Blog Alma Missionária

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mensagem do webmaster:
2014?


2013 sem dúvida passará para a História.

Só pensar que apenas iniciado o ano, nos céus de Roma, emoldurados pelos símbolos sagrados do Papado, um helicóptero fazia o voo de despedida de Bento XVI!

A renúncia, segundo o decano dos cardeais Ângelo Sodano, caiu “como um raio em céu sereno”. E na mesma noite, um raio atingiu a cúpula da Basílica de São Pedro.

Poucos dias antes, um temporal de violência inusitada danificou o Santuário de Fátima, no 75º aniversário da aurora boreal anunciada por Nossa Senhora: “quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida sabei que é o grande sinal, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre”.

Logo depois um meteoro explodiu no céu da Rússia com a potência de 20 bombas atômicas. Outra bola de fogo cruzou o céu da costa oeste dos EUA, mais uma apavorou o centro da Espanha e, por fim, em nove estados da Argentina outro meteoro comparável ao russo fez a noite virar dia, a terra tremer, e o povo achar que era “um sinal divino”.

Esses fatos incomuns devem ser vistos à luz da Fé que nos leva a mantermos inalterada nossa Esperança e nossa Caridade.

O fato é que 2013 se encerrou com os homens quase não se entendendo mais. O que nos trará 2014?

Algo, entretanto, pareceu se mover numa esfera que não é a dos humanos. Sopros fétidos vindos do reino das trevas promoveram incontáveis e atrozes blasfêmias durante 2013.

Mas, brisas subtis de espíritos angélicos reanimaram e remoçaram as fileiras dos fiéis católicos.

É de se supor que essas ventanias angélicas e infernais cresçam no ano que começa.

A promessa imutável é de que as portas do inferno jamais prevalecerão sobre a Igreja. Mais cedo ou mais tarde, veremos seu triunfo glorioso como prometido por Nossa Senhora em Fátima.

É nesse sentido que vão todas nossas orações e trabalhos no ano de 2014 que inicia.



domingo, 22 de dezembro de 2013

FORMAÇÕES

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Qual o valor da mulher?

A mulher tem o papel de gerar vida
Eu faço parte das mulheres do século XXI e tenho convivido com os inúmeros conflitos e questionamentos que dizem respeito à mulher atualmente. Sinceramente, penso que nunca, em toda a história, nós tivemos tantas crises de identidade como hoje. Desde a Revolução Sexual, nos anos 60, a identidade e o lugar da mulher na sociedade são interrogados.

Qual o valor da mulher? Ela nasceu apenas para ser mãe e dona de casa? Ela tem os mesmos direitos que o homem? A mulher é proprietária do seu corpo e, por isso, tem direito de fazer dele o que desejar? 

Por outro lado, também são inquestionáveis as inúmeras conquistas femininas ao longo dos últimos séculos: o direito de votar, de participar ativamente na sociedade e no trabalho. É impossível não se lembrar da médica Zilda Arns, que trabalhou incansavelmente contra a mortalidade infantil e fundou a Pastoral da Criança e do Idoso. Com certeza, você também deve lembrar-se de outras grandes mulheres que fizeram a diferença na história do mundo. Hoje, elas já têm um vasto espaço conquistado e consolidado. Mas por que os conflitos continuam?

Em 1968, na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos da América, as mulheres queimaram seus sutiãs. Para elas, isso representou a "queima" da opressão feminina. Hoje, muitas continuam afirmando que otopless é uma maneira de serem livres e usarem do seu corpo como desejarem. Mas eu lhe pergunto: para você, isso é liberdade?

Entre a liberdade e a libertinagem existe um abismo. Sim, a Revolução Sexual trouxe um novo olhar sobre a mulher, mas trouxe também dilemas que tocam a própria dignidade humana. Usar a liberdade é o maior desafio existencial. Direito de ser mulher? Sim, é nosso direito assumir nosso ser feminino. Contudo, só quem sabe seus direitos é capaz de usá-los com a devida liberdade sem partir para a libertinagem. Quando somos libertinos, não há limites, tudo é válido e, por isso, não há mais o conceito de certo ou errado; qualquer coisa é relativa ou “normal”.

Relembro outra grande mulher dos nossos tempos, Madre Teresa de Calcutá. Ela ganhou o prêmio Nobel da Paz, teve reconhecidos seu valor e seu papel como mulher na sociedade, mas nunca precisou queimar o sutiã para mostrar sua dignidade. 


Explico-lhe, agora, o significado da palavra "dignidade" e a coloco no feminino. Segundo o dicionário, digna é aquela merecedora de elogios, honesta, honrada. Sinônimos para "digna" são: casta, correta, íntegra, imaculada. Quando nós deixamos de exercer a liberdade e passamos à libertinagem, ouso dizer que começamos a ser o antônimo de digna, ou seja, passamos a ser indignas, vis, inadequadas, inconvenientes, obscenas, indecentes, escandalosas, imorais, menosprezíveis, vergonhosas, baixas, pornôs (o dicionário relata 75 antônimos para digno). É o resultado do mau uso da dignidade, virtude a que somos chamadas a viver como mulheres.

Lutamos tanto para ser iguais aos homens, que esquecemos nossa feminilidade. Na Carta Apostólica Mulieris Dignitatem, João Paulo II escreve: "A mulher é forte pela consciência dessa missão, forte pelo fato de que Deus 'lhe confia o homem', sempre e em todos os casos, até nas condições de discriminação social em que ela se possa encontrar. Esta consciência e esta vocação fundamental falam à mulher da dignidade que ela recebe de Deus mesmo, e isto a torna 'forte' e consolida a sua vocação. Deste modo, a 'mulher perfeita' (cf. Prov 31, 10) torna-se um amparo insubstituível e uma fonte de força espiritual para os outros, que percebem as grandes energias do seu espírito. A estas 'mulheres perfeitas' muito devem as suas famílias e, por vezes, inteiras nações".  

A mulher tem o papel de gerar vida. Naturalmente, ela tem em si o dom da maternidade. Gerar vida e não morte; gerar alegria e não tristeza; gerar coragem e não medo; gerar união e não discórdia; gerar paz e não guerra; gerar amor e não o ódio.

Magda Ishikawa
Missionária da Comunidade Canção Nova

20/12/2013 - 08h00 

FORMAÇÕES

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É preciso ir ao encontro dos outros

Como cristãos, não podemos mais nos isolar em nossas ilhas de conforto e bem-estar
Um dos maiores milagres, deste tempo de Natal, é o de criarmos em nós a capacidade de repensar e redescobrir valores que, ao longo do ano, foram deixados de lado ou roubados pela cultura do bem-estar individual. Nesta época do ano, somos mais família, solidários, falamos mais de amor e paz, de respeito ao próximo, porque, “no coração de cada homem e de cada mulher, habita o anseio de uma vida plena, que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros”1.

Entendemos que este sentimento de solidariedade e fraternidade, que nos invade no Natal, está dentro de nós, é uma vocação do homem. Mas por que este ‘espírito natalino’ não se torna algo efetivo, no nosso dia a dia, durante os outros 11 meses do ano?

O fato é que estamos mergulhados numa sociedade que já não constrói pontes entre seus semelhantes, pelo contrário, evidenciam-se, a cada dia, os abismos entre o “eu” e o “tu”. Construímos muros cada vez mais altos ao redor de nossas casas, nos agrupamos, inseguramente, em condomínios que são verdadeiras fortalezas (ou prisões) de luxo, consumimos compulsivamente – agora sem sair de casa – para entorpecer nossas angústias interiores. Até ter filhos se tornou um peso associado ao ‘custo x benefício’, que pode prejudicar uma viagem para Cancun ou Paris, ou até mesmo a aquisição do carro do ano.

