Blog Alma Missionária

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domingo, 30 de junho de 2013

Apologética - Primado de Pedro
Papa Libério 
Fonte: Lista Tradição Católica
Autor: Patrick Madrid
Tradução: Sandra 


Papa Liberio
Em "Pope Fiction" de Patrick Madrid
"Os católicos afirmam que o papa é infalível em questão de fé e moral, mesmo assim, o Papa Liberio (352-366) assinou o credo ariano, e portanto apoiando o ponto de vista herético a respeito de Cristo. Obviamente, então, a infalibilidade papal é uma falácia".
O Papa Liberio é o primeiro dos tres papas "hereges" favoritos, usados por
anti-católicos com o objetivo de argumentar contra a infalibilidade papal
(os outros dois são Vigilio e Honorio). Supostamente, este pontífice não só
manteve uma visão erronea a respeito de Cristo, mas na verdade, apoiou o
erro subscrevendo a um credo herético. Se isto for verdadeiro, como podem os católicos afirmar a infalibilidade papal?
O século quatro foi um período muito difícil para a Igreja católica. Apesar
de todas as esperanças dos católicos ortodoxos, o concílio de Niceia não pôs
fim ao movimento Ariano. Pelo contrário, o bonde ariano ganhou velocidade e
um monte de passageiros novos. Especialmente quando o imperador
"Constantius" tomou para si a tarefa de propagar o Arianismo por todo o
império. Os seus esforços colocaram o imperador em conflito direto com
Atanásio, o bispo de Alexandria e um ferrenho defensor da ortodoxia.

Constantius foi capaz de conquistar um forte apoio eclesial contra Atanásio.
Para infelicidade de seus planos malígnos, ele não conseguiu persuadir o
Papa Libério, o "altamente importante" bispo de Roma. O tamanho do esforço
que ele fez para influenciar Libério é evidência forte da importância óbvia
que o papa tinha, mesmo na Igreja antiga.
O Papa Libério, como Atanásio, manteve firmemente o credo do concílio de
Niceia. Isto, para ele, era o teste final da ortodoxia. Não só ele
concordava com o grande bispo de Alexandria a este respeito, mas também
mostrou seu apoio endorsando uma carta assinada por setenta e cinco bispos egípcios que apoiavam Atanásio. Da mesma forma, o Papa Libério rejeitou uma carta enviada pelo imperador e vários bispos hereges que insistiam que ele condenasse Atanásio. A última gota para Constantius foi a rejeição do Papa Libério de um enorme suborno (e também da concomitante ordem do imperador ariano de que o Papa "entrasse na linha").
Constantius, num ataque de ira, mandou prender Libério e levá-lo para Milão
a fim de ser apresentado diante dele em 357 d.C.. O imperador tentou todos
os meios de pressão para forçar Libério a submeter-se à sua vontade e à
condenar Atanásio, mas o bispo de Roma resistiu. Finalmente, sem nenhum
sucesso, Constantius baniu Libério para o exílio em Trácia (Bulgária,
Turquia, Grecia).
Até aqui, a maioria dos estudiosos concordam sobre os acontecimentos
básicos. Porém é aqui que surgem as verdadeiras questões. Depois de dois
anos de prisão, exílio e intimidação, Libério foi solto e pôde voltar para a
Sé em Roma. Por que ele foi repentinamente libertado? Ele cedeu finalmente e assinou o credo herético, condenando Atanásio? Ou o imperador percebeu a futilidade de mantê-lo preso? Existe evidência para as duas coisas.
Um número de contemporâneos da época, Sto Atanásio um deles, afirmaram que Libério de fato cedeu e assinou o credo falho. Mas não podemos nos esquecer que estava sob extrema coerção, mentalmente e fisicamente, e estava sendo ameaçado de tortura e de ser executado caso não assinasse. Só por esta razão, o Papa Libério não pode ser considerado totalmente responsável por ter cedido. É verdade, ele poderia ter sido mais corajoso e mais forte, mas é fácil falar quando não se está em situação semelhante. Não podemos nos esquecer a importante dimensão humana deste caso.
Muitas pessoas se imaginam sendo resolutamente corajosas diante da tortura ou da morte caso sua fé cristã seja desafiada. Mas quando chega a hora, o comportamento real pode ser bem diferente daquele que se esperava ter. E quando forçados a fazer algo errado através de coerção e ameaças de violência ou morte, a pessoa não é culpada do ato como teria sido se tivesse toda liberdade. Não é diferente com o Papa Libério.
Enquanto Atanásio manteve firmemente a posição de que Libério tinha cedido e revertido sua opinião, ele (Atanásio) não estava em condições de conhecer
todos os fatos. Ele estava escondido naquela época e não tinha à sua
disposição as melhores informações a respeito do assunto (John Chapman,
O.S.B. - Enciclopedia Catolica) . Da mesma forma, S. Jeronimo acreditava que Libério cedeu sob pressão, embora sua posição era baseada numa série de cartas que são hoje consideradas falsas. O próprio ariano, "Philostorgius",
se uniu à S. Jeronimo. O historiador antigo Sozomen afirmou que Libério
assinou vários credos, mas nenhum deles eram explicitamente heréticos; no
pior dos casos, eles eram ambíguos em sua Cristologia.
Um historiador da Igreja (John Chapman, O.S.B. - Enciclopedia Catolica)
explica as razões por acreditar na inocência de Libério com relação a esta
acusação:
"Pode parecer que quando Sto Hilario escreveu seu livro 'Adversus
Constantium' em 360, pouco antes do seu retorno do exílio no Oriente, ele
acreditava que Libério tinha tropeçado e renegado Sto Atanásio (i.e., a
posição ortodoxa); mas suas palavras não são bem claras. Quando ele escreveu 'Adversus Valentem et Ursacium' depois do seu regresso, ele demostrou que a carta 'Studens Paci' era uma falsificação, anexando a ela algumas cartas nobres do Papa. Agora isto parece provar que os Luciferianos estavam usando a 'Studens Paci' contra Rimini (concílio), para poder mostrar que o Papa, que agora na opinião deles, era indulgente demais para com os bispos afastados, era ele próprio culpado de uma traição ainda pior contra a causa católica antes do seu exílio.
Na opinião deles, tamanha queda iria "des-papa-lo" e invalidar todos os seus atos subsequentes. [[Que Sto Hilario tenha tido tanto trabalho para provar que 'Studens Paci' era forjada torna evidente que ele não acreditava que Libério tinha caído depois do exílio]]; caso contrário seus esforços teriam sido inúteis. Consequentemente, Sto Hilario se torna uma testemunha forte a favor da inocência de Libério. Se Sto Atanásio acreditava na queda de Libério, isto aconteceu quando ele estava às escondidas, e imediatamente após o suposto acontecimento; aparentemente ele foi enganado momentâneamente pelos rumores espalhados pelos arianos. "
Embora seja possível que o Papa Libério tenha fraquejado sob a pressão de
Constantius, não podemos ignorar esta forte evidência de que ele não o fez.
Tanto St. Sulpicio Severo (403 d.C.) como o Papa Sto Anastácio (401 d.C.)
mantêm que Libério permaneceu firme, se recusando a ceder (John Chapman,
O.S.B. - Enciclopedia Catolica). Esta afirmação é reforçada pelo caráter do
seu retorno à Roma depois do exílio; ele recebeu uma acolhida de herói
quando entrou na cidade. De fato, o regresso de Libério foi um de triunfo.
Se ele tivesse fraquejado e assinado o credo ariano, certamente ele não
teria sido tratado desta maneira.
Novamente, uma análise cuidadosa dos detalhes históricos está longe da
crença comum de que o Papa Libério tenha falhado:
"Os fortes argumentos para a inocência de Libério são 'a priori'. Se ele
tivesse realmente cedido à pressão do imperador durante seu exílio, o
imperador teria publicado sua vitória por todos os cantos; não existiria a
possibilidade de nenhuma dúvida; teria sido mais notório do que a vitória
sobre Hosius. Mas se ele foi libertado porque os romanos exigiram a sua
volta, porque sua deposição tinha sido demasiado anticanonica, porque sua
resistência tinha sido heróica, e porque Felix não tinha sido reconhecido
como papa, então podemos ter certeza de que ele seria suspeito de ter feito
alguma promessa ao imperador; os arianos e os felicianos também, e logo os
luciferianos, não teriam nenhuma dificuldade em espalhar o relato de sua
queda e receber crédito por isso. É difícil ver como Hilário no exílio e
Atanásio no esconderijo pudessem não acreditar tal estória, quando ouviram
que Libério teria retornado, embora os outros bispos exilados ainda não
tivessem liberados. E mais, o decreto do papa depois de Rimini, de que os
bispos afastados não poderiam ser restabelecidos a menos que mostrasssem sua sinceridade através de vitalidade contra os arianos, teria sido risível, se
ele próprio tivesse caído antes, e não tivesse publicamente feito penitência
pelo seu pecado. Mesmo assim, podemos estar certos de que ele não fez
nenhuma confissão pública sobre ter falhado, nenhuma renúncia, nenhuma
reparação." (John Chapman, O.S.B. - Enciclopedia Catolica)
Se o imperador Constantius tivesse vencido essa briga de "quem pode mais"
com o pontífice romano, por que ele não a divulgou? Pode-se imaginar como
ele teria explorado tal golpe. A capacidade de soltar aos quatro ventos que
o papa tinha cedido às suas exigências ter sido uma propaganda de enorme
valor para o imperador. Afinal, a finalidade dele tentar forçar o Papa
Libério a assinar o credo herético era para que ele pudesse usa-lo como
exemplo a ser seguido por outros bispos ortodoxos. Seu objetivo era
precisamente explorar a influência e prestígio do papa.
Se o papa Libério acabou assinando o credo, certamente Constantius teria
bradado aos quatro ventos. Mas o imperador foi silencioso. Nem ele, nem seus acessores mencionaram algo sobre isso. Embora seja verdade de que este argumento esteja baseado no silêncio, não se pode negar que este fato
histórico particular torna mais difícil imaginar que o papa Libério tenha de
fato fraquejado.
Por fim, quando Constantius morreu, o arianismo perdeu o seu maior defensor. A ortodoxia voltou à tona, assumindo sua posição prévia. O papa Libério atacou os bispos arianos por sua heresia, e exigiu arrependimento total da parte deles antes que pudesse retornar à comunhão com a Igreja. De fato, eles foram tratados como colaboradores do inimigo e traidores de Cristo. Como poderia Libério ter agido de tal forma se ele mesmo tivesse assinado o credo ariano? Alguém sem dúvida teria mostrado a hipocrisia de tal ato. Não houve, porém, tal clamor.
Assim vemos que existem argumentos para ambos os lados da questão, com peso na crença de que o papa Libério não se dobrou diante da pressão feita por Constantius. Mas mesmo se ele tivesse, isso não afetaria a infalibilidade
papal. Supondo que o pior cenário seja verdadeiro, papa Libério somente
assinou um credo herético depois de dois anos de perseguição, exílio e
coerção nas mãos do imperador. A tal assinatura não se deu por sua livre e
espontânea vontade. Por esta razão, a infalibilidade papal não é um
problema, pois infalibilidade requer que o papa esteja exercendo-a de livre
vontade - à parte de qualquer pressão externa. E isto claramente não foi o
caso se, de fato, Libério tenha assinado o documento. Obviamente, então, a
infalibilidade papal não estava em risco.
Apologética
O caso do Papa Honorio I
Sobre a verdadeira natureza da "heresia" de Honorio I
Fonte: Apologetica.org
Autor: Albert Viciano, tirado de Archimadrid.es
Tradução: Rogério Hirota (SacroSancttus)
Na atuação de Honorio I existe mais um erro disciplinar que doutrinal
Do Papa Honorio I (625-638) se afirma que incorreu em heresia. Um exame atento do problema indica que Honório, na realidade, foi negligente ao não captar a gravidade do erro -"monotelismo"- provindo do Patriarca de Constantinopla Sergio; e ainda que quisesse sustentar a doutrina correta, a expôs com uma terminología ambigua e equívoca.
Ao longo dos séculos quarto a sétimo, o oriente cristão esteve sacudido pela controvérsia doutrinal de conteudo cristológico, referente a relações da dupla natureza de Jesus Cristo com sua única pessoa, a de Filho de Deus. Estes debates, que enfrentavam bispos, monges e teólogos, tinham também uma dimensão socio-política, por conta do Imperio Bizantino e mais em geral em toda a antigüidade tardia e na idade media, era cultural e religiosamente impensável uma separação entre a Igreja e o poder civil. Daí que estes polêmicas teológicas foram vistas como um perigo para a unidade política do Imperio, de modo que os imperadores se sentiram obrigados a intervir em busca de soluções que facilitassem a concordia entre os bispos.

Com o pasar do tempo, ao final do século sexto e principios do sétimo, a estes problemas internos se acrescentaram dificuldades de política exterior, ja que ameaçava gravemente uma redução do território bizantino por causa das invasões dos persas ao leste, dos eslavos ao norte e dos árabes maometanos ao sul. E mais os partidarios do monofisismo viam na chegada dos invasores árabes uma espécie de castigo de Deus pela existência de um imperador herege; por isso, esta peculiar interpretação dos sinais dos tempos estimulava o imperador e o patriarca constantinopolitano a buscar uma fórmula conciliadora que ganhasse rápida e eficazmente a unificação religiosa do Império.

NASCIMENTO DO MONOTELISMO
Nestas circunstâncias levantou-se o novo imperador Heraclio (610-641), o qual compreendeu que o perigo da situação exigia unificar todas as forças não somente físicas, mas também morais do império; quer dizer, falava em terminar com a divisão religiosa entre bispos calcedonianos e monofisitas. Por isso, o patriarca de Constantinopla, Sergio, voltou a tomar a idéia de Justiniano de unificar todas as tendências religiosas; desta vez devia se fazer sobre uma nova base.
Nos tempos de Justiniano, a solução era sido de tipo negativo: condenar as ilustres figuras mais ou menos próximas ao nestorianismo, para assim satisfazer aos monofisitas. Agora a nova solução ia ser mais positiva: aprofundar na doutrina cristológica para ganhar uma concepção intermediária, em que podiam convir tanto aos calcedonianos mais os ortodoxos como aos monofisitas mais pertinazes.
Esta fórmula de conciliação propõe a seguinte doutrina: a consequência da união pessoal das duas naturezas, humana e divina, de Jesus Cristo, existe n´Ele uma só energía, uma maneira de obrar única, uma só vontade. Esta doutrina foi designada com os nomes gregos de monoteletismo (abreviadamente, monotelismo) ou monoenergetismo (abreviadamente, monergetismo ou monoenergismo). Desta maneira Sergio acreditava que se poderia obter a união desejada, ja que, por uma parte, dava-se satisfação aos católicos, com a admissão das duas naturezas, conforme o concilio de Calcedonia; e, por outra parte, satisfazia aos monofisitas, pois esta energia e vontad única era, por fim o símbolo de uma unidade perfeita em Cristo, que é o que eles defendíam.
O imperador Heraclio aceitou a proposta do patriarca Sergio. De fato, ambos começaram imediatamente a por em jogo todos os resortes do Imperio para se fazer aceitar a nova doutrina. Mas esta não foi senão o inicio de uma nova controvérsia, a do monotelismo, que durou quase todo o século sétimo.
Já pelos anos 619 e 620 Sérgio empreendeu sua campanha de atração. Encontrou grande acolhida entre os bispos monofisitas de amplas regiões como foram na Siria, Armenia e Egito, que se reunificaram oficialmente com Constantinopla, enquanto que entre os calcedonenses topou com a decidida oposição.
Dentre estes destacaram os monges Sofronio e Máximo, procedentes da Palestina, que se falavam em Alexandria. Pouco tempo depois, o patriarca de Jerusalén morre e Sofronio foi eleito sucessor nesta sé. Imediatamente celebrou um sínodo em Jerusalén no mesmo ano 634, em que se posicionaram aos principios contrarios a doutrina de Sergio e defendeu-se expressamente a doutrina das duas operações, das duas energías e das duas vontades, humana e divina, em Cristo. O mesmo repetiu Sofronio em uma ampla carta sinodal, em que reforçava os pontos fundamentais: unidade de pessoa, dualidade de natureza e por conseguinte, dualidade de operações e de vontades, ja que pelas operações se distinguem as naturezas. Sergio recusou a receber a carta sinodal de Sofronio, mesmo que não empreendendo nenhuma ação contra ele.

INTERVENÇÃO DE HONÓRIO
Até este momento o patriarca de Constantinopla, Sergio, e o de Alexandria, Ciro, haviam promulgado a nova professão de fé e tratado com os monofisitas sem se preocupar com a opinião de Roma. Somente quando Sergio se encontrou com a oposição de Sofronio de Jerusalém, acreditou oportuno expor os fatos ao Papa Honorio (625-638) e obter sua adesão. Em seu escrito a Honorio, Sergio expôs uma relação completa de seus esforços e os do imperador Heraclio para fazer voltar os hereges monofisitas a unidade da fé, insistindo em sua aceitação do concilio de Calcedonia. Sergio exagerava em alguns destes bons resultados e omitia dizer que a aceitação doconcilio de Calcedônia não aparecia explícitamente nas "atas de união" pelo que as igrejas monofisitas haviam se reconciliado com a sé constantinopolitana.

Em sua carta também contou a intervenção de Sofronio e resumiu a doutrina das duas energias (dienergía) em Cristo, defendida pelo bispo de Jerusalén; Sergio, em sua carta, se manifestou contrário a esta tese e propôs ao Papa Honorio uma sutil solução que serviria para desautorizar a doutrina de Sofronio: segúndo a proposta de Sergio a Honorio, deveria prescrever os termos dienergía e monoenergia, causantes da oposição de Sofronio a doutrina do monoenergismo; Sergio também propos ao Papa afirmar que o mesmo Jesús tinha operado (energein) o divino e o humano, proveniente sem divisão de um só e mesmo Verbo feito homem, "pois é impossivel que a mesma pessoa tenha ao mesmo tempo, a respeito de um mesmo objeto, duas vontades contrárias".

FALTAVA-LHE PREPARAÇÃO
O Papa Honorio, para dizer a verdade, estava mau preparado para tratar esta difícil questão cristológica e se deixou levar pelos argumentos bizantinos do patriarca e respondeu com uma carta de aprovação. Neste escrito o Papa felicitava os esforços de Sergio e de Ciro pela união conseguida de tantas igrejas e se alegrava ao saber que o concilio de Calcedonia era admitido pelos orientais.
Aprovaba a decisão de Sérgio sobre a prescrição dos termos dienergia (ou energia dupla) e monoenergia (ou energía única) por considera-los demasiadamente especializados, proprios de eruditos e gramáticos. Segúndo Honorio, bastava pois que os bispos ensinassem que o mesmo Verbo encarnado operava divinamente as coisas divinas, humanamente as coisas humanas, que em toda sua atividade não fala mais que um só agente e portanto, uma só vontade: "unde et unam voluntatem fatemur Domini nostri lesu Christi".
Esta carta foi comunicada ao mesmo tempo a Sergio e a Sofronio. Enquantos Sergio se mostrou valente pelo triunfo e aproveitava a carta do Romano Pontífice como novo instrumento para implantar sua doutrina, Sofronio se sentiu profundamente preocupado. Este, convencido de que o Papa estava mau informado sobre a doutrina realmente defendida por Sergio e por Ciro, enviou a Roma um presbítero chamado Estevam encarregando-o de expor a Honorio com toda objetividade o verdadeiro estado da questão.
O Papa recebeu esta embaixada, mas não se deixou convencer pelo relato do legado de Sofronio. Persistindo, pois, em sua anterior disposição, insistiu na ordem do silêncio proibindo que se usassem as expressões de uma ou duas energias e para que não dessem lugar as dúvidas, redigiu uma nova carta, dirigida a Sofronio e a Ciro, da qual somente se conservam fragmentos; depois colocou esta carta em conhecimento de Sergio.
Segúndo se entende dos fragmentos conservados, Honorio manifesta sua convicção de que o debate dos orientais era questão de sutis palavras e ainda que proibisse a discussão sobre o número de energías em Cristo, afirmava a dualidade de operações (quer dizer, a doutrina católica): a natureza divina operando no que é divino e a natureza humana operando no que é do homem, sem divisão nem mescla.
EDITO IMPERIAL
Como consequência do acordo entre o Papa e os patriarcas de Constantinopla e de Alexandria sobre a necessidade de proibir as discussões sobre o número de energias e de afirmar a única vontade em Cristo, promulgou-se um edito imperial (final de 634 - principio de 635) ratificando esta proibição.
Longe de apaziguar os ânimos, esta decisão foi tomada a rissa pelos monofisitas que desqualificaram aos calcedonianos por dar continuos embaraços doutrinais, primeiro afirmando a dupla natureza e portanto a dupla energia de Cristo, depois proclamando nele uma só energia, e por último decidindo que em Cristo não existe nem uma nem duas energias.
Deste modo, o imperador e os patriarcas começaram a se dar conta de que a doutrina da monoenergia, longe de oferecer o campo de entendimento que aspiravam, era para a Igreja nova causa de agitação. Mas se contentavam com o momento de bons resultados até então obtidos pela reunificação religiosa e se esforçaram em não compromete-la com novas discussões, ainda mais naquele tempo em que o Império Bizantino necessitava de todas as suas forças para lutar contra a invasão do Islã que ameaçava desmembrar suas provincias orientais.
CONDENAÇÃO DO MONOTELISMO
Efetivamente, a controvérsia monotelita perdurou por varias décadas até que pôde canalizar-se com a celebração do que seria o sexto concilio ecumênico e terceiro de Constantinopla (680-681), sendo o imperador da época Constantino Pogonato (668-685).
Seguindo o costume destes concilios ecumênicos, examinou-se detidamente a conduta dos principais personagens que haviam intervido em toda a contenda e seguiu-se em cada um deles um verdadeiro processo, que por sua vez se transformou em um exame critico sobre a autenticidade e integridade dos textos expostos. Logo se apresentaram os textos pontificios, particularmente a última epístola do então Papa, Agatão (678-681), que declarava a doutrina das duas vontades e duas operações em Cristo.
O resultado foi que o patriarca Jorge de Constantinopla aceitara a doutrina do Papa Agatão. O mesmo fez toda a assembléia.
Alem disso foi expressamente condenada a doutrina monotelita e em consequência, se lançou anatema contra os cabeças do monotelismo, entre os que se encontravam Sergio de Constantinopla, Ciro de Alexandria e Honório de Roma.

Terminado o concilio, o imperador colocou suas decisões em um edito imperial do ano 681. O Papa Agatão faleceu antes de aprovar o concilio e que foi seu sucessor, Leão II (681-683), quem aprovou as atas.

NÃO FOI HEREGE MAS IMPRUDENTE
A principio, a idade média considerou que a equivoca posição de Honorio não havia sido propriamente de tipo doutrinal, mas um erro de governo, por ter escutado e alentado o parecer de Sergio de Constantinopla e não de Sofronio de Jerusalén. O mesmo Papa Leão II, em sua aprovação das atas do concilio constantinopolitano terceiro, emitiu um juizo mais suave sobre Honorio considerou que ele se limitou a "permitir" (não a defender) a doutrina herética; com termos semelhantes Leão II se expressou em uma carta dirigida aos bispos hispanos: "Honorio não extinguiu a chama da heresia como convinha a sua autoridade apostólica, mas que por negligência a açulou".
Como se aprecia, Leão II não desqualifica a Honorio por incorrer na heresia monotelita, mas por falha em seu trabalho de governo. Sua culpa, ainda que devido a negligência, foi considerada em Roma tão grave que, na profissão de fé durante um certo tempo os Papas no ato de tornar de possessão (Liber diurnus Romanorum Pontificum), Honorio era anatematizado, depois dos hereges (não entre eles), como um que "com sua negligência fomentou o crescimento das falsas afirmações dos hereges".
HONORIO E A INFALIBILIDADE
No século XV, alguns teólogos convencidos da infalibilidade pontificia, como Nicolás de Cusa, João de Torquemada e Gaspar Contarini, não estabeleciam problemas a condenação de Honorio no sexto concilio ecumênico. O holandês Alberto Pigge sustentou, em contrapartida, que esse concilio não pode condenar o papa e por isso, supôs que a inclusão de seu nome nas atas do concilio devia ser uma interpolação, quer dizer, uma falsificação posterior. Esta hipótese não é sustentada hoje em dia por nenhum historiador, ja que se foi provado a plena autenticidade das atas do terceiro concilio de Constantinopla.
Alem disso, a hipótese de Pigge foi recusada desde o século XVI por alguns teólogos que, como Melchor Cano, consideravam que um Papa podia se fazer herege somente como doutor privado. Esta opinião não durou muito tempo. Na idade moderna, somente teólogos protestantes e também teólogos católicos partidarios a doutrinas galicanas consideraram que o papa Honorio havia sido herege.
Quando no Concilio Vaticano I (1870) se estabeleceu a definição dogmática da infalibilidade pontificia, os detratores desta doutrina apresentaram o exemplo histórico da condenação de Honorio. Os defensores da infalibilidade validaram o anatema imposto a Honório como uma medida disciplinar e não como um juizo doutrinal, em continuidade com o que havia consentido na Idade Média, quer dizer, na primeira e imediata recepção do sexto concilio ecumênico.
ANÁLISE PROFUNDO.
Se analizarmos com detalhe a primeira carta de Honorio e os fragmentos de sua segunda carta, se verifica que, na realidade, seu ponto de vista era diferente do sustentado pelo patriarca Sergio. Este último, firmemente monoenergista, atenuou o significado de sua doutrina na carta que havia dirigido a Honorio, na qual, certamente por negligência, não captou a gravidade do error teológico exposto por Sergio. Lamentavelmente, desconfiou de Sofronio, considerado como um inoportuno e acreditou ter posto fim as discussões dos bispos orientais adotando a fórmula equivoca e ambigua.
Em todo caso, fez-o em uma carta que não reúne os requisitos teológicos -hoje em dia bem delimitados, atras do Concilio Vaticano I- da definição infalivel: Não se pode dizer de forma alguma que o Papa Honorio ensinasse uma heresia ex cátedra.
Jesus Cristo, dotado de duas vontades, assumiu a natureza humana carente do pecado e que, por ele, a vontade humana de Jesus, não debilitada pelo pecado original, agia em plena e conforme unidade moral com sua vontade divina. Esta é a doutrina correta que Honorio pretendia sustentar. O problema é que esta doutrina, em si correta, foi exposta por esse Papa com a terminologia monotelita que havia proporcionado a epístola de Sergio, dando a entender, negligentemente, que se mesclava ou aniquilava na pessoa divina de Cristo a integridade de sua vontad humana. A. V.
A CONTROVÉRSIA CRISTOLÓGICA
A controvérsia cristológica provocou, entre outras coisas, a convocação de numerosos concilios, dos quais três tiveram o titulo de ecumênicos: o de Éfeso (431), o de Calcedonia (451) e o segundo de Constantinopla (553).
Resumidamente, cabe afirmar que no concilio efesino, convocado pelo imperador Teodosio II (408- 450), ao se condenar o nestorianismo, se ressaltou a única pessoa divina de Jesus, ja que Nestorio havia sustentado que as duas naturezas de Cristo correspondiam a dois sujeitos ou pessoas, divina e humana, rompendo assim a unidade pessoal do Filho de Deus feito homem. No concilio calcedonense, convocado pelo imperador Marciano (450-457) a instancias de sua esposa, ao se condenar o monofisismo, se colocou mais em evidência a dupla natureza de Cristo e sua unidade pessoal sem mescla nem perda de qualidades de ambas as naturezas, já que o monofisismo afirmava que a consequência da união das duas naturezas de Jesus Cristo, a natureza humana era dissipada e portanto, aniquilada na imensa grandeza da divindade do Filho de Deus.
E no segundo concilio constantinopolitano, impulsionado pelo imperador Justiniano (527-565), se condenaram "os três capítulos", quer dizer, tres bispos do século V, naquele tempo ja falecidos mais ou menos próximos a posições nestorianas, Teodoro de Mopsuestia, Teodoreto de Ciro e Ibas de Edesa, cuja rejeição oficial por parte do concilio poderia ser do agrado dos monofisitas.
E mesmo com a condenação do monofisismo no concilio de Calcedonia, esta doutrina continuou vigente por longo tempo entre muitos bispos e monastérios de Siria, Egito e Armênia.
Os seguidores desta doutrina recusavam a validade do concilio de Calcedonia e, por isso, consideravam que, pela aprobação desse concilio, o Papa, o patriarca de Constantinopla, assim como o imperador haviam incorrido em heresia. Justiniano tentou mediante a condenação dos três capítulos apaziguar os ânimos dos monofisitas; mas, além de não conseguir suprimir o monofisismo no oriente cristão, desencadeou por sua vez uma oposição feroz por parte de numerosos bispos ocidentais, que viam no segundo concilio de Constantinopla uma atitude demasiadamente severa sobre Teodoreto e Ibas, defensores da ortodoxia durante o concilio de Calcedonia. A polêmica entre calcedonianos e monofisitas continuava mas sem se resolver. A.V.
Apologética
Porquê Jesus chamou Simão Pedro de Pedra?
Fonte: Mundo catolico
Autor: Claudio
Transmissão: Claudio

De um modo geral a Bíblia muitas vezes tipificou Jesus com as figuras da Rocha ou da Pedra. Mas em Mt 16,18 é impossível que tal CEFAS (pedra) refira-se a Jesus. Observe como todo o contexto versa em torno da pessoa do Apóstolo: é a Pedro diretamente que Jesus dirige as palavras: "Bem-aventurado és tu..., te revelou... Eu te digo... Tu és... Eu te darei... ". Observe principalmente que o próprio Simão passa a ser chamado CEFAS:
"Tu és Simão, filho de João. Serás chamado Cefas (que quer dizer Pedra)" (Jo 1,42)
Ora, se Jesus disse: "Simão tu és CEFAS e sobre esta CEFAS edificarei a minha Igreja", como negar que Simão é a CEFAS (Pedra) sobre a qual Jesus edificou sua Igreja? Se Jesus chamou Simão de CEFAS, se toda a Bíblia chama Simão de CEFAS, como negar que CEFAS é Simão?
E o mais importante é notar que Jesus aplica a Simão a mesmíssima figura que a Bíblia aplica ao Senhor Jesus: CEFAS. Isto tem um significado profundo. Vemos que Jesus aplica a Simão, no momento da fundação da Igreja, uma figura própria de Jesus. E assim, Jesus faz de Simão um outro "Cristo", ou seja, um representante.Justamente porque aplica a Simão a mesma figura com que a Bíblia normalmente faz referência ao Cristo. E é justamente isso que a missão do Papa significa: Ser representante de Cristo na terra.
Esta é a missão de Pedro e, na Bíblia, sempre que Deus escolhe um homem para dar-lhe uma missão sublime que abarca todo o povo de Deus, Deus muda o seu nome. Assim, Abrão se tornou Abraão, pai de todos os crentes. Jacó se tornou Israel, pai do povo da antiga aliança. E Simão se tornou CEFAS, autoridade máxima na terra sobre o povo da nova aliança.
Autoridade máxima? Sim. Jesus confirmou a missão de Pedro de ser o representante de Cristo na terra. Pois além de aplicar-lhe uma figura que simboliza o Cristo, além de ter mudado o seu nome como fez com Abrão e Jacó, Jesus também deu-lhe explicitamente a autoridade que um representante de Deus na terra precisa: Ligar e desligar na terra e nos Céus!
"Eu te darei as chaves do Reino do Céu: Tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos Céus" (Mt 16,19)
Receber de Deus a autoridade para ligar e desligar na terra, já é uma autoridade estupenda; agora ter recebido de Deus a autoridade para ligar e desligar também nos Céus, isso só é possível e viável para um autêntico representante de Cristo na terra.
Importante observar que ao entregar as "chaves" (que, biblicamente, significa autoridade) a Pedro, novamente Jesus está atribuindo a Pedro um atributo que a Bíblia atribui ao Cristo:
"Eis o que diz o Santo e o Verdadeiro, Aquele que tem a chave de Davi - que abre e ninguém pode fechar, que fecha e ninguém pode abrir" (Apc 3,7)
Nesta passagem, o livro do Apocalipse está fazendo referência a uma passagem de Isaías, a qual certamente também Jesus se referia ao entregar as chaves do Reino dos Céus a Pedro, transferindo a autoridade da antiga aliança para a nova aliança:
"Naquele dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias. Irei revesti-lo com a tua túnica e cingi-lo com o teu cinto, e lhe transferirei os teus poderes. Ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá.
Porei sobre seus ombros a chave da casa de Davi. Se ele abrir, ninguém fechará, se fechar, ninguém abrirá.
Irei fixá-lo como prego em lugar firme, e ele será um trono de honra para a casa de seu pai." (Is 22,19-23)
Portanto, tanto o Apocalipse utiliza esta passagem de Isaías para atribuí-la ao "Santo e Verdadeiro", ou seja, Jesus, como Jesus também a utiliza para atribuí-la a Pedro. Novamente a mesma figura (as chaves) é atribuída tanto a Jesus, como este a atribui a Pedro. Novamente, portanto, Jesus confirma Pedro como um autêntico representante de Cristo na terra.
Porquê Jesus chama Simão Pedro de pedra?
1) Para aplicar a Pedro a mesma figura (Pedra) que a Bíblia aplica ao Cristo.
2) Para mudar seu nome, conforme costume bíblico de mudar o nome daqueles a quem Deus chama a uma missão que abarque todo o povo de Deus.
3) E Jesus confirma esta sua intenção de entregar o primado a Pedro, dando-lhe a autoridade de ligar e desligar, não só na terra mas também nos Céus, através da figura das "chaves" que a Bíblia aplicou a Jesus, e Jesus a aplicou a Pedro.
4) Por tudo isso, concluímos que Jesus chamou Simão Pedro de Pedra para declará-lo como o legítimo representante de Cristo na terra. E é sobre este legítimo representante de Cristo na terra que Jesus afirma
que edificará a Sua Igreja (Mt 16,18), ou seja, a Igreja Católica, pois é na Igreja Católica que encontramos o sucessor de Pedro, o Papa, cuja missão, portanto, é ser o representante de Cristo na terra

Que Deus nos abencoe
Claudio

IMITAÇÃO DE CRISTO



Conselho do Dia
Este é o conselho que a Imitação de
Cristo lhe dá para hoje:

Ó Deus invisível, Criador do mundo, quão maravilhosamente nos favoreceis, quão suaves e ternamente tratais com vossos escolhidos, oferecendo-vos a vós mesmo como alimento, neste Sacramento! Isto transcende todo entendimento, isto atrai os corações dos devotos e acende o seu amor. Porque esses teus verdadeiros fiéis, que empregam toda a sua vida na própria emenda, recebem muitas vezes deste augusto Sacramento copiosa graça de devolução e amor à virtude. ( Com quanta reverência cumpre receber a Cristo)
Kairós de Cura e Libertação

Abraçemos a cruz de Cristo 
Existe em meio de nós pessoas acomodadas, outras pessoas estão à espera do Senhor que vem, mas todos nós precisamos do Senhor, pois somos filhos de Deus e estamos por isso mergulhados no sangue de Cristo, tendo Maria como Mãe.

Amados, se Deus é por nós, quem será contra nós. Se o Senhor é a minha luz, de quem eu terei medo, o Senhor é o baluarte da minha vida! Se Deus é o Senhor, onde encontraremos as vitória? Elas são colhidas da cruz de Cristo, por isso nós não podemos dispensar a cruz da nossa vida diária. Por vezes temos medo de sofrer, mas é na Cruz de Cristo que encontramos a salvação.

Está é uma notícia maravilhosa, pois desprezar a cruz é desprezar o remédio de todos os males. Todos nós queremos cura e libertação. Cada ser humana faz neste mundo a sua caminhada pascal e também a experiência de morte e ressurreição, e ilusão imaginar a vida ser a cruz diária. Todos nós temos cruzes. Se você não acredita nisso, saiba que essa é uma verdade, querendo ou não, a diferença é que o homem de fé encontro Cristo na Cruz.

Sofrer com fé é sofrer menos e por menos tempo. Se nós não associarmos o nosso sofrimento ao de Cristo, corremos o risco de perder o Céu. É muito melhor sofrer com fé, do que sem ela. Para muitos, a cruz se torna pedra de tropeço. Alguns olham para a cruz como amuleto e não como salvação.

Sabe irmãos, é importante isso que estou falando, pois estamos em tempo de vigília. “O Senhor assumiu nossa enfermidade,” Mt 8,17. A cruz de Jesus é a fonte de toda a cura e libertação para todos nós pois nela o Senhor nos salva. Jesus nos convoca a abraçar a nossa cruz diária. Sejamos participantes da vitória da cruz, para isso precisamos aceitar o que comporta tudo isso.

O seguimento de Cristo requer que cada um de nós negue-se a si mesmo, tome a tua cruz e O siga. Se nós seguimos ao Senhor teremos a vitória. Todos nós queremos ir para o Céu, mas ninguém quer morrer agora! Isso é agir com incoerência. Nós não estamos prontos para morrer, mas é preciso se preparar.

Jesus é o único que devemos seguir, mas Ele respeita a nossa liberdade ao dizer “Se alguém quiser...” Ele não nos obriga a largar tudo e segui-lo, mas requer de nós um ato de coragem, então pare de reclama!. Para muitos, a reclamar é um vício, pois há pessoa que não saber viver sem murmurar. Tome a decisão e assuma a sua cruz.

Só há um modo de seguir ao Senhor, devemos deixar que Ele assuma o lugar dele em nossa vidas. Bem sabemos que todos os dias da nossa vida, nós temos cruzes, a cruz de ontem não é a mesma de hoje, assim como a conversão de ontem, não é a de hoje, somos como diaristas diante do Senhor, pois para caminhar com Ele, precisamos diariamente assumir a fé.

A consciência do amor e do senhorio e Deus em nossas vidas, faz com que os discípulos não adormeçam, mas que vivam no dinamismo da vida, carregando a cruz que cada um tem e que é capaz de suportá-la. Falar de Cruz não é um assunto simpático, mas nós não devemos parar de falar dela.

Ao olhamos para a cruz devemos notar na oblação que foi gerada a partir da entrega de Cristo. No mundo atual, não é apenas o diabo que está fugindo da cruz, mas os homens também estão fugindo dela.

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Irmã Maria Eunice 
Missionaria da Comunidade canção Nova


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30/06/2013 - 14h20

   Kairós de Cura e Libertação

A sua esperança está em Cristo 
Padre Marlon
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com
A cruz de Jesus é um símbolo religioso mais conhecido no mundo. A cruz de Jesus não é só um símbolo mais conhecido no mundo, mas também mais conhecido no inferno. O inferno teme a Deus.

A Palavra de Deus diz: ”Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” Mateus 16, 24

“E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo. ”Lucas a14, 27

“A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina.” I Cor 1, 18

Na cruz a poder para me curar e libertar dos vícios, pragas, maldições e maus costumes. Há poder na cruz de Jesus para que eu seja liberta.

“ Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos. Porque há muitos por aí, de quem repetidas vezes vos tenho falado e agora o digo chorando, que se portam como inimigos da cruz de Cristo, cujo destino é a perdição, cujo deus é o ventre, para quem a própria ignomínia é causa de envaidecimento, e só têm prazer no que é terreno. Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura.” Filipenses 3, 17-21
"A sua dor dói mais em Cristo do que em você. "
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com

A Cruz de Cristo é a vitória que o Pai do céu preparou para você. Se você quer triunfar com Cristo, é preciso sofrer com o Cristo. Não se comporte como um inimigo da santa cruz.

A cura interior dói, dói mexer na ferida, mas se não mexer, não cura. A sua dor dói mais em Cristo do que em você.

Uma vez Santa Tereza Ávila falou para Jesus, Jesus basta, não quero mais a cruz. “E Jesus disse: “Dou a cruz aos meus amigos” então ela a respondeu, por isso que o Senhor tem pouco amigo”.

A sua esperança não está no grito, na violência, na opressão, a sua esperança está em Cristo.

Em caminhos de trevas, você não consegue enxergar a luz. Não há comunhão entre a luz e treva, entre maldição e a graça.

Não há vida sem Cristo.

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Padre Márlon Múcio 
Fundador da Comunidade Missão Sede Santos


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30/06/2013 - 11h15

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No Angelus: Papa destaca que Jesus quer cristãos livres

Praça São Pedro

Francisco falou da necessidade de saber falar com Deus para ser cristãos livres
Jéssica Marçal
Da Redação
No Angelus: Papa destaca que Jesus quer cristãos livres
Falando aos fiéis antes de rezar o Angelus neste domingo, Francisco destacou que a liberdade está no diálogo com Deus
Papa Francisco reuniu-se com os fiéis na Praça São Pedro neste domingo, 30, para rezar o Angelus. Em sua reflexão antes da oração mariana, o Santo Padre destacou que Jesus quer cristãos livres, e para isso, é preciso saber falar com Deus.
“Jesus nos quer livres e onde acontece esta liberdade? Acontece no diálogo com Deus na própria consciência. Se um cristão não sabe falar com Deus, não sabe sentir Deus na sua própria consciência, não é livre”, disse.
Francisco atentou então para a importância da consciência, de saber escutar no coração a voz de Deus e segui-Lo. Ele explicou que isso foi importante também para Jesus, que tomou a decisão de seguir para Jerusalém. “…uma decisão tomada na sua consciência, mas não sozinho: junto do Pai, em plena união com Ele! Decidiu em obediência ao Pai, em escuta profunda, íntima da sua vontade”.
Mas aprender a escutar mais a consciência não significa, segundo ressaltou o Papa, seguir o próprio “eu” e fazer o que se quer, pois a consciência, conforme explicou, é o espaço interior da escuta da verdade, do bem, da escuta de Deus. E como um recente exemplo desta relação com Deus na própria consciência, ele citou o Papa Emérito Bento XVI.
“O Papa Bento XVI nos deu este grande exemplo quando o Senhor lhe fez entender, na oração, qual era o passo que devia seguir. Seguiu, com grande senso de discernimento e coragem, a sua consciência, isso é, a vontade de Deus que falava ao seu coração”, disse.
Francisco encerrou suas reflexões pedindo a ajuda de Maria para que homens e mulheres sejam cada vez mais livres na consciência, porque é nesta que acontece o diálogo com Deus.