recebemos a graça de mudar, tornamo-nos bons, justos, sinceros, honestos, perfeitos, santos…
Somos chamados a cada dia, a cada momento de nossas vidas a nos convertermos com o coração, com toda a alma e com todo o nosso ser, a aderir a Deus. A conversão é o apelo fundamental do Novo Testamento. O Evangelho de Marcos começa justamente com este chamado à conversão: “Cumpriu-se o tempo e o reino de Deus está próximo, convertei-vos e crede no evangelho”. Converter-se é condição para a vida espiritual, para a santidade. Sem conversão não há crescimento espiritual e santidade, nem fé verdadeira ou amor autêntico. Se pudermos entender que o sentido da conversão na nossa consciência é a dependência de Deus, então poderemos entender que a conversão não é apenas uma experiência momentânea; trata-se sim de um processo que dura toda a vida. Este chamado ressoa sempre nos nossos ouvidos. É justo perguntar-se: levo a sério este chamado? Dentro de mim sinto o desejo de mudar a minha vida e, assim, tornar-me mais semelhante a Jesus? Isso significa que, sempre e em todos os momentos, devemos converter-nos em relação às mudanças de vida e temos que perguntar-nos: onde está Deus em nossas vidas e o que significa para nós?
Todos nós, de vez em quando, somos tentados a nos perguntar quando terminará o processo de conversão. Quando nós, cristãos, poderemos relaxar, largar a nossa cruz e desfrutar desta vida? Esta é a tentação de querer parar o processo de conversão, enquanto que, na verdade, ele nunca termina: o esforço espiritual deve continuar sempre e nunca devemos nos cansar, porque o modelo com o qual queremos construir a nossa vida é Jesus e Sua perfeição. É preciso ser “tomado por Jesus Cristo”, como diz São Paulo. Para isso, é necessário que cada um O encontre: todos devem fazer o seu caminho de Damasco. A cada um que O busca na verdadeira fé e com sinceridade de coração, Cristo Se revela com sua luz, sua bondade e amor. A cada um é dada a graça para começar uma nova vida. A partir do momento em que a pessoa é “tomada por Jesus Cristo”, todo o resto perde seu valor. Nada mais tem valor senão Jesus. O hábito, o bem-estar, a carreira, todos os tipos de prazer, tudo isso o discípulo está pronto a deixar para tomar o caminho de Cristo, para assemelhar-se a Ele.
Somente assim o cristão pode realizar a própria identidade: o fiel é um outro Cristo. Um verdadeiro cristão, convertido, “tomado por Jesus Cristo” vai se comportar na vida como o Cristo, ou, mais precisamente, ele será cheio de misericórdia e pronto a perdoar, porque ele sabe que é um homem fraco e que somente em Cristo é grande, forte. É por isso que Jesus nos chama sempre a nos convertermos. Ele disse: “Se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo” (Lc 13,5). Isto é realmente uma severa advertência? Jesus não faz piada. O tempo passa rápido e a eternidade se aproxima. Precisamos pensar sobre isso! Todos nós frequentemente enganamos a nós mesmos, pensando que ainda temos tempo. Não é prudente adiar a conversão e fechar os ouvidos ao chamado de Deus. Não devemos por à prova a paciência do Senhor.
A conversão é a graça que nos ajuda a viver sempre com Deus. Essa graça é sempre precedida do chamamento do Senhor. A conversão é uma resposta do coração arrependido ao apelo de Deus, através do impulso da graça. Conversão significa respondermos com todo o corpo ao chamado de Deus e fazer uma boa escolha, isto é, direcionar nossas vidas sobre a linha traçada por Jesus. Significa livrar-nos de qualquer complacência com os bens terrenos, que querem aprisionar-nos: é preciso voltar-nos firmemente para Deus. Significa romper com as cadeias das glórias inúteis, com os ciúmes, a atração do dinheiro fácil e das riquezas e seguir generosamente a Cristo com o desejo de cumprir em tudo a vontade de Deus. Conversão significa cumprir as promessas feitas no Batismo: renunciar ao pecado e viver a própria vida como filhos de Deus.
Embora a conversão seja uma graça, ela requer de nós um grande empenho e esforço. Precisamos renovar-nos no fundo do nosso coração e, então, começa a mudança interior. É necessário o empenho diário, que terá um valor perene se o selarmos com o sinete do amor: amor a Deus, amando-O sobre todas as coisas, e amor aos irmãos e irmãs, servindo-os. Não devemos esquecer-nos de que a mensagem cristã nos diz que Deus encarnado foi ao encontro do homem em Jesus Cristo.
Jesus Cristo nos amou tanto que tomou sobre si todas as nossas fraquezas e pecados e por isso agradou ao Pai, morrendo na cruz. Ressuscitou ao terceiro dia, e com isso venceu a morte, o sofrimento, o pecado e a maldade. Por isso, cada pessoa que se converte e confia nessa verdade, passa da morte para a vida. Este vive para sempre. Perguntaram a uma jovem o que ela pensa sobre a conversão. “A conversão é para mim um dom, uma graça, o feliz encontro com o Deus vivo. Esta é uma experiência profunda, um acontecimento espiritual em que o meu coração está completamente aberto e nele entra a luz divina, o amor, a doçura, numa palavra, o próprio Deus. Este momento de graça aconteceu quando soube que Deus me ama, Deus é meu amigo tem um plano para mim. Conversão significa permitir que Jesus Cristo venha a mim e me tome com o poder da sua graça. Isto significa entregar-me completamente a Ele, dar-lhe toda a minha vida e pedir que carregue consigo todos os meus pecados, todas as minhas fraquezas, o hábito do pecado e todas as feridas da minha alma. Conversão significa precisamente isso, que Jesus é um mar de amor, pão da vida, verdadeira alegria, serena felicidade e vida reta, que desejo com toda a minha alma. Desde então, eu não tenho medo de nada, porque Ele está comigo. Isso é realmente como um novo nascimento. Tenho a sensação de que recebi novos olhos, mãos, coração. Tudo isso pode ser resumido numa frase: ‘Vem, Senhor, eu sou toda sua, faça comigo o que quiser!’.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário