Blog Alma Missionária

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sábado, 2 de novembro de 2013

2 novembro,2013  |  autor: Alessandra Borges  |  Podcast

Rezemos pelas almas

Hoje, 2, Dia de Finados, a Igreja celebra Missas nas paróquias e cemitérios, especialmente em intenção dos falecidos. Para nós cristãos participar desta celebração é um ato de gratidão e fé, pois é o dia em que nos lembramos de nossos entes queridos que estão juntos de Deus.
Para os que tem fé, a morte não é o fim da vida, mas o momento que partimos para a vida eterna. A liturgia nos diz: ‘Para os que creem a vida não é tirada, mas transformada’.
Segundo professor Felipe Aquino, essa frase é muito significativa, pois reforça que a vida não termina após a morte, mas continua de uma outra forma.
“Depois da morte, o corpo separa-se da alma. O corpo fica na terra; e a parte espiritual (alma), onde está todo o intelecto – a vontade, a liberdade, a ciência, a capacidade de amar e a memória – é preservada. Agora, a alma vive sem o corpo, é uma vida nova e volta-se para Deus”, explicou professor Felipe.
Ouça, na íntegra, o podcast da redação:
O Catecismo da Igreja Católica traz uma reflexão muito bonita e rica para falar sobre a morte, além de ser a visão correta e teológica da Igreja.
“Eu recomendaria que olhássemos, na primeira parte do Catecismo, o credo que diz: ‘Creio na vida eterna’. Este trecho traz uma visão muito bonita e correta, porque é a palavra da Igreja. Penso que é a melhor reflexão sobre a morte que está no Catecismo. Existem muitos livros sobre isso e vários santos escreveram sobre o assunto, como Santa TeresaSanto Afonso de LigórioSanto Agostinho e muitos outros, os quais falaram sobre a morte, mostrando exatamente que nós tivemos de morrer por causa do pecado original. A natureza humana foi criada sem defeitos por Deus, mas o pecado original se tornou a natureza defeituosa. Assim, o homem passa pela morte e se refez, ou seja, ele adquire uma vida na eternidade que não tem mais as sequelas desta vida terrena de sofrimento, angústia e tristeza”, citou o professor.
A morte é o momento de passagem e de alegria para aquele que tem fé, pois eles entenderam a beleza do que vem depois da morte.
Saiba mais: Neste Dia de Finados, a Igreja propõe aos católicos que pensem nos mortos, mas com a esperança na Ressurreição. Portanto, para os cristãos que visitam o cemitério e rezam pelos falecidos, a Igreja concede uma indulgência plenária.
Na semana das almas, do dia 1º ao dia 8 de novembro, a Igreja concede Indulgência Plenária para aqueles que já faleceram, ou seja, é quando rezamos pela alma de alguém. É um momento especial que a Igreja coloca para o sufrágio da alma (oração pelos mortos).
“A indulgência é o cancelamento das penas devidas pelos pecados que nós cometemos e que já foram perdoados na confissão. Mas é preciso explicar uma coisa: quando se comete um pecado grave, há duas consequências: a culpa e a pena. A culpa é aquela ofensa que se faz a Deus e a confissão perdoa. No entanto, ainda fica a chamada ‘pena temporal’, o estrago causado pelo pecado na sua própria alma, porque você deixou de ser mais santo. Então, há de querer recuperar isso. Essa pena nós cumprimos aqui na terra com orações e penitências ou no purgatório se a pessoa morrer com elas”, esclarece professor Felipe.
Para ganhar essa indulgência é preciso fazer uma boa confissão, participar da Eucaristia, rezar um Pai-Nosso e uma Ave-Maria e realizar um destes momentos: um terço em família diante de uma imagem sagrada ou 30 minutos de adoração do Santíssimo na Igreja ou fazer a via-sacra na Igreja, seguindo as 14 estações ou 30 minutos de leitura meditada da Bíblia.
“Mas que um dia de tristeza, finados é um dia de esperança, assim como diz a liturgia: ‘Se um dia a lembrança da morte nos entristece, a certeza da Ressurreição nos alivia e nos consola’”, disse Aquino.
Leia mais:

IMITAÇÃO DE CRISTO



Conselho do Dia
Este é o conselho que a Imitação de
Cristo lhe dá para hoje:

Quanto melhor te dispões para padecer, tanto mais paciente serás em tuas ações e maiores merecimentos ganharás; com a resignação e a prática torna-se também mais suave o sofrimento. Não digas: não posso sofrer isto daquele homem, nem estou para aturar tais coisas, pois me fez grave injúria e me acusa de coisas que jamais imaginei; de outros sofreria facilmente, quanto julgasse que devia sofrer. Insensato é semelhante pensar, pois não considera a virtude da paciência nem olha àquele que há de coroá-la, mas só atende às pessoas e às ofensas recebidas. ( Do sofrimento das injúrias e quem é provado verdadeiro paciente)

sábado, 2 de novembro de 2013

Talibã paquistanês elege novo líder após morte de Hakimullah Mehsud

Líder máximo do grupo foi morto na véspera por ataque de drone dos EUA.
Ele vai ser sucedido pelo militante Khan Said, atual 'número dois'.

Do G1, em São Paulo

Paquistaneses protestam neste sábado (2) na cidade de Multan contra a morte de Hakimullah Mehsud, líder máximo do Talibã paquistanês (Foto: AFP)Paquistaneses protestam neste sábado (2) na cidade de Multan contra a morte de Hakimullah Mehsud, líder máximo do Talibã paquistanês (Foto: AFP)
O Talibã paquistanês decidiu em eleição neste sábado (2) promover seu "número 2", Khan Said, também conhecido como Sajna, para suceder seu líder máximo, Hakimullah Mehsud, morto por um ataque de drone americano, segundo militares e fontes da segurança.
Said é considerado o mentor de um ataque a um presídio no noroeste do país, em 2012, que libertou cerca de 400 prisioneiros, e de um ataque a uma base da força aérea paquistanesa no mesmo ano.
              
Mehsud foi morto em uma região tribal no Waziristão do Norte, no noroeste do país, próximo à fronteira com o Afeganistão.
Três outras pessoas morreram no ataque, que ocorreu cinco quilômetros ao norte de Miranshah, a principal cidade da regiãoe, reduto do Talibã e de grupos ligados à rede terrorista da Al-Qaeda.
Um comandante do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), que reúne facções islâmicas armadas, confirmou à AFP que "Hakimullah, seu tio, o motorista e um guarda-costas morreram" no ataque, e os funerais dos quatro ocorreriam neste sábado.
"Um drone americano disparou dois mísseis contra um veículo na entrada de uma base talibã do TTP, matando quatro insurgentes", declarou à AFP um oficial da inteligência paquistanesa que não quis se identificar.
Hakimullah, que se chamava na verdade Jamshed Mehsud, tinha cerca de 30 anos, um rosto jovem, barba grossa e uma longa cabeleira.
Mehsud assumiu a liderança do TTP após a morte do líder Baïtullah Mehsud. A coalizão de movimentos islâmicos nasceu em 2007 para conduzir a Jihad (guerra santa) contra o governo em Islamabad, acusado pelos rebeldes de ser aliado dos Estados Unidos na guerra contra o terrorismo.
Os drones americanos, que sobrevoam as zonas tribais paquistanesas na fronteira afegã, atacam geralmente durante a madrugada ou ao amanhecer, mas nesta sexta dispararam dois mísseis durante a tarde contra o campo dos rebeldes em Dandey Darpakhel.
Na quinta-feira, tiros disparados por um drone americano contra um campo de combatentes perto de Miranchah mataram ao menos três insurgentes.
O Waziristão do Norte é uma das sete regiões tribais semi-autônomas do Paquistão, e desde 2004, os ataques com drones dos Estados Unidos já mataram mais de 2.200 pessoas na zona, incluindo muitos civis, segundo diversas organizações.
Na quarta-feira, o ministério paquistanês da Defesa precisou que 317 tiros de drones americanos em regiões tribais paquistanesas mataram 67 civis e 2.160 insurgentes desde 2008.
Este incidente ocorre uma semana depois de o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, pedir ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para parar os ataques aéreos durante uma reunião em Washington.
O Paquistão condena oficialmente as operações com drones, que considera uma violação de sua soberania, mas as apoia extraoficialmente, segundo analistas.
Hakimullah Mehsud (centro) em foto de outubro de 2009 (Foto: Reuters)Hakimullah Mehsud (centro) em foto de outubro de 2009 (Foto: Reuters)

Reflexão para a Comemoração de Todos os Fiéis Falecidos



 RealAudioMP3 Cidade do Vaticano (RV) - De acordo com a Liturgia, domingo próximo refletiremos sobre nossa vocação à santidade, nosso último destino. Hoje ela nos propõe a reflexão sobre nossa finitude, que nasce em nossa mente e em nosso coração, quando perdemos alguém querido.

Faz parte de nossa natureza, de nosso modo de existir, algo que é antagônico entre si, ou seja nosso desejo de plenitude, de sermos eternos e ao mesmo tempo nossa incapacidade de pensarmos fora da categoria tempo. É impossível ao ser humano pensar no eterno, porque sempre vai se perguntar pelo depois, vai questionar se não será monótono. Ora, ao fazer essa pergunta ele demonstra sua incapacidade ontológica de usar o espaço mental para pensar no eterno, não como categoria, mas como sua própria realidade existencial.

Comemorar os fieis defuntos é refletir sobre nosso fim, ao mesmo tempo sobre nosso desejo de eternidade, como desejo profundo, como ânsia, inextirpável de nossa natureza, apesar de finita.

O livro do Apocalipse nos fala do fim da morte, do luto, das lágrimas, do fim do que era finito. Agora, pelo poder da ressurreição de Jesus Cristo, nossos anseios foram realizados, tornaram-se reais. Somos eternos! “Eis que faço novas todas as coisas”, isto é, eternas, sem caducar, sem envelhecer, sem a ação do tempo, que não existe mais.

São Paulo, na carta aos Romanos diz que fomos batizados na morte de Cristo e acrescenta: “Se, pois, se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. Por isso, sendo Cristo a Vida, todo nosso anseio de eternidade faz sentido e será realizado. Viveremos eternamente o amor, a alegria, na companhia de nossos entes queridos, porque do contrário não será felicidade.
O dia de hoje, dedicado à reflexão sobre o término de nossa caminhada nesta vida, longe de nos tirar a alegria de ser, nos aumenta o júbilo porque não só fomos criados á imagem da Vida, que é Jesus, mas fomos resgatados, recriados, por sua morte e ressurreição, para a Vida eterna com Ele e com nossos entes queridos.

(CAS)

Rádio Vaticano

Dia de Finados é dia de esperança. A oração de Francisco na Cripta Vaticana


Cidade do Vaticano (RV) – Neste dia de Finados, o Papa Francisco preside no final da tarde, às 18h (hora local), a um momento de oração na Cripta Vaticana, em forma estritamente privada, pelos Sumos Pontífices mortos.

Não é a primeira vez que o Santo Padre visita a Cripta. Em 1º de abril passado, segunda-feira de Páscoa, Francisco rezou diante dos túmulos dos Papas do século passado que ali se encontram: Bento XV, Pio XI, Pio XII, Paulo VI e João Paulo I.

Na vigília da celebração dos fiéis defuntos, o Pontífice celebrou a santa missa na entrada do Cemitério do Verano (principal necrópole de Roma). 

Na homilia, Francisco recordou que o Dia de Finados e a Solenidade de Todos os Santos são dias de esperança, pois “os nossos irmãos e as nossas irmãs que nos precederam nesta vida, encontram-se hoje na presença do Senhor pela graça de Jesus Cristo”.

Ao término da celebração, houve um momento de oração pelos fiéis defuntos, com a bênção dos túmulos. O Santo Padre rezou "de modo especial por estes nossos irmãos e irmãs que nestes dias morreram buscando uma libertação, uma vida mais digna."

"Vimos as fotografias, a crueldade do deserto, vimos o mar onde muitos se afogaram. Rezemos por eles!" – exortou o Papa Francisco, referindo-se tanto aos mortos destes dias no deserto do Níger, quanto às contínuas mortes no Mediterrâneo.

Na segunda-feira, dia 4, o Papa Francisco preside no Altar na Cátedra na Basílica Vaticana à Santa Missa em sufrágio dos Cardeais e Bispos mortos no decorrer do último ano.

(BF)

Rádio Vaticano

Ser santo "não é um privilégio de poucos, mas uma vocação para todos"

Agência Ecclesia
Paróquia de SANTO AFONSO
O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que ser santo «não é um privilégio de poucos, mas uma vocação para todos» e recordou as 90 pessoas encontradas mortas no deserto do Níger.
"Ser Santo não é um privilégio de poucos, mas uma vocação para todos", disse o Papa na mensagem por ocasião da oração mariana do Angelus, na Praça de São Pedro, ao meio dia (menos uma hora em Lisboa).
Na Solenidade de Todos os Santos, Francisco disse que os santos são "os amigos de Deus, os que no rosto dos mais pequenos e desprezados viram a face do Senhor" e afirmou que o objetivo da existência não é "a morte" mas "o paraíso".
"Os santos não são super-homens nem nasceram perfeitos, antes da glória viveram uma vida normal com alegrias e dores, fadigas e esperanças", afirmou o Papa.
Diante da multidão que o escutava, Francisco lembrou que os santos, "quando conheceram o amor de Deus, seguiram-no com todo o coração, sem condições ou hipocrisias, passaram a sua vida ao serviço dos outros, suportaram sofrimentos e adversidades sem odiar e respondendo ao mal com o bem, espalhando a alegria e a paz".
"Os santos são homens e mulheres que têm a alegria no coração e a transmitem aos outros", disse o Papa acrescentando que, "ser Santo não é um privilégio de poucos, mas uma vocação para todos".
O Papa Francisco recordou também as 90 pessoas que morreram "aflitos de sede e de fome" no deserto do Níger, quando tentavam procurar "condições de vida melhor" e se depararam com avarias dos veículos em que seguiam.
"Rezarei, de forma especial, por todos os nossos irmãos, homens, mulheres e crianças, que morreram aflitos de sede, de fome e de cansaço quando fugiam à procura de condições de vida melhor. Nestes dias vimos nos jornais essas imagens cruéis do deserto", disse o Papa.
Francisco recordou também os "cristãos perseguidos" e prometeu orações pelos que são "vítimas da violência", especialmente "os cristãos que perderam a vida por causa da perseguição".
Fonte: www.agencia.ecclesia.pt

sábado, 2 de novembro de 2013

Valorizar a família - Dom Orani

Rio de Janeiro (RV) - Foi realizada em Roma, junto ao túmulo do Apóstolo São Pedro, a peregrinação internacional da família, dentro do Ano da Fé. Este evento, que reuniu 150 mil famílias, coincidiu com o encerramento da XXI Assembleia Plenária do Pontifício Conselho da Família. Constaram deste evento três jornadas dedicadas ao estudo e ao debate no 30º aniversário da Carta dos Direitos da Família, publicada pelo mesmo dicastério vaticano em 22 de outubro de 1983, sob o Pontificado do Beato João Paulo II. O encontro, aberto ao público, debateu os "Novos horizontes antropológicos e os direitos da família". 

Declarou o Arcebispo Dom Vincenzo Paglia, presidente do Conselho Pontifício para a Família, em entrevista à Rádio Vaticano, que esta Carta dos Direitos da Família é defendida e valorizada como meio "para que não nos esqueçamos que a família, como sujeito jurídico, é uma dimensão que transpassa os séculos, que não nasceu anteontem nem há cem anos. Há uma dimensão que atravessa a história, que fez da família o primeiro lugar em que aprendemos a estar juntos: a família é o primeiro 'nós'".

As profundas palavras do Santo Padre o Papa Francisco neste evento, assim como a celebração, deixam claro a importância do tema nesse momento da história da humanidade. Ele recordou no encontro: “Quisestes chamar a este momento «Família, vive a alegria da fé!» Gosto deste título! Entretanto, escutei as vossas experiências, os casos que contastes. Vi tantas crianças, tantos avós... Pressenti a tristeza das famílias que vivem em situação de pobreza e de guerra. Ouvi os jovens que se querem casar, mesmo por entre mil e uma dificuldades. E então nos surge a pergunta: Como é possível, hoje, viver a alegria da fé em família? Mas eu pergunto-vos também: «É possível viver esta alegria, ou não é possível?” E na missa do domingo na Praça de São Pedro, ele resumiu em três tópicos: a família reza, a família guarda a fé, a família vive a alegria. E concluiu: “E, acima de tudo, um amor paciente: a paciência é uma virtude de Deus e nos ensina, na família, a ter este amor paciente, um com o outro. Ter paciência entre nós. Amor paciente. Só Deus sabe criar a harmonia a partir das diferenças. Se falta o amor de Deus, a família também perde a harmonia, prevalecem os individualismos, se apaga a alegria. Pelo contrário, a família que vive a alegria da fé, comunica-a espontaneamente, é sal da terra e luz do mundo, é fermento para toda a sociedade.”

A família foi querida por Deus desde que o Criador concedeu Adão e lhe deu Eva como esposa, determinando que habitassem a Terra e se perpetuassem pelo seu amor esponsal. Sabemos como a instituição familiar tem sido atacada por todos os lados: instituições internacionais, legislações ideológicas, decretos do executivo, julgamentos nos tribunais, propaganda sistemática na mídia – por todos os lados há muito mais facilidade de se colocar contra a família do que a construção dos valores positivos e essenciais da família humana. São tempos difíceis para a família e é muito importante que, ao valorizarmos a família, saibamos da campanha contrária a ela em tantos âmbitos de nossa sociedade. Como cidadãos, temos o direito de dar nossas opiniões e manifestar nossas convicções, que são importantes para o futuro da humanidade.

Assim o Papa conclamou os jovens voluntários no seu encontro no Riocentro durante a JMJ Rio 2013: “Deus chama para escolhas definitivas, Ele tem um projeto para cada um: descobri-lo, responder à própria vocação é caminhar para a realização feliz de si mesmo. A todos Deus nos chama à santidade, a viver a sua vida, mas tem um caminho para cada um. Alguns são chamados a se santificar constituindo uma família através do sacramento do Matrimônio. Há quem diga que hoje o casamento está “fora de moda”. Está fora de moda? [Não…]. Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é “curtir” o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, “para sempre”, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso, eu peço que vocês sejam revolucionários, eu peço que vocês vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, crê que vocês não são capazes de amar de verdade. Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Tenham a coragem de “ir contra a corrente”. E tenham também a coragem de ser felizes!”

O Documento de Aparecida nos fala dessa importância de valorizar a família e de tutelar os seus direitos neste tempo de mudança de época: a família não é uma mera instituição natural; antes, faz parte do projeto do Criador (cf. Gn 1,27), de modo que “pertence à natureza humana que o homem e a mulher busquem um no outro sua reciprocidade e complementaridade” (n. 116). Na plenitude dos tempos, o Filho de Deus assumiu a nossa natureza humana e, “optando por viver em família em meio a nós, a eleva à dignidade de ‘Igreja doméstica’” (n. 115). O amor conjugal “é assumido no Sacramento do Matrimônio para significar a união de Cristo com sua Igreja” (n. 117; cf. 175g; 433s). É na família que a pessoa “descobre os motivos e o caminho para pertencer à família de Deus” (n. 118).

O Beato João Paulo II, na Carta às Famílias de 1994, ensinou que: "Dentre essas numerosas estradas, a primeira e a mais importante é a família: uma via comum, mesmo se permanece particular, única e irrepetível, como irrepetível é cada homem; uma via da qual o ser humano não pode separar-se.” Com efeito, normalmente ele vem ao mundo no seio de uma família, podendo-se dizer que a ela deve o próprio fato de existir como homem. Quando falta a família logo à chegada da pessoa ao mundo, acaba por criar-se uma inquietante e dolorosa carência que pesará depois sobre toda a vida. A Igreja une-se com afetuosa solicitude a quantos vivem tais situações, porque está bem ciente do papel fundamental que a família é chamada a desempenhar. Ela sabe, ainda, que normalmente o homem sai da família para realizar, por sua vez, num novo núcleo familiar, a própria vocação de vida. Mesmo quando opta por ficar sozinho, a família permanece, por assim dizer, o seu horizonte existencial, como aquela comunidade fundamental onde se radica toda a rede das suas relações sociais, desde as mais imediatas e próximas até as mais distantes. Porventura não usamos a expressão "família humana" para nos referirmos ao conjunto dos homens que vivem no mundo? (cf. número 02).

A Igreja protege a família, célula sacramental que nasce do amor de um homem e de uma mulher, em caráter indissolúvel, aberto à vida, promovendo três colunas vitais como direito inalienáveis: primeiro a dignidade da pessoa humana; segundo o sacramento do matrimônio e terceiro a inviolabilidade da vida e da família. Assim como os dogmas estão para a fé católica, estes três pilares estão para a prática cristã dos batizados na Igreja Católica, que não devem se cansar de defender os direitos da família constituída pelo amor verdadeiro e eterno.

Desde sempre, o lar formado por Jesus, Maria e José é considerado como escola de amor, oração e trabalho. Da mesma maneira, contemplando a Família Sagrada somos chamados a mostrar ao mundo o amor, o trabalho e o serviço vividos diante de Deus, tal como os viveu a Sagrada Família de Nazaré. As condições de vida mudaram muito e progrediram enormemente nos âmbitos técnicos, sociais e culturais. Não podemos contentar-nos com estes progressos. Juntamente com eles, devem estar sempre presentes os progressos morais, como a atenção, a tutela e a ajuda à família, porque o amor generoso e indissolúvel de um homem e de uma mulher constitui o âmbito eficaz e o fundamento da vida humana na sua gestação, na sua iluminação, no seu crescimento e no seu termo natural. 

A família nunca cairá de moda: só onde existem o amor e a fidelidade nasce e perdura a verdadeira liberdade. Por isso, a Igreja luta por adequadas medidas econômicas e sociais, para que no lar e no trabalho a mulher encontre a sua plena realização; a fim de que o homem e a mulher que contraem matrimônio e formam uma família sejam decididamente apoiados pelo Estado; para que se defenda a vida dos filhos como sagrada e inviolável, desde o momento da sua concepção; a fim de que a natalidade seja dignificada, valorizada e apoiada jurídica, social e legislativamente. Por isso, a Igreja opõe-se a todas as formas de negação da vida humana e sustenta aquilo que promove a ordem natural no âmbito da instituição familiar.

Ensina o Concílio Ecumênico Vaticano II que: "Os próprios esposos, feitos à imagem de Deus e estabelecidos numa ordem verdadeiramente pessoal, estejam unidos em comunhão de afeto e de pensamento e com mútua santidade, de modo que, seguindo a Cristo, princípio da vida, se tornem, pela fidelidade do seu amor, através das alegrias e sacrifícios da sua vocação, testemunhas daquele mistério de amor que Deus revelou ao mundo com a sua morte e ressurreição" (GS 52).

O Documento de Aparecida nos ensina que a família deve-se tornar “um dos eixos transversais de toda ação evangelizadora da Igreja” (n. 435) – e neste âmbito a “infância” se torna destinatária de uma ação “prioritária” da Igreja (n. 438). Por isso, a pastoral familiar – em suas mais variadas expressões – há de “comprometer de maneira integral e orgânica as outras pastorais, os movimentos e associações matrimoniais e familiares a favor das famílias” (n. 437a). A principal bandeira para valorizar a família é promover a formação e ação de leigos competentes, animá-los a organizar-se para defender a vida e a família, e estimulá-los a participar em organismos nacionais e internacionais. 

Que a Sagrada Família proteja as nossas famílias e que seus direitos sejam respeitados para o próprio bem do futuro da humanidade!

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Rádio Vaticano

sábado, 2 de novembro de 2013

Alemanha: bebês agora podem ser registrados sem sexo definido

Lei que entrou em vigor nesta sexta-feira permite que pais com dúvidas em relação ao sexo do filho deixem esse campo em branco na hora do registro

Bebê
Terceira opção: na Alemanha, pais de recém-nascidos não são mais obrigados a definir sexo do bebê ao registrá-lo(Thinkstock)
A partir desta sexta-feira na Alemanha, pais de recém-nascidos terão uma terceira opção na hora de registrar no cartório o sexo do bebê. Caso não consigam determinar com clareza se é feminino ou masculino, eles poderão optar por deixar esse campo em branco. Com isso, a Alemanha se tornou o primeiro país europeu a permitir que bebês sejam registrados sem sexo definido.
Essa possibilidade foi incluída na reforma da lei alemã do estado civil, que foi aprovada pelo parlamento em janeiro deste ano e entrou em vigor nesta sexta-feira. Até então, os pais eram obrigados a registrar seus filhos e a constatar o sexo deles até uma semana após o nascimento, sob pena de multa.
Hermafroditas — O hermafroditismo, ou intersexo, é uma condição biológica na qual o embrião pode apresentar uma mistura de genitais externos e órgãos sexuais internos de ambos os sexos – ou seja, ao mesmo tempo, ter ovários, útero, vagina, testículos e pênis.
O médico geneticista brasileiro Salmo Raskin, membro do Projeto Genoma Humano, explica que na maioria das vezes o hermafroditismo é causado por alterações genéticas que afetam a formação embriológica, mas outros fatores, como a ingestão de hormônios durante a gravidez, também podem contribuir para o problema.
Lei — Calcula-se que 1 em cada 5 000 alemães tenha características de ambos os sexos. Na América Latina, há um caso de genitália ambígua em 20 000 nascimentos. "Se um bebê não pode ser identificado como pertencente ao gênero masculino ou feminino, não será preenchido o campo correspondente no registro de nascimento", diz o artigo da lei. 
Fontes do Ministério do Interior disseram que o objetivo da lei é "tirar a pressão dos pais" de imediatamente definir o sexo bebê depois do nascimento — o que, em caso de dúvida, pode levar a "decisões precipitadas" e cirurgias.
Em um pronunciamento divulgado em fevereiro de 2012, o Conselho Ético do país considerou que a obrigação de registrar um sexo determinado constituía um "ataque não justificado ao direito à personalidade e à igualdade de direitos".  
Controvérsias — Para Raskin, a lei é bem intencionada e representa um avanço em relação ao assunto. "Durante muito tempo, pais tomaram a decisão sobre o sexo social dos filhos. Em muitos casos, isso causou problemas, porque esses filhos cresciam e descobriam uma percepção sobre seu próprio sexo que era diferente daquela que foi decidida pelos pais."  
A ausência da definição do sexo, porém, pode levar a alguns problemas de ordem psicológica e física. "Se não há a decisão, provavelmente não haverá uma cirurgia para corrigir a genitália ambígua", afirma o geneticista. "Sem essa operação, na adolescência, quando começa a se definir a identidade sexual, a pessoa pode se sentir confusa e ter o seu psicológico afetado."
Do ponto de vista físico, a cirurgia de correção evita problemas de saúde como tumores. "Uma pessoa que tem tecidos masculino e feminino pode desenvolver câncer em qualquer um desses tecidos, então é importante fazer a remoção", diz.
(Com EFE)

Como fracassar como padre.



Fracassar como padre é muito fácil; basta seguir estes 15 simples passos e o desastre será garantido – a menos que o Senhor intervenha com sua graça.
 
Dicas para fracassar como sacerdote:

1. Ordenar-se sacerdote sem ter tido experiência de Jesus (a mais importante de todas).
 
2. Achar que o ministério é uma profissão, não uma vocação.
 
3. Pensar que no sacerdócio há plano de carreira.
 
4. Abandonar a oração pouco a pouco, começando pela Liturgia das Horas, com a desculpa de que há muito trabalho pastoral.
 
5. Isolar-se dos outros irmãos sacerdotes.
 
6. Celebrar a Missa só se houver ofertas ou intenções. Isso é acreditar que a comunidade não merece se santificar com a Eucaristia.
 
7. Celebrar a Missa como um mero rito, carente de sentido, no qual a única coisa importante é terminar logo.
 
8. Perder o sentido da pregação da Palavra de Deus.
 
9. Falar de tudo na homilia, menos da Palavra de Deus.
 
10. Alimentar a saudade dos amores passados.
 
11. Pensar que na Igreja tudo é bondade e que não há maldade no coração dos seus membros.
 
12. Conceber o bispo como um patrão, e não como um servidor.
 
13. Não se confessar com regularidade.
 
14. Não ter um diretor espiritual.
 
15. Achar que sua paróquia é sua empresa, não sua comunidade.
 
Tomara que você, padre, não siga estas dicas!

Fonte: Aliteia

Rádio Voz do Coração Imaculado: Pró-Vida - Esterilização

A Rádio Voz do Coração Imaculado apresenta o programa "Em Defesa da Vida - Pró Vida", em Anápolis, com o Reverendíssimo Pe. Luis Carlos Lode Da Cruz, presidente do pró-vida de Anápolis-Go, Doutor em Bioética e um grande defensor da vida no Brasil, falando sobre a anticoncepção, a esterilização, a fecundidade no matrimônio e sobre a união sexual. Confira a baixo o áudio da aula.


Papa Francisco poderá proclamar Pio XII santo.


Papa Francisco está considerando proclamando santo Papa Pio XII, o grande Pontífice, que lançou as bases do Vaticano II e escapou da morte de cerca de 800 mil judeus. O Santo Padre iria tomar essa decisão de forma semelhante ao que fez com o Papa João XXIII, que será canonizado sem um milagre normalmente exigidos nos procedimentos da Igreja .
Uma fonte oficial da Congregação para as Causas dos Santos no Vaticano, que pediu para permanecer anônimo, disse à ACI Prensa em 25 de julho que "como o Papa Francisco decidiu que a canonização de João XXIII, também está considerando mesmo com Pio XII ".
19 de Dezembro de 2009, o então Papa Bento XVI aprovou o decreto das virtudes heróicas do Papa Pacelli, ou seja, documento que comprove que a pessoa viveu a fé, esperança e caridade (amor) em grau heróico. De acordo com o procedimento padrão, agora você precisa de um milagre para a beatificação.
Mas se o Papa Francisco decide ir em frente sem um milagre, poderia "mesmo canonizar (Pio XII), com Certa fórmula scientia (conhecimento certo) e, portanto, ignorando até mesmo a beatificação", disse a fonte.
"Só o Papa pode fazer isso e ele vai, se quiser."
O Papa está empenhado Francisco Pio XII porque "considera um grande, da mesma forma que João XXIII, mesmo que por diferentes razões", a fonte explicou à CNA.
Mas há também uma razão histórica que o Papa Francisco está interessado em Pio XII.
Quando Paulo VI iniciou o processo de beatificação e canonização em 1967, nove anos após a morte do Papa Eugenio Pacelli, o papa então formada uma comissão de historiadores para investigar profundamente a vida e conduta de seu antecessor, com especial atenção à eventos relacionados com a Segunda Guerra Mundial.
O comitê composto por quatro jesuítas: Pierre Blet Parent (França), Angelo Martini (Itália), Burkhart Schneider (Alemanha), e Robert A. Graham (EUA).
Seu trabalho levou à publicação do "Actes et Documents du São Siège relatifs à la Seconde Guerre Mondiale" (Atos e Documentos da Santa Sé relacionado à Segunda Guerra Mundial), uma coleção de 11 volumes de documentos do Arquivo Secreto Vaticano no pontificado de Pio XII durante este período.
No entanto, a novidade para 2014 é esperado para concluir documentos do pontificado de Pio XII, que serão incluídas cerca de 16 milhões de documentos da vida de Eugenio Pacelli.
Quando em 2009 o Papa Bento XVI decidiu aprovar o decreto de virtudes heróicas, foi criticado por alguns setores judeus acusam Pio XII de não falar sobre o Holocausto, mas sim colaborou efetivamente para salvar 800 mil judeus durante a perseguição nazista.
De acordo com Matteo Luigi Napolitano, Pontifício Comitê de Ciências Históricas e tem escrito vários livros sobre Pio XII ", no que se refere a julgamento histórico, o dossiê sobre Pio XII está quase pronto."
Em entrevista à CNA em 29 de julho, Napolitano disse que "juízos teológicos sobre a vida ea conduta de Pio XII são tratadas pelos historiadores."
Sua afirmação se refere ao que é conhecido como "positio", um documento que é compilada para cada pessoa que inicia o processo de beatificação e canonização, uma vez que foi declarado "venerável" pelo decreto de virtudes heróicas.
A fonte, que falou com a CNA sobre a possibilidade de canonização de Pio XII explicou que sim, existem muitos milagres atribuídos ao Papa Pio XII e também por esse motivo, o Papa Francisco está considerando evitar a beatificação e canonização passa diretamente, ou seja, , proclamar santo.
Quando, no caso de João XXIII, o papa decidiu aprovar a sua canonização, apresentou o seu caso à votação dos membros da Congregação para as Causas dos Santos, apesar do fato de que "ele estava discutindo um milagre atribuído à intercessão João XIII ", disse a fonte.
Mas "o milagre teria precisado de várias confirmações", disse o especialista, para que o Papa Francisco "escolheu para decidir sua canonização, sem esperar que a certificação de um milagre."
Em julho de 2012, o fundador da Pave the Way Foundation, Gary Krupp, um judeu e um defensor proeminente do Papa Pio XII, declarou que "a lenda negra contra Pio XII está sendo clareado pela luz da verdade absoluta".
Falando à CNA 5 de julho de 2012, Krupp disse complacência grupo inter-religioso presidido pela mudança de atitude no Museu do Holocausto Yad Vashem, em Israel, que fez algumas modificações para uma exposição polêmica sobre Pio XII, por apresentar uma visão mais equilibrada sobre as ações do Papa para os nazistas e suas vítimas judias.
Para Krupp, ele "deve mostrar ao mundo que este é verdadeiramente uma instituição que se baseia em fatos e da verdade."
O líder judeu disse que qualquer investigação vai mostrar que o Papa, cujo nome de nascimento era Eugenio Pacelli, "foi um grande herói para o povo judeu durante os anos mais negros da Shoah (Holocausto)".
Fonte: aciprensa.com