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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

11/02/2014  |  domtotal.com

Arcebispo de São Paulo: a Fé e a prática do amor fraterno

São Paulo - "Muito papel e tinta já foram gastos para discutir se a Igreja deve ocupar-se apenas do ‘espiritual´ ou se também lhe cabe interessar-se pelas questões mais concretas, referentes à vida do homem neste mundo", afirmou o arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Pedro Scherer. Segundo o Arcebispo, em seu mais recente artigo, "a Igreja de Cristo, neste mundo, é formada de pessoas e instituições concretas, histórica e socialmente situadas, com as quais ela exerce sua missão".

O papa Francisco, na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), explicou Dom Odilo, ressalta algumas questões, destacando que a evangelização tem uma clara dimensão social. "Da adesão à Fé cristã, quando verdadeira, decorre um compromisso social amplo e a adoração de Deus implica necessariamente no reconhecimento da dignidade de todo ser humano, amado e querido por Deus, bem como no esforço em prol da fraternidade e da justiça. Reconhecer Deus como criador e origem última das criaturas, leva ao respeito por todas elas".

Para o cardeal, "nada é mais antigo e originário no Cristianismo do que os dois amores inseparáveis": Deus e o próximo, pois, desde os primórdios, os cristãos aprenderam que "a Fé sem as obras é morta em si mesma"; e que "as obras da Fé incluem sempre a prática do amor fraterno, a atenção aos pobres, doentes e desvalidos, sem exclusão de ninguém".

A opção preferencial da Igreja pelos pobres, prosseguiu Dom Odilo, "não tem motivação ideológica, nem implica na exclusão dos que não são pobres", pois ela possui origem e inspiração no exemplo e nas palavras do Nosso Senhor, devendo ser traduzida em ações concretas de solidariedade para com os doentes e todos os deserdados dos bens deste mundo.

"A palavra do papa Francisco, dirigida aos membros da Igreja, longe de ser triunfalista, é um chamado à realidade e à atitude consciente; a ‘alegria do Evangelho´ é um bem para a comunidade humana inteira, não podendo ficar retida no coração dos fiéis: ela é ‘boa nova´ para todos. Para os pobres, em primeiro lugar", concluiu.
SIR


 
 





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