Blog Alma Missionária

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Palavras de Vida Eterna
Em situacao de:
Insatisfacao



Salmo 36: 1. 3-4 " Espera no Senhor e faze o bem; habitarás a terra em plena segurança. Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração ele atenderá "
Isaias 44: 2-3 " Eis o que diz o Senhor que te criou, que te formou desde o seio materno e te socorreu: nada temas, Jacó, meu servo, meu Israel, a quem escolhi! Porque derramarei água sobre o solo sequioso, fá-la-ei correr sobre a terra árida, derramarei meu espírito sobre tua posteridade, e minha bênção sobre teus rebentos. "
Salmos 102: 1-5 " Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que existe em mim bendiga o seu santo nome.Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e jamais te esqueças de todos os seus benefícios.É ele que perdoa as tuas faltas, e sara as tuas enfermidades.É ele que salva tua vida da morte, e te coroa de bondade e de misericórdia.. É ele que cumula de benefícios a tua vida, e renova a tua juventude como a da águia. "
Filipense 4: 12-13 " Sei viver na penúria, e sei também viver na abundância. Estou acostumado a todas as vicissitudes: a ter fartura e a passar fome, a ter abundância e a padecer necessidade. Tudo posso naquele que me conforta "
Joel 2: 26 " Comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor, vosso Deus, que fez maravilhas em vosso favor; e jamais meu povo será confundido. "
Salmo 108: 21-22 " Vós, Senhor Deus, tratai-me segundo a honra de vosso nome. Salvai-me em nome de vossa benigna misericórdia, porque sou pobre e miserável; trago, dentro de mim, um coração ferido."
Isaias 12: 2-3 " Eis o Deus que me salva, tenho confiança e nada temo, porque minha força e meu canto é o Senhor, e ele foi o meu salvador. Vós tirareis com alegria água das fontes da salvação. "
Eclesiastico 11: 12-13 " Há homem esgotado e em grande necessidade de alívio, pobre de energia e rico em necessidades, que o olhar de Deus considera com benevolência, e tira do desalento para lhe dar ânimo; muitos, ao verem isso, ficam surpreendidos e dão glória a Deus. "
Mateus 5: 6 " Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados "
Eclesiastico 11: 22-24 " É, com efeito, coisa fácil aos olhos de Deus enriquecer repentinamente o pobre. A bênção divina não se faz esperar para recompensar o justo. Em pouco tempo ele o faz crescer e dar fruto. "


Palavras de Vida Eterna
Em situacao de:
Impaciencia



Hebreus 6: 11-12 " Desejamos, apenas, que ponhais todo o empenho em guardar intata a vossa esperança até o fim, e que, longe de vos tornardes negligentes, sejais imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornam herdeiros das promessas. "
Romanos 5: 3-5 " Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. "
Tiago 1: 2-4 " Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma. "
Hebreus 10 : 35-38a " Não percais esta convicção a que está vinculada uma grande recompensa, pois vos é necessária a perseverança para fazerdes a vontade de Deus e alcançardes os bens prometidos.Ainda um pouco de tempo - sem dúvida, bem pouco -, e o que há de vir virá e não tardará.Meu justo viverá da fé.(Hab 2,3s). "
Tiago 5: 7-8 " Tende, pois, paciência, meus irmãos, até a vinda do Senhor. Vede o lavrador: ele aguarda o precioso fruto da terra e tem paciência até receber a chuva do outono e a da primavera. Tende também vós paciência e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima. "
Salmo 39: 2-3 " Esperei no Senhor com toda a confiança. Ele se inclinou para mim, ouviu meus brados. Tirou-me de uma fossa mortal, de um charco de lodo; assentou-me os pés numa rocha, firmou os meus passos "
Gálatas 5: 22-23a " Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança "
Lamentações 3: 26.31 " Bom é esperar em silêncio o socorro do Senhor [...] Porque o Senhor não repele para sempre. "
Lucas 21: 19 " É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação. "
Romanos 2: 6-7 " que retribuirá a cada um segundo as suas obras: a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade "
Isaias 25: 9 " Naquele dia dirão: Eis nosso Deus do qual esperamos nossa libertação. Congratulemo-nos, rejubilemo-nos por seu socorro "
Salmos 36: 3-5 " Espera no Senhor e faze o bem; habitarás a terra em plena segurança. Põe tuas delícias no Senhor, e os desejos do teu coração ele atenderá.Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele, e ele agirá "
Eclesiastico 2: 1-6 " Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação;humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça.Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência.Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação.Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice. "
Salmo 24: 3a " Não, nenhum daqueles que esperam em vós será confundido "
Eclesiastes 6: 8-9 " Que superioridade tem o sábio sobre o louco? Que vantagem há para o pobre saber se comportar na vida? Melhor é o que vêem os olhos do que a agitação dos desejos. Isso é ainda vaidade e vento que passa "
A perseguição as bruxas ocorreu em muitos paises
Fonte: Corazones
Autor: Padre Jordi Rivero
Tradução: Rogério SacroSancttus
A perseguição das bruxas ocorreu em muitos paises. No século XVI havia julgamentos nos tribunais em Roma. Na Inglaterra e Escócia também houve perseguições mas não existe cifras precisas sobre as execuções. Howll, escrevendo em 1648 diz que num periodo de 2 anos quase 300 bruxas foram processadas e a maioria executada somente em Essex e Suffolk.
O Papa Gregório XV, em sua Constituição "Omnipotentis" (1623) recomendou um procedimento mais clemente e em 1657, uma instrução a Inquisição repreendeu com eficácia a crueldade das perseguições. No fim do Seculo XVII a perseguição começou a reduzir-se em quase todo o mundo e no inicio do Seculo XVIII praticamente se deu fim. O ultimo Julgamento por bruxaria foi em 1749 em Wurzburg, mas na Siuça uma crinaça foi executada como bruxa na regiãoProtestante de Glarus em 1783.
Nos Estados Unidos, Cotton Mather em sua "Maravilhas do Mundo Invisivel" (1693) conta que 19 execuções de bruxas ocorreram na Nova Inglaterra. Atualmente os Estados Unidos celebra o Hallowen em 31 de Outubro (na vespera do dia de todos os santos) em que se recordam as historias das bruxas de uma forma fantasiosa. Costumam-se disfarçar, preferivelmente de bruxas, duendes, mosntros ou qualquer coisa que dê medo, se revivem os contos de bruxas. No ambiente materialista atual se faz tudo uma brincadeira, mas no fundo tambem um desejo pagao de encher um vazio espiritual.
Não existem provas para as alegações de que algumas mulheres foram julgadas formalmente no México nos finais do Sexulo XIX (ver Stimmen aus Maria-Laach, XXXII, 1887, p. 378). .



Esta página es obra de Las Siervas de los Corazones Traspasados de Jesús y María.
Copyright © 1999 SCTJM

A Reforma Protestante e a caça as bruxas
Fonte: Corazones
Autor: Padre Jordi Rivero
Tradução: Rogério SacroSancttus
Lutero, Calvino e seus seguidores acentuaram a crença popular no poder do demonio na bruxaria e outras praticas magicas. Lutero baseado no Mandamentos Biblico, apoiou a exterminação das bruxas.
"A Historia do Povo Alemão" de Janssen, argumenta com muitas provas (capitulos IV e V, do ultimo livro - Vol. XVI da edição inglesa), que grande parte da culpa da caça as bruxas recai sobre os Reformadores.
O Código penal conhecido como "Carolina" (1532) decretou que a feitiçaria deve ser tratada como uma ofensa criminal no império alemão e se causou algum dano a alguém, a bruxa deveria ser queimada.
Houve uma maior atividade da caça as bruxas nos distritos protestantes da Alemanha que nas Católicas. Um exemplo disso são os Osnabruck y Wolfenbuttenl.
Em Osnabruck 1583, 121 pessoas foram queimadas em três meses. Em Wolfenbuttenl, 1593 chegou-se ao numero de 10 bruxas queimadas por dia.
Até 1563 não houve nenhuma resistencia eficaz a perseguição por medio de um protestante de Cleues, Juan Weyer. Se uniram aos protestos de Ewich e Witekind.
Em um debate sobre as brujas haviam católicos e protestantes em ambos lados.Os protestos mais efetivo contra a caça das bruxas foi a deo jesuita Friedrich von Spee, que em 1631 publicou "Cautio criminalis".

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Apologética - Inquisição
Miguel Servet: O médico que Calvino mandou matar
Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: Joffre M. de Resende
Transmissão: Augusto César Vieira em 13/Dez/2008

O Trágico Destino de Miguel Serveto, o Médico que Calvino Mandou Matar

O nome de Miguel Servet, ou Michael Servetus em latim, acha-se definitivamente incorporado à história da medicina. Servet foi um precursor de Harvey na descoberta da circulação sangüínea. Foi quem primeiro descreveu a circulação pulmonar com exatidão.

Nascido em Aragão, na Espanha, seu verdadeiro nome de família era Michael Villanueva. O nome de Serveto, por ele mesmo adotado, transformou-se em Servet, em francês, e Servetus, em latim.

Espírito irrequieto, combativo, devotado a questões transcendentais de natureza religiosa e filosófica, viveu de 1511 a 1553, em meio às disputas religiosas resultantes da Reforma liderada por Lutero e Calvino.

Estudou leis em Toulouse, teologia e hebraico em Louvain, e medicina em Paris e Montpelier, tendo-se destacado por seu interesse pela anatomia.

Durante toda a sua vida, Servet escreveu sobre questões religiosas e dedicou-se à exegese da Bíblia. Pregava a volta a um cristianismo "puro", tal como fora ensinado por Jesus. Um dos dogmas da Igreja por ele contestado, e que o fez cair em desgraça, foi o da Santíssima Trindade. As suas idéias e os seus escritos desagradaram tanto aos católicos como aos protestantes.

É interessante conhecer a razão de seu interesse pela circulação pulmonar. Está escrito na Bíblia que "a alma da carne é o sangue" (Lev. 17.11) e que "o sangue é a vida (Deut. 12.23). No livro dos Salmos (104. 29), por sua vez, a importância da respiração para a manutenção da vida é ressaltada nas seguintes palavras: "se lhes tira a respiração, morrem, e voltam para o seu pó".

Essas passagens bíblicas levaram Servet a estudar a circulação pulmonar, onde o sangue e o ar se misturam, pois no seu entender, o conhecimento da circulação pulmonar conduziria a uma melhor compreensão da natureza da alma.
Sua descrição da circulação pulmonar está assim redigida:

"A força vital provém da mistura, nos pulmões, do ar aspirado e do sangue que flui do ventrículo direito ao esquerdo. Todavia, o fluxo do sangue não se dá, como geralmente se crê, através do septo interventricular. O sangue flui por um longo conduto através dos pulmões, onde a sua cor se torna mais clara, passando da veia que se parece a uma artéria, a uma artéria parecida com uma veia".

Admite-se que Servet tenha realizado observações próprias em animais para chegar a essa conclusão, embora não as tenha mencionado.

A sua descoberta da circulação pulmonar foi divulgada em um livro sobre religião, intitulado Christianismi restitutio, que foi considerado hereje, confiscado e incinerado. Salvaram-se apenas três exemplares, um dos quais se encontra em Paris, outro em Viena e outro em Edimburgo. Uma segunda edição, publicada em Londres em 1723, foi novamente apreendida e incinerada.

Acusado de heresia, Servet foi preso e julgado em Lyon, na França. Conseguiu evadir-se da prisão e quando se dirigia para a Itália, através da Suíça, foi novamente preso em Genebra, julgado e condenado a morrer na fogueira, por decisão de um tribunal eclesiástico sob direção do próprio Calvino. A sentença foi cumprida em Champel, nas proximidades de Genebra, no dia 27 de outubro de 1553.
Puseram-lhe na cabeça uma coroa de juncos impregnada de enxofre e foi queimado vivo em fogo lento com requintes de sadismo e crueldade.
A sua descoberta foi por muito tempo ignorada pela medicina oficial.
Um monumento em sua memória foi erguido em 1903, em Champel, assinalando o local de sua morte.

Joffre M. de Rezende 
Membro da Sociedade Brasileira e da Sociedade Internacional de História da Medicina
Fonte: http://usuarios.cultura.com.br/jmrezende/Servet.htm


Apologetica
Espirito da Inquisição reconhecido entre os protestantes

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: ACI
Digitalização: Vicente Gargiulo




Roma, 24 jun (SN) – Um reconhecimento à obra de Papa Wojtyla pela revisão corajosa iniciada em relação à Inquisição católica foi sublinhado pelo jornal semanal das Igrejas batistas, metodistas e valdenses da Itália, “Riforma”, que publicará no próximo número um artigo do pastor e teólogo Paolo Ricca. Em seu artigo, depois de assinalar o “espírito da inquisição” que teve simpatizantes também entre os evangélicos e ortodoxos, o articulista elogia a coragem de João Paulo II em ter organizado em 1998 um encontro internacional de historiadores (não só católicos) sobre a Inquisição, cujas atas foram publicados este mês. Ricca elogia como foi feito o trabalho, “um estudo aprofundado, o mais objetivo possível, não viciado por intenções apologéticas ou polêmicas, daquilo que a Inquisição foi e o que fez”. O gesto do Papa não tira porém a realidade de que a Inquisição foi “uma mancha preta na história da Igreja e da civilização ocidental”. Paolo Ricca critica a natureza da Inquisição e os líderes da Igreja católica que se utilizaram dela para eliminar os que pensavam diferentemente, longe da mensagem de Jesus, bem como o tempo em que ela esteve em vigor. “Que na igreja que se diz de Jesus de Nazaré – escreve o teólogo evangélico italiano -, grande vítima da ‘Inquisição’ de seu tempo, tenha sido possível criar uma instituição semelhante e que ela tenha tido uma vida tão longa (na prática, com sensíveis remodelações, até o Vaticano II, isto é até 1965!), é realmente um grande escândalo moral e espiritual. Jesus de fato disse: ‘Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei aquele que pode lançar a alma e o corpo na geena’ (Mt 10,28). A Inquisição matou muitos corpo, mas, sobretudo – e este, no final das contas, é o seu maior delito -, matou (na intenção de ‘salvar’) um número bem superior de almas, no sentido de tê-las espantado, ameaçado, violentado, pisado, obrigadas a abjurar o que acreditavam e a confessar o que não acreditavam. O delito da Inquisição foi a manipulação programada das consciências, a vontade perversa de obrigá-las ao próprio querer e ao próprio credo. É horrível matar os corpo, mas não é menos horrível ‘matar’ (se fosse possível) as almas. Na raiz de um projeto tão insano existe um antigo, fatal divórcio que aconteceu na história da Igreja: o divórcio entre verdade e amor; e existe um antigo e também fatal encontro: o encontro entre verdade e poder. Aqui, ao redor deste divórcio e a este encontro, existem, como intuiu o atual Pontífice, muitos pecados a serem confessados e dos quais pedir perdão: aqui; e necessário um grande perdão diante de um grande pecado”.

A Inquisição e a Reforma Protestante: Mito e Realidade
Fonte: Apologética Siloe
Autor: Guido Zamorano
Tradução: Rogério Hirota (SacroSancttus)
A historia segundo alguns é uma dama demasiadamente volúvel, somente expressa as opiniões dos vencedores. Se esta opinião é contra a uma realidade espiritual marcada com o sinal do Cristianismo e se esta realidade pertence concretamete a Igreja Católica vemos que a historia se tornam de volúvel à parcial e agressiva …os historiadores, os antigos e os modernos, e ainda os comunicadores da imprensa contemporâneos perdem a perspectiva historica e a objetividade tão diariamente buscada.
Poucos dos historiadores marcados pelo anticlericalismo, neste tempo da objetividade periodística, se dão conta de tudo o que a Igreja Católica deu neste tempo ao mundo conhecido da época:
* A Igreja deu ao mundo civilizado um Código Moral e ético com um governo internacional capaz de servir de árbitro nas disputas entre nações e governantes,
* Deu a língua latina ensinada nas escolas católicas, esta língua serviu como meio de unificação aos eruditos, os literais, os cientistas e os filósofos de diferentes culturas e os vincularam entre si;
* A liturgia e a Fé Católica deram uniformidade religiosa a Europa, serviu como tribunal internacional ante aos governantes e estados reponsáveis,
* Foi a Igreja quem construiu as Universidades, centros do saber da época, quase toda a arte européia foi inspirado e patrocinado pela Igreja,
* Ligou aos individuos em uma tremenda relação pessoal com um Deus até o momento quase cósmico,
* Através dos monastérios femininos e da veneração da Virgem Maria deu um lugar digno a mulher,
* Os monastérios ensinaram e modernizaram a agricultura, alimentavam aos pobres desamparados, educavam as crianças, davam alojamento aos viajantes, cuidavam dos enfermos em hospitais…preservaram a cultura e copiaram milhares de manuscritos (Bíblia) para que não se perdessem…
Um exemplo de como a Igreja valorosamente se preocupava e ocupava com o homem foi durante a grande Peste Negra de 1348, enquanto os médicos abandonavam a luta por não conhecer remédio efetivo, a Igreja tomou a frente e um dado da época nos dá a medida: De vinte e oito Cardeais, nove morreram, de sessenta e quatro Arcebispos, vinte e cinco morreram, de trezentos e setenta e cinco bispos, duzentos morreram junto a milhares de sacerdotes no cumprimento de seu dever, disso ninguém comenta … .e assim poderíamos seguir por páginas e páginas …
É por isto que temos de começar este artigo sobre a Inquisição e o fazemos com uma professão de Fé:
A VIDA DO HOMEM É SAGRADA E NINGUÉM TEM DIREITO COM BASE A NENHUM LIVRO, IDÉIA OU CREDO RELIGIOSO, MUITO MENOS COM BASE NO EVANGELHO E O CRISTIANISMO, DE DESTRUIR ESTA VIDA IMAGEM DE DEUS. UMA SÓ VIDA PERDIDA PELA INTOLERÂNCIA CLAMA AO CÉU COMO O SANGUE DE ABEL.
Essa é nossa forma de pensar e este artigo não é para remir a perda de vidas nos anos tumultuosos da Reforma. Este artigo é para por as coisas em sua devida perspectiva e fazer um pequeno estudo da sociedade da época e sua forma de pensar, também tem o propósito de mostrar a verdade ou seja, de que a Inquisição Católica NÃO é o que se tem mostrado e que a Reforma Protestante eliminou muitas vidas das quais quase não é mecionado por nenhum historiador objetivo, dando a impressão de que a Igreja Católica foi a grande assassina de seus pacíficos adversários teológicos, NÃO FOI ASSIM. Nos encontramos frente a uma época muito dificil com uma sociedade que despreciava a vida e que vivia em uma cultura de pouco valor ao sofrimento.
REALIDADE DA SOCIEDADE NOS SÉCULOS XIII, XIV, XV E XVI, MÉTODOS CRIMINAIS
Em nosso mundo moderno se tem mudado drásticamente os valores e a forma de pensar e é por isso que não se pode fazer um estudo objetivo e muito menos lançar um juizo se não nos enriquecermos antes da realidade na qual julgamos, fazer um juizo pela nossa perspectiva histórica seria uma injustiça imperdoável.
Em nosso mundo hoje se castiga os que diferem em materia de política ou em materias econômicas, mas resulta num pensar paradoxo que castigue alguém por uma diferença teológica. Há quatro séculos não era assim. Nesses séculos e séculos anteriores um ataque a teologia oficial era considerado um ataque ao sistema social imperante e diferenças de Teologias afundaram países como França e Alemanha em séculos de lutas e centenas de milhares de mortos.
Na Idade Media era certo que (no credo popular e dos governantes) quando se suprimia uma pessoa que diferenciasse da Teología Oficial (herege) estaria se salvando do inferno a seus possíveis convertidos e também a pessoa.
Também temos que ter em conta que estes foram séculos onde (sem nenhum tipo de analgésico que conhecemos hoje) as dores ocupavam um lugar diário na vida do cidadão, se somarmos a isso: as operações sem anestesia, as extrações de dentes por barbeiros, o baíxo índice de estimativa de vida e toda uma série de fatores estranhos para nós, vemos que era uma cultura baseada na indiferença diante da dor. Os procedimentos da Inquisição nos chamam a atenção agora depois de mais de duzentos anos, mas no momento não foram extraordinariamente chamativos e o fato que milhares de pessoas se congregavam para ver os autos de Fé dão a medida do caso comum.
Como um caso curioso para dar una ideia da mentalidade dos homens e mulheres destes séculos incompreensíveis para nós, entre tantos casos escolho o castigo dos irmãos D’aumaile amantes das noras de Felipe o Formoso (Rei Frances). Estes jovens de 17 e 19 anos depois de torturas incríveis foram atados a uma roda e destroçaram-lhes os ossos um a um, arrancaram-lhes a pele com alicates, cortaram-lhes os testículos, foram esquartejados pela tração de quatro cavalos e finalmente foram decapitados, o mais terrível é que quatro dias antes milhares de cidadãos de todas as classes acamparam nos arredores para ver o espetáculo e segúndo os cronistas da época o ambiente “era de feira”, esta conduta reprovável para nós era comúm nesses momentos e a nossa sera julgada igualmente nos tres ou quatro séculos futuros.
A unidade do estado era realmente uma necessidade, a religião era a única que podia unir estados tão dispares como os reinos da nascente Espanha, um atentado a religião era um atentado ao estado e aos reis da época assim o entendiam e viam. Como mencionei, a guerra de religião da França por teologias causou 90% mais mortes que todas as Inquisições juntas e debilitou um estado que podia ter sido o mais próspero, igualmente ocorreu na Alemanha. A Espanha saiu praticamente ilesa desta praga pela Inquisição e é precisamente a Inquisição Espanhola a mais atacada e mau apresentada.
Toda esta lenda negra sobre a Inquisição Espanhola surge com o Senhor Juan Antonio Llorente espanhol afrancesado, colaborador da ocupação francesa e assalariado de Jose Bonaparte que saiu da Espanha acompanhando as tropas Napoleônicas e se instalou em Paris no começo do Século XIX , em 1817 editou um livro partidista e político contra os Reis Espanhóis e desses lodos temos estes lamas.
NA REALIDADE O QUE FOI A INQUISIÇÃO ESPANHOLA?

MITO E REALIDADE
A Inquisição Espanhola tem sido a mais duramente atacada, pela Espanha ser o baluarte do Catolicismo e ao mesmo tempo inimiga comercial e politica da Inglaterra protestante.
Vejamos a opinião de dois eruditos no tema: A.S. Turberville em seu Livro “A Inquisição Espanhola, pag 61 e 62 diz:
“O Santo Oficio pretendia ser o Tribunal mais clemente de todos porque seus fins não eram a administração de uma justiça rígida e automática, mas a reconciliação do delinquente. Confessar-se culpado com o Santo Oficio era obter o perdão. De qual outro tribunal pode se dizer isto? O Inquisidor era tanto o Padre Confessor como o juiz, que pretendia não uma condenação, mas acabar com um extravio e devolver ao rebanho a ovelha desgarrada. Por isso se solicitava constantemente ao acusado que recordasse a diferença fundamental entre a Inquisição e os tribunais ordinarios e que sua finalidade não era o castigo do corpo, mas a salvação da alma e pelo mesmo se explicava que tratava de salvar-se por meio da Confissão”
Em outras palavras, para o leitor moderno… imaginemos que não você não pare na luz de um semáforo e a policía o leva detido, você vai diante do juiz e confessa que realmente se arrepende de não ter se detido na luz vermelha e pede perdão, então o Juiz te absolve com uma remissão. Assim atuava o Tribunal da Inquisição, seu objetivo não era condenar, era salvar e dos famosos autos de Fé muitas pessoas era reconciliada com a Igreja depois de levar um hábito chamado “são bento”: pela similaridade do hábito desta ordem, por vários domingos diante a Igreja depois disto eram aceitos de novo na Comunhão, exemplo disso foi o avô de Santa Teresa de Avila, que levou São Bento trocando pelos judaizante e se reconciliou com a Igreja e nos deu tal Santa.
Os que não se arrependiam e se demonstrava sua culpa de heresia eram entregues a justiça do Rei, a Igreja não podía fazer nada mais além da excomunhão, isto recaia no campo político e poderia comprometer a segurança do reino.
Outro ponto para se ter em conta era que estes tribunais não atuavam sob a autoridade da Igreja Católica e do Papa, a Inquisição acabou por ser um poder nas mãos do Rei e muitas vezes contra Roma como veremos nos exemplos que daremos mais tarde. Vejamos a opinião de Fernando Ayllon em seu livro “O Tribunal da Inquisição da Lenda a Historia” Pag 578 e 579. Diz assim:
“ A Inquisição espanhola esteve desde suas orígens submetida a vontade real o qual a levou inclusive a enfrentar em algumas oportunidades contra o poder do proprio Pontífice. Diversos exemplos disso são os atritos dos primeiros inquisidores com os Papas Sisto IV ou Inocêncio VIII; a causa contra o Arcebispo de Toledo, Primado da Espanha Bartolome Carranza; as dificuldades ocasionadas pela Inquisição na aceitação de bulas pontificias etc. O certo é que em ocasiões se converteu em instrumento político em poder dos reis para fins diversos, por sua característica dualistica , estatal-eclesiástica. Devemos recordar também que não existía nenhum tribunal que não estivesse sujeito a dita pressão e utilização pelo poder político, não somente na Espanha mas em todo o mundo.
O Santo Oficio foi o símbolo da etapa na qual se estabeleceu e desenvolveu. A alta religiosidade da época motivou o surgimento de uma instituição que se encarregava da fé ,a moral , o mantimento da ordem público e a paz social. A Inquisição, além de qualquer desvio humano de seus objetivos, cumpriu esta missão. Foi muito importante para o estado e para a formação da unidade nacional espanhola, defendendo-a contra os graves perigos que a ameaçavam.
O Tribunal não foi uma trava para o progresso intelectual da Espanha como demonstra o fato contundente, amplamente documentado e fora de toda discussão, de que a época de sua maior ação coincindiu com a do apogeu hispano.”
A historia da Inquisição tem sido desfigurada por historiadores maçons e anticlericais e foi até o século XIX e XX que a verdade começou a brilhar neste tema . R.Cappa disse:
“Ainda que a Inquisição viesse declarando o acusado réu de tal delito e se seguisse com a perda da vida, ela não obstante, não era a causa de tal perda: era isso, o delito (que a Inquisição não havia cometido) e a Lei Civil (que ela não havia feito). Para evita-lo tinha se estabelecido o perdão para todos os que se arrependesse , contanto que este arrepentimiento tivesse sido confessado enquanto o réu estivesse sob sua jurisdição inclusive até o último momento. Por outra parte o relaxamento ao braço secular (entrega a justiça) teve lugar relativamente em poucos casos que não existissem além disso os graves delitos. Assim o número de queimados na Espanha foi muito exiguo constituindo outro grave erro historico das supostas alegações , das que ja se burlou o historiador Hefele ao dizer que “de uma parte se imagina um braseiro imenso, uma caldera colossal e de outra os espanhois reunidos em imensa multidão, como uma tropa de caníbais com os olhos brilhantes prontos a devorar centenas de vítimas.”
A Inquisição foi muito mais benigna que os tribunais da época pois:
1) comutou a pena de morte por penitencias Canônicas quando o réu se arrependia.. Coisa que não ocorria NEM OCORRE nos tribunais civis.
2) Aboliu a pena de açoites para as mulheres e os fugitivos das cadeias, como era comum no braço secular
3) Suprimiu a argola para as mulheres
4) Limitou em cinco anos a pena as prisões femininas impondo-a sempre dentro de um marco aceitável de idade (a pena para a prisão feminina era perpetua no direito civil)
5) Suavizou o tormento e o aboliu muito antes que os tribunais civis
Muito mais sangrentas foram e ainda NESTE SÉCULO as Inquisições mexicanas da revolução e a Russa da Era Staliniana!
A Inquisição espanhola começou sob a Ordem Dominicana mas depois de 1483 toda sua estrutura se encontrava sob uma instituição governamental chamada “A Suprema”, esta jurisdição da Inquisição se extendia somente aos Cristãos da Espanha, não eram de sua incumbência os judeus de religião nem os mahometanos, seus poderes se encaminhavam aos convertidos ao cristianismo que recaíam ou não abjuravam de suas práticas. A Inquisição espanhola funcionava desta forma:
Antes de estabelecer o tribunal em uma cidade ou povoado se lia nas Paroquias um “edito de Fé” onde se pedia que todos o que soubesse de uma heresia revelasse aos inquisidores e se dava um prazo de graça a qualquer pessoa que se sentisse culpado de heresia, se esta pessoa se apresentasse e confessasse era imposto uma multa, requeria uma penitência e se reintegrava depois desta a vida diaria. A Inquisição não tomava rapidamente as acusações mas examinava com cuidado as provas reunidas, quando estava fírmemente e unanimemente convencida da culpabilidade de um individuo emitia um mandato de arresto e se incomunicava a pessoa, o processo era privado, dava-lhe a chance de confessar, se o acusado negasse era permitido escolher um advogado. No processo se podia dar tortura ao acusado para que confessasse, devemos tomar nota que a tortura não foi inventada pela Inquisição e era parte do procedimento legal próprio de época em todo tribunal civil e militar, a tortura se anunciava ou se aplicava com a esperança de que o acusado confessasse e recebesse uma pena menor que a de morte . A Inquisição proibia a tortura a mulheres que estavam criando, as pessoas de coração débil, e aos acusados de heresias menores, esta tortura era em muito, mais benigna que a dos tribunais da época.
Um exemplo foi a tortura aplicada aos amantes das noras de Felipe o Formoso (Rei Frances) de 17 e 19 anos respectivamente como foi citado acima, frente a milhares de jubilosos expectadores de todas as claases sociais que inundaram a Praça da sentença um dia antes…isto era o tribunal civil, isso não ocorria na Inquisição, a tortura principal da Inquisição era uma prisão prolongada. Em muitos casos como disse Will Durant e, seu livro sobre o tema, era misericordioso e perdoava penas nas causa de idade, ignorancia, pobreza, embriaguez ou pela boa reputação do acusado, a pena mais suave era uma repreensão verbal.
O código de direito civil espanhol marcava como morte na fogueira para a heresia que causasse a desintegração da Nação e da segurança nacional, antes de aplicar a pena de morte se dava uma oportunidade a Igreja por meio da Inquisição para que a pessoa confessasse, se arrependesse e se reintegrasse a sociedade, a isso estava encaminhada a atividade da Inquisição, e não tinha jurisdição a pena de morte, quando se esgotavam os meios e a pessoa não se arrependesse a Inquisição terminava seu trabalho e entregava o réu as autoridades civis que eram os que então aplicavam a pena de morte, contrariamente no que se crê os Autos de Fé não eram a aplicação da sentença de morte, era a culminação do processo eclesiástico onde a Igreja declarava que havia tentado reconciliar a pessoa sem resultados e a pessoa era entregue as autoridades que levavam ao lugar da sentença e a executavam. Os Autos de Fe eram ceremônias religiosas destinadas a impressionar a pessoas e intimidar a futuros detratores. Até o último minuto podia se salvar a vida fazendo uma declaração publica de arrepentimento.
Os Inquisidores eram nomeados pelos reis e NUNCA pelo Papa.
Temos o exemplo histórico do alerta do Papa Alexandro VI pela severidade da Inquisição Espanhola e em 1494 nomeou um bispo que supervisasse as sentenças, os reis passaram por cima desta disposição do papa, outros muitos Papas movidos por sentimentos humanitários tentaram frear seus excessos e dar proteção as vítimas.
Assim em 1482 o Papa Sisto IV promulgou uma bula para terminar a Inquisição em Aragón (que se queixava de que “os inquisidores mostravam mais cobiça por ouro que zelo pela religião, que haviam encarcerado e torturado cristãos por duvidosos indicios) e ordenava que a partir de então nenhum inquisidor atuasse sem a presença de um representante do bispo local, que os presos fossem confinados em cárceres dependentes do bispo local, que dessem os nomes dos delatores aos acusados, que se permitisse aos acusados apelar a Santa Sé e que se suspendesse toda atuação até haver o resultado da apelação; se exigia que todas as pessoas convictas de heresia fossem absolvidas se arrependessem sem alguma consequencias” O rei Fernando prescindiu do decreto e nunca o publicou em Aragón.
Outro exemplo foi a ordem de enjuizamento dada pelo Papa Julio II ao grande inquisidor Lucero por conduta irregular e a excomunhão dos inquisidores de Toledo, outra prova é que muitos dos judeus expulsos da Espanha foram acolhidos em Roma (para escândalo dos reis Espanhois) pelo Papa Alexandro VI que em uma acolhida na Praça de São Pedro lhes deu um sermão sobre o cristianismo e os deixou em liberdade e assim temos como resutado que a Sinagoga mas antiga de Europa está em Roma, outra prova de que não era a Igreja que estava por trás da Inquisição é o caso do Arcebispo Carranza, primado de Espanha, que foi acusado de heresia pela Inquisição e foi lançado nas cárceres espanholas por dez anos enquanto o Papa clamava que o entregasse para julga-lo em Roma, o clamor do Papa não foi escutado na Corte Espanhola.
Em resumo: a Inquisição Espanhola foi uma arma política para o saneamento social da época, que não utilizou nenhum instrumento que não fosse o comúm da época em procesos judiciais nem se irritou (como nos pintam) com a população em um ataque desmedido e repudiado pela mesma.Também como vimos muitos dos Papas da época não apoiaram e esta fez caso omisso aos clamores papais de moderação e misericordia por não ser o objetivo da Inquisição e ser objeto de repressão política.
A INQUISIÇÃO PROTESTANTE
Outro ponto que nunca se é visto é que os Protestantes também tiveram uma Inquisição totalmente submetida ao poder político da Época. Os historiadores só tem dedos para acusar a Inquisição católica guardando um silêncio hipócrita sobre o acontecido nos territorios protestantes.
Os primeiros protestantes não diferenciaram por ser os campeões da “liberdade de opinião” como nos tem feito crer… eles que clamavam por liberdade religiosa nos países católicos nos seus territórios a primeira medida que tomavam era a suspensão total da Missa e obrigar aos cidadãos por decreto de lei a assistir obrigatoriamente os cultos reformados, a destruição de Igrejas Católicas, de imágens junto a assassinato de bispos, Sacerdotes e religiosas marcaram estes territórios muito mais do que ocorria em sua contraparte católica. Para citar somente alguns exemplos (já que todas as fontes investigadas só falmn da Inquisição Católica e nenhuma da Protestante)
- Lembra do massacre aos monjes da Abadia de São Bernardo de Bremen cujos monges foram assassinados, espancados, esfolados e jogado sal na carne viva sendo depois enforcados no campanário por uma multidão de protestantes desordeiros no século XVI.
- O enforcamento de seis monges da ordem dos cartuxos e do bispo de Rochester na Inglaterra Protestante em 1535.
- A queima na fogueira de milhares de católicos e anabatistas por Henrique VIII no século XVI sendo sua filha católica Maria que acabou herdando o título de “Maria a sanguinária”
- A queima na fogueira de Miguel Servet, o descobridor da circulação do sangue, em Genebra pela ordem de Calvino, e só se falam do “caso Galileu” que não foi injustiçado e nem assassinado.
-Quando Henrique VIII começou a perseguição católica na Irlanda existiam mais de 1.000 monges Dominicanos, dos quais somente DOIS sobreviveram a perseguição do rei protestante anglicano.
- Na época da protestante Isabel cerca de 800 católicos eram assassinados por ano.
- O historiador protestante Henrry Hallam diz : “A tortura e a execução dos Jesuitas no reinado de Isabel Tudor foi caracterizado pelo selvageria e preconceito”
- Um ato do Parlamento Inglês decretou em 1652 que “ cada sacerdote católico deceria ser enforcado, decapitado, desmembrado e depois queimado e suas cabeças expostas em um poste de lugar público”
- Na Alemanha Luterana os Anabatistas era cozidos em sacos e lançados em rios ( mais de 100.000 camponeses anabatistas foram assassinados de diversos modos pelos protestantes por pregarem sua interpretação da Biblia como exemplo o re-batismo e seu lider Tomaz Munzer foi decapitado por ordem de Lutero)
- Na Escócia Presbiteriana de John Knox em um periodo de seis anos se queimaram mais de 1.000 mulheres acusadas de feitiçaria.
- Nas cidades tomadas pelo Protestantismo, os católicos tinham que abandona-las deixando nelas todas suas posses ou se converter ao Protestantismo, se fossem descobertos celebrando a missa eram castigados com a morte.
Afirmar que a tática da tortura foi uma arma católica da Inquisição é um mito. Janssen um escritor desta época cita um testemunho o qual diz “ o teólogo protestante Meyfart descreve a tortura que ele pessoalmente presenciou ... : Um espanhol e um Italiano foram os que sofreram esta bestialidade e brutalidade. Nos paises católicos não se condena um assassino, um incestuoso ou um adúltero a mais de uma hora de tortura, mas na Alemanha a tortura se mantêm por um dia inteiro e uma noite e até mesmo se extende por dois dias …..algumas vezes até por quatro dias e depois se começa de novo…é uma historia exata e horrível que não pude presenciar sem me estremecer”
- O mesmo Janssen nos dá este dado “ em Augsburg no ano de 1528 cerca de 170 Anabatistas de ambos sexos foram colocados na prisão por ordem do ordem, muitos deles foram queimados vivos, outros foram marcados com ferros encandecentes na face ou suas línguas foram cortadas.
- Em Aubsburg no dia 18 de Janeiro de 1537 o conselho municipal publicou um decreto onde se proibia o culto católico e dava-lhes 8 dias para que os católicos abandonassem a cidade, passado esse tempo foram enviados soldados para perseguir aos que não aceitaram a nova fé ; tomaram as Igrejas e monastérios, destruiram as estatuas e os altares. Frankfurt emitiu uma lei parecida e a suspensão total do culto católico se extendeu a todos os estados alemães e depois se taxa a Igreja Católica de intransigente!
- Em 1530 nos seus comentários ao Salmo 80, Martinho Lutero aconselhava aos governos que aplicaram assim pena de morte a todos os hereges.
- No distrito de Thorgau (Suiça) um missionário Zwingliano a frente de uma multidão protestante saqueou, massacrou e destruiu o monastério local. O mesmo Erasmo de Roterdã (historiador) se aterrorizou ao ver piedosos fiéis excitados por seus pregadores protestantes “ a sair da Igreja como possessos com a ira e a raiva pintadas no rosto, como guerreiros animados por um general” . O mesmo Eramo comenta em uma carta a Pirkheimer o seguinte “ Os ferreiros e obreiros arrancaram as pinturas das Igrejas e lançaram insultos a imágens dos santos e ate mesmo ao crucifixo o que é muito surpreendente. Não sobrou nenhuma estátua nas Igrejas nem nos monastérios... tudo o que podia arder foi jogado ao fogo e o resto reduzido a fragmentos, nada se salvou”
- Na Zurich Protestante ordenou-se arrancar todas as imágens religiosas, reliquias e adornos das Igrejas e até o órgão foi desterrado, a catedral ficou desnuda como está até hoje. Os católicos foram impedidos de ocupar cargos públicos, assistir a Missa era castigado com uma multa na primeira vez e castidado com penas mas severas aos reincidentes.
- Em Leiphein no dia 4 de Abril de 1525, 3.000 camponeses guiados por um ex-sacerdote que se tornara protestante tomaram a cidade, saquearam a Igreja, assassinaram católicos e fizeram sacrilegios no altar com a profanação dos sacramentos.
- Um fato que totalmente parecia nunca ter ocorrido se não estivesse bem documentado foi o Saqueio de Roma, nem sequer os católicos sabem que este isto ocorreu. O que foi o Saqueio de Roma? 
A OPINIÃO DOS GRANDES REFORMADORES PROTESTANTES SOBRE O USO DA VIOLÊNCIA.
Uma das bases da Reforma Protestante, as Indulgências, se fizermos um estudo sincero e imparcial daremos conta de que foram mal interpretadas pelos Reformadores ou pelo povo sem preparação religiosa. Em 1518 o Papa Leão X emitiu uma Bula Pontificia onde esclarecia as indulgências e seu uso. Era recusada muito dos méritos atribuidos; as Indulgências NÃO perdoavam os pecados nem as culpas, mas somente as penitências terrenas que a Igreja (não um governante secular) havia imposto; sobre livrar as almas do Purgatorio o poder do Papa se limitava as preces em que suplicava a Deus que aplicasse a alma de um difunto o excedente do mérito de Cristo os Santos. (A Reforma na Alemanha, Will Durant)
De nada serviu, a Reforma seguiu seu curso. A forma de pensar dos Reformadores foi extremadamente violenta e muitas vezes foi um chamado ao crime, assim vemos Lutero em 1520 escrevia em sua “Epitome” :
“ Se Roma assim crê e ensina, deliberadamente pelos papas e cardeais, declaro francamente que o verdadeiro Anticristo esta entronizado no templo de Deus e reina em Roma (a empurpurada Babilonia) e que a Cúria é a Sinagoga de Satanás…..Se a fúria dos romanistas não cessar, não restará outro remédio senão que os imperadores, reis e príncipes rodeados da força e armas, ataquem a essa praga do mundo e resolvam o assunto não mais com palavras, mas com a espada……Se castigamos aos ladrões com a forca, aos salteadores com a espada, AOS HEREGES COM A FOGUEIRA. Porque, com maior razão, não atacamos com as armas a estes mestres da perdição, a esses cardeais, a esses papas, a toda essa cume da Sodoma romana, que tem corrompido perpetuamente a Igreja de Deus e lavamos as mãos em seu sangue?”
Em um folheto chamado "Contra o falsamente chamado ordem espiritual do Papa e os bispos” em Julho de 1522 , Lutero diz:
“ Seria melhor que se assassinasse a todos os bispos e arrasasse todas as fundações e claustros que não se destrói uma só alma, para não falar que todas as almas se perderam para salvar suas indignas fraudes e idolatrias. Que utilidade tem os que vivem assim na Injuria, alimentando-se com o suor e o sangue dos demais?..”
Em seu folheto “Contra a orda de camponeses que roubam e assassinam” Lutero dizia aos príncipes:
“Empunhem rapidamente a espada. Pois um príncipe ou senhor deve se recordar neste caso que é o ministro de Deus e servidor de sua ira (Romanos XIII) a quem se entregou a espada para empregá-la contra tais homens….Se pode castigar e não o faz (ainda que o castigo consista em privar da vida e derramar sangue) é culpado de todos os assassinatos e todo o mau que estes homens cometam “
Lutero escrevia em Julho de 1525 em sua “Carta aberta sobre o duro livro contra os camponeses”
“Se crêem que esta resposta é demasiadamente dura e que seu único fim é fazer-lhes calar por a violência, respondo que isto é verdade. Um rebelde não merece que se conteste-lhe com razões, porque não as aceita. A resposta adequada a tal boca é um punho que faça sangrar o nariz. Os camponeses não querem escutar….temos que abrir-lhes os ouvidos com balas até que saltem de suas cabeças. O que não quer escutar a Palavra de Deus quando dizemos com bondade há de escutar na vergonha quando este chegar com seu machado.. Não quero ouvir e nem saber de nada sobre misericórdia”
Sobre os judeus dizia em suas famosas “Conversas a mesa”
“Lanço a quemquer que consiga enxofre e alcatrão, se alguém pudesse lançar fogo do inferno seria tanto melhor….e isto deve ser feito em honra a Nosso Senhor e do cristianismo. Sejam suas casas despedaçadas e destruídas…Seja-lhes arrancados seus livros de orações e Talmudes e também toda sua Biblia; proíba seus rabinos de ensinar, só pena de morte, de agora em diante. E se tudo isso for pouco, sejam expulsos do pais como animais raivosos”

E depois acusam a Igreja Católica de anti-semtismo e taxa as palavras de perdão do Papa de frouxas..quem da Igreja Luterana pediu perdão aos judeus?

Willibald Pirkheimer (escritor anti-catolico) disse em 1529 sobre a Reforma:
“Não nego que a principio todos os atos de Lutero não pareciam ser vãos, pois a nenhum homem podia condescender todos aqueles erros e imposturas que se haviam acumulado gradualmente no cristianismo. Por eles eu esperava junto com outros, que poderia se aplicar algúm remedio a tão grandes males; mas fui cruelmente enganado. Pois antes que se extirpassem os erros anteriores, se introduziram muitos outros mais intoleráveis, comparandos com os estes os outros parecem jogos de crianças….As coisas chegaram a tal ponto que os bribões papistas parecem virtuosos ao lado dos protestantes. Lutero com sua língua desavergonhada e ingovernável, deve ter ficado louco ou estar inspirado por um espírito maligno”

PENSAMENTO E OBRAS DE OUTROS PAIS DA REFORMA
Tampouco Calvino foi um modelo de caridade, vemos que em seus “institutos”
“Pessoas que persistem nas supertições do anticristo romano devem ser reprimidas pela espada”
Em 1547 James Gruet se atreveu a divulgar uma nota criticando Calvino e foi arrastado, torturado num cavalo duas vezes ao dia por um mês e finalmente sentenciado a morte por blasfêmia, clavaram-lhes os pés a uma estaca e cortaram-lhe a cabeça.
Os irmãos Comparet em 1555 foram acusados de libertinos e foram executados e desmembrados para exibir suas partes em diferentes lugares de Genebra.
Melanchtron, o Teólogo da Reforma aceitou ser o presidente da Inquisição Protestante que perseguiu aos Anabatistas. Como justificação disse “Porque temos que ter com esta pessoas mais piedade que Deus?” disse isso convencido de que os Anabatistas arderiam no inferno.. A Inquisição Luterana foi implantada com sede na Saxônia, com Melanchtron como presidente. No final de 1530 este apresentou um documento onde defendia o direito a reprimir pela espada aos Anabatistas, Lutero escrever de próprio punho uma nota que dizia “isto é de meu agrado”
Zwinglio, em 1525 começou a perseguição dos Anabatistas em Zurique, as penas iam desde afogamento no lago ou nos rios até a fogueira.
John Knox, pai do Presbiterianismo como dissemos queimou na fogueira mil mulheres acusadas de bruxas na Escocia.
Rosseau disse da Reforma “ a Reforma foi intolerante desde seu berço e seus autores se contam entre os grandes repressores da humanidade.”
Em suas “Filosofia Positiva” dizia “ A intolerância do Protestantismo com certeza não foi menor que a do catolicismo e certamente mais reprovável”
A violência nos Reformadores foram entre si enormemente violentos
Vejamos a opinião que se mereciam entre si:
- Lutero disse: “Oecolampaius, Calvino e outros hereges similares tem demonios sobre demonios, corrompido no coração e na boca mentirosa”
Lutero na morte de Zwinglio (1531) disse “É certo que Zwinglio tenha morrido em campo de batalha, que classe de triunfo e que bem Deus leva em seus negocios!” também disse “Zwinglio esta morto e condenado e se merece como um ladrão e rebelde por levar outros a seguir seus erros”
Zwinglio não ficou atrás e dizia de Lutero “o demonio tem sido senhor de Lutero a tal grau que até nos faz crer que o tem em posse totalmente, quando o vemos entre seus seguidores parece que uma legião o tem possuido ”
SUSPENSÃO SISTEMÁTICA DO CATOLICISMO EM AREAS PROTESTANTES
Em Zurique a presença em sermões católicos levava a penas e castigos físicos. Ainda fora dos perímetros da cidade os sacerdotes eram proibidos de celebrar a Missa e sob ordem de “severas penas” se proibia possuir quadros religiosos e imágens nas casas particulares.
Em Zurique a Missa foi proscrita em 1525, isso foi seguido de queima de Monastérios e destruições massivas de Igrejas, os bispos de Constança, Basiléia, Lausana e Genebra foram obrigados a abandonar suas cidades e território. Um observador, Willian Farel deixou escrito “ o Sermão de Calvino na antiga igreja de São Pedro foi seguido de desordens onde se destruiram imágens, quadros e saquearam tesouros antigos das Igrejas”
Strasburgo, em 1529 o Conselho da Cidade ordenou a destruição dos altares, imágens e cruzes, além das Igrejas e conventos. Igualmente aconteceu em Frankfurt. Na Convenção de Hamburgo, em Abril de 1535 os Concilios dos povos de Lubeck, Bremen, Hamburgo, Luneburgo, Stralsund, Rostock e Wismar votaram e enforcaram os Anabatistas, se açoitaram aos Católicos e aos Zwinglianos.
Escocia, John Knox, pai do Presbiterianismo proibiu a Missa com penas de confiscação de bens e açoites públicos, a segunda vez que se cometesse, a pena era a morte do individuo.
Poderiamos seguir falando de muitos fatos, há muito material existente, mas creio que basta esta amostra para demonstrar que a Reforma Protestante não foi pacifista, nem os reformadores vítimas inocentes, a intolerancia e a violencia primaram em suas vidas e eu pergunto aos que lerem estas humildes páginas e que tem ouvido aos sermões de igrejas protestantes neste Século XXI ou conhecem familiares que tem ido a elas: Se estas pessoas tivessem o poder total hoje em dia o que fariam dos Catolicos e da Igreja?
O fanatismo é muito mau, é somente Fé sem amor.

Apologetica
Um esclarecimento aos protestantes

Autor: Prof. Carlos Nabeto
Fonte: Site Agnus Dei
Você já leu a bula "Summis Desiderantes Affectibus", de 05.12.1484, que alguns protestantes e esotéricos apontam como o "triste documento papal que deu início à Inquisição"?
A bula não traz nenhuma definição nova sobre a bruxaria, mas fala sobre a possibilidade da influência demoníaca sobre as pessoas.
Sabia que muito antes da edição dessa bula o poder civil já clamava para si o poder de executar as sentenças?
Logo, não foi Inocêncio VIII o inventor dos processos inquisitoriais.
Além disso, quem cometia os excessos era o poder civil, muitas vezes para arrancar falsas confissões para "legitimar" uma acusação e executar pessoas que incomodavam os "poderosos do pedaço". Tanto é verdade que a Inquisição não foi usada somente por aqueles que se diziam "católicos", ou para defender a fé católica:
você sabia que Miguel Servet, que pretendia fazer uma reforma mais radical do que aquela realizada por Lutero, Zwinglio e Calvino foi queimado vivo pela Inquisição francesa por denúncia de Calvino? E por que Calvino assim o fez? Porque Servet ousara discordar de suas idéias no livro "Restitutio Christianismi" (em contradição à obra-prima de Calvino "Institutio Christianae Religionis") e se sentiu pessoalmente atingindo pela declaração "Queira Deus destruir todos os tiranos da Igreja!".
Mais uma vez, motivos pessoais se sobrepõem aos da fé.
Quanta perseguição os católicos impingiram aos que se opunham às suas idéias??
E os calvinistas não perseguiram os católicos na Europa?
E os príncipes luteranos não expulsaram os católicos de suas terras na Alemanha ou não os converteram à força?
E os anglicanos, não fizeram o mesmo no tempo de Henrique VIII e de seu sucessor, Eduardo?
Quais foram os motivos?? De fé?



Não! Principalmente políticos ou de ordem pessoal, da mesma forma como aconteceu o grande cisma Oriental em 1054...
A Inquisição protestante

Autor: Rogério SacroSancttus
Muitas pessoas e certas denominações julgam a Igreja Católica pelos erros cometidos no passado. Vamos mostrar alguns tópicos, que os protestantes não saíram como heróis inocentes nesta época:
MORTE A CIENTISTAS
1-Houveram perseguições às bruxas, cientistas e livres pensadores, de livros, fanatismo, etc, veja os exemplos:
2-A autoridade de Calvino em Genebra entre os protestantes era muito vasta e incontestada, valera-lhe o cognome de "Papa de Genebra".
3-Lutero fulminou a "razão" como a prostituta do diabo, tanto ele como Melanchton condenaram o sistema astronômico de Copérnico, alegando ser contrário às Escrituras;

CALVINO NA INQUISIÇÃO

1- Calvino ao Organizar sua igreja instituiu duas comisões: a "Veneravel Companhia", dos pastores e doutores encarregada do magisterio e o "Consistório", composto de pregadores e 12 senadores leigos que tinham a tarefa de zelar pela disciplina, a semelhança da Inquisição Medieval, sendo esta mais agressiva em seus julagementos. Esta comissao visitava as casas e servia-se de denuncia e espionagem paga, os réus gravemente culpados se persistissem no erro eram entregue ao tribunal. Este proferiu de 1541 a 1546 58 sentenças de mortes, a tortura era aplicada com frequencia. (PR, n.320/1988,pg19)
2- Calvino declarou guerra aos humanistas, que eram libertinos no plano moral; Luero os aceitara porque ao menos combatiam o Papado.
3- Calvino chegou a uma ruptura mais radical do que Lutero. O Deus de Lutero era amor e misericórdia; o de Calvino era juiz supremo, sem apelo. A misericórdia divina da doutrina luterana foi substituida pela "lei" de Calvino. É a ela que o crente deve adaptar a sua vida. Calvino não receia deduzir que os "eleitos" são a minoria e os réprobos a maioria;
4- Os calvinistas se tornaram em primeiros tempos inimigos da ciencia, da arte e literatura, convebendo uma verdadeira fobia do prazer.Os adversarios do sistema foram reduzidos ao silencio mediante a duras punições. O medico Jerônimo Bolsec, proveniente de Paris, que ousara sublevar-se contra a doutrina de Calvino sobre a predestinação, foi exilado em 1551
5- Calvino, pai dos Presbiterianos era intolerante e não tinha piedade para com os mal pensamentos. Mandou para a fogueira um grande sábio, o humanista e médico Miguel Servet Grizar, que descobrira a circulação do sangue,por dizer que o descobrimento dele era anti biblico, por manifestar simpatia pelos Anabatistas e porque negava o dogma da Trindade. Mais Calvino mandou a fogueira também muitos outros estudiosos e cientistas.
6- João Calvino, governou com mão-de-ferro, transformou Genebra numa oligarquia religiosa, proibiu os moradores de praticar hábitos como dançar, jogar, ir ao teatro etc. Durante os quatro primeiros anos de governo houve nada menos, nada mais do que 58 execuções. Segundo Preserved Smith, houve mais casos de vício em Genebra depois da reforma do que antes;
7- No governo de Calvino Em Genebra, o adultério era punido com a MORTE; As comunidades Calvinistas de Paris, Lyon, Orleans, Ruan, Angey num sinodo geral em 1559 decretam PENA DE MORTE a todos os hereges.
8- Na reforma protestante, houve intolerância religiosa dos calvinistas com os Católicos, e uma terrível perseguição a feitiçaria. Em 1560 o Parlamento Escocês decretou PENA DE MORTE a todos os catolicos.Escócia: O poder civil aboliu por lei o catolicismo e obrigou todos a aderir à igreja “calvinista presbiteriana“. Os padres permaneceram, mas tinham de escolher outra profissão. Quem era encontrado celebrando missa era condenado à morte. Católicos recalcitrantes foram perseguidos e mortos, igrejas e mosteiros arrasados, livros católicos queimados. Tribunais religiosos (inquisições) foram criados para condenar os católicos clandestinos. ( Westminster Review, Tomo LIV, p. 453 )
9- O Protestante Teodoro Bessa, em 1554, pediu o uso da força pública contra os católicos;
10- A Reforma Calvinista incentivou os holandeses na sua luta contra a Espanha e os escoceses na sua luta contra os seus próprios monarcas, os Stuarts, e também contra os ingleses; Holanda: Aqui foram as câmaras dos Estados Gerais a proibir o catolicismo. Com afã miserável tomaram posse dos bens da Igreja. Martirizaram inúmeros sacerdotes, religiosos e leigos. Fecharam igrejas e mosteiros. A fama e a marca destes fanáticos chegou até ao Brasil.
11- Em 1645 nos municípios de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante ambos no atual Rio Grande do Norte cerca de 100 católicos foram mortos entre dois padres, mulheres, velhos e crianças simplesmente porque não queriam se “batizar“ na religião dos invasores holandeses. Foram beatificados como mártires este ano.
12- Em 1570 foram enviados para o Brasil para evangelizar os índios o Pe Inácio de Azevedo e mais 40 jesuítas. Vinham a bordo da nau “S. Tiago“ quando em alto mar os interceptou o “piedoso“ calvinista Jacques Sourie. Como prova de seu “EVANGÉLICO" zelo mandou degolar friamente todos os padres e irmãos e jogar os corpos aos tubarões (Luigi Giovannini e M. Sgarbossa in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pg 224, 1978
13- A perseguição contra os Católicos, na Inglaterra e na Irlanda, foi dominada pela mais escancarada intolerância religiosa; Veja algums artigos do codigo ingles para a Irlanda "O Catolico que ensinar a um outro catolico ou protestante será enforcado" , "Isolamento Perpetuo a todo sacerdote catolico: quem desrespeitar o isolamento seja ele enforcado imediantamente e logo esquartejado" , "Se um catolico adquirir terras, todo protestante tem o direito de despejá-lo"
14- Os camponeses da Irlanda pegaram em armas para defender o catolicismo. Foram trucidados impiedosamente pelos exércitos de Cromwell. Ao fim da guerra, as melhores terras irlandesas foram entregues aos ingleses protestantes e os católicos forçados à migrar para o sul do continente. Cerca de 1.000.000 de pessoas morreram de fome no primeiro ano do forçado exílio. Esta guerra criou uma rivalidade entre ingleses protestantes e irlandeses catolicos
15- Em 1555 o consistório de Genebra recebe do conselho da cidade o direito de excomungar. Durante dez anos Calvino reina como senhor supremo, sendo que para ele, há uma necessidade da igreja pregar a palavra de Deus mas o estado reinar com dureza e ordem;
17- Até as comemorações do Natal e da Páscoa eram rigorosamente proibidas. O calvinismo expandiu-se pela maior parte da Europa onde o comércio e as finanças eram atividades preponderantes;
18- Quando morre Calvino, o mapa religioso da Europa parecia um espelho quebrado, deformando a imagem da igreja. O Imperador cansado de guerras, reconhece que os súditos deveriam acatar à religião de acordo com cada região alemã;
19- Calvino chegou a uma ruptura mais radical do que Lutero. O Deus de Lutero era amor e misericórdia; o de Calvino era juiz supremo, sem apelo. A misericórdia divina da doutrina luterana foi substituida pela "lei" de Calvino. É a ela que o crente deve adaptar a sua vida. Calvino não receia deduzir que os "eleitos" são a minoria e os réprobos a maioria;
20- A Igreja Calvinista benzia a nova ética burguesa; Calvino levou muito mais longe do que Lutero o individualismo religioso: para ele, cada crente devia aplicar todas as suas forças a fim de atingir a felicidade pessoal. A sua Igreja era uma Igreja de eleitos;

21- 0 calvinismo santificava todas as ignomínias da acumulação capitalista e também o desprezo e a crueldade para com os pobres "reprovados" por Deus.

LUTERO NA INQUISIÇÃO
1- Enquanto Lutero se conservava em 1534 em Wartburg, a agitacao crescia na alemanha. Apareceu a corrente dos anabatistas, que inrpretavam ousadamente o pensamento de Lutero, negando o batismo de crianças e batizando de novo os adultos,preconizavam uma "igreja de santos", posto a par da situacao Lutero voltou a Wittenberg. Conseguiu o apoio do braço secular, restabelecer a ordem em Wittenberg.Mas teve de enfrentar a revolta dos camponeses (1524-25) que esmagados por tributos valiam-se da proclamacao da liberdade frente aos senhores civis e eclesiasticas. Tomas Munzer chefe dos anabatistas, incitava os camponeses a revolta.Lutero optou pela sufocação violenta dos revoltosos e Tomas Munzer foi decaptado.
2- Lutero em 1525 escreve aos nobres : "Matem quantos camponeses puderem: Tomem, pegue, degolem quem puder.Feliz serão se morrermos unidos e morrer em obediencia a Palavra Divina." nesta epoca mais de 100.000 Lavradores camponeses pereceram.
3- Na Alemanha de Lutero foram queimadas mais de 100.000 bruxas. Ate crianças de até 7 anos e ancioes morimbundos nao eram poupados. Um juiz protestante sozinho condenou a morte em 16 anos 800 bruxas ( Uma media de 50 por ano)
4- A oposição de Lutero contra os Anabatistas, causou a morte de milhares de pessoas;
5- Difundiram-se idéias novas entre os Anabatistas: falou-se de "Revolução Pacífica" e isso foi a espera passiva da segunda vinda de Cristo. Mas, em determinadas seitas, essas idéias associaram-se a apelos e atos de violência que deveriam purificar o mundo dos "infiéis" antes da chegada do Messias;
6- Nas fronteiras do Luteranismo e freqüentemente contra ele, desenvolviam-se movimentos violentos. Exemplo disso foram os Anabatistas, que para eles não se tratava apenas de negar todo valor do Batismo dado às crianças; eles pretendiam alcançar uma sociedade comunista, liberta dos padres e dos príncipes;
7- Em 1534, um grupo de Anabatistas apoderaram-se do governo da cidade episcopal de Munster, na Vestfália, tornando-a uma Nova Jerusalém onde foram postas em prática todas as fantasias acumuladas do setor lunático do movimento. As propriedades foram confiscadas e introduziu-se a poligamia;
8- Alemanha: Na época era dividida em Principados. Como havia muito conflito entre eles, chegaram no acordo que cada Príncipe escolhesse para os seus súditos a religião que mais lhe conviesse. Princípio administrativo do “cujus regio illius religio“. Os príncipes não se fizeram rogar. Além da administração mundana, passaram também a formular e inventar doutrinas. A opressão sangrenta ao catolicismo pela força armada foi a conseqüência de semelhante princípio. Cada vez que se trocava um soberano o povo era avisado que também se trocavam as “doutrinas evangélicas“ (Confessio Helvetica posterior ( 1562 ) artigo XXX ).
9- Relata o famoso historiador Pfanneri: “uma cidade do Palatinado desde a Reforma, já tinha mudado 10 vezes de religião, conforme seus governantes eram calvinistas ou luteranos“ ( Pfanneri. Hist. Pacis Westph. Tomo I e seguintes, 42 apud Doellinger Kirche und Kirchen, p. 55)

ZWGLIO NA INQUISIÇÃO
1- Zwínglio caracterizava-se por um humanismo, um radicalismo e também um racionalismo estranhos ao luteranismo. A piedade para Zwínglio é sobretudo social;
2- As autoridades, interessadas na reforma, viam nela um meio de realizar os seus fins políticos, sociais e econômicos, para maior bem da oligarquia local. Esta reforma teve um chefe eminente na pessoa de Ulrich Zwinglio (1484 - 1531). Participou pessoalmente na guerra iniciada por Zurique contra os cantões florestais;
3- Em 1525 Tomás Munzer pregava uma luta a ferro e fogo contra o clero católico, e os camponeses começaram a saquear e a incendiar os mosteiros e castelos, e até a assassinar alguns dos seus adversários mais odiados;
4- Em 1528, na Suíça, estourou uma guerra civil, entre Protestantes e Católicos, ao cabo de dois anos.



5- -Em 1531 os Protestantes concordaram em que a escolha de uma religião para cada zona da Suíça fosse feita pelos governos cantonais;

As mortes impostas pelos protestantes

Autor: Ruivinha Alegre (UOL Chat)
Quanto a fatos não há argumentos, como podem os protestantes acusar a Igreja (que é inocente) de matar se estes mesmo usaram da força para conseguir seus desejos. Vamos analisar:
** Católico é espancado e crucificado na Irlanda do Norte (da France Presse, em Belfast (Irlanda do Norte)
Um jovem católico foi hospitalizado depois de ser espancado e crucificado num poste por um grupo de jovens na noite de ontem, num bairro de maioria protestante da zona sul de Belfast, capital da Irlanda do Norte, informou a polícia hoje (...) Harry McCartan, 23, foi socorrido por bombeiros desacordado, pregado num poste de madeira (...) O jovem também apresenta graves ferimentos nas pernas. Segundo a polícia, seus agressores provavelmente o espancaram nas pernas com um objeto cheio de pregos.
** A Inglaterra foi “convertida“ na marra porque o rei Henrique VIII queria se divorciar de Ana Bolena. Como a Igreja não consentiu, ele fundou a “sua“ igreja obrigando o parlamento a aprovar o “ato de supremacia do rei sobre os assuntos religiosos“. Padres e bispos foram presos e decapitados, igrejas e mosteiros arrasados, católicos aos milhares foram mortos. Qualquer aproveitador era alçado ao posto de bispo ou pastor. Tribunais religiosos (inquisições) foram montados em todo o país. (A História da Inglaterra. Leipzig, tomo I, página 54 ).
** Os camponeses da Irlanda pegaram em armas para defender o catolicismo. Foram trucidados impiedosamente pelos exércitos de Cromwell. Ao fim da guerra, as melhores terras irlandesas foram entregues aos ingleses protestantes e os católicos forçados à migrar para o sul do continente. Cerca de 1.000.000 de pessoas morreram de fome no primeiro ano do forçado exílio. Esta guerra criou uma rivalidade entre ingleses protestantes e irlandeses catolicos
** Escócia: O poder civil aboliu por lei o catolicismo e obrigou todos a aderir à igreja “calvinista presbiteriana“. Os padres permaneceram, mas tinham de escolher outra profissão. Quem era encontrado celebrando missa era condenado à morte. Católicos recalcitrantes foram perseguidos e mortos, igrejas e mosteiros arrasados, livros católicos queimados. Tribunais religiosos (inquisições) foram criados para condenar os católicos clandestinos. ( Westminster Review, Tomo LIV, p. 453 )

** Dinamarca: O protestantismo foi introduzido por obra e graça de Cristiano II, por suas crueldades apelidado de “ o Nero do Norte“. Encarcerou bispos, confiscou bens, expulsou religiosos e proclamou-se chefe absoluto da Igreja Evangélica Dinamarquesa. Em 1569 publicou os 25 artigos que todos os cidadãos e estrangeiros eram obrigados a assinar aderindo à doutrina luterana. Ainda em 1789 se decretava pena de morte ao sacerdote católico que ousasse por os pés em solo dinamarquês. ( Origem e Progresso da Reforma, página 204, Editora Agir, 1923, em IRC )

** Suíça: O Senado coagido pelo rei aprovou a proibição do catolicismo e proclamou o protestantismo religião oficial. A mesma maldade e vileza ocorreram. Os mártires foram inumeráveis. ( J. B. Galiffe. Notices génealogiques, etc., tomo III. Página 403 )
** Holanda: Aqui foram as câmaras dos Estados Gerais a proibir o catolicismo. Com afã miserável tomaram posse dos bens da Igreja. Martirizaram inúmeros sacerdotes, religiosos e leigos. Fecharam igrejas e mosteiros. A fama e a marca destes fanáticos protestantes chegou até ao Brasil.
** Em 1645 nos municípios de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante ambos no atual Rio Grande do Norte cerca de 100 católicos foram mortos entre dois padres, mulheres, velhos e crianças simplesmente porque não queriam se “batizar“ na religião dos invasores holandeses. Foram beatificados como mártires este ano.
** Em 1570 foram enviados para o Brasil para evangelizar os índios o Pe Inácio de Azevedo e mais 40 jesuítas. Vinham a bordo da nau “S. Tiago“ quando em alto mar os interceptou o “piedoso“ calvinista Jacques Sourie. Como prova de seu “EVANGÉLICO" zelo mandou degolar friamente todos os padres e irmãos e jogar os corpos aos tubarões (Luigi Giovannini e M. Sgarbossa in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pg 224, 1978
** Alemanha: Na época era dividida em Principados. Como havia muito conflito entre eles, chegaram no acordo que cada Príncipe escolhesse para os seus súditos a religião que mais lhe conviesse. Princípio administrativo do “cujus regio illius religio“. Os príncipes não se fizeram rogar. Além da administração mundana, passaram também a formular e inventar doutrinas. A opressão sangrenta ao catolicismo pela força armada foi a conseqüência de semelhante princípio. Cada vez que se trocava um soberano o povo era avisado que também se trocavam as “doutrinas evangélicas“ (Confessio Helvetica posterior ( 1562 ) artigo XXX ).
** Relata o famoso historiador Pfanneri: “uma cidade do Palatinado desde a Reforma, já tinha mudado 10 vezes de religião, conforme seus governantes eram calvinistas ou luteranos“ ( Pfanneri. Hist. Pacis Westph. Tomo I e seguintes, 42 apud Doellinger Kirche und Kirchen, p. 55)
** Estados Unidos: Para a jovem terra recém descoberta fugiram os puritanos e outros protestantes que negavam a autoridade do rei da Inglaterra ou da Igreja Episcopal Anglicana. Fugiram para não serem mortos. Ao chegarem na América repetiram com os indígenas a carnificina que condenavam. O “escalpe“ do índio era premiado pelo poder público com preços que variavam conforme fossem de homem maduro, velho, mulher, criança ou recém-nascido. Os “pastores“ puritanos negavam que os peles vermelhas tivessem alma e consideravam um grande bem o extermínio da nobre raça.
Em Resumo: em nenhum país cuja maioria hoje é protestante foi convertida com a bíblia na mão. Foram “convertidos“ a fogo e ferro, graças à ambição dos reis e príncipes. Exceção é feita no presente século onde a tática mudou. Agora o que ocorre é uma invasão maciça de seitas de todos os matizes, cores e sabores financiados pelos EUA. Pregam um cristianismo fácil, recheado de promessas de sucessos financeiros instantâneos ou quando não, promovem como saltimbancos irresponsáveis shows de exorcismos e curas às talagadas.
Antes matava-se o corpo, hoje estraçalha-se a razão e o bom senso. Dificilmente se conhece um “evangélico“ que não seja de todo um ignorante nas Sagradas Escrituras ou tenha para com a Igreja de Cristo um ódio mortal e uma ignorância lamentável.




Cursinhos de “teologia“ ou “Apologética“ onde pouco ou nada se estuda sobre a Bíblia, os escritos dos primeiros cristãos ou história séria são ministrados aqui e ali para fisgar os incautos que abandonam a Igreja duas vezes milenar fundada por Cristo e herdeira de suas promessas para seguir opiniões de aventureiros fundadores de igrejolas e seitas.Falsos profetas que se enganam e enganam. Cegos condutores de cegos ( MT 15, 14 ). Que rodeiam o mar e a terra, para fazer um discípulo, e quando o fazem o tornam duas vezes mais digno do inferno do que eles ( MT 23, 15 ).

A Inquisição e o Protestantismo

Fonte: Apologetica Catolica
Autor: Prof. Jaime Francisco Moura
Com a Reforma, o caos iria aparecer na superfície da terra. Citemos aqui, uma sequência da guerra dos camponeses. A partir do dia 06 de Maio de 1527, começa o saque de Roma pelas tropas de Carlo V, comandadas pelo Duque de Bourbon. Cerca de quarenta mil homens espalharam na cidade o terror, a violência e a morte.
Furiosa, sem encontrar muita resistência, a horda dos invasores protestantes, penetra no hospital do Espírito Santo e ali, aos berros, degola os enfermos. À semelhança de uma torrente bravia, os bárbaros se lançam sobre Roma, todos cumprem a palavra de ordem: Quem for encontrado nas ruas deve morrer, seja moço ou velho, mulher ou homem, padre ou freira.
Ávidos, incansáveis na busca das riquezas, dos despojos, os Reformadores e outros invasores assaltam, saqueiam, incendeiam, trucidam, arrebentam as suas vítimas, jogam crianças pelas janelas ou as esmagam contra as paredes.
Conforme disse Maurice Andrieaux, esse ataque a Roma “superou em atrocidade todas as tragédias da história”, até mesmo a destruição de Jerusalém e a tomada de Constantinopla.
Igrejas são saqueadas, soldados profanam o túmulo de São Pedro, mexem nos restos mortais do Papa Júlio II, do qual lhe arrancam do dedo o anel.
Missais, cálices, relíquias, crucifixos, paramentos, vestes litúrgicas, o sudário de Santa Verônica, tudo isso andaram de mão em mão no meio dos saqueadores.
Bulas do Papa, bem como os manuscritos do Vaticano, servem de colchões para o repouso dos cavalos.
Entretanto, segundo o depoimento de um Veneziano, o inferno não era nada, se fosse comparado ao espetáculo oferecido pelos Reformadores. Alguns violentavam as virgens em cima das mães destas, e em seguida as próprias mães.
Nem as religiosas escapavam, eram violentadas nos conventos, sobre os degraus dos altares e se resistissem eram degoladas. Saciam a luxúria dos vândalos até na presença de familiares, mas certos pais, a fim de eliminar estas cenas, não hesitavam em matar as suas filhas.
Um nobre, chamado Gattinara, assim falou: “Nesse exército [o dos invasores de Roma] não há nem comandante, nem soldados, nem obediência, nem regras...os comandantes fazem o que podem, se comportam como verdadeiros Luteranos”.
Fidalgos, Burgueses, comerciantes, homens ricos, foram obrigados a despejar nas vias públicas, por suas próprias mãos, as fezes das latrinas, pois os invasores queriam ver se eles não haviam escondido, nessas fezes, objetos de valor ou reluzentes moedas de ouro.
E como centenas de cadáveres apodreciam ao ar livre, as ruas de Roma se converteram em cloacas fedorentas. Aquele cheiro enjoativo das matérias decompostas se tornou insuportável. Veio então, para aumentar o número de mortos, uma peste assoladora.
E com a peste surgiu a fome, porque nas lojas os víveres já não existiam, a cidade deixara de ser reabastecida. Todos passaram a comer os burros, os cavalos, os gatos, os cachorros. Como a fome não é preconceituosa, devoravam até os ratos.
Erasmo de Roterdan lamentou aquela fúria selvagem contra a gloriosa cidade dos Papas e dos Césares: “Roma sofreu mais do que com os Gauleses e os Godos”.
Conclui-se que, os apelos de Lutero à violência, durante a guerra dos camponeses, estimularam o furor insano dos soldados na capital da Cristandade. Citemos aqui mais uma vez, aquelas palavras do reformador, dirigidas aos príncipes da Alemanha: “Esmagai! degolai! Trespassai de todo modo! Matar um revoltado é abater um cão danado”.
Será que os Reformadores ficaram isentos da inquisição Medieval ?
Jaime Francisco de Moura – Livre para cópia e difusão





Inquisição protestante

Fonte: Lista Exsurge Domini
Autor: D. Estevão Bittencourt (Pergunte e Responderemos)
Digitalização: Vicente Gargiulo
Revista Pergunte e Responderemos Ano XLV – N0 500 – Fevereiro 2004 (páginas 2 a 14)
Dom Estevão Bettencourt, OSB



Em Síntese: Muito se tem escrito sobre a inquisição da Igreja Católica, menos, porém sobre a inquisição movida por Calvino e os Calvinistas e pela rainha Isabel Tudor na Inglaterra. As páginas seguintes referem algo a respeito.

É muito comentada a inquisição dirigida pela Igreja Católica na Idade Média e na época moderna em Espanha e Portugal. – Sem querer negar os erros cometidos, deve-se dizer que muitos falam e escrevem a respeito sem exato conhecimento de causa, movidos por preconceitos e paixões. Tal é o caso da notícia que vai, a seguir, transcrita (difundida via internet):

‘IGREJA CATÓLICA ROMANA, A ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA MAIS SANGUINÁRIA E FRAUDULENTA QU EO MUNDO JÁ CONHECEU ! “


Os grandes conhecedores da história asseveram que a Roma Papal derramou muito mais sangue a Roma pagã. Quem quiser é só conferir os atos praticados pela Igreja Católica Romana durante a chamada “Santa Inquisição !” Iniciada em 1163 pelo Papa Alexandre II, que no Concilio de Tours , na França, ordenou que o clero procurasse todos os opositores da idolatria romana para processá-los e leva-los a julgamento.
Em 1523 o Papa Inocêncio IV, autorizou a prática de todos os tipos de torturas contra os protestantes opositores aos ensinamentos antibiblicos da Igreja Católica Romana.
Inácio de Loyola foi um dos maiores assassinos que o sol já cobriu, mas foi canonizado “santo”por tais serviços prestados a essa Igreja Católica Romana, que ainda hoje omite a verdade!
Pessoas que não concordavam com o grande comercio religioso e fraudulento da igreja católica romana, eram tidas como hereges. O papa Inocêncio IV convocou sacerdotes, reis e pessoas da sociedade a unirem-se em guerra a essas pessoas. Prometendo remissão dos pecados a quem levasse um herege ä morte, a autorização papal declarava que as pessoas seriam torturadas e mortas e suas propriedades confiscadas. A igreja católica romana, através dos reis, sacerdotes e autoridades civis e militares, usou os mais cruéis métodos de tortura para assassinarem os que não concordavam com suas mentiras religiosas. Famílias inteiras foram destruídas, filhos sendo assassinados diante dos pais, mulheres sendo estrupadas e mortas diante de seus esposos, esposos que passavam dias e dias amarrados sob os piores castigos e depois dilacerados” (Transcrito da Internet).

Abstração feita dos erros de português, este texto, violento como é,sugere algumas ponderações:

1) Afirma coisas graves sem indicar fonte alguma. Carece assim de seriedade e valor científico;
2) O autor comete flagrante anacronismo ao afirmar que “em 1523 havia protestantes opositores á Igreja Católica”. Na verdade, o protestantismo não existia no século XIII, já que foi fundado no século XVI.
3) A aplicação da tortura e da pena de morte era muito mais rara do que dá a entender o autor da notícia. Este apresenta cenas horrendas (“filhos assassinados diante dos pais, mulheres estrupadas e mortas diante dos seus esposos ...”), cenas que a imaginação preconceituosa concebe, mas que a historiografia científica não abona, como se pode deduzir do apêndice a este artigo.
4) Santo Inácio de Loyola foi em juventude um cavaleiro que se dedicou a exercícios e torneios próprios da arte militar. Passou ao serviço do vice-rei de Navarra: combateu os franceses em defesa do castelo de Pamplona, onde foi ferido nas pernas por uma bala de canhão. Foi portanto um militar militante, mas não um assassino.
5) Quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado do vizinho, diz o adágio popular. O protestantismo, que acusa a Igreja Católica, teve também sua inquisição, da qual pouco se fala, mas que, a bem da verdade, merece ser conhecida. A respeito será dito algo nas páginas seguintes não pelo falso prazer de narrar desgraças, mas para mostrar que a inquisição também foi praticada por aqueles que a lançam em rosto á Igreja Católica.

1. Em Genebra João Calvino (1509-64)

Nasceu João Calvino em Noyon (França). Fez seus estudos humanísticos e jurídicos em Paris, onde teve contato com elementos protestantes. Em 1533 adotou o protestantismo numa “conversão repentina”, como ele mesmo a designa. Visto que o governo Francês perseguia os protestantes. Calvino emigrou para Basiléia (Suíça) em 1534. Passando certa vez por Genebra, foi convidado por Farel para ali ficar. Calvino aceitou o convite e recebeu o encargo de pregar e implantar em sua nova sede a doutrina protestante- missão esta que ele assumiu com grande energia, impondo severa disciplina a todos os cidadãos. Teve que enfrentar a resistência de vários opositores, mas firmemente venceu-os e governou Genebra.
O principal órgão administrativo de Calvino era o Consistório, composto por pregadores e anciãos aos quais competia vigiar pela pureza da fé , inquirir os
suspeitos de defecção e julga-los . As conseqüências da atividade de tal instituição vem assim descritas por Bihlmayer-Tuechle em sua “Historia da Igreja” vol. 3, pp 74s.

“Com o objetivo de controle, faziam-se várias vezes no ano visitas a domicílio e conforme o caso recorria-se também às denúncias e à espionagem paga. Os transgressores eram colhidos pela admoestação, deploração e excomunhão (exclusão da ceia sagrada) e obrigados a fazer penitência pública.. Os grandes pecadores, como os sacrílegos, os adúlteros e os adversários obstinados da nova fé, eram entregues ao conselho da cidade para o castigo. Foram pronunciadas muitas condenações á morte (58 até 1546) e mais ainda ao exílio. A tortura foi usada da forma mais rigorosa. A cidade teve que submeter-se, embora a contragosto, a disciplina férrea de Calvino. Todas as festas religiosas desapareceram, exceto os domingos. O culto foi reduzido á pregação, a oração e ao canto dos salmos; quatro vezes por ano era distribuída a comunidade a sagrada ceia, com pão e vinho ordinário. A vida da sociedade genebrina adquiriu o teor de uma seriedade taciturna; as vestes de luxo, os bailes, o jogo de cartas, o teatro e divertimentos semelhantes eram severamente condenados.

Naturalmente a “teocracia” instaurada por Calvino com tanta habilidade e energia não persistia sem adversários. Os velhos fautores de liberdade (libertins) e a alegre aristocracia genebrina julgaram por demais opressor o jugo religioso; mas ele os reduziu ao silencio mediante duras punições. Outras dificuldades foram suscitadas contra a sua teologia, mas soube domina-las todas. O médico Jerônimo Bolsec, monge carmelita apóstata, proveniente de paris, que ousara sublevar-se contra a doutrina de Calvino sobre a predestinação, foi exilado em 1551; o humanista e médico espanhol, Miguel Servet, que Calvino tinha denunciado antecedentemente á inquisição de Lião, foi queimado vivo em 27 de outubro de 1553, por ter negado o dogma da SS.Trindade.
(A reviravolta de Lutero suscitou em alguns setores a contestação do dogma trinitário: assim fizeram os anabatistas e certos livres pensadores, entre os quais o médico espanhol Miguel Servet, que professava um panteísmo neoplatônico e aspirava á superação da doutrina protestante sobre a justificação. Nota do editor)
Em 1555, Calvino havia conquistado a vitória sobre todos os seus inimigos. Nenhum pôde mais abalar-lhe a posição de ditador religioso, e em certo sentido também político, na sua “Roma protestante”, onde afluíam os emigrados protestantes da França, da Itália e da Inglaterra. Então as ordonnances foram atuadas plenamente e ao mesmo tempo aperfeiçoadas ““.

Eis alguns episódios particulares:

1) Ami Perrin

Ami Perrin era capitão-geral da cidade de Genebra e genro de Francisco Favre, família importante, alegre e ciosa de sua autonomia naquela sociedade. Por ocasião de um casamento, tal família deu um baile. Sabedor disto, o Consistório abriu um inquérito e convocou dançarinos e dançarinas; estes compareceram perante a autoridade e deram dos fatos uma versão falsa, exceto Ami Perrin. Calvino então censurou, com veemência a dança, jurando punir os culpados. Furiosa, gritou-lhe a mulher de Perrin, Franchequine:

“Homem perverso, queres beber o sangue de nossa família, mas sairás de Genebra antes de nós”

O litígio agitou a cidade inteira por muito tempo. Enquanto o capitão Perrin tentava apaziguar os ânimos, a sua esposa fazia o contrário, pois continuava a dançar. Chamada a comparecer novamente perante o Consistório, interpelou o ministro Abel Poupin como Gros pouacre (tratamento fortemente injurioso na linguagem da época), em conseqüência do que, foi encarcerada. A opinião pública se abalou contra Calvino. Este enraivecido, mandou fazer uma perquisiçao na casa de Jacques Gruet,amigo da família Favre; aí foram encontrados os rascunhos de um cartaz agressivo poucos dias antes afixado na cidade; em seus apontamentos íntimos Gruet escarnecia a Bíblia e o Cristianismo. Em vista disto, Gruet foi logo preso, julgado e condenado a ser decapitado, ficando seu corpo exposto ao público aos 26 de julho de 1547.


2) Pierre Ameaux


Pierre Ameaux era fabricante de cartas de baralho. O rigor do puritanismo calvinista fazia-o perder clientes, pois a população tinha medo de jogar. Proferiu então injúrias públicas contra Calvino – o que lhe valeu ser preso e encarcerado. Aos 8 de abril de 1546 o tribunal o pronunciou sobre ele a sentença: deveria dar a volta da cidade vestido de camisola, com a cabeça coberta e uma tocha acesa na mão; feito isto, haveria de comparecer perante o tribunal e de joelhos daria graças a Deus e à justiça, confessando ter falado indevidamente.
É de notar que Pierre Ameaux era membro do Conselho menor e gozava do respeito da população.





3) Os papistas


Visando atingir qualquer individuo que ferisse a honra de Deus, o Consistório tinha funcionários inspecionando a cidade de Genebra e seus arredores. Cada qual devia semanalmente levar ao tribunal a relação dos feitos que julgasse merecedores de punição: jogos de damas ou similar, refeição mais copiosa do que de costume, consumo de vinho num botequim, faltar às prédicas, ceder às “superstições papistas”...
Calvino, sentindo a repulsa da opinião pública, exclamou: “A raiva e a fúria contra mim chegaram a tal ponto que tudo o que digo suscita suspeitas. Ainda que eu afirmasse ser do dia claro ao meio-dia, começariam logo a duvidar”.
São estes alguns traços da inquisição calvinista em Genebra. Vejamos agora



2 . Fora de Genebra o Calvinismo


Passaremos em revista a Suíça e a Holanda.

1) Na Suíça

Na Suíça o Calvinismo absorveu as idéias e os seguidores do reformador Zvinglio de Zurique. Propagou-se destruindo monumentos artísticos dos católicos. Dentre os mártires seja citado São Fidelis de Sigmaringem (1577-1622). Este santo foi advogado e muito trabalhou em favor dos pobres. Fez-se frade capuchinho e foi enviado para a região de Rezia, onde a população se tornara, em grande parte, calvinista. O êxito de sua pregação provocou a hostilidade dos calvinistas; estes, fingindo querer converter-se a fé católica, convidaram-no para pregar em Gruesch. Mal subira ao púlpito da igreja local avistou um cartaz preso à parede com os dizeres: “Esta é tua última predica”. Quando começou a pregar, foi contra ele desferido um tiro, que errou o alvo. Frei Fidelis continuou intrépido e, ao terminar, dirigiu-se para a porta da igreja; ali cercou-se o bando de homens que o trucidaram a golpes de punha e barras de ferro, chegando a amputar-lhe a perna esquerda.

2) Na Holanda

A Alemanha, fiel ao luteranismo, rejeitou o calvinismo, que passou então para a Holanda com grande veemência. Escreve um historiador protestante:
“Os calvinistas (queux) eram os ais abomináveis piratas de todos os tempos... A sua estupidez era sem igual. Queriam fazer ressoar em toda parte seu grito de guerra: ‘A palavra de Deus segundo Calvino’ Saqueavam as igrejas e conventos e infligiam aos religiosos um trato tal que poucos paralelos se encontram na historia dos povos” (Kervin de Lettenhove, Lês Huguenots et les Gueux, tomo II Bugres, pagina 408).
As Igrejas Católicas eram saqueadas e os sagrados valores profanados.
Ao ver um monge cartuxo sendo levado ao suplicio, perguntou uma mulher: “Que mal fez esse homem?”... respondeu o carrasco com furor: “É um monge, um papista: ...”

Ao devastarem o mosteiro de Tene Rugge, os invasores encontraram um ancião que não conseguiria fugir. Intimaram-no a exclamar: “Vivam os calvinistas!” ; tendo-o recusado, foi condenado ao massacre; antes de lhe tirarem a vida, amputaram-lhe as orelhas, sendo uma afixada à porta da cidade, e a outra à porta da igreja.
Alguns dias mais tarde, prenderam e mataram o pároco Henrique Bogaart, de Hellevoutsluis, após ter-lhe amputado mãos e pés.
Caiu nas mãos dos algozes um sacerdote chamado Vicente, de 85 anos de idade; meteram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos e puseram-lhe no ombro uma cruz confeccionada às pressas, após o que atrelaram o padre a uma carroça para que a puxasse; tendo assim tratado o ancião, deram-lhe o golpe mortal.
Em Brielle foram presos alguns clérigos e leigos; um daqueles – o cônego Bervourt Hanszoon – recusou ceder alojamento à concubina de um dos carrascos, que era um católico apóstata; por causa disto mais candente se tornou a sanha dos adversários. Sem processo prévio, foi condenado a morte: atiraram-no num poço cheio de lama, onde permaneceu algumas horas em luta contra a morte, que finalmente prevaleceu. Do mesmo modo foram executados outros 3 sacerdotes.
Em suma, ao invadirem a cidade de Brielle, os calvinistas decapitaram ou queimaram vivos 84 sacerdotes; 19 outros morreram por ocasião da tortura.
Não se pode deixar de mencionar, à guisa de complemento, o martírio dos católicos do Rio Grande do Norte por obra dos índios instigados pelos calvinistas holandeses em 1645; o primeiro grupo contendo 70 pessoas aproximadamente, foi trucidado na capela da vila de Cunhaú. O segundo grupo em Uruaçu.
Por conseguinte não resta dúvida: O calvinismo usou de violência cruel no trato com seus irmãos “papistas” (fiéis ao Papa).



3. O Anglicanismo



O rei Henrique VIII em 1534 foi declarado pelo Parlamento, mediante o Ato de Supremacia, Chefe da igreja na Inglaterra. Sob seu sucessor, Eduardo VI, foram redigidos 42 artigos, que expressavam a fé reformada anglicana. De 1558 a 1603 reinou a rainha Isabel I, que implantou decisivamente o protestantismo de fundo calvinista na Inglaterra, visando a total extinção da Igreja Católica.


3.1 Sob Isabel I: generalidades


Eis o que se lê na citada obra de Bihlmayer-Tuechle, pp 270 s:

“Os 42 artigos de Eduardo Vi, reduzidos a 39, foram elevados à categoria de norma confessional (1553) da igreja nacional inglesa; a obrigação de prestar o juramento de supremacia foi estendida a todos os membros da Câmara Baixa, aos mestres e aos procuradores públicos, enfim, a todas as pessoas suspeitas de adesão à antiga religião, às quais em caso de recusa repetida, era cominada até a pena de morte. Numa primeira fase, é verdade, foram aplicadas somente penas consistentes na privação dos bens ou da liberdade, ainda que não raro, em medida realmente draconiana. Mais tarde, porém, quando Pio V (1570) fulminou Isabel com a excomunhão e a deposição desvinculando os súditos do juramento de fidelidade, foram emanadas novas e severíssimas leis e posto em atuação o patíbulo. Foi uma época tremendamente dolorosa para os fieis católicos da Inglaterra, que , amaldiçoados e perseguidos como inimigos do Estado e réus de alta traição, envolvidos na hostilidade suscitada pelo contraste político entre Espanha e Inglaterra, viram-se oprimidos pela dura crueldade de uma justiça sanguinária. Tiveram que pagar a caro preço as conjuras tramadas contra Isabel e as tramas urdidas para a libertação da prisioneira Maria Stuart. Não é pois, para se maravilhar que o seu número fosse continuamente diminuindo.
O perigo ameaçava sobretudo os sacerdotes; quem lhes dava hospitalidade era punido com a pena de morte. Para não deixar extinguir-se toda cura pastoral na Inglaterra, foi necessário providenciar à ereção de institutos no exterior para a formação dos padres. Guilherme Allen, cônego de Iorque e desde 1587 ‘Cardeal da Inglaterra”, fundou em 1568 em Douai um Colégio inglês e o Papa Gregório XIII eregiu outro em Roma em1579. Numerosos jovens de ilustres famílias inglesas realizaram nestes colégios os seus estudos teológicos e mais tarde dirigiram-se secretamente como missionários para a Inglaterra, indo não raro ao encontro da morte certa. Uma das mais famosas vítimas da perseguição foi o douto jesuíta Edmundo Campion, ex-aluno de Douai, o qual foi executado com dois companheiros em 1581.
Quando Felipe II da Espanha, para vingar a morte de Maria Stuart, tentou em vão conquistar a Inglaterra com a sua armada, a perseguição encarniçou-se mais ainda; mais de cem pessoas caíram vítimas dela. Globalmente sofreram a morte pela sua fé 124 sacerdotes e 61 leigos. Numerosos fieis de ambos os sexos definharam por longos anos em horríveis masmorras. Aqueles que se abstinham do culto anglicano, ‘os recusantes’ foram colhidos por enormes penas pecuniárias. Sob o regime de coação religiosa da igreja nacional anglicana tiveram que sofrer não só os católicos, mas também os puritanos e os presbiterianos, os quais se opunham também ao ato de uniformidade (não conformistas. Dissenters) ““.



3.2 Particularidades


1) Recusa do juramento


Quem recusasse prestar o juramento de supremacia, era punido como réu de alta traição; era colocado sobre uma grade e assim arrastado até o lugar do suplício; aí era estendido sobre um cepo; abriam-lhe o ventre, recortavam-lhe as entranhas em ritmo lento de modo a prolongar a agonia; a seguir, arrancavam-lhe o coração e o corpo era esquartejado, ficando as diversas partes expostas ao público. Em alguns casos o senso humanitário deixava que a morte ocorresse antes da operação final; mais freqüentemente os mártires eram recortados vivos.
Em 1535 um monge cartuxo foi condenado a tal suplicio juntamente com alguns companheiros; enquanto o monge era executado, os companheiros aguardando a sua vez, pregavam o Evangelho para quem estava assistindo.


3) São João Fisher

O Cardeal John Fisher, quase octogenário, ficou por um ano encarcerado na Torre de Londres. Foi condenado à morte por ter dito, em conversa particular, que o rei não tinha autoridade sobre a Igreja. Por ser Cardeal, Henrique VIII lhe concedeu a graça de ser simplesmente decapitado sem outra pena. Em 1535 na manhã do suplicio, J. Fisher fez questão de um asseio esmerado; provocou a surpresa do seu servidor, ao que respondeu o condenado: “Não vês que este é o meu dia de núpcias? “ Ao partir para o suplicio leu dois versículos do Novo Testamento e rezou. Subiu com as próprias pernas até o patíbulo. Segundo o antigo costume o carrasco se ajoelhou diante dele e lhe pediu perdão, respondendo-lhe o Cardeal: “Eu te perdôo de todo o coração; tu me verás sair vitorioso deste mundo.” Dirigiu-se a multidão que assistia, em tom de despedida; rezou ainda longamente e entregou a cabeça ao carrasco. Após a morte, esta foi exposta sobre a ponte de Londres. O corpo permaneceu no lugar do patíbulo, até que viessem soldados que o levaram, cavaram uma fossa e lá o depositaram.
Tomás Moro, Primeiro Ministro do rei, teve morte semelhante em 1535.
Mais uma vez a historia evidencia que os irmãos separados “inquiriram” e maltrataram os fieis católicos. Cometeram também eles o que acusa a Igreja de ter feito.
Além de Bihlmayer-Tuechle foi utilizado, na confecção deste artigo, o Dictionnaire Apologétique de la Foi Catholique, organizado por A d`Ales, verbetes Réforme e Martyre.



APÊNDICE



A fim de possibilitar uma visão mais objetiva e fiel a realidade, vão a seguir, propostos alguns aspectos da inquisição Católica geralmente silenciados pelos manualistas.

1 O Inquisidor

Os historiadores que hoje consideram esse passado, tendem a julga-lo através das categorias de pensamento modernas, exigindo dos antigos o que eles não sabiam nem podiam dar; não levam em conta os textos que exprimem o ardente amor pela verdade, pela justiça e pelo bem que animava os inquisidores de modo geral. Eis, por exemplo, o espelho do inquisidor redigido por Bernardo de Gui, um dos mais famosos inquisidores do século XIV (1308-1328):

“O inquisidor dever ser diligente e fervoroso no seu zelo pela verdade religiosa, pela salvação das almas e pela extirpação das heresias. Em meio às dificuldades permanecerá calmo, nunca cederá à cólera nem à indignação. Deve ser intrépido, enfrentar o perigo até a morte; todavia não precipite as situações por causa da audácia irrefletida. Deve ser insensível aos rogos e ás propostas daqueles que o querem aliciar;mas também não deve endurecer seu coração a ponto de recusar adiamentos e abrandamentos das penas conforme as circunstâncias. Nos casos duvidosos, seja circunspeto, não dê fácil credito ao que parece provável e muitas vezes não é verdade.. também não rejeite obstinadamente a opinião contrária, pois o que parece improvável, freqüentemente acaba por ser comprovado com a verdade. .. O amor da verdade e a piedade que devem residir no coração de um juiz, brilhem nos seus olhos, afim de que suas decisões jamais possam parecer ditadas pela cupidez e a crueldade” ( Prática VI p ... ed.Douis 232s)

Algo de semelhante se encontra sob a pena de outro célebre inquisidor: Nicolau Eymeric O P – em seu Directorium ( Parte III, questão 1a , De conditione Iquisitoris)

Para preservar e garantir tais predicados dos inquisidores, a autoridade eclesiástica promulgava certas normas, acompanhando os procedimentos da inquisição;
- garantias de idade: O Papa Clemente V, no Concilio de Viena (1311), seguindo preceitos de seus antecessores, dispôs que ninguém pudesse exercer as funções de inquisidor antes dos 40 anos.

- garantias de honestidade: Alexandre IV (1255), Urbano IV (1262), Clemente IV (1265), Gregório X (1275), Nicolau IV (1290), insistiram nas qualidades morais, na honestidade e na pureza de costumes a ser exigidas dos inquisidores;

- garantias de saber: também se declarava indispensável ao inquisidor um bom conhecimento de Teologia e Direito Canônico.


A maneira como procediam os juizes era continuamente acompanhada e controlada, na medida em que isto era possível na Idade Média. Mais de uma vez, a Santa Sé interveio para moderar o zelo e punir os excessos dos inquisidores. É de notar, por exemplo, que o Papa Clemente V, no Concilio de Viena (1311), determinou fosse excomungado o inquisidor que se aproveitasse das suas funções para fazer lucros ilícitos ou extorquir dos acusados quantias de dinheiro; para ser absolvido de tal pena, o inquisidor deveria reparar os danos causados. Todo inquisidor que abusasse comprovadamente do seu ministério, era sem demora deposto do cargo, fosse pelos Superiores de sua Ordem, fosse pelos legados papais, fosse diretamente pela Santa Sé. Os Bispos eram obrigados em consciência, a comunicar ao Papa todos os desmandos cometidos pelos inquisidores; o mesmo dever tocava aos notários e demais oficiais de justiça que acompanhavam o inquisidor.



2. As penas e seu abrandamento

1. No tocante ás penas infligidas a hereges e bruxas, não existe a documentação desejável, pois o registro de fatos outrora se fazia mais dificilmente do que hoje. Como quer que seja, temos ao nosso alcance alguns espécimes dos séculos XIII e XIV, assim por exemplo:

De 1249 a 1258 em Carcassonne (França), a inquisição proferiu 278 sentenças; a pena de prisão é relativamente rara; a mais freqüente é a que manda prestar serviços na Terra Santa.

De 1308 a 1328 Bernardo de Gui e Tolosa exerceu com severidade as suas funções: em dezoito Sermones Generales proferiu 929 sentenças assim distribuídas:





- Imposição da cruz: 132 vezes
- Peregrinação : 19 vezes
- Serviço na Terra Santa: 143 vezes
- Encarceramento platônico pronunciado sobre defunto: 17 vezes
- Entrega ao braço secular (pena de morte): 42 vezes
- Absolvição de defuntos: 3 vezes
- Exumação: 9 vezes
- Sentenças contra contumazes: 40 vezes
- Exposição no pelourinho: 2 vezes
- Degradação: 2 vezes
- Exílio: 1 vez
- Destruição da casa: 22 vezes
- Queima do Talmud: 1 vez
- Absolvição de prisioneiros: 139 vezes


Esta lista mostra que a entrega ao braço secular ou a pena de morte era relativamente rara.
De 1518 a 1324 em Pamiers (França) , a inquisição julgou 89 acusados: 5 foram entregues ao braço secular; 35 condenados ao cárcere; 2 absolvidos; a respeito dos demais nada consta; terão sido absolvidos? ...enviados para a Terra Santa? ... Como quer que seja, de 98 constas que apenas cinco sofreram a condenação capital.

É de notar ainda que muitos dos réus sentenciados podiam gozar de indulto, que os dispensava total ou parcialmente de sua pena. Podiam também usufruir de licença para sair do cárcere e ir tirar férias em casa. Em Carcassonne, por exemplo, aos 13 de setembro de 1250, o Bispo deu a uma mulher chamada Alazais Sicrela permissão para sair do cárcere e ir onde quisesse até a festa de Todos os Santos (10 de novembro), ou seja, durante sete semanas. Licença semelhante foi dada por cinco semanas a um certo Guilherme Sabatier, de Capendu, na ocasião de Pentecostes (9/5/1251). Raimundo Volguir de Villar-en-Val obteve uma licença que expirava no dia 20/05/1251, mas que lhe foi prorrogada até o dia 27. Outro caso é o de Pagane, viúva de Pons Arnaud de Preixan, que encarcerada, obteve licença para férias de 15/6 a 15/8/1251.

Os prisioneiros tinham o direito de se afastar do cárcere para tratamento de saúde por quanto tempo fosse necessário. São numerosos os casos de que se tem noticia: assim aos 16/04/1520, Bernard Raymond de Conques, obteve a autorização para deixar a sua cela propter informatatem. Aos 09/08 seguintes, a mesma permissão era dada a Bernard Mourgues de Vilarzel-em-Razés, com a condição de que voltasse oito dias após obter a cura. A 14/05 a mesma concessão era feita a Armand Brunel de Couffoulerns; e a 15/08 a Arnaud Miraud de Caunes. A 13/03 1252 Bernard Borrel foi posto em liberdade propter informatatem, devendo voltar ao cárcere quinze dias após a cura. A 17/08 seguinte, Raine, filha de Adalbert de Couffoulens, fou autorizada a permanecer fora do cárcere quousque convaluerit de aegritudine sua (até que ficasse boa de sua doença)... A repetição de tais casos a intervalos breves e as vezes no mesmo dia, mostra que não se tratava de exceções, mas de uma rotina bem definida.

3. Também havia autorização aos presos para ir cuidar de seus familiares em casa. As vezes os problemas de família levavam os inquisidores a comutar a pena de prisão por outra que permitisse atendimento á família. Até mesmo os mais severos praticavam tal gesto; sabe-se por exemplo rigoroso juiz Bernard de Caux em 1246 condenou á prisão perpetua um herege relapso, chamado Bernard Sabatier, mas, na própria sentença condenativa, observava, que o pai do réu sendo um bom católico, ancião e doente, o filho poderia ficar junto do pai enquanto este vivesse, a fim de lhe dispensar tratamento.

4 . Acontece também que as penas infligidas aos réus era abrandada ou mesmo suspensas: a 3/09/1252 P. Brice de Montreal obteve a troca da prisão por uma peregrinação á Terra Santa. Aos 27/06/1256 um réu que devia perigrinar á Terra Santa, recebeu em troca outra pena: pagaria 50 soldos de multa, pois não podia viajar propter senectutem (por causa da idade avançada). São conhecidos também os casos de indulto total: o inquisidor Bernard Gui, em seu Manual apresenta a formula que se aplicava para agraciar plenamente o réu. O mesmo Bernard Gui reabilitou um condenado para que pudesse exercer funções públicas; a um filho de condenado que cumpria pena, reconheceu o direito de ocupar o consulado e exercer funções públicas.

5. A história também registra o fato de que os inquisidores estavam atentos a distinguir falsas e verdadeiras acusações. Conta-se, por exemplo, o caso ocorrido em Pamiers (1324) de Pierr Peyre e Guilherme Gautier: ambos colaboraram com Pierre de Gaillac, tabelião de Tarscon, numa campanha contra Guilherme Trom; este era tabelião e atraia a si a clientela de modo que Pierre de Gaillac, querendo livrar-se dele, acusou-o de heresia perante a inquisição, apoiado no falso testemunho de Pierre Peyre e Guilherme Gaautier; estes dois cidadãos, comprovadamente tidos como falsários, foram condenados, e Guilerme Trom reconhecido como inocente.

6. É certo, porém, que todos os inquisidores tiveram a mesma elevação de espírito e a mesma retidão de consciência. Alguns se mostraram obcecados na repressão á heresia, procedendo cruelmente. Os historiadores registram tais abusos, mas não costumam registrar as censuras que a Santa Sé infligiu aos oficiais imoderados ou indignos, sempre que ela teve noticia dos fatos; alias, não somente ela, mas também os legados papais e os Bispos se insurgiram contra os excessos dos inquisidores; não eram raras as admoestações á prudência e á brandura emanadas das autoridades eclesiásticas para a orientação dos inquisidores; estes deviam proceder com pureza de intenção (superando paixões, pressões e preconceitos) e com a virtude da discrição.

Consta também que os papas mais de uma vez deram ordens aos inquisidores para que usassem de brandura em casos precisos: Inocêncio IV , por exemplo, mandou aos inquisidores Guillaume Durand e Pierre Raymond que absolvessem Guillaume Fort, cidadão de Pamiers; aos 24/12/1248 mandou soltar os hereges cuja punição lhe parecia suficiente; aos 5/08/1249, encarregou o Bispo de Albi de restituir a comunhão da Igreja Jean Fenessa de Albi e sua esposa Arsinde, condenados pelo inquisidor Ferrier.

Em 1305 o inquisidor de Carcassone provocou, por seus rigores a revolta da opinião pública; os habitantes de Carcassone, Albi e Cordes dirigiram-se á Santa Sé. As suas queixas foram acolhidas pelo Papa Clemente V, que aos 13/03/1306 nomeou os Cardeais Pierre Taillefer de la Chapelle e Béranger Frédol para fazer um inquérito do que ocorria na região; enquanto este se processava e as prisões eram inspecionadas, estava suspensa toda perseguição de hereges. Os dois prelados iniciaram a visita aos cárceres de Carcassone nos últimos dias de abril; encontraram ai quarenta prisioneiros que se queixavam dos carcereiros; estes foram logos substituídos por outros mais humanitários; aos detidos foram assinaladas celas recém reformadas e foi permitido passear per carrerias muri largi, ou em espaço mais amplo; os guardas receberam a ordem de entregar aos prisioneiros tudo que fosse enviado pelo rei ou por seus amigos para a sua manutenção. Os dois Cardeais visitaram outrossim os cárceres de Albi aos 4/05/1306; mandaram retiras as correntes que prendiam os encarcerados, designaram outros guardas, mandaram melhorar as condições sanitárias das prisões, abrindo janelas para a entrada da luz e do ar.


Digitação: Vicente


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