Blog Alma Missionária

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sábado, 2 de março de 2013


PALAVRAS DE UM JORNALISTA JUDEU


O QUE IMPORTA É QUE O SENHOR É A CABEÇA E NÓS O CORPO. AMEMOS A CABEÇA E TAMBÉM O CORPO. VIVAMOS O QUE O SENHOR PEDE E A IGREJA ENSINA!




 Carlos Brickmann - Observatório da Imprensa 


Sobre o papa e Igreja católica


         Este colunista não entende a polêmica a respeito das necessidades da
Igreja Católica. Com seus dois mil anos de vida, com mais de um
bilhão de seguidores, a Igreja sabe perfeitamente do que precisa para
continuar sua jornada, e pode dispensar palpites de quem mal sabe
a diferença entre um báculo e uma hóstia. Os cardeais são
selecionados pela inteligência, conhecimentos, visão política,
capacidade de articulação (pois, se não a tivessem, não chegariam
lá). Quantos não cardeais poderiam enfrentar cardeais num debate.


 A Igreja Católica, Apostólica, Romana, é o que é; quem não a
aprecia, quem discorda de seus ensinamentos, não é obrigado a
segui-la. Se o cavalheiro acredita que o fenômeno
da transubstanciação é impossível e não existe, não é católico;
se não acredita nos ensinamentos de Jesus, católico não é. Exigir
que a Igreja se transforme para atender aos anseios de cada um para
então segui-la é excesso de soberba.


Caso não queira segui-la, ou siga apenas alguns de seus ensinamentos e
dogmas, tudo bem, é questão de escolha pessoal. Este colunista, como
judeu, acompanha o debate teológico da Igreja Católica à distância,
apenas para estar informado. 

Se a Igreja desaprova o uso da camisinha e
rejeita o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é questão da Igreja,
e não influi nem sobre o comportamento nem sobre a opinião do
colunista. 

Ler textos em que pessoas se consideram perseguidas
pessoalmente por ser homossexuais ou por ter feito um aborto e exigem
que a Igreja mude para atendê-las é muito
cansativo, incompreensível.

A Igreja, certamente, não deve interferir na vida civil, tentando
impor suas ideias a quem não seja católico ou não queira segui-las;
que emita normas religiosas, para quem as aceita, sem querer adaptar a
suas teses as leis de um Estado laico. E quem quiser viver sem levar em
conta as ideias da Igreja que seja livre para fazê-lo, independentemente da opinião do papa, dos cardeais ou dos bispos.

Por isso é difícil entender os partidos pró-Bento 16 e contra Bento
16 que proliferam nos meios de comunicação - há textos em que o
ódio à Igreja transparece, como um que reclama daquele fio de
fumaça negra quando o novo papa não foi eleito e o fio de fumaça
branca quando o novo papa é escolhido (na opinião do comentarista,
isso contribui para a poluição e deveria ser eliminado).

Que cada um siga seu caminho, pronto. Aliás, este colunista vai ainda
mais longe: há corrupção no Vaticano? Deve haver, claro: uma
organização deste tamanho dificilmente estaria imune aos pecados do
mundo. Mas este é um problema do Vaticano, não de quem esteja de
fora. Como dizia um jornalista de alta linhagem, o José Carlos Del
Fiol, que foi subsecretário de Redação da Folha por muitos e muitos
anos, se o dinheiro não é seu nem meu, por que vamos nos preocupar
com ele?

Deve haver corrupção, deve haver pessoas da mais alta
hierarquia envolvidas com atos antissociais, deve haver gente
insuspeitíssima cometendo crimes (aliás, numa organização que teve
o papa Borgia e sobreviveu a ele, por que pessoas hierarquicamente
inferiores não teriam deslizes de menor ou maior gravidade?)

Há, claro (e muitos casos já foram revelados publicamente), inúmeros
e horrendos episódios de pedofilia-e não é pagando indenizações,
como tem ocorrido com frequência, que se obterá o esquecimento desses
crimes. É com julgamentos civis, condenações aos culpados, tudo
associado à perda de prerrogativas eclesiásticas.

Mas a Igreja Católica não teria sobrevivido durante tanto tempo se
fosse apenas isso: é também uma fonte de fé para muitas pessoas, é
também um exemplo de apreço à cultura, às artes e às
letras. Música, escultura, pintura, arquitetura, tudo da melhor
qualidade, nasceu em função da Igreja Católica; foram monges
católicos que, enclausurados em seus mosteiros, copiaram obras
clássicas e permitiram que chegassem a nós.

Não gosta do papa? Continue não gostando. Não gosta da linhada
Igreja? Não a siga. Acredita em outra divindade? Sem
problemas. Discorda do celibato dos sacerdotes? Não queira ser
sacerdote - deixe esta função para quem aceite as normas
disciplinares a ele impostas. 

Mas gastar o papel tão caro de jornais e
revistas e desperdiçar a paciência do consumidor de informação por
achar que uma instituição com dois mil anos de idade e um bilhão e
meio de seguidores tem de se adaptar às suas preferências pessoais,
convenhamos, é meio muito. ( carlos@brickmann.com.br )


SÁBADO, 2 DE MARÇO DE 2013

Revista protestante afirma que a chegada protestante no Brasil foi danosa



Os protestantes holandeses chegaram matando e saqueando

Fernando Nascimento

Esse artigo esclarecedor mostra conforme relatos da própria revista protestante Eclésia, edição especial de Abril de 2000, como foi danosa a chegada do protestantismo ao Brasil. Os que redigiram o artigo, cegando para a carnificina, intolerância, vandalismo e destruição que promoveram para implantar o protestantismo, apenas festejavam o fato de terem vindo a este país edificar em solo alheio, bem depois da chegada dos católicos.


Revista Eclésia, confissões de um fracasso

Após fundarem o protestantismo na Alemanha, no início do século 16, essa ideologia travestida de ares religiosos incorporou o desejo de muitos burgueses em apoderar-se do patrimônio da Igreja Católica. Em toda Europa isso foi posto em prática da pior forma possível, como podemos ver neste artigo:

É evidente que o protestantismo não buscava a evangelização dos povos, mas edificar onde a Igreja Católica já tinha pregado Jesus Cristo e apoderar-se de seu legado patrimonial e religioso, inclusive proibindo o culto católico.

Para dar um exemplo de como é avessa aos evangelhos a conduta protestante, as Escrituras demonstram que quando o apóstolo Pedro pregava em Roma, o apóstolo Paulo evitava ir àquela cidade e assim escreveu aos romanos:

“20. E me empenhei por anunciar o Evangelho onde ainda não havia sido anunciado o nome de Cristo, pois não queria edificar sobre fundamento lançado por outro. 21. Fiz bem assim como está escrito: Vê-lo-ão aqueles aos quais ainda não tinha sido anunciado; conhecê-lo-ão aqueles que dele ainda não tinham ouvido falar (Is 52,15). 22. Foi isso o que muitas vezes me impediu de ir ter convosco” (Romanos capítulo 15)

Quase duas décadas antes do protestantismo existir no mundo, os católicos chegaram pacificamente ao Brasil em três simples caravelas. Foram festejados pelos nativos e em 26 de abril de 1500, foi celebrada a primeira missa pelo Padre Henrique de Coimbra junto com o Padre iniciante Marcos de Oliveira Ferreira, fato este descrito por Pero Vaz de Caminha na carta que enviou ao rei de Portugal, D. Manuel I.


Celebração da primeira missa no Brasil

O protestantismo só viria a ser fundado na Alemanha a partir de 1517. Primeiro tratou de se apoderar, sob sangue derramado, dos bens patrimoniais da Igreja Católica na Alemanha e depois em muitos outros países da Europa, como demonstrado no link já citado.


Calvinistas massacrando os jesuítas
Em 1570, foram enviados ao Brasil para evangelizar os índios o Padre Inácio de Azevedo e mais 40 jesuítas. Vinham a bordo da nau São Tiago quando em alto mar os interceptou o calvinista Jacques Sourie. Como prova de seu "evangélico" zelo mandou degolar friamente todos os padres e irmãos e jogar os corpos aos tubarões. (Luigi Giovannini e M. Sgarbossa in Il santo del giorno, 4ª ed. E.P, pág. 224, 1978).

Até que então, cita a revista protestante Eclésia:

“Manhã de 15 de fevereiro de 1630. No horizonte da capitania de Pernambuco surge, segundo documentos da época, "a maior armada que já cruzou o equinocial". Dos barcos, os holandeses avistam a beleza das praias do Recife, um pacato povoado na periferia de Olinda, cidade importante da colônia."

"Já havia alguns anos, os flamengos estavam de olho naquele ponto da costa brasileira.
A região parecia promissora para seu objetivo de implantar uma "Nova Holanda" nos trópicos - muita água, riquezas naturais, clima e regime dos ventos favoráveis, e um litoral com bons pontos de desembarque e uma grande área protegida pelos arrecifes para fundear os navios. Os forasteiros que se aproximavam não eram meros aventureiros ou corsários: eles vinham mesmo para ficar e colonizar aquela terra à sua maneira. “ - Leia-se “colonizar aquela terra à sua maneira“ como,” fazê-la virar protestante a força”.



Uma mostra de como o protestantismo “evangelizava

Segue confessando a revista protestante:

“Não era a primeira vez que conquistadores holandeses lançavam-se sobre o Brasil. Em 1624, invadiram Salvador, onde inclusive realizaram um culto reformado, no dia 11 de maio daquele ano, dirigido pelo reverendo Enoch Sterthenius.”

Veja então como foi realizado o culto protestante no Brasil: 1624, as igrejas católicas na Bahia foram depredadas e transformadas em depósitos, celeiros, adegas ou paióis e a Sé foi destinada ao culto anglicano.

Segue a revista confessando que os protestantes eram “invasores”:

“No ano seguinte, os invasores foram rechaçados por forças espanholas, portuguesas e brasileiras, com auxílio dos índios potiguares. Mas eles não desistiram. Logo a WIC organizaria esquadra nova e poderosa: 56 navios, 1,1 mil canhões, 3,8 mil tripulantes e 3,5 mil soldados.”

“A conquista de Olinda e Recife consumiu poucos dias, mas o resto da capitania ofereceu resistência feroz, comandada por Matias de Albuquerque e Felipe Camarão.
Depois de cinco anos de uma luta encarniçada com requintes de guerrilha na selva, toda Pernambuco passou ao controle holandês. Vencida a resistência inicial, a ocupação deslanchou por todo o Nordeste.”


André Cunha retratou o ataque dos incendiários protestantes à Olinda

Em Olinda, no ano 1631, os invasores protestantes destruíram e queimaram as igrejas católicas. A única igreja que ficou intacta foi a de São João Batista dos Militares, que servia de quartel general às tropas invasoras.

“Em pouco tempo, as igrejas católicas foram transformadas em abrigos de soldados. Os utensílios do culto romano, como imagens, altares e paramentos sacerdotais, destruídos.”


Ruinas da Sé de Olinda, incendiada pelos holandeses

Segue a revista narrando a desgraça da invasão protestante:

“Os invasores chegaram a dominar 1,2 mil quilômetros da costa, incluindo os atuais territórios da Bahia, Sergipe, Alagoas e toda a faixa de terra até o Maranhão. "Morto está o Brasil", sentenciou o padre jesuíta Antônio Vieira, um dos maiores cronistas do período colonial. Estava criada a Nova Holanda.”


Matança em plena missa

Em 16 de julho de 1645, o Padre André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por mais de 200 soldados holandeses e índios potiguares persuadidos. Os fiéis participavam da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, no município de Canguaretama, localizado na Zona Agreste do Rio Grande do Norte. Por seguirem a religião católica, pagaram com a própria vida o preço pela crença, por causa da intolerância calvinista dos invasores.

“A estabilidade da Nova Holanda, ao menos temporariamente, estava garantida. Antes disto, em 1637, um novo responsável pelas possessões holandesas no Brasil chegara ao Recife. Seu nome: Johann Mauritius von Nassau-Siegen, ou simplesmente Maurício de Nassau (...) calvinista praticante.” – Nassau era um protestante alemão a serviço dos invasores holandeses.


Maurício de Nassau, intolerante ao catolicismo

“De fato, as procissões católicas foram proibidas. Os dias santos foram declarados nulos, sendo reconhecidos apenas a Páscoa e o Natal como feriados. As missas só podiam ser celebradas dentro de algumas casas, já que as igrejas haviam sido ocupadas pelos reformados.”


Procissão de São João, proibida pelos invasores holandeses
Maurício de Nassau, um dos maiores traficantes de escravos para o Brasil

Em 25 de junho de 1637. Devido a falta de escravos para os engenhos de cana de açúcar, fugidos por causa da guerra entre holandeses e portugueses, Nassau envia uma expedição de nove navios para a Guiné, na África, sob comando do coronel Hans van Koin, para trazer mais negros para Pernambuco.

De acordo com o estudo do historiador e professor José Antônio Gonsalves de Mello, o maior pesquisador da invasão, por volta de 1640, na província holandesa o número de escravos era tão grande que igualava-se ao número de luso brasileiros que somavam 30 mil.

Em 30 de maio de 1641. Tendo convencido os dirigentes da Cia. Das Índias de que era mais vantajoso atacar Angola, por conta dos escravos, do que a Bahia, Nassau envia uma força de invasão à África com 20 navios e mais de 4.000 homens.


Países de raça negra, mercados do protestantismo
No ano seguinte, 1642, o pintor de Nassau confessa que sendo os congoleses já submissos a Nassau, seu rei em troca de favores, o presenteia com seiscentos escravos, sendo uma terça parte para o Príncipe, outra para o Conde de Nassau e uma terceira parte para a Cia das Índias. (“Albert Eckhout – Pintor de Maurício de Nassau no Brasil 1637/1644″ – Clarival do Prado Valladares – Livroarte Editora)

Para ver todo o desrespeito empregado pelos protestantes ao Povo Negro, e convocação feita pelo Sr. Hernani Francisco da Silva, Presidente da Sociedade Cultural Missões Quilombo à todas as Igrejas protestantes a pedirem perdão pelo desrespeito, preconceito, escárnio e tráfico deste povo, acesse: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=20880

Em meio a matéria da revista, o bispo protestante Robinson Cavalcanti tentando limpar a barra do escravagista e intolerante Maurício de Nassau, brada: " Pode-se dizer que o Brasil foi o primeiro lugar do mundo a experimentar um governo onde existiu a possibilidade de diferentes cultos e manifestações religiosas. Maurício de Nassau introduziu aqui a tolerância religiosa.", - mas logo em seguida é corrigido pelo historiador Leonardo Dantas que acrescenta: "Não se tratava de uma liberdade total. Havia restrições a cultos não reformados.", ou seja, a “liberdade” era só para culto protestante. A mesma revista afirma que os judeus só podiam fazer culto de portas fechadas.

Informo também ao bispo protestante Robinson Cavalcanti, que no Brasil muito antes dos protestantes aqui pisarem, já era um país tolerante a diferentes cultos e manifestações religiosas onde ninguém era obrigado a ser católico. Vemos isso no documento Papal a este país do ano de 1537:

Papa Paulo III (1534-1549),
“Pelo teor das presentes determinamos e declaramos que os ditos índios a todas as mais gentes que aqui em diante vierem a noticia dos cristãos, ainda que estejam fora da fé cristã, não estão privados, nem devem sê-lo, de sua liberdade, nem do domínio de seus bens, e não devem ser reduzidos a servidão”. (...) determinamos e declaramos que os ditos índios, e as demais gentes hão de ser atraídas, e convidadas à dita Fé de Cristo, com a pregação da palavra divina, e com o exemplo de boa vida. E tudo o que em contrário desta determinação se fizer, seja em si de nenhum valor, nem firmeza; não obstante quaisquer cousas em contrário, nem as sobreditas, nem outras, em qualquer maneira. Dada em Roma, ano de 1537 aos 9 de junho, no ano terceiro do nosso Pontificado.” (Bula Veritas Ipsa” - 1537) (grifos nosso)

Por estas palavras do Papa Paulo III vemos que as pessoas deveriam ser atraídas e convidadas a fé de Cristo sem imposição, respeitando-se a sua liberdade.

A jurisdição papal estava limitada aos assuntos eclesiásticos ou pacificadores, por isso não se deve, como costumam maldosamente fazer os protestantes, atribuir à Igreja alguns abusos administrativos e políticos cometidos pelos reis ou mandatários, que em muitos casos foram advertidos pelos Papas diante de graves pecados que cometiam. Desde antes do descobrimento do Brasil são numerosas as bulas papais em repúdio a algumas atitudes anticristãs dos reis. Padres e bispos católicos chegaram algumas vezes a reprimir mandatários durantes as missas e até proibi-los de participar da celebração eucarística até se redimirem de seus pecados. Voltemos então ao início da derrocada protestante.

Considerado um esbanjador pelas vultosas quantias que evaporava, Nassau acabou sendo chamado de volta em 1644. Partiu numa esquadra de treze naus que transportava carga avaliada em 2,6 milhões de florins. A sua bagagem pessoal ocupava duas naus. Com sua saída e com os custos da invasão cada vez mais altos, a manutenção da Nova Holanda tornou-se inviável e não tardou a ser derrotada pelos lusos brasileiros.


Batalha dos Guararapes, o povo contra o calvinismo

A primeira batalha ocorreu em 19 de abril de 1648, e a segunda em 19 de fevereiro de 1649.
A primeira Batalha dos Guararapes é simbolicamente considerada a origem do Exército Brasileiro devido a ser o episódio onde de acordo com as correntes historiográficas tradicionais em História do Brasil, esse movimento assinala o início do nacionalismo brasileiro, pois os elementos étnicos brancos, africanos e indígenas fundiram os seus interesses na luta pelo Brasil e não por Portugal. Foi esse movimento que deu à população local a verdadeira compreensão de seu valor, incutindo no povo o espírito de rebeldia contra qualquer tipo de opressão. (BLOCH Editores. História do Brasil, Vol. 1, pág. 180, 1976)

A revista com falsa intenção de homenagear o invasor Maurício de Nassau, alega:

"Santo Antônio" – (...) a administração de Maurício de Nassau conquistara a simpatia do povo, a ponto de ele chegar a ser chamado "Santo Antônio" numa alusão ao popular santo católico que, acredita-se, nunca deixa de atender um pedido.”

Isso não procede. O que foi chamado de “Santo Antonio”, foi o bairro que os invasores holandeses chamavam de “Velha Maurícia”. O nome “Santo Antonio” deu-se ao bairro porque lá antes dos holandeses chegarem já estava o convento de Santo Antônio. Seria deveras contraditório o povo chamar um déspota protestante que proibiu o culto católico e queimou as igrejas católicas de “santo”.




Antigo convento franciscano de Santo Antônio 

Hilário é ver a revista protestante que lançou o artigo para comemorar “o sonho do Brasil protestante” publicar isto no fim da matéria:

“Ainda hoje, se pergunta se a vida não seria melhor num Brasil holandês. O historiador Leonardo Dantas apressa-se em desfazer o mito. " Basta ver o que é hoje o Suriname, ex-Guiana Holandesa, para verificar que os holandeses não eram exatamente um modelo de colonização", garante.”

As outras vertentes protestantes colonizaram a África do Sul, Índia, Nigéria, Botswana, Jamaica, Bahamas, São Vicente e Granadinas e também fracassaram, tanto na evangelização como na qualidade de vida do povo, ficando provado que os países “ricos” protestantes só o são, porque foram todos usurpados do catolicismo a força:http://fimdafarsa.blogspot.com.br/2012/05/sabe-por-que-alguns-paises-ricos-sao.html

Hoje é inegável, que a ideologia protestante forjada na Alemanha no início do século 16, se mostra como a maior fábrica de ateus de todos os tempos, em completa inversão ao propósito Jesus Cristo na terra. Todas as estatísticas mostram que o protestantismo foi criado simplesmente para demolir o que a Igreja Católica edificou em matéria de evangelização. A Holanda que era grandemente católica antes de virar protestante a força, assim está hoje, com o número de incrédulos maior que o de protestantes:
católicos 33%, Igreja Reformista Holandesa 14%, calvinistas 7%, islamismo 4,1%, hinduísmo 0,5%, sem filiação 39%, outras 2,4%.

E isso é generalizado para todas as vertentes do protestantismo. Afirma o apologista protestante e escritor dr. Alex McFarland, que há cem anos, 96% dos americanos eram protestantes, mas hoje esse número é de 49% e continua em declínio. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo The Pew Forum on Religion and Public Life, mostra um constante aumento no número de ateus no país.

Ali, a Igreja Católica passou a ser a maior a Igreja em número de fiéis e é quatro vezes maior do que a maior denominação protestante do país. 

Até a Catedral de cristal protestante agora é católica:

Na Alemanha e na Inglaterra, antes católicas e onde o protestantismo também foi imposto a força, o catolicismo já quase que empata com as religiões protestantes antes oficiais. 

Hoje no Brasil, o protestantismo sangra dividido em numerosas seitas pentecostais de proprietários rivais, a desafiar o próprio Jesus Cristo que ensinava: “Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído e seus edifícios cairão uns sobre os outros.” (Lc 11,17). 

Já não ceifam vidas por aqui, mas a alma dos que persuadem, fazendo sistemático uso de uma velha arma protestante, a mentira, que podemos conhecê-las cronologicamente registradas neste endereço:http://fimdafarsa.blogspot.com.br/2011/06/cronologia-universal-das-mentiras-e.html

A intolerância protestante de antes permanece, ainda que sendo os protestantes que se autodenominam “evangélicos” minoria no maior país católico do mundo. Ainda hoje, a coisa mais comum é encontrar nos noticiários brasileiros, a notícia de que mais um evangélico invadiu uma Igreja Católica e a depredou.

Longe desta conduta odiosa estão os católicos americanos nos Estados Unidos, maior país protestante, mesmo sendo lá os católicos quase três vezes mais numerosos que os evangélicos no Brasil.

Lutero, o fundador do protestantismo apelidado de "reforma", ainda em vida, viu o protestantismo violentamente se esfacelar diante do seu “livre exame” da Bíblia, e mergulhado em completo arrependimento assacou as chorosas palavras:

"Este não quer o batismo, aquele nega os sacramentos; há quem admita outro mundo entre este e o juízo final, quem ensina que Cristo não é Deus; uns dizem isto, outros aquilo, em breve serão tantas as seitas e tantas as religiões quantas são as cabeças." ( Luthers M. In. Weimar, XVIII, 547 ; De Wett III, p. 6l ).

"Se o mundo durar mais tempo, será necessário receber de novo os decretos dos concílios (católicos) a fim de conservar a unidade da fé contra as diversas interpretações da Escritura que por aí correm." (Carta de Lutero à Zwinglio In Bougard, Le Christianisme et les temps presents, tomo IV (7), p. 289).

Como bem diz o apologista Oswaldo Garcia: “É preciso saber que os "reformadores" não reformaram a Igreja de Cristo (que é irreformável em sua fé). Não se reforma uma casa criando em volta dela uma multidão de barracos.”


Título Original: Sonho Sangrento de um Brasil Protestante


Site: Fim da Farsa
Editado por Henrique Guilhon

SEXTA-FEIRA, 1 DE MARÇO DE 2013

O fim de um pontificado


Kelen Galvan
Da Redação, com agências

Bento XVI
Canção Nova.com

Terminou nesta quinta-feira, 28, o Pontificado de Bento XVI (Foto: Arquivo)

Desde às 16h (horário de Brasília, 20h em Roma), desta quinta-feira, 28, terminou o Pontificado de Bento XVI, após quase oito anos à frente da Igreja Católica, e teve início o período de Sé Vacante. Esse horário foi escolhido pois era a hora em que Bento XVI costumava terminar seu dia de trabalho.

Como sinal do fim do Pontificado de Bento XVI, o Cardeal Carmelengo, que atualmente é Dom Tarcísio Bertone, irá quebrar o Anel do Pescador (anel do Papa) e lacrar o apartamento e o escritório papal, à espera do novo Pontífice, como estabelece a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.

O Anel do Pescador é o sinal visível da autoridade do Papa, que ele recebe em momento solene no início do seu Pontificado e usa no dedo anular direito. O anel, confeccionado em ouro, traz gravado o nome do Pontífice e a imagem em relevo do Apóstolo Pedro pescando sobre uma barca. Com a morte de cada Papa, ou neste caso, a renúncia, o Cardeal Camerlengo quebra o símbolo na presença dos representantes do Colégio dos Cardeais.

Durante a Sé Vacante, toda a Igreja é convidada a se unir em oração, aos Sagrados Pastores e aos Cardeais eleitores do Sumo Pontífice, e “implorar a Deus o novo Papa como dom de sua bondade e Providência”, orienta a constituição Universi Dominici Gregis.

Confira as perguntas mais frequentes sobre o futuro de Bento XVI

- Bento XVI vai aparecer ao público após a renúncia?

Não estão previstas aparições após 28 de fevereiro. Em sua chegada a Castel Gandolfo, Bento XVI deverá saudar os vizinhos e visitantes da fachada principal da Casa Pontifícia. Esta deverá sera sua última aparição pública.

- Onde Bento XVI irá morar?

Bento XVI residirá em Castel Gandolfo de 28 de fevereiro até o final de abril ou início de maio. A partir de então, o Papa emérito residirá no Mosteiro ‘Mater Ecclesia’ no Vaticano. Até outubro de 2012 residiam ali as Irmãs de Clausura visitandinas. Os trabalhos de reforma foram iniciados em novembro de 2012 e serão concluídos nos próximos meses.

- Por que o Pontífice escolheu ficar num mosteiro no Vaticano e não retornar à Baviera, sua terra natal?

Bento XVI não mencionou claramente, mas a presença e oração de Bento XVI no Vaticano dá uma continuidade espiritual ao papado. Além disso, Bento XVI mora no Vaticano há mais de três décadas.

- Quem vai assessorar o Papa emérito?

Quer em Castel Gandolfo, quer no Mosteiro ‘Mater Ecclesia’, Bento XVI será acompanhado por Dom Georg Gaenswein, seu secretário particular, que permanece no cargo de Prefeito da Casa Pontifícia.

Título Original: Pontificado de Bento XVI terminou nesta quinta-feira


Site: Canção Nova.com
Editado por Henrique Guilhon

SEXTA-FEIRA, 1 DE MARÇO DE 2013

O verdadeiro temor do Senhor

"Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos" (Sl 127,1). Todas as vezes que na Escritura se fala do temor do Senhor, nunca se fala isoladamente, como se ele bastasse para a perfeição da nossa fé; mas vem sempre acompanhado de muitas outras virtudes que nos ajudam a compreender sua natureza e perfeição. Assim aprendemos desta palavra que disse Salomão no livro dos Provérbios: "Se suplicares a inteligência e pedires em voz alta a prudência; se andares à sua procura como ao dinheiro, e te lançares no seu encalço como a um tesouro, então compreenderás o temor do Senhor" (Pr 2,3-5).

Vemos assim quantos degraus é necessário subir para chegar ao temor do Senhor.
Em primeiro lugar, devemos suplicar a inteligência, pedir a prudência, procurá-la como ao dinheiro e nos lançarmos ao seu encalço como a um tesouro. Então chegaremos a compreender o temor do Senhor.

Porque o temor, na opinião comum dos homens, tem outro sentido. É a perturbação que experimenta a fraqueza humana quando receia sofrer o que não quer que lhe aconteça. Este gênero de temor manifesta-se em nós pelo remorso do pecado, pela autoridade do mais poderoso ou a violência do mais forte, por alguma doença, pelo encontro com um animal feroz e pela ameaça de qualquer mal.

Esse temor, por conseguinte, não precisa ser ensinado, porque deriva espontaneamente de nossa fraqueza natural. Não aprendemos o que se deve temer, mas são as próprias coisas temíveis que nos incutem o terror.

Pelo contrário, sobre o temor de Deus, assim está escrito: "Meus filhos, vinde agora e escutai-me: vou ensinar-vos o temor do Senhor Deus" (Sl 33,12). Portanto, se o temor do Senhor é ensinado, deve-se aprender. Não nasce do nosso receio natural, mas do cumprimento dos mandamentos, das obras de uma vida pura e do conhecimento da verdade.

Para nós, todo o temor do Senhor está contido no amor, e a caridade perfeita expulsa o temor. O nosso amor a Deus leva-nos a seguir os seus conselhos, a cumprir os seus mandamentos e a confiar em suas promessas. Ouçamos o que diz a Escritura: "E agora, Israel, o que é que o Senhor teu Deus te pede? Apenas que o temas e andes em seus caminhos; que ames e guardes os mandamentos do Senhor teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma, para que sejas feliz" (Dt 10,12-13).