Parece que temos mais, vivemos mais, temos melhores condições e conforto, mas, existencialmente, nos sentimos fracassados, inseguros e infelizes. Como diz o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “a certeza e a segurança das condições existenciais dificilmente podem ser compradas com os recursos da conta bancária”. 2

Em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco fez duras críticas ao que vem chamando de “cultura do descartável”, reflexo desta sociedade individualista e materialista. Segundo Francisco, não há vida digna se cada homem e mulher não redescobrir a sua vocação à fraternidade e à comunhão, ou seja, não podemos falar de paz se não sairmos do nosso comodismo para cuidar de nossos irmãos mais necessitados. Toda guerra, toda injustiça e desigualdade social, segundo o Papa, têm a sua gênese na “rejeição radical da vocação de ser irmãos”.

A fome, a desigualdade, a corrupção, o racismo, a violência, as drogas, tudo aquilo que desejamos extirpar da nossa sociedade, tem a sua fonte no meu e no seu individualismo. Sobre todos esses problemas sociais, questionou-nos o Papa Francisco quando veio ao Brasil por ocasião daJornada Mundial da Juventude: “Você é o que lava as mãos e vira para o outro lado?"

Esses discursos de Francisco contra a cultura do conforto e do individualismo nos ajudam a entender que não basta lutar contra a pobreza, contra a corrupção ou até fazer uma boa ação de Natal se não combatermos uma doença muito mais profunda no coração do homem moderno: o egoísmo. Para isso é preciso que coloquemos em prática o que o Pontífice tem chamado de “cultura do encontro”.

Como cristãos, não podemos mais nos isolar em nossas ilhas de conforto e bem-estar, saindo de nosso comodismo apenas em épocas natalinas. O remédio para a doença do individualismo é o serviço ao próximo, “uma Igreja que se organiza para servir a todos os batizados e homens de boa-vontade”, desde os que estão em nosso lar até os mais necessitados e marginalizados da sociedade. Para sermos felizes todos os dias do ano é preciso seguir o conselho do Mestre: “Há mais alegria em dar do que em receber” (At 20, 3).3


1 Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial pela Paz
2 BAUMAN, Zygmunt “Comunidade – a busca por segurança no mundo atual”
3 Discurso do Papa Francisco durante a Via-Sacra na Praia de Copacabana - JMJ
4 Discurso do Papa francisco ao Conselho do CELAM – 29/07/2013
Foto
Daniel Machado
conteudoweb@cancaonova.com
Daniel Machado, missionário da Comunidade Canção Nova é estudanre de Psicologia, formado em Filosofia pelo Instituto Canção Nova de Filosofia e produtor do portal cancaonova.com.

twitter: @dancancaonova

20/12/2013 - 08h00

Angelus com o Papa Francisco – 22/12/2013

Íntegra

Angelus com o Papa Francisco - 22/12/2013ANGELUS
Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 22 de dezembro de 2013
Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
Queridos irmãos e irmãs, bom dia
Neste quarto domingo do Advento, o Evangelho nos conta os fatos que precederam o nascimento de Jesus e o evangelista Mateus os apresenta do ponto de vista de São José, o prometido esposo da Virgem Maria.
José e Maria viviam em Nazaré; ainda não moravam juntos, porque o casamento ainda não havia sido realizado. Naquele meio tempo, Maria, depois de ter acolhido o anúncio do Anjo, torna-se grávida por ação do Espírito Santo. Quando José percebe este fato, fica perturbado. O Evangelho não explica quais foram os seus pensamentos, mas nos diz o essencial: ele procura fazer a vontade de Deus e está pronto para a renúncia mais radical. Em vez de defender-se e de fazer valer os próprios direitos, José escolhe uma solução que para ele representa um enorme sacrifício: “José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo” (1, 19).
Esta breve frase resume um verdadeiro e próprio drama interior, se pensamos no amor que José tinha por Maria! Mas mesmo em tal circunstância, José pretende fazer a vontade de Deus e decide, seguramente com grande dor, abandonar Maria em segredo. É preciso meditar sobre estas palavras para entender qual foi a prova que José teve que suportar nos dias que precederam o nascimento de Jesus. Uma prova similar ao sacrifício de Abraão, quando Deus lhe pede o filho Isaac (cfr Gen 22): renunciar à coisa mais preciosa, à pessoa mais amada.
Mas, como no caso de Abraão, o Senhor intervém: encontrou a fé que procurava e abre um caminho diferente, um caminho de amor e de felicidade: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo” (Mt 1,20).
Este Evangelho nos mostra toda a grandeza da alma de São José. Ele estava seguindo um bom projeto de vida, mas Deus reservava para ele um outro projeto, uma missão maior. José era um homem que dava sempre ouvido à voz de Deus, profundamente sensível à sua secreta vontade, um homem atento às mensagens que lhe chegavam do fundo do coração e do alto. Não teimou em perseguir aquele seu projeto de vida, não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma, mas esteve pronto para se colocar à disposição da novidade que, de modo perturbante, lhe era apresentada. E assim, era um homem bom. Não odiava e não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma. Mas quantas vezes o ódio, a antipatia, o rancor nos envenenam a alma! E isto faz mal. Não permitam isso nunca: ele é um exemplo disto. E assim, José tornou-se ainda mais livre e grande. Aceitando-se segundo o projeto do Senhor, José encontra plenamente a si mesmo, além de si. Esta sua liberdade de renunciar àquilo que é seu, à posse de sua própria existência e esta sua plena disponibilidade interior à vontade de Deus nos interpelam e nos mostram o caminho.
Vamos nos dispor, então, a celebrar o Natal contemplando Maria e José: Maria, a mulher cheia de graça que teve a coragem de confiar totalmente na Palavra de Deus; José, homem fiel e justo que preferiu acreditar no Senhor em vez de escutar a voz da dúvida e do orgulho humano. Com eles, caminhemos juntos rumo a Belém.

Aproximando-se o Natal, Papa fala do exemplo de Maria e José

Angelus

Francisco destacou a coragem de Maria e a fé de José ao aceitar a vontade de Deus
Jéssica Marçal
Da Redação
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Da janela do Palácio Apostólico, Papa fala aos fiéis antes do Angelus / Foto: Arquivo/Reprodução CTV
Neste domingo, 22, quarto do Advento, o exemplo de Maria e José foi o centro da reflexão do Papa Francisco em suas palavras antes do Angelus. Refletindo sobre a origem do nascimento de Jesus, o Santo Padre destacou a coragem de Maria e a fé de José, que renunciou à dúvida e ao orgulho humano para aceitar a vontade de Deus.
A partir do Evangelho do dia, Francisco explicou que, ao saber da gravidez de Maria, a decisão de José de abandoná-la em segredo representou para ele um grande sacrifício. Mas diante da fé de José, houve a intervenção de Deus para dar um novo curso à história, fazendo com que o Anjo aparecesse em sonho a José e lhe dissesse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo” (Mt 1,20)
“Este Evangelho nos mostra toda a grandeza da alma de São José. Ele estava seguindo um bom projeto de vida, mas Deus reservava para ele um outro projeto, uma missão maior. José era um homem que dava sempre ouvido à voz de Deus, profundamente sensível à sua secreta vontade, um homem atento às mensagens que lhe chegavam do fundo do coração e do alto”.
Francisco lembrou ainda que José não permitiu que o rancor envenenasse sua alma, mas esteve pronto para se colocar à disposição da novidade que lhe foi apresentada.
“Aceitando-se segundo o projeto de Deus, José encontra plenamente a si mesmo, além de si. Esta sua liberdade de renunciar àquilo que é seu, à posse de sua própria existência e esta sua plena disponibilidade interior à vontade de Deus nos interpelam e nos mostram o caminho”.
O Santo Padre convidou todos a celebrarem o Natal contemplando Maria e José. Antes de se despedir dos fiéis, ele deixou os seus votos de um Feliz Natal. “Desejo a todos um bom domingo e um Natal de esperança, de justiça e de fraternidade”.