Ora, os caminhos do Senhor são muitos, embora ele próprio seja o Caminho. Pois, ele chama-se a si mesmo caminho, e mostra a razão porque fala assim: "Ninguém vai ao Pai senão por mim" (Jo 14,6).

Devemos, portanto, examinar e avaliar muitos caminhos, para encontrarmos, por entre os ensinamentos de muitos, o único caminho certo, o único que nos conduz à vida eterna. Há caminhos na Lei, caminhos nos profetas, caminhos nos evangelhos e nos apóstolos, caminhos nas diversas obras dos mestres. Felizes os que andam por eles, movidos pelo temor do Senhor.
 
Dos Tratados sobre os Salmos, de Santo Hilário, bispo
(Séc.IV) do Senhor.
 
Fonte: Liturgia das horas
 

All for Love - Hillsong (Legendado em Português)


SÁBADO, 2 DE MARÇO DE 2013

Busquemos a Deus, único bem verdadeiro

Onde está o coração do homem está também o seu tesouro; pois Deus não costuma negar o bem aos que lhe pedem.

Porque o Senhor é bom, e é bom sobretudo para os que nele esperam, unamo-nos a ele, permaneçamos com ele de toda a nossa alma, de todo o coração e de todas as forças, para vivermos na sua luz, vermos a sua glória e gozarmos da graça da felicidade eterna. Elevemos nossos corações para esse bem, permaneçamos e vivamos unidos a ele, que está acima de tudo quanto possamos pensar ou imaginar; e concede a paz e a tranqüilidade perpétuas, uma paz que ultrapassa toda a nossa compreensão e sentimento.

É esse o bem que tudo penetra; todos vivemos nele e dele dependemos; nada lhe é superior, porque é divino. Só Deus é bom e, portanto, o que é bom é divino e o que é divino é bom; por isso se diz no salmo: "Vós abris a mão e todos se fartam de bens" (Sl 103,28). É, com efeito, da bondade de Deus que nos vêm todos os bens, sem nenhuma mistura de mal.

Esses bens são os que a Escritura promete aos fiéis, dizendo: "Comereis dos bens da terra" (Is 1,19).

Nós morremos com Cristo e trazemos em nosso corpo a morte de Cristo, para que também a vida de Cristo se manifeste em nós. Portanto, já não é a nossa própria vida que vivemos, mas a vida de Cristo: vida de inocência, vida de castidade, vida de sinceridade e de todas as virtudes. Também ressuscitamos com Cristo; vivamos, pois, unidos a ele, subamos com ele, a fim de que a serpente não possa encontrar na terra o nosso calcanhar e feri-lo.

Fujamos daqui. Podes fugir com o espírito, embora permaneças com o corpo; podes ficar aqui e estar ao mesmo tempo junto do Senhor, se teu coração estiver unido a ele, se teus pensamentos se fixarem nele, se percorreres seus caminhos, guiado pela fé e não pelas aparências, se te refugiares junto dele – que é nosso refúgio e nossa força, como disse Davi: "Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor, que eu não seja envergonhado para sempre" (Sl 70,1).

Já que Deus é o nosso refúgio, e Deus está nos céus e no mais alto dos céus, é preciso fugir daqui para as alturas onde reina a paz, onde repousaremos de nossas fadigas, onde celebraremos o banquete do grande sábado, como disse Moisés: "O repouso sabático da terra será para vós ocasião de festim" (Lv 25,6). Descansar em Deus e contemplar as suas delícias é, na verdade, um banquete, cheio de alegria e felicidade.

Fujamos, como os cervos, para as fontes das águas. Que a nossa alma sinta a mesma sede de Davi. Qual é esta fonte? Escuta o que ele diz: "Em vós está a fonte da vida" (Sl 35,10). Diga minha alma a esta fonte: "Quando terei a alegria de ver a face de Deus?" (Sl 41,3). Porque a fonte é o próprio Deus.

Do Tratado sobre a fuga do mundo, de Santo Ambrósio, bispo
(Séc. IV